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Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.81 no.1 Rio de Janeiro Jan./Feb. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962006000100014 

ICONOGRAFIA

 

Dermatologia comparativa*

 

 

Valdilene Loures de SouzaI; Juliana Cristina Silva FragaI; Aloísio GamonalII

IResidente do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF - Juiz de Fora (MG), Brasil
IIDoutor em Dermatologia pela UNIFESP. Chefe do Serviço de Dermatologia da Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF - Juiz de Fora (MG), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Os autores relatam um caso de quelóide que reporta à gravata borboleta, acessório de trajes em geral masculinos.

Palavras-chave: Crescimento; Esterno; Quelóide


 

 

É do terceiro século a.C. que datam os primeiros indícios do uso de acessórios semelhantes à gravata. No entanto, o que realmente originou seu uso mundial em larga escala foi a Guerra dos 30 Anos, que devastou a Europa durante o século XVII. Nessa época o Sacro Império Romano entra em guerra contra a aristocracia boêmia protestante. Os franceses, pertencentes ao segundo grupo, tinham seu exército formado quase exclusivamente por mercenários, em meio aos quais havia um grupo de guerreiros croatas que utilizavam como parte da vestimenta um tipo de lenço no pescoço, semelhante ao que seriam mais tarde as gravatas. Por influência dos croatas, os guerreiros franceses também começaram a usar o adereço. Ao final da guerra, a aristocracia francesa, buscando assemelhar-se a seus guerreiros para conquistar a simpatia do povo, começou também a usá-lo. O rei da Inglaterra, saindo de seu exílio na França, levou a seu país a nova moda. A partir dessa época, o uso de gravatas espalhou-se por toda a Europa e, com a expansão marítima, conquistou novos continentes.1,2 É contudo no século XIX, marcado por embates ideológicos, que surge a gravata borboleta, servindo, segundo Honoré de Balzac, como forma de distinguir um homem de gênio de um homem medíocre.1

A figura 1 corresponde a paciente parda, de 17 anos, nascida de parto normal, sem história de trauma local, apresentando na região esternal, desde o nascimento, lesão queloidiana de crescimento proporcional a seu desenvolvimento estatural. A lesão tem aproximadamente 10cm em seu maior diâmetro e assemelha-se a uma gravata borboleta (Figura 2). As fibras no maior eixo estão orientadas paralelamente à superfície das clavículas, e a região constrita ao centro apresenta as fibras perpendicularmente ao maior eixo como um perfeito nó de gravata borboleta.

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

1. Lerparaver.com [Homepage on the Internet]. Lisboa: Delegação Regional do Sul e Ilhas da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, Inc.; c 2000-2005 [updated 2003 Apr; cited 2005 Jul]. Jornal de Parede nº7. Available from: http://www.lerparaver.com/jparede7.html        [ Links ]

2. Kruzlifix’s Homepage [Homepage on the Internet]. Switzerland: kruzlifix’s Association, Inc.; c 1996-2005 [updated 1998; cited 2005 Jul]. Kruzlifix’s History of the Bow Tie. Available from: http://www.staehelin.ch/bowtie/bowties.html         [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência:
Valdilene Loures de Souza
Travessa Regina, 85 - Centro
35300-039 - Caratinga - MG
Tel.:(33) 3321-1867
E-mail: val.loures@ig.com.br

Recebido em 04.07.2005.
Aprovado pelo Conselho Editorial e aceito para publicação em 30.09.2005.
Conflito de interesse declarado: Nenhum.

 

 

* Trabalho realizado no Serviço de Dermatologia da Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF - Juiz de Fora (MG), Brasil.