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Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.83 no.5 Rio de Janeiro Sept./Oct. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962008000500004 

INVESTIGAÇÃO CLÍNICA, EPIDEMIOLÓGICA, LABORATORIAL E TERAPÊUTICA

 

Fatores associados à rosácea em amostras populacionais do Sul do Brasil: análise de estudos casos-controles *

 

Factors associated with rosacea in population samples of Southern Brazil: analysis of case-control studies

 

 

Renan Rangel BonamigoI; Lucio BakosII; André CartellIII; Maria Isabel EdelweissIV

IProfessor adjunto-2 e chefe do Serviço de Dermatologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – Porto Alegre (RS), Brasil
IIProfessor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre – Porto Alegre (RS), Brasil
IIIProfessor de Patologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre (RS), Brasil
IVProfessora de Patologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre (RS), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTOS: A rosácea é dermatose que apresenta uma série de variáveis associadas a seu surgimento. A maioria dos estudos é proveniente dos Estados Unidos da América e de países europeus, sendo escasso o conhecimento produzido e publicado acerca da doença no Hemisfério Sul, particularmente no Brasil.
OBJETIVOS: Descrever os principais fatores clínicos e histopatológicos associados à rosácea em amostras populacionais do sul do Brasil.
MÉTODOS: Dois estudos casos-controles realizados em seqüência, com análise univariada e bivariada, utilizando-se p < 0,05 para significância estatística (teste do qui-quadrado e Mantel-Haenzel, quando realizadas estratificações).
RESULTADOS: A rosácea é mais freqüente em mulheres e na faixa de 40-50 anos. Os pacientes com fototipos II e III configuram a quase-totalidade dos casos, as formas inflamatórias da rosácea são mais diagnosticadas do que a vascular, e há associação com a sorologia positiva para Helicobacter pylori e com a presença histopatológica do Demodex folliculorum (p < 0,05). As alterações emocionais e climáticas, a exposição solar e o uso de bebidas alcoólicas foram os principais fatores descritos como provocativos ou agravantes.
CONCLUSÕES: Apresenta-se um panorama da rosácea obtido em amostra de população sulista do Brasil, com alguns dados semelhantes aos já descritos internacionalmente e outros particularizados, como a questão econômica e os fatores descritos como provocativos ou agravantes.

Palavras-chave: Helicobacter pylori; Helicobacter pylori/isolamento e purificação; Rosácea; Rosácea/epidemiologia; Rosácea/etiologia; Rosácea/patologia


ABSTRACT

BACKGROUND: Rosacea is a dermatosis that has many factors associated with its onset. Most studies on this condition come from the United States and European countries, with little information produced and published about the disease in the Southern hemisphere, particularly in Brazil.
OBJECTIVES: To describe the main clinical and histopathological factors associated with rosacea in population samples from southern Brazil.
METHODS: Two case-control studies performed sequentially, with univariate and bivariate analysis, using p<0.05 for statistical significance (Chi-square test and Mantel-Haenzel, for stratifications)
RESULTS: Rosacea is most frequent among women and in the age range of 40-50 years. Almost all cases have phototypes II and III. The inflammatory forms of rosacea are more often diagnosed than the vascular form and there is an association with serological positivity to Helicobacter pylori and with histopathological presence of Demodex folliculorum (p<0.05). Emotional and climatic changes, exposure to the sun and intake of alcoholic beverages were the main factors described as provoking or worsening the disease.
CONCLUSIONS: We have obtained an overview of rosacea in a sample of the southern population of Brazil. While some data are similar to those already described internationally, other aspects, such as economic issues and the factors described as provoking or worsening the disease, are provided in greater detail,

Keywords: Helicobacter pylori; Helicobacter pylori/isolation & purification; Rosacea; Rosacea/epidemiology; Rosacea/etiology; Rosacea/pathology.


 

 

INTRODUÇÃO

A rosácea é dermatose com características patogênicas baseadas no tripé: dano ao arcabouço dérmico, vasculopatia e processo inflamatório.1-3

Aceita-se que para a realização do diagnóstico devem estar presentes eritema facial permanente e história de episódios súbitos e repetidos de vasodilatação (reconhecidos na literatura como flushing). Telangiectasias, lesões inflamatórias (pápulas, nódulos, com ou sem pústulas), lesões decorrentes da hiperplasia dérmica e hipertrofia sebácea (fimas), e alterações oculares também podem compor o quadro da rosácea, permitindo seu reconhecimento. Eventualmente, quando as características clínicas não permitem a definição diagnóstica, as alterações dérmicas encontradas histopatologicamente costumam ser úteis.1,4-7

Atualmente são registradas duas classificações clínicas da rosácea. Na classificação de Plewig e Kligman, a rosácea pode ser descrita em estádio I (vascular), estádios II e III (inflamatórios) e variantes (fimas, oftálmica, granulomatosa, edematosa persistente, conglobata e fulminans). De acordo com a National Rosacea Society (NRS), a dermatose é classificada em subtipo 1 (eritêmato-telangiectásica), subtipo 2 (papulopustulosa), subtipo 3 (fimatosa) e subtipo 4 (ocular), além de em variante única (granulomatosa).1,8

A prevalência da rosácea é descrita com ampla variabilidade na literatura, possivelmente devido a diferenças nos critérios de seleção e ao país de origem dos estudos, que se relaciona com determinado perfil étnico-racial, sociocultural e ambiental-geográfico. Assim, enquanto há relatos de prevalência de até 10% da população geral em países como a Suécia, também se sabe que pacientes da raça negra estão menos sujeitos à doença.

Fatores extrínsecos diferenciados também contribuem para essa variabilidade de freqüência. Por exemplo, a exposição solar como co-fator da patogênese e fator de risco para o desencadeamento da rosácea pode ser importante em regiões nas quais, por exigências ocupacionais ou por hábitos culturais, ocorra de forma prolongada e intensa.9,10

Também outros fatores de risco e fatores provocativos da rosácea são descritos, porém há poucos estudos epidemiológicos definitivos sobre o tema.

Particularmente no Brasil, há carência de publicações sobre a realidade dos fatores associados à rosácea. Sendo país com grande heterogeneidade racial, ambiental, social e cultural, é possível que ocorram variabilidades regionais, ainda que um perfil geral possa ser estudado.

Este trabalho pretende apresentar dados referentes ao acúmulo de informações advindas de dois estudos casos-controles realizados no Rio Grande do Sul, mais propriamente na cidade de Porto Alegre. As variáveis estudadas são relacionadas ao perfil clínico e histopatológico dos pacientes com rosácea.

É provável que essas pesquisas contribuam para a compreensão da rosácea no Brasil, constituindo-se em base comparativa para outros estudos que venham a ser desenvolvidos no país.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram realizados dois estudos casos-controles, distintos temporalmente. Serão descritos como estudo 1 e estudo 2.

Ambos foram aprovados pela Comissão de Ética e Pesquisa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e foram desenvolvidos entre 1996 e 2004, no mesmo hospital.

Estudo 1

Estudo caso-controle, realizado no Serviço de Dermatologia do HCPA-RS.

Os casos foram pacientes com rosácea, com definição clínica de doença segundo Marks7 ou por meio de histopatologia, quando a definição clínica era duvidosa.

Foram avaliados exclusivamente nos casos: o tempo de evolução da doença; o estádio e a variante, segundo Plewig e Kligmann (estádios I, II e III, variantes edematosa persistente, rosácea oftálmica, granulomatosa, conglobata, fulminans e os fimas), com posterior adaptação para a classificação de consenso da NRS (2002) em subtipos1,2,3,4 e variante granulomatosa; e os fatores provocativos e agravantes descritos pelos pacientes.

Os controles foram pacientes com outras dermatoses provenientes dos mesmos ambulatórios dos casos.

As variáveis idade, sexo e raça foram pareadas entre casos e controles, e as demais variáveis aferidas em casos e controles foram: distúrbios dispépticos, renda familiar mensal, uso de antibióticos ou medicamentos para tratamento de doença péptica nos últimos 24 meses por no mínimo sete dias e sorologia IgG para Helicobacter pylori (Hp).

Foram excluídos do estudo pacientes com menos de 18 anos e pacientes com história de rosácea, mas sem dermatose ativa no momento da avaliação.

Para a análise dos dados foram utilizados os programas EPI-INFO 7.0 e SPSS 10, sendo realizadas as análises univariada e bivariada. As significâncias estatísticas foram determinadas pelo teste de McNemar, sendo p < 0,05. O teste de Mantel-Haenzel (M-H) foi utilizado para análises estratificadas, com p < 0,05 definindo a significância.

Estudo 2

Estudo caso-controle, realizado nos Serviços de Dermatologia e de Patologia do HCPA-RS.

Os casos foram pacientes com rosácea, com definição clínica de doença a partir de Marks.7 Todos os casos em estádios inflamatórios foram biopsiados e analisados histopatologicamente. Os principais achados histopatológicos na rosácea estão demonstrados nas figuras 1 e 2.

 

 

Foram avaliados exclusivamente nos casos: o fototipo cutâneo, segundo a classificação de Fitzpatrick,11 o estádio e variante, segundo Plewig e Kligmann, com posterior adaptação para a classificação de consenso da NRS (2002).

Os controles foram pacientes portadores de outras dermatoses inflamatórias que acometiam a face, sendo provenientes dos mesmos ambulatórios dos casos. Todos foram submetidos à biópsia de lesão inflamatória para a confirmação da doença.

As variáveis idade, sexo e presença de Demodex folliculorum (Df) evidenciada pela histopatologia, com coloração convencional pelo método de hematoxina-eosina (H-E), foram aferidas em casos e controles.

Foram excluídos do estudo menores de 18 anos, gestantes, pacientes com história de uso, nos últimos 30 dias, de corticoesteróides, imunossupressores, antibióticos, antiinflamatórios não esteróides e quaisquer outros medicamentos com propriedade reconhecidamente antineutrofílica, e pacientes de rosácea, mas sem dermatose ativa no momento da avaliação.

Para a análise dos dados foram utilizados os programas EPI-INFO 7.0 e SPSS 11, sendo realizadas as análises univariada e bivariada (com o uso do odds ratio – OR para a análise das associações). A significância estatística foi determinada pelo teste do qui-quadrado, com p < 0,05.

 

RESULTADOS

Estudo 1

Foram alocados 62 casos e 124 controles. Houve duas exclusões: uma paciente, branca, com idade inferior a 18 anos, e outra, negra, com 53 anos, que não concordou em submeter-se à biópsia necessária para confirmação do quadro.

Todos os pacientes com rosácea eram brancos, a média de idade foi de 48,7 anos (os limites da idade foram 26 e 79 anos), 48 pacientes (77,4%) eram mulheres, e 14 (22,6%), homens. O tempo médio da duração da rosácea foi de 5,25 anos. Em 39 pacientes (62,9%), o tempo de evolução foi de até seis anos.

A distribuição quanto ao estádio e variante da rosácea, segundo a classificação de Plewig e Kligman, foi: 18 pacientes em estádio I (29%), 38 em estádio II (61,3%), três em estádio III (4,85%), e três com variantes (4,85%), dois com granulomatosa e um com rinofima. Adaptando para a classificação da NRS, havia 18 pacientes com subtipo 1, 41 com subtipo 2, um com subtipo 3 e dois com a variante granulomatosa.

Os fatores provocativos ou agravantes da rosácea, citados pelos pacientes ou verificados objetivamente, foram as alterações emocionais (39 casos – 62,9%), as alterações climáticas, como calor, frio e vento (42 casos – 67,7%), a exposição solar (39 casos – 62,9%), a ingestão de bebidas alcoólicas (29 casos – 46,8%), a ingestão de alimentos em alta temperatura (23 casos – 37,1%) e o uso de medicamentos vasodilatadores (quatro casos – 6,5%) (Gráfico 1).

 

 

A análise bivariada entre casos e controles apresentou como resultados os dados da tabela 1, não tendo a renda familiar mensal se apresentado com diferença significativa entre casos e controles (p = 0,195), assim como a freqüência de distúrbios dispépticos (p = 0,914) e o uso de antibióticos sistêmicos (p = 0,328). Quanto à freqüência de reatividade de anticorpos IgG para Hp, houve diferença estatística significativa, sendo verificada soropositividade mais freqüente entre os portadores de rosácea (p < 0,0001).

 

 

Quando os segmentos dos casos e dos controles que não relatavam uso prévio de antibióticos sistêmicos foram avaliados separadamente, pela análise estratificada de Mantel-Haensel, verificou-se a manutenção da observação quanto à associação dos casos de rosácea com a positividade sorológica ao Hp (OR = 1,54; p < 0,05).

Estudo 2

Foram alocados 34 casos de rosácea e 29 controles.

Entre os casos, 22 mulheres (66%) mulheres e 12 homens (34 %), a média de idade foi 43,2 anos. Nos controles, 19 homens (66%) e 10 mulheres (34%), a média de idade encontrada foi 47 anos. Não houve diferença estatisticamente significativa entre as idades dos dois grupos (p = 0,245).

Entre os 34 casos de rosácea, 20 pacientes (58,8%) estavam em estádio II, oito (23,5%) em estádio III, um paciente (2,9%) era portador de rinofima, e cinco pacientes (14,7%) eram portadores de rosácea granulomatosa. Ao se considerar a classificação da NRS (2002), a soma dos estádios II e III resultou no subtipo 2 (rosácea papulopustular), com 28 pacientes (82,4% da amostra).

Quanto aos fototipos cutâneos dos pacientes com rosácea, havia 13 com fototipo II (38,2%), 18 com fototipo III (52,9%), um com fototipo IV (2,9%) e dois com fototipo V (5,9%) (Gráfico 2).

 

 

A histopatologia característica demonstrou processo inflamatório linfocítico dérmico, neoformação vascular e dilatações vasculares formando verdadeiros “microaneurismas”. Além disso, desestruturação do arcabouço dérmico e elastose foram achados freqüentes (Figura 1).

A presença do Df, com processo inflamatório circunjacente (Figura 2) foi verificada em 12 pacientes com rosácea (35,3% da amostra) e em dois pacientes com as outras dermatoses da face (6,9%).

A diferença encontrada entre casos e controles, para a presença do Df, foi estatisticamente significante (p < 0,05) (Gráfico 3)

 

 

 

DISCUSSÃO

O desenvolvimento da rosácea está na dependência da ação de diferentes fatores provocativos em indivíduos de risco, sendo que a maior parte do conhecimento sobre essas variáveis é originada de países com composição étnica, estratos socioeconômicos e hábitos socioculturais diferentes dos brasileiros.

Neste trabalho as amostras eram de população de base hospitalar e sul-brasileira, que é caracterizada por ter forte influência étnica de imigrantes europeus e intensas atividades ao sol, seja por lazer ou por necessidade ocupacional.

A idade dos pacientes variava entre 40 e 50 anos, o sexo feminino era mais afetado (66% e 77%, nos estudos 1 e 2, respectivamente), e os fototipos II e III juntos correspondiam a mais de 90% da população afetada. A maioria dos pacientes com rosácea que procuram auxílio médico estava no estádio II de Plewig e Kligman ou subtipo 2 da NRS, ou seja, com rosácea inflamatória (de acordo com Wilkins).3

Todos esses dados iniciais eram semelhantes aos que são classicamente descritos na literatura internacional. 1,2,4,9

Os fatores provocativos ou agravantes nessa população sul-brasileira são variados e de ocorrência múltipla para cada paciente. Os de maior destaque são as alterações de caráter emocional, as alterações climáticas, a exposição solar e a ingestão de bebidas alcoólicas. Sendo este estudo pioneiro no Brasil, não há referenciais comparativos para esses fatores, os quais são citados pela literatura internacional de forma variada quanto à ordem de freqüência.

A rosácea não pareceu ocorrer com maior freqüência em pacientes com renda familiar mais baixa no Brasil (p = 0,195), ao contrário do descrito por Marks, que baseou suas observações em populações européias.7

Tema controverso e motivo de várias pesquisas publicadas, a relação da rosácea com distúrbios dispépticos foi, neste estudo, negativa (p > 0,05). Porém, mais especificamente, a associação da rosácea com a sorologia reagente ao Hp foi de fato demonstrada, reforçando-se após ser utilizada a análise estratificada de Mantel-Haenzel, que, analisando o estrato de casos e controles isentos do uso de antibióticos, demonstrou diferença significante para associação do Hp com a rosácea, (p < 0,05 e OR = 1,54).12-15

À histopatologia, as alterações inflamatórias dérmicas e os “microaneurismas”, provavelmente derivados de fusionamentos de capilares telangiectásicos (fenômeno denominado “regressivo” por Neumann e Frithz)5 e da neovascularização, foram constantes nas lâminas examinadas.

Quanto à presença do ácaro comensal na unidade pilossebácea, as biópsias demonstraram semelhança quanto aos achados na literatura, ou seja, os pacientes de rosácea apresentam mais freqüentemente o Df do que os pacientes com outras dermatoses inflamatórias da face (p < 0,05), indicando a possível co-participação desse microorganismo na patogênese da rosácea, em alguns pacientes.16-19

 

CONCLUSÕES

Com esses dois estudos em seqüência é possível obter um panorama das características da rosácea em relação a seus principais fatores associados.

Apesar de os dados se referirem a uma população específica brasileira, o trabalho pode servir de marco referencial para estudos mais amplos e que reflitam melhor a diversidade das realidades nacionais.

Particularmente importante foi verificar semelhanças epidemiológicas gerais (idade, sexo, fototipo) com estudos internacionais e averiguar, in loco, fatores importantes que dizem respeito às especificidades das populações amostradas, como o estádio ou subtipo em que o paciente procura auxílio dermatológico e os fatores provocativos ou agravantes, como alterações emocionais, alterações climáticas, exposição solar, uso de bebidas alcoólicas, soropositividade ao Helicobacter pylori e presença do Demodex folliculorum.

 

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Endereço para correspondência
Renan Rangel Bonamigo
Rua: Dr. Vale, 605 / 702B. Bairro: Floresta.
90560 010 Porto Alegre - RS.
Tel./Fax: (51) 30260094. Fax: (51) 30620097
E-mail: bonamigorenan@ufcspa.edu.br

Recebido em 31.03.2006.
Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 08.10.2008.

 

 

* Trabalho realizado no Serviço de Dermatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre – Porto Alegre (RS), Brasil.
Conflito de interesse: Nenhum
Suporte financeiro: Capes e Fundação Médica do Rio Grande do Sul
Como citar este artigo: Bonamigo RR, Bakos L, Cartell A, Edelweiss MI. Fatores associados à rosácea em amostras populacionais do Sul do Brasil: análise de estudos casos-controles.