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Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.82 no.2 Rio de Janeiro Mar./Apr. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962007000200014 

CARTA AO EDITOR

 

Os Anais Brasileiros de Dermatologia publicaram trabalho de nossa autoria, no qual registramos a observação de dois pacientes com acantoma epidermolítico da região escrotal.1 Ao comentarmos estes casos, destacamos a pouca freqüencia de relatos de casos já registrados na literatura médica. Salientamos então a possibilidade da afecção estar sendo sub-diagnosticada, talvez por não estarem atentos para sua ocorrência, tanto dermatologistas como urologistas.

Ao terminamos aquela comunicação, informamos que era nossa intenção conduzir um estudo prospectivo, com protocolo, para avaliar qual seria a efetiva ocorrência do acantoma epidermolítico da região escrotal, em nosso meio. Com esse objetivo, programamos o exame metódico dos pacientes do sexo masculino que procuram o Ambulatório da Clínica de Dermatologia da Santa Casa de São Paulo.

Foi obtido o consentimento de 385 homens, consecutivamente matriculados, para terem sua região genital examinada, com esse objetivo, independente da queixa que havia motivado a consulta à Dermatologia. Além de buscar a informação desejada, foram anotados outros achados merecedores de registro.

Nenhum caso de acantoma epidermolítico foi detectado na região genital, na coorte examinada. Quanto a outros aspectos dermatológicos observados nos 385 pacientes, registramos angioqueratoma escrotal tipo Fordyce em 20 (5,19%), hirsuta corona pênis em 10 (2,59%), lúpia escrotal em 9 (2,33%) e mancha melânica de glande em 2 (0,51%).(Tabela 1)

 

REFERÊNCIAS

1. Proença NG, Michalany N. Angioqueratoma epidermolítico da região escrotal. An Bras Dermatol. 2006;81(Supl 3):S270 – 2.

 

 

Nelson Guimarães Proença
Ex-Professor Titular, atual Médico-Voluntário

Lauro Rodolpho Soares Lopes
Estagiário do Curso de Especialização

Rutsnei Schmitz Jr
Estagiário do Curso de Especialização

 

Trabalho realizado no Ambulatório da Clínica de Dermatologia da Santa Casa de São Paulo