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Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.82 no.6 Rio de Janeiro Nov./Dec. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962007000600019 

INFORMES
TESE

 

 

q Estudo histopatológico e imuno-histoquímico da úlcera resultante de curategem e eletrofulguração de carcinomas basocelulares. Tese de Doutorado defendida em 2007. Universidade Federal de São Paulo - São Paulo (SP), Brasil

Autor: Lauro Lourival Lopes

Orientador: Profª Drª Alice de Oliveira de Avelar Alchorne

Objetivo: Avaliar histopatologicamente a persistência de células tumorais na lesão resultantes de 2 ciclos de curetagem e eletrofulguração de carcinomas basocelulares. Métodos: Foram estudados 40 pacientes portadores de carcinomas basocelulares primários, de baixo risco de recidiva, com diâmetros de até 1 cm quando localizadas na fece e de até 1,5 cm quando em outras localizações. As lesões foram submetidas a 2 ciclos de curetagem e eletrofulguração e a úlcera resultante foi imediatamente excisada e dividida em quadrantes para estudo histopatológico. Para cada paciente foram confeccionadas 5 lâminas, sendo uma de casa quadrante e uma do material curetado do tumor. As 200 lâminas foram estudadas com a coloração hematoxilina-eosina (HE) e as 100 primeiras delas também por imunohistoquímica com o anticorpo monocional Ber EP4. Resultados: Com ambas as colorações, confirmou-se tratar-se de carcinoma basocelular pelo estudo do material curetado do tumor. Foi observado que em sete casos (17,5%) havia persistência de tecido tumoral, sendo seis (15%) em um dos quadrantes (casos 1,3,9,19,25,39) e um (2,5%) nos quatro quadrantes (caso 18). Os casos de persistência de células tumorais foram detectados pela colocaração HE e apenas confirmados pela coloração imuno-histoquímica com Ber-EP4. Apesar da persistência tumoral em sete casos, a análise histopatológica mostrou que os restos tumorais foram completamente excisados quando da remoção da úlcera resultante. Conclusões: Houve a persistência de restos tumorais em 7 casos (17,5%), sendo que 6 (15%) essa persistência ocorreu em apenas um dos quadrantes avaliados e 1 (2,5%) nos quatro quadrantes. Esses resultados são aproximadamente similares aos encontrados em outros estudos que utilizaram curetagem e eletrocoagulação e alertam para a possibilidade relativamente elevada (17,5%) de persistência tumoral utilizando-se essas técnicas.