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Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.81 no.5 Rio de Janeiro Sept./Oct. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962006000500015 

INFORMES

 

Doações

 

 

A Biblioteca da Sociedade Brasileira de Dermatologia agradece as seguintes doações:

 

Dr. Rubem David Azulay & Dr. David Rubem Azulay
Azulay RD, Azulay DR. Dermatologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

Dr. Roberto Rheingantz da Cunha Filho
Cunha Filho RR. Pili Canaliculi: Estudo clínico, microscópico – óptico e eletrônico – da primeira família brasileira. [dissertação de mestrado]. Pelotas: Universidade Católica de Pelotas, 2005.

Dra. Andréa Pinheiro de Moraes
Moraes AP. Avaliação terapêutica do pimecrolimo creme 1% no tratamento da dermatite seborréica da face em pacientes HIV – positivos. [dissertação de mestrado]. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2006.

Dr. Ivan Abreu Figueiredo
Figueiredo IA. O plano de eliminação da hanseníase no Brasil em questão: o entrecrusamento de diferentes olhares na análise da política pública. [dissertação de doutorado]. São Luís: Universidade Federal do Maranhão, 2006.

Dra. Kátia Sheylla Malta Purim
Purim KSM. Pele e esporte: infecções fúngicas cutâneas podais no futebol profissional. [dissertação de doutorado]. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 2006.

 


 

Tese

 

Pili Canaliculi: Estudo clínico, microscópico – óptico e eletrônico – da primeira família brasileira, de Roberto Rheingantz da Cunha Filho. Tese apresentada a Universidade Católica de Pelotas para obtenção do título de Mestre em Saúde e Comportamento. Pelotas - 2005.

Orientador: Dr. Hiram Laranjeira de Almeida Jr.

 

Avaliação terapêutica do pimecrolimo creme 1% no tratamento da dermatite seborréica da face em pacientes HIV – positivos, de Andréa Pinheiro de Moraes. Tese apresentada a Universidade Federal do Ceará para obtenção do título de Mestre em Dermatologia. Fortaleza - 2006.

Orientador: Profª. Drª. Maria Elisabete Amaral de Moraes

RESUMO

A dermatite seborréica (DS) é uma das doenças mais comuns entre os pacientes portadores do vírus HIV afetando entre 40 a 80% dos pacientes com AIDS e 20 a 40% dos pacientes soropositivos para o vírus HIV. Com o intuito de avaliara eficácia terapêutica e segurança do pimecrolimo creme 1 % na DS de face de pacientes HIV - positivos, foi realizado estudo fase II. Inicialmente quatro pacientes (GRUPO A) portadores de DS leve a severa foram tratados com o pimecrolimo duas vezes por dia por 7 dias e o segundo grupo (GRUPO B) vinte e um pacientes, foram tratados com pimecrolimo duas vezes por dia por 14 dias. Em seguida o tratamento era descontinuado e os pacientes foram acompanhados por mais de 5 semanas. A avaliação das lesões foi realizada no dia inicial, 7º, 14º, 21º, 35º e 49º dia utilizando-se uma escala com pontuação de zero a quatro para cada parâmetro avaliado (eritema, descamação, ardor, prurido, infiltração/ papulação, escoriação, liquenificação), e também por meio de fotografia digital. Obteve-se importante melhora em todos os parâmetros clínicos avaliados no 7º dia; no 14º dia 90% dos pacientes apresentam-se livres de sinais. O eritema e a descamação apresentaram recidiva em aproximadamente 50% dos pacientes no 35º do estudo, mas o quadro clínico inicial. Todos os pacientes responderam a terapêutica independente do seu "status" imunológico. O pimecrolimo creme 1% representa uma nova, atrativa e eficaz, opção terapêutica para o tratamento da DS de face em pacientes HIV-positivos.

 

O plano de eliminação da hanseníase no Brasil em questão: o entrecrusamento de diferentes olhares na análise da política pública, de Ivan Abreu Figueiredo. Tese apresentada a Universidade Federal do Maranhão para obtenção do título de Doutor em Ciências Públicas. São Luís - 2006.

Orientador: Profº. Dr. Antonio Augusto Moura da Silva | Profª. Drª. Alba Maria Pinho de Carvalho

RESUMO

Avaliação dos primeiros dez anos de vigência do Plano de Eliminação da Hanseníase (PEL) no Brasil (1995-2004) com base no entrecruzamento de olhares de diferentes sujeitos na análise desta política pública. Descreve-se o percurso histórico das ações de enfrentamento da hanseníase no imaginário social e sanitário, enfatizando os processos de construção e desconstrução de estigmas. Narra-se a trajetória de conversão do olhar do pesquisador na articulação entre as Ciências da Saúde e Ciências Sociais, descrevendo-se a constituição do caminho metodológico da investigação na perspectiva da complementaridade entre o aporte epidemiológico e o olhar sobre o mundo novo de sentidos e significados da entrevista narrativa. Explicitam-se as controvérsias relacionadas à meta de "eliminação da hanseníase como problema de saúde pública", defendida pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e adotada como diretriz da política pública de enfrentamento desta endemia pelo Ministério da Saúde (MS). Ao longo das análises, revela-se a fragilidade do conceito de eliminação defendido pela OMS/MS, com base tanto na análise estatística de tendência temporal de indicadores epidemiológicos e operacionais, como nos depoimentos de diferentes sujeitos participantes do PEL. Abordam-se expressões do "ser hanseniano" nas esferas pessoal, familiar, profissional e comunitária, a partir da ameaça de ruptura dos vínculos sociais, configurando-se processos de desfiliação. Descrevese a terapêutica via poliquimioterapia (PQT), destacando eventuais prejuízos trazidos aos doentes, incluindo considerações sobre tempos diferenciados de cura para o médico e o doente e sobre os significados do abandono do tratamento. Contrasta-se a perspectiva restrita da meta de eliminação estatística da hanseníase com a trajetória de ampliação da abrangência das ações de controle desta doença no Brasil. Vislumbra-se a perspectiva de articulação das atividades de enfrentamento da hanseníase com o esforço de humanização do atendimento aos usuários ora em curso no MS.

 

Pele e esporte: infecções fúngicas cutâneas podais no futebol profissional, de Kátia Sheylla Malta Purim. Tese apresentada a Universidade Federal do Paraná para obtenção do título de Doutor em Medicina Interna. Paraná - 2006.

Orientador: Profº. Dr. Flávio de Queiroz Telles Filho | Profª. Drª. Neiva Leite

RESUMO

As micoses dos pés assumem uma importância na pratica médica por interferir no desempenho pessoal, profissional e social. Entretanto, pouco se conhece sobre a situação da tinea pedis e da onicomicose no futebol. O objetivo desta pesquisa foi investigar a prevalência das infecções fúngicas cutâneas podais entre atletas e não-atletas. Foram estudados 76 atletas masculinos, entre 18 a 35 anos, provenientes de 3 equipes de futebol profissional. utilizou-se como grupo de comparação 24 indivíduos não-atletas, da mesma faixa etária e sexo. Todos foram submetidos à entrevista, exame físico geral e dermatológico enfatizando o exame dos pés e unhas. Realizaram-se exames laboratoriais direto e cultura para a pesquisa de fungos em escamas de pele, como também, exame histopatológico de escamas e fragmentos de unha. Empregam-se os testes qui-quadrados, teste exato de Fischer, teste t de Studant, teste de Newman-Keuls e regressão logística, com nível de significância p<0,05. A prevalência das infecções fúngicas podais foi semelhante entre o grupo atleta e não-atleta p<0,5734). Os agentes identificadores nos atletas com micoses (n=23) foram Tricophiton mentagrophytes (34,78%). No grupo não-atleta predominou Trichophyton rubrum (40%). Os grupos foram semelhantes quanto a ausência e a presença do agente (p<0,6402). Independentes de profissão, os indivíduos que frequentemente secavam o pé apresentam menor positividade de exames laboratoriais, principalmente de região interdigital (p<0.0001). Um dos times apresentou maior número de atletas com micoses cutâneas podais (p<0,0411). Nos três times houve uma tendência a maior presença de micoses nos atletas que ocupavam função de lateral ou meio-campista (p<0,0778). Os fatores associados de forma significativa à presença de infecção fúngica cutânea podal, nos indivíduos estudados foram: historia previa de micose, lesão de unha e o hábito de, rara ou esporadicamente, secar os pés. Esta pesquisa não evidenciou associação entre a pratica do futebol profissional e a infecções fúngicas cutâneas podais.

 


 

Livro

 

Dermatologia
Autores: Rubem David Azulay, David Rubem Azulay. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

"Escrever é reescrever".

"Onde estava o erro que só aparece depois que a obra fica pronta?"

Quem vos falou sobre isso são, respectivamente, Guimarães Rosa e Manoel Bandeira, dois dos maiores ícones da literatura brasileira.

Somam-se a isto os rápidos e constantes avanços em todos os campos da medicina, e portanto, da dermatologia, associados à vontade incoercível de sempre querer aprimoras este compêndio, que já não mais nos pertence; juntos, formaram a força motriz que nos levou a fazer esta nova edição em tão curto intervalo de tempo.

Novos capítulos foram escritos e alguns redesenhados. Todo o livro foi atualizado, com fotos novas e muitas substituídas.

Dos novos capítulos, alguns são inéditos, como: Assuntos Gerais de Interesse Médico, Exames Complementares em Dermatologia, Manifestações Dermatológicas Desencadeadas por Acidentes com Animais, Dermatologia na Era da Informação.

Célula-tronco, apoptose, reparação da ferida, melanoma ocular como modelo de investigação científica, mucinose fibrogênica, paraqueratose granular, síndrome de Birt-Hogg-Dubé, endometriose, reativação de queimaduras solar, dermatite pós-radiação, carcinoma tricoblástico, hipercromia em serpentina, radiofreqüência, lipoaspiração, diversas viroses e inclusive conseqüências da vacina antivaricela são algumas das novidades das quais o leitor atento poderá desfrutar. Outro tema mais bem explorado é a questão das infecções por MRSA. O capítulos Drogas de Grande Valor em Terapêutica Dermatológica está atualizado, sobretudo nos tópicos "Terapêutica Biológica" e "Antibióticos".

Gostaríamos de agradecer a participação dos diversos colaboradores que, devido à própria experiência, abordaram os temas de forma objetiva, tornando fácil e rápida a leitura desta nova edição.

Que este compêndio seja do agrado de todos e que esteja à altura da Dermatologia Brasileira!

 

Rubem David Azulay
David Rubem Azulay