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Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.81 no.3 Rio de Janeiro June 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962006000300005 

INVESTIGAÇÃO CLÍNICA, EPIDEMIOLÓGICA, LABORATORIAL E TERAPÊUTICA

 

Micoses superficiais na cidade de Manaus, AM, entre março e novembro/2003*

 

 

José Augusto Almendros de OliveiraI; Jacqueline de Aguiar BarrosII; Ana Cláudia Alves CortezIII; Juliana Sarmento Rocha Leal de OliveiraIV

IPesquisador Titular - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA - Manaus (AM), Brasil
IIBolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica/ Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia / Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas - PIBIC/INPA/FAPEAM - Centro Universitário Nilton Lins - Manaus (AM), Brasil
IIITécnico Especializado - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA - Manaus (AM), Brasil
IVProfessor de Farmacêutica-Bioquímica - Manaus (AM), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTOS: Micoses superficiais estritas são infecções fúngicas que se localizam nas camadas superficiais da pele e seus anexos. As micoses superficiais cutâneas representadas pelas dermatofitoses e candidíases podem ultrapassar a camada córnea da pele. Na região amazônica possuem incidência elevada.
OBJETIVOS: Estudar as micoses superficiais, estritas e cutâneas, diagnosticadas sob o ponto de vista epidemiológico e micológico.
PACIENTES E MÉTODOS: Pacientes com suspeita clínica de micoses superficiais submetidos a exame micológico no período de março a novembro de 2003 no Laboratório de Micologia Médica/CPCS/INPA.
RESULTADOS: Foram realizados 394 exames, tendo 256 apresentado diagnóstico positivo. As micoses mais incidentes foram onicomicoses (135) e pitiríase versicolor (98). Malassezia spp. (77) e Candida spp. (72) foram os agentes fúngicos mais isolados. Tinea capitis apresentou maior ocorrência nos pré-escolares (3), e onicomicoses em adultos (94). O sexo feminino foi o mais acometido (91). Todas as classes sociais foram infectadas, com predominância da C (37).
CONCLUSÃO: Onicomicoses e pitiríase versicolor acometeram sobretudo adultos. A Tinea capitis ocorre principalmente, em crianças. As micoses superficiais apresentaram mais incidentes nas mulheres. Malassezia spp. e Candida spp. foram os agentes mais isolados.

Palavras-chave: Fungos; Incidência; Micoses


 

 

INTRODUÇÃO

As micoses superficiais estritas são infecções fúngicas localizadas nas camadas superficiais da pele e seus anexos.1 Caracterizam-se freqüentemente por ser transmitidas por contato direto, provocar inflamação local banal e não apresentar anticorpos séricos.2 Os agentes etiológicos dessas micoses são representados por fungos leveduriformes (Malassezia spp., Trichosporon sp.) e fungos filamentosos não dermatofíticos (Piedraia hortae e Phaeoannelomyces werneckii).3,4

Os fungos filamentos dermatofíticos e as leveduras do gênero Candida, agentes de micoses superficiais cutâneas, possuem a capacidade de digerir a queratina presente na pele e seus anexos, podendo desencadear ou não resposta inflamatória no hospedeiro.

Os dermatófitos são representados por três gêneros: Trichophyton, Microsporum e Epidermophyton. Em função de seu habitat são classificados em antropofílicos, geofílicos e zoofílicos.3 Os geofílicos desenvolvem-se sobre a queratina presente no solo, originária do homem e/ou dos animais, ou, ainda, produtos de degradação desta; os zoofílicos parasitam a queratina animal, e os antropofílicos, a queratina humana.

Entre os fungos leveduriformes causadores de infecções superficiais cutâneas encontramos a Candida spp., levedura componente da microbiota normal humana.

A Malassezia spp., agente de micose superficial estrita é levedura lipofílica que faz parte da microbiota normal da pele e do couro cabeludo.3 Embora não apresente atividade queratinolítica, vive sobre a pele ou ao redor dos pêlos e utiliza restos epiteliais ou produtos de excreção como fontes de energia para seu desenvolvimento.5

Fungos filamentosos não dermatofíticos considerados contaminantes atualmente estão sendo observados como agentes causais em alguns casos de micoses superficiais, representados pelos gêneros Alternaria, Aspergillus, Acremonium, Cladosporium, Penicillium, Scopulariopsis, entre outros.6 Esses fungos podem estar associados a leveduras e dermatófitos. Neste último caso, são considerados meros contaminantes.7

O estudo de ambos os tipos de micoses superficiais reveste-se de importância devido à grande freqüência com que são diagnosticados em clínicas dermatológicas, podendo desencadear epidemias em alguns grupos populacionais, justamente por ser extremamente contagiosos, como, por exemplo, a tinea pedis em militares e atletas.8,9

As micoses ocupam o primeiro lugar, com altos percentuais, na incidência das dermatoses mais importantes na Amazônia, representadas principalmente pelas dermatofitoses e pitiríase versicolor, o que parece ser um aspecto próprio da região.10

Fatores ecológicos encontram-se associados à etiologia das micoses na região amazônica, tais como temperatura e umidade relativa do ar elevadas, assim como a densa massa florestal e a pluviosidade alta, fornecendo ótimas condições de dispersão fúngica e seu desenvolvimento. Outros fatores que também propiciam a incidência e a propagação das micoses na região estão representados pelas condições socioeconômicas precárias das populações da Amazônia, além de promiscuidade, sudorese, contato prolongado com animais domésticos, condições de higiene, entre outros.10-12

Vários motivos são apontados para explicar o aumento da incidência das micoses superficiais nas últimas décadas, entre eles o uso abusivo de antibióticos, drogas citostáticas, além de drogas e doenças imunossupressoras.13,14

As micoses não constituem doenças de notificação obrigatória, assim não se tem idéia exata da extensão do problema na região amazônica. Tal fato, mostra a necessidade de realização periódica de levantamentos da freqüência das micoses e de seus agentes etiológicos, em função dos fatores socioeconômicos, geográficos e climáticos, como medida de prevenção epidemiológica. Assim, este trabalho teve como objetivo estudar as micoses diagnosticadas, sob o ponto de vista epidemiológico e micológico, utilizando parâmetros como sexo, idade e classe social.

 

PACIENTES E MÉTODOS

Entre março e novembro de 2003 foram submetidos a exame micológico 394 pacientes com suspeita de micose superficial encaminhados ao Laboratório de Micologia Médica, por médicos da rede pública e clínicas particulares. Pitiríase versicolor, onicomicose por fungo dermatofítico e Candida spp., tinea corporis, tinea pedis, Tinea capitis e tinea cruris foram as micoses estudadas. O material coletado foi dividido em duas partes. Uma delas foi utilizada para a realização do exame de microscopia direta, sendo previamente tratada com hidróxido de potássio a 40% e DMSO (dimetilsulfóxido), com objetivo de clarificar a amostra permitindo a evidenciação das estruturas fúngicas. A outra parte foi inoculada em Mycobiotic ágar e Sabouraud com cloranfenicol para isolamento do agente causal à temperatura ambiente (27-29ºC). Nos casos com suspeita de pitiríase versicolor, o meio de cultivo foi ágar Sabouraud com óleo de oliva,1 e os tubos, mantidos em temperatura de 35-37ºC, observados diariamente por 15 dias. Após desenvolvimento das culturas, procedeu-se à identificação dos fungos segundo suas características macro e micromorfológicas em nível de gênero, descritas por Lacaz.1 Os resultados obtidos foram submetidos a estudo analítico descritivo com base na análise estatística qui-quadrado (c2) no nível de significância de a=0,05.

 

RESULTADOS

Foram realizados 394 exames, tendo 256 (64,97%) apresentado diagnóstico positivo. Contudo, dos exames com diagnóstico positivo, 228 (89,06%) apresentaram positividade ao exame direto e de cultivo, e 28 (10,94%), somente ao exame direto. Houve maior número de diagnósticos positivos para onicomicoses (101; 39,45%) e pitiríase versicolor (71; 27,73%). Em ordem decrescente, seguiram-se tinea pedis (36; 14,06%), tinea corporis (31; 12,11%), Tinea capitis (12; 4,70%) e tinea cruris (cinco; 1,95%) (Gráfico 1).

 

 

Verificou-se maior ocorrência dos fungos leveduriformes (165; 72,37%), representados principalmente por Malassezia spp. (77; 33,77%) e Candida spp. (72; 31,57%) seguidos dos filamentosos dermatofíticos (55; 24,12%) representados principalmente por Trichophyton rubrum (22; 9,65%) e dos fungos filamentosos não dermatofíticos (oito; 3,51%), com maior ocorrência do Scytalidium dimidiatum (quatro; 1,75%) (Tabela 1).

Nos fungos leveduriformes, a Malassezia spp. apresentou maior ocorrência em casos de pitiríase versicolor (66; 85,7%), contudo foi detectada também em casos de suspeita clínica de tinea corporis (oito; 10.38%), tinea capitis (dois; 2,59%) e tinea cruris (um; 1,29%). Candida spp. foi o agente causal mais incidente nas onicomicoses (52; 72,2%). Dos fungos filamentosos dermatofíticos, Trichophyton rubrum apresentou maior incidência nas onicomicoses (10; 45,45%), tendo sido detectado também em tinea pedis (sete; 31,82), tinea corporis (quatro; 18,2%) e tinea cruris (um; 4,54%). Quanto aos fungos filamentosos não dermatofíticos, Scytalidium dimidiatum foi observado em casos de onicomicoses (três; 75%) e tinea pedis (um; 25%) (Tabela 1).

Houve maior incidência de Tinea capitis (três; 37,50%) em pré-escolares e, nos adultos, onicomicoses (94; 47,24%) (Tabela 2).

O sexo feminino foi o mais acometido pelas micoses superficiais (165; 64,45%), representadas principalmente por onicomicoses (76; 46,06%), sendo as unhas dos pés as mais afetadas. No sexo masculino houve maior incidência de pitiríase versicolor, (29; 31,87) (Gráfico 2).

 

 

A relação entre a incidência das micoses superficiais com a sazonalidade e as classes sociais não foi significativo para c2 (p>0,05). Entretanto, a classe social C foi a mais atingida, com 97 (37,89%) casos.

 

DISCUSSÃO

A elevada incidência de onicomicoses constatada neste estudo, não foi observada nas cidades de São Paulo e Goiânia, onde predominou tinea pedis,15,16 que, no presente trabalho, aparece como a terceira micose superficial mais incidente. Essa baixa incidência, observada também em outras cidades de clima quente, como João Pessoa,17 explica-se pelo fato de as pessoas utilizarem calçados abertos, o que não acontece em cidades de clima frio, onde o uso de calçados fechados torna-se obrigatório, provocando ambiente quente e úmido, propício ao desenvolvimento dos dermatófitos.13

A elevada ocorrência da pitiríase versicolor também foi observada em estudo anterior realizado em Manaus, confirmando que essa é a infecção micótica de maior ocorrência no Amazonas.18,19 Elevados índices de pitiríase versicolor também foram verificados na Paraíba, onde 78% da população estudada apresentou positividade para essa micose.20

O alto índice de isolamento de Candida spp. nas lesões ungueais também foi observado em Assunción, Paraguai e no Rio de Janeiro, confirmando a posição desse agente etiológico como o mais freqüente nas onicomicoses.3,4

O predomínio de T. rubrum entre os dermatófitos, principalmente nas onicomicoses, e tinea pedis foi observado por Terragni et al., 1993 e Mezzari et al., 1998,21,22 confirmando que esse fungo é considerado o mais cosmopolita de todos.

Assim como, em estudos anteriores realizados nas cidades de Manaus e Fortaleza,11,13,14 também foi constatada maior incidência de Trichophyton tonsurans como agente causal da Tinea capitis. Esse fungo parece mostrar-se bastante adaptado às elevadas temperatura e umidade relativa das regiões Norte e Nordeste do Brasil, diferindo do clima dos estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, onde o T. tonsurans é considerado dermatófito de importação.23,24

Fungos filamentosos não dermatofíticos causando micoses superficiais são muito raros, com exceção dos encontrados nas onicomicoses (um a 10%).25 O S. dimidiatum foi observado com maior freqüência em onicomicoses, o que pode ser explicado pelo fato de que terra ou material vegetal constituem fonte de transmissão desse fungo, não ocorrendo a transmissão inter-humana. Além disto, o fungo apresenta a capacidade de metabolizar a queratina das unhas, embora com intensidade inferior à dos dermatófitos.7

A baixa freqüência de onicomicoses em crianças pode ser atribuída ao crescimento mais rápido da unha, menor área superficial para invasão de esporos infectantes e a probabilidade reduzida de trauma. Por outro lado, os fatores que podem contribuir para o aumento da prevalência de onicomicoses na população de terceira idade estão representados pela redução da taxa de crescimento da lâmina ungueal e o aumento da possibilidade de traumatismos.4

A constatação da maior incidência de pitiríase versicolor na idade adulta já havia acontecido em Manaus, sendo que a raridade de sua ocorrência na infância é atribuída à natureza lipofílica do fungo.18

A prevalência de Tinea capitis em crianças também foi observada em estudos realizados nas cidades de Fortaleza, Goiânia e Rio de Janeiro,13,14,25,26 confirmando que essa é a micose superficial mais incidente em crianças, o que pode ser explicado pelo fato de elas estarem mais expostas a fatores de risco, tais como precários hábitos de higiene e aglomeração em colégios e creches. O contato direto das crianças com os animais domésticos e as brincadeiras com areia também contribuem para a maior ocorrência desse tipo de micose, nessa faixa etária.

Os índices de temperatura e umidade relativa do ar na região amazônica, apresentando-se bastante semelhantes durante o ano inteiro, não permitiram verificar dependência entre a incidência das micoses superficiais e as estações.

 

CONCLUSÕES

Foi possível constatar, neste trabalho, que onicomicose e pitiríase versicolor são as micoses superficiais mais incidentes no meio estudado e que Candida spp. e Malassezia spp. foram os agentes etiológicos mais freqüentes. O sexo feminino é o mais acometido, sendo onicomicose a micose superficial mais freqüente. No sexo masculino houve maior ocorrência de pitiríase versicolor. A micose mais incidente em crianças foi Tinea capitis, e nos adultos, onicomicose e pitiríase versicolor. Todas as classes sociais apresentaram-se acometidas por micoses superficiais. Não foi demonstrada a influência da sazonalidade em relação à incidência das micoses superficiais.

 

AGRADECIMENTOS

Suporte Financeiro: Fundação de Amparo a Pesquisa do Amazonas - FAPEAM.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência
José Augusto Almendros de Oliveira
Av. André Araújo, nº 2936, Bairro Aleixo
69060-001 - Manaus - AM
Tel.: (92) 3643-3056 / Fax: (92) 3643-3055
E-mail: almendro@inpa.gov.br

Recebido em 14.09.2004.
Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 22.04.2006.
Conflito de interesse declarado: Nenhum

 

 

*Trabalho realizado no Laboratório de Micologia Médica - Coordenadoria de Pesquisas em Ciências da Saúde - CPCS - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - CPCS-INPA - Manaus (AM), Brasil.