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Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.80  suppl.2 Rio de Janeiro June/Aug. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962005000900004 

INVESTIGAÇÃO CLÍNICA, EPIDEMIOLÓGICA, LABORATORIAL E TERAPÊUTICA

 

Departamento de micologia

 

 

PP9 - Positividade sorológica em contatos domiciliares e peridomiciliares de hanseníase

 

Corrêa AC; Azevedo LMS; Almeida GL; Cuzzi T; Takiya CM

HUCFF/UFRJ; SMS - Duque de Caxias, RJ

 

FUNDAMENTOS/OBJETIVOS: O líquen escleroso (LS) é uma doença inflamatória crônica localizada com maior freqüência na área genital feminina, de etiologia e fisiopatogenia ainda pouco compreendidas. Caracteristicamente apresenta uma zona de hialinização do colágeno na derme superior, que persiste pouco definida do ponto de vista morfológico e cujo significado permanece sem explicação. Em estudo anterior pudemos demonstrar que no LS há profundas modificações da matriz extracelular (MEC), com acúmulo de proteínas colagênicas (tipos I e III) e de proteoglicanos/glicosaminoglicanos sulfatados na região hialina. O objetivo da presente investigação foi caracterizar morfologicamente a presença de decorina e condroitim sulfato (proteoglicanos/glicosaminoglicanos sulfatados) nesta zona, que, ao interagirem com as fibrilas colágenas, entre outras proteínas matriciais, poderiam contribuir para esta peculiar apresentação da MEC.
MATERIAL E MÉTODOS/CASUÍSTICA: Os casos de LS, corados pela hematoxilina-eosina, foram subdivididos segundo a gradação histológica de Hewitt. Por meio da imuno-histoquímica, que utilizou anticorpos dirigidos contra decorina (GIBCO) e condroitim sulfato (SIGMA), revelados pela diaminobenzidina, foram analisadas 31 biópsias de pele vulvar com lesão clínica de LS. Esses resultados foram comparados aos do grupo controle, constituído por fragmentos de retalhos cutâneos excisados durante cirurgias corretivas da região vulvoperineal (pele normal).
RESULTADOS/DISCUSSÃO/CONCLUSÃO: Foi detectada a presença de decorina e condroitim sulfato na zona hialina, porém em diferentes momentos da modulação matricial. Ocorreu predomínio da decorina enquanto a matriz apresentava um aspecto frouxo/edematoso e o condroitim sulfato foi mais evidente quando a MEC assumia um padrão compacto, parecendo que ambos contribuem para o aspecto hialino, porém em fases diferentes da patogenia dessa doença. A seqüência observada na síntese desses proteoglicanos/glicosaminoglicanos levou-nos a supor que a decorina seja um possível marcador precoce do LS vulvar e de que o condroitim sulfato possa estar relacionado à contenção da alteração matricial ao nível da derme média, fato que diferencia histologicamente as lesões de LS das de esclerodermia.