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Anais Brasileiros de Dermatologia

Print version ISSN 0365-0596On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.81 no.2 Rio de Janeiro Mar./Apr. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962006000200014 

INFORMES

 

 

Doações

 

A Biblioteca da Sociedade Brasileira de Dermatologia agradece as seguintes doações:

 

Robertha de Carvalho de Nakamura
Pitiríase Alba: estudo clínico com correlação histopatológica em pacientes adultos. Tese de Mestrado. Área de concentração: Dermatologia. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2005.

Sandra Maria Bitencout Miranda
Pitiríase Rósea e susceptibilidade conferida por HLA: um estudo realizado em pacientes de etnia afro-brasileira. Tese de Doutorado. Área de concentração: Medicina. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2005.

 


 

Teses

 

Pitiríase Alba: estudo clínico com correlação histopatológica em pacientes adultos, de Robertha de Carvalho de Nakamura.Tese apresentada a Universidade Federal do Rio de Janeiro para obtenção do título de Mestre em Dermatologia. Rio de Janeiro - 2005.

Orientador: Prof. Dr. Juan Piñeiro-Maceira

RESUMO

FUNDAMENTOS: A Pitiríase Alba é uma dermatose inflamatória de caráter crônico, recidivante e etiologia incerta, comum em crianças e adultos. Caracterizada por máculas discromicas por vezes com papulas foliculares periféricas e finas escamas. Poucos estudos histológicos são referidos na literatura e estes descrevem achados de uma dermatite crônica superficial.
OBJETIVOS: Identificar características histopatológicas mais relevantes para o diagnóstico da doença Pitríase Alba e correlacioná-las com as características clínicas.
MÉTODOS: Foi realizado um estudo descritivo, prospectivo, de “Série de Casos”. A participação do paciente foi ao acaso, por um período de doze meses. Foram relacionados vinte e dois pacientes adultos com Pitríase Alba extensa, lesões disseminadas. Estas lesões foram classificadas quanto aos aspectos clínicos e tempo de evolução Após consentimento dos pacientes a biopsia obtida foi submetida à corte longitudinal e transversal, e realizado estudo histológico e de himunohistoquímica (PTN S-100 e HMB45). Os dados encontrados foram correlacionados com a forma clínica da doença.
RESULTADOS: A amostra englobou pacientes no estágio intermediário e tardio, em sua maioria do sexo feminino. No estudo histopatológico todos os pacientes apresentaram infiltrado inflamatório mononuclear epidérmica discreta, presença de melanófagos e exocitiose folicular. Achados melhor vistos em cortes transversais. Não se evidenciou alteração das populações de células S-100 positivas e HMB-45 reativas.
CONCLUSÃO: A histologia não é patognomônica, mas conclusiva quando correlacionada com características clínicas da Pitríase Alba. A característica histológica mais relevante é o comprometimento folicular inflamatório.

 

 

Pitiríase Rósea e susceptibilidade conferida por HLA: um estudo realizado em pacientes de etnia afro-brasileira, de Sandra Maria Bitencout Miranda.Tese apresentada a Universidade Federal do Rio de Janeiro para obtenção do título de Doutor em Medicina. Rio de Janeiro - 2005.

Orientadores: Prof. Dr. Absalom Lima Filgueira
Profº. Dra. Luciane Faria de Souza Pontes

RESUMO

OBJETIVOS: Os Antígenos Leucocitários Humanos (HLA) têm sido intensamente relatados com fatores de susceptibilidade genética para inúmeras doenças. Esse estudo avalia o potencial de risco genético na Pitiríase Rósea (PR), através da tipificação molecular do HLA.
MÉTODO: O método usado foi, Reação em Cadeia polimerase, com primers de seqüência específicas (PCR-/SSP-One Lambda, Inc-CA-USA), com determinação dos alelos da classe I (HLA-A, HLA-B e HLA-C) e classe II (HLA-DRB1, DRB3, DRB4 e DQB5), em 30 pacientes Afro-brasileiros (PR) e 45 indivíduos saudáveis do grupo controle (PR-C).
RESULTADO: A análise do resultado HLA dos grupos mostrou significante, risco relativo RR 4,00, intervalo de confiança IC 95% 1,20-13,28, valor p 0,018 para o alelo classe II, HLA-DQB1*04, detectado em 33,3% PR contra 11,1% PR-C. Observamos ainda, que três dos seis alelos B*51 e três dos seis alelos B*53 detectados nos pacientes PR, estavam juntos com o alelo DQB1*04.
CONCLUSÃO: A significante predominância do alelo DQB1*04, nos 30 pacientes PR de etnia afro-brasileira estudados, sugere-nos que este plano possa estar envolvido como importante fator na susceptibilidade genética para a PR. Entretanto, achamos conveniente que a pesquisa seja realizada em populações de outras etnias e preferencialmente com técnicas de alta resolução de tipagem do DNA.

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