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Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.81 no.4 Rio de Janeiro July/Aug. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962006000400015 

INFORMES

 

Doações

 

 

A Biblioteca da Sociedade Brasileira de Dermatologia agradece as seguintes doações:

 

Di Livros Editora
Martins JEC, Paschoal LHC. Dermatologia Terapêutica. 4ª Ed. Rio de Janeiro: DiLivros; 2006. 304p.

Dr. Adilson da Costa
Costa A. Acne vulgar e ácidos graxos essenciais: estudo piloto para avaliações clínica, histológica e digital da relação entre uma suplementação dietética e a evolução clínica de uma dermatose. [dissertação de mestrado]. São Paulo: Escola Paulista de Medicina, 2006.

 


 

Tese

 

q Acne vulgar e ácidos graxos essenciais: estudo piloto para avaliações clínica, histológica e digital da relação entre uma suplementação dietética e a evolução clínica de uma dermatose, de Adilson da Costa. Tese apresentada a Universidade de São Paulo para obtenção do título de Mestre em Ciências. São Paulo - 2006.

Orientador: Prof. Dr. Maurício Mota de Avelar Alchorne

RESUMO

OBJETIVO: Verificar a possibilidade da melhora clínica de um produto comercial farmacêutico, rico em ácidos graxos essências (AGE) e vitamina E (Liviten® L), na reposta clínica subjetiva, análise histopatológica e análise digital de imagem na evolução clínica na proposta terapêutica, e avaliar qual(ais) desse(s) método(s) seria(m) o(s) mais eficientes(s) para captar a resposta clínica do tratamento da acne vulgar (AV) com AGE.
MÉTODOS: O estudo clínico piloto prospectivo foi conduzido com 31 voluntários, de ambos os sexos, com idade variando entre 14 e 38 anos, portadores de AV graus I a IV, atendidos no Departamento de Dermatologia da UNIFESP-EPM. Esses voluntários foram informados do propósito do estudo clínico em questão, do regime terapêutico ao qual seriam submetidos, e orientados quanto aos seus deveres e direitos, sempre assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Todos os voluntários foram submetidos a rigoroso exame dermatológico pelo médico avaliador nas consultas realizadas (pré e pós-tratamento), a fim de identificar os dados demográficos, fototipo, grau de AV e qual o tempo de evolução da dermatose. Destes, 16 (51,6% submeteram-se ao esquema terapêutico com Liviten®L (3.00 mg/dia) ou placebo (n= 15, 48,4%). Eles foram analisados, no período pré e pós-tratamento, através de auto-avaliação do voluntário, imagem digital em pixels ou exame histopatológicos.
RESULTADOS: Vinte e quatro voluntários (15 homens e 9 mulheres) terminaram o estudo com todos os critérios cumpridos (77,42%). No entanto os que terminaram e não tinham todos os critérios de avaliação cumpridos, mas sim os epidemiológicos, entraram, somente, na análise epidemiológica da população estudada. Observou-se que: os voluntários do sexo masculino tinham idade inferior à do sexo feminino (p=0,038); os do sexo feminino tinham tempo de evolução médio superior aos do sexo masculino (p=0,046); não houve associação entre grau de AV e gênero do voluntário (p+0,7); não houve diferença nas notas subjetivas entre os grupos Liviten®L e placebo (p+0,419), o que se observou com a análise digital (p+0,2187); houve uma sugestão de melhora, do ponto de vista histopatológico (p+0,087), pois o texto de qui-quadrado não confirmou tal significância (=4,878); não houve correlação entre a análise digital e a nota subjetiva dos voluntários (p=0,127), entre a nota subjetiva e a resposta histopatológica (p=0,438), mas ocorreu relação estatística significante entre a análise histopatológica (p=0,012).
CONCLUSÕES
: 1) Para se avaliar o real benefício dos AGE na terapêutica da AV, dever-se-ia realizar um estudo clínico mais amplo, com uma amostragem ("n"); 2) A resposta clínica da auto-avaliação do voluntário e da análise digital não foi capaz de discernir o melhor padrão terapêutico para AV: Liviten®L ou placebo; 3) A correlação histopatologia-análise digital parece ser a melhor forma de captação da qualidade de resposta clínica da terapêutica acima utilizada para AV; 4) A análise histopatológica parece ser o método mais sensível para diferenciar a qualidade clínica do uso de um composto rico em AG e um placebo no tratamento de AV. (30/6/2006)

 


 

Livro

 

q Dermatologia Terapêutica
Autores: José Eduardo Costa Martins, Luiz Henrique Camargo Paschoal.
Rio de Janeiro: DiLivros; 2006. 304p.

 

q Sebastião de Almeida Prado Sampaio
Rubem David Azulay
Professor Emérito da UFRJ e da UFF. Professor Titular da Fundação Técnico Educacional Souza Marques e da Universidade Gama Filho.

Li e reli o livro intitulado "Trajetória de um mestre da Dermatologia". Trata-se de uma biografia de um dos grandes dermatólogos do mundo. Nesse livro é relatada a vida construtiva e a personalidade invulgar de um professor de Dermatologia na Universidade de São Paulo. Tenho convivido com ele há várias décadas. Quanto mais passa o tempo, maior é a personalidade de Sampaio. Desejamos destacar o valor do mestre que surgiu de uma família simples. Sua mãe, entretanto, era uma mulher de grande valor, pois, durante várias décadas exigia o máximo de seus sete filhos e conseguiu o que desejava.

Sampaio, desde sua infância, tinha tendência para formar-se em engenharia, porém acabou optando pela medicina, conforme desejava sua mãe. Neste artigo, citaremos apenas algumas de suas 85 atividades. Sua carreira universitária iniciou-se com o Professor Aguiar Pupo, então catedrático de Dermatologia e Sifilografia da Faculdade de Medicina que convidou Sampaio para seu assistente. Sua brilhante atuação na Faculdade de Medicina de São Paulo o fez atingir o título de Professor de Dermatologia e Sifilografia. Em 1951, fez concurso de livre-docência nessa Faculdade sendo aprovado com a nota notável de 9,48 pontos. Sua tese versou sobre "Lúpus Eritematoso Disseminado". Seu trabalho intenso e honesto o fez chegar ao título de Professor de Dermatologia e Sifilografia na Faculdade de Medicina de São Paulo. Sua dedicação profissional tornou-se evidente ao dedicar-se, inicialmente a ser fellow na Mayo Clinic. Estagiou, em seguida, no New York Skin and Câncer Hospital onde demonstrou ser um excelente pesquisador em Dermatologia. Nos Estados Unidos seu nome passou a ser Sam. Ao terminar seu estágio na Clínica Mayo resolveu ir à Europa onde estagiou em vários Serviços. Um dos Serviços freqüentado por Sampaio refere-se à excelente Clínica dirigida pelo Professor Mischer, na Suíça. Visitou ainda outros Serviços Europeus. Retornou ao Brasil em 1953. Em São Paulo, tem trabalhado até hoje com eficiência e honestidade.

Sampaio, em São Paulo, criou o Instituto de Dermatologia.

Sampaio exerceu várias funções administrativas, porém tendo em vista, sobretudo desenvolvimento da Dermatologia. Citaremos apenas alguns desses títulos: Presidente do CREMESP (1963-1968).

Em 1944, graças a Ramos e Silva do Rio de Janeiro e Aguiar Pupo de São Paulo, fez-se a 1ª Reunião dos Dermatosifilógrafos Brasileiros, no Pavilhão São Miguel. Sampaio esteve presente à mesma. Desde então essas Reuniões ocorreram anualmente. Sampaio preside a todas. É importante relatar que Sampaio recebeu o "Certificate of Apreciation" da International League of Dermatological Societies. A dedicação de Sampaio à Dermatologia pode ser simplificada com a sua participação a quase todos os Congressos Brasileiros de Dermatologia (a partir de 1944). Acrescente-se ainda os seguintes afazeres: participação do Colégio Ibero-Latino-Americano de Dermatologia (todos os congressos), Congressos Internacionais de Dermatologia, Congresso Europeu de Dermatologia em Firenze e dos meetings da American Academy of Dermatology.

Para abreviar este comunicado, faço-o com a expressão usada por Sampaio: "Enquanto tiver saúde, continuarei aprendendo, escrevendo e trabalhando".