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Anais Brasileiros de Dermatologia

Print version ISSN 0365-0596On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.81 no.1 Rio de Janeiro Jan./Feb. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962006000100015 

INFORMES

 

 

Doação

 

 

A Biblioteca da Sociedade Brasileira de Dermatologia agradece a seguinte doação:

 

Rosana Lazzarini
Formaldeído e os agentes relacionados como causadores de dermatite de contato. Tese de Mestrado. Área de concentração: Ciências. São Paulo: Faculdade de Medicina de São Paulo, 2005

 

 


 

Tese

 

Formaldeído e os agentes relacionados como causadores de dermatite de contato, de Rosana Lazzarini.Tese apresentada a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo para obtenção do título de Mestre em Ciências. São Paulo - 2005.

Orientadora: Profa. Dra. Ida Alzira Gomes Duarte

RESUMO

A dermatite de contato pode ser causada por uma série de agentes, entre eles, o formaldeído e os agentes relacionados. Neste trabalho avaliou-se, entre os pacientes portadores de dermatite de contato, a previdência de sensibilização ao formaldeído e agentes relacionados, além das características (tempo de evolução da dermatose, profissão, sexo, idade e localização das lesões) da população afetada no Ambulatório de Alergia da Clínica de Dermatologia da Santa Casa de São Paulo. Este trabalho tem como objetivos: 1) determinar a freqüência de sensibilização ao formaldeído e agentes relacionados, em 836 pacientes com dermatite de contato, do Ambulatório de Alergia da Clínica de Dermatologia, no período de janeiro de 1996 a dezembro de 2002 e avaliar as características dos pacientes com testes de contato positivos e relevantes ao formaldeído e agentes relacionados, quanto ao sexo, idade, profissão, tempo de evolução da dermatose e localização das lesões.
MÉTODOS: No período compreendido entre janeiro de 1996 e dezembro de 2002 foram avaliados 836 pacientes com testes de contatos positivos. Os dados foram obtidos com base em um protocolo estabelecido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e dados do prontuário, quando necessário. Os testes foram realizados utilizando-se a bateria padrão brasileira, bateria para cosméticos ou agentes (quando necessário), de acordo com a história clínica e com metodologia já descrita anteriormente. Os resultados foram aplicados a uma planilha do programa Excel (Microsoft), a partir da qual foram quantificadas e realizadas análises descritivas dos casos.
RESULTADOS: no grupo de 836 pacientes, 148 tiveram testes positivos ao formaldeído e/ou agentes relacionados, e, em 137 (93%), eles foram relevantes com a história clínica. Entre os testes positivos e relevantes a resina toluenossulfonamida-formaldeído teve prevalência de 78%, o formaldeído, de 10%, o Quaternium 15, de 11%, o Bronopol, de 3%, a Imidazolidinil uréia, de 1%. O sexo feminino (94%) e os pacientes jovens foram os mais acometidos (91%). A maior parte dos pacientes (88%) apresentava sua dermatose em fase crônica (> 4 meses). A região mais acometida foi a face (47%). A dermatose foi considerada ocupacional em 14 casos (10%) e os profissionais mais acometidos foram as manicures (5/36%).
CONCLUSÕES: os dados obtidos neste trabalho sugerem baixa prevalência de sensibilização ao formaldeído em nosso serviço (1,8%), mas, alta, para a resina toluenossulfonamida-formaldeído (13,5%); os outros agentes relacionados apresentaram prevalências de 1,3% para o quartenium 15,05% para o Bronopol e 0,2% para imidazolidinil uréia. A dermatite de contato ocupacional representou 10% dos casos e o formaldeído foi o agente mais importante. As manicures foram as profissionais mai afetadas e, nesses casos, a resina toluenossulfonamida-formaldeído foi o agente mais freqüente, fato não descrito anteriormente na literatura. A resina toluenossulfonamida-formaldeído foi o alérgeno mais freqüente na população estudada, o que sugere a necessidade de incluí-la na bateria padrão brasileira e controle por parte dos órgãos públicos. Os esmaltes de unha são cosméticos muito utilizados pela população feminina, podendo trazer alta morbidade.

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