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Anais Brasileiros de Dermatologia

Print version ISSN 0365-0596

An. Bras. Dermatol. vol.85 no.1 Rio de Janeiro Jan./Feb. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962010000100004 

INVESTIGAÇÃO

 

Avaliação do uso de repelentes contra picada de mosquitos em militares na Bacia Amazônica

 

 

Jonas RibasI; Ana Maria CarreñoII

IProfessor auxiliar mestre em Patologia Tropical do curso de Medicina e chefe da residência médica em Dermatologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) - Amazonas (AM), Brasil
IIMédica do setor de Dermatologia VII Comar - Comando Aéreo Regional da Força Aérea Brasileira - Amazonas (AM), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTOS: No Brasil, doenças provocadas por picadas de insetos são frequentes, o que torna extremamente importante a execução de medidas profiláticas de forma adequada, sobretudo, em áreas endêmicas como a Amazônia, que recebe um grande contingente de visitantes, a trabalho ou turismo.
OBJETIVOS: Avaliar o uso dos repelentes de insetos disponíveis no mercado por militares que costumam realizar missões em ambiente de selva, na região amazônica.
MÉTODOS: Foram selecionados cinquenta e um militares da região amazônica que responderam um questionário em junho/2008.
RESULTADOS: 63,7% dos militares usaram produtos contendo Deet na concentração máxima de apenas 15%, que possui mínima ação de repelência; 36% relataram usar protetor solar associado, o que levou a um risco maior de intoxicação; 36,4% fizeram uso de um repelente natural em suas missões; dois militares usaram vitamina B e consideraram a sua ação de repelência ineficaz.
CONCLUSÕES: Os repelentes à base de Deet utilizados pelo grupo estudado apresentam concentrações inferiores às consideradas seguras para uso em ambiente de selva. Foi frequente a associação do Deet com protetor solar, que é uma combinação potencialmente tóxica. Os repelentes naturais à base de andiroba e copaíba apresentaram o maior grau de percepção de proteção.

Palavras-chave: Deet; Mordeduras e picadas de insetos; Repelentes de insetos


 

 

INTRODUÇÃO

No mundo todo, diversas espécies de mosquitos, como vetores, transmitem inúmeras doenças para cerca de 700 milhões de pessoas por ano e são responsáveis pela morte de um entre 17 dos indivíduos infectados.1

Os mosquitos transmitem arbovírus, responsáveis pela febre amarela, dengue, febre hemorrágica, poliartrite epidêmica e diversas formas de encefalite; filárias, que provocam a filariose e a oncocercose; e protozoários, agentes etiológicos da malária e leishmaniose.

Os verdadeiros mosquitos pertencem à família Culicidae e, nas subfamílias Culicinae e Anophelinae, encontram-se os vetores responsáveis pela inoculação de vírus, helmintos ou protozoários que causam doenças no ser humano. O hematofagismo obrigatório diz respeito apenas às fêmeas, visto que os machos se alimentam de suco de frutas e néctar de flores.

Os fatores envolvidos na atração dos mosquitos pelo ser humano ainda não são totalmente compreendidos. Os mosquitos usam o estímulo visual, térmico e olfatório para localizar o hospedeiro.2,3,4

No Brasil, doenças provocadas por picadas de mosquitos são frequentes, causando surtos e epidemias em centros urbanos desenvolvidos, onde, teoricamente, deveria existir saneamento básico e crescimento ordenado que facilitassem o controle dos vetores.5 Na selva amazônica, ambiente infestado por inúmeros insetos vetores de doenças endêmicas transmitidas por picadas e, portanto, uma região onde não existe a possibilidade de controle, a prevenção primária é caracterizada como uma medida essencial e de caráter obrigatório.

Os primeiros relatos de repelentes foram feitos na literatura greco-romana, tendo como exponenciais Plínio (23-75 a.D.) e Dioscorides (60 a.D.), que desenvolveram o uso de suco de madeira quente (Artemisia absinthium) e fruta cítrica, aplicados nas roupas, para repelir insetos.6

Repelentes são substâncias aplicadas sobre a pele, roupas e superfícies que desencorajam a aproximação de insetos. Seu uso reduz o risco de transmissão de inúmeras doenças infecciosas e reações imunoalérgicas resultantes da picada desses artrópodes. Os repelentes químicos tópicos são os mais usados ao redor do mundo, porém, seu uso, inclusive em áreas endêmicas, ocorre de forma inapropriada, não garantindo uma proteção adequada.

O repelente ideal deve ter as seguintes características: apresentar eficácia prolongada contra uma ampla variedade de artrópodes; não irritar a pele imediatamente após sua aplicação sobre ela ou sobre vestimentas; não afetar a roupa manchando-a, branqueando-a ou enfraquecendo o tecido, permanecendo na roupa após lavagens repetidas; ser inerte para plásticos de uso cotidiano; resistir à água e ao suor e não deixar resíduos oleosos na pele; não ser tóxico; ter efeito com duração prolongada; ter custo viável que permita seu uso frequente; e não ser agressivo ao meio ambiente.7-12

O N, N-dietil-3-metilbenzamida, também conhecido como Deet, é o repelente mais utilizado.13 É encontrado em concentrações de 5% a 100% (a maioria, menos de 40%) em loção, gel, aerossol, spray e solução para impregnar roupas na lavagem. Sua segurança pôde ser comprovada nos últimos 40 anos, com efeitos adversos mínimos, que incluem urticária, dermatite de contato e encefalopatia.14

A picaridina [2-(2-hidroxietil)-ácido1-piperidinecarboxílico ester 1-metilpropil] foi recentemente aprovada para uso como repelente de insetos nos Estados Unidos e no Brasil. Não foram descritos efeitos colaterais importantes nos estudos realizados na Europa e na Austrália. Os estudos comparativos existentes entre a picaridina e o Deet demonstram que eles têm eficácia semelhante.15

Outros agentes químicos incluem dimethyphtalate, ethylexanediol, IR35/35, bayerepel e KBR 3023.

Alguns compostos botânicos (como eucalipto, gerânio, soja, citronela, andiroba, óleo de aipo, alho) têm demonstrado propriedades repelentes a baixo custo e baixa toxicidade. No entanto, nenhum derivado de plantas testado até o momento demonstrou eficácia e duração semelhante ao Deet.16,17,18

O óleo puro de andiroba (Carapa guianenses) mostrou em estudo boa ação de repelência quando comparado com a ausência do produto, mas significativamente inferior ao Deet 50%.16

O óleo de copaíba (Copaifera sp.) foi descrito como efetivo repelente contra mosquitos forídeos causadores de grandes prejuízos à criação racional das abelhas indígenas sem ferrão; contudo, não há estudos de sua ação em humanos de forma isolada ou associada ao óleo de andiroba.19

O fato de a Amazônia receber um grande contingente de visitantes, seja a trabalho, seja a turismo, torna interessante a difusão de informações quanto ao uso adequado de repelentes contra insetos.

O objetivo deste estudo é avaliar o uso dos repelentes de insetos disponíveis no mercado por militares que costumam realizar missões em ambiente de selva na região amazônica.

 

CASUÍSTICA E MÉTODOS

Trata-se de um estudo transversal realizado em junho de 2008. Selecionou-se uma amostra intencional de 51 militares do esquadrão aéreo da Base Aérea de Manaus que responderam um questionário padronizado, com a finalidade de se conhecerem as medidas preventivas utilizadas contra picadas de insetos.

O questionário compunha-se de dez perguntas objetivas com relação à experiência dos militares, durante as missões, quanto ao modo e frequência de uso e efeitos adversos dos repelentes utilizados, além de avaliação pessoal sobre a eficiência do produto (Tabela 1).

Armazenaram-se os dados coletados em banco de dados do programa Epi Info. As variáveis relacionadas ao uso dos repelentes sofreram análise descritiva e estatística, utilizando-se o teste qui-quadrado de Pearson, e organizaram-se gráficos e tabelas para visualização dos resultados.

 

RESULTADOS

No grupo de 51 militares estudado, a frequência observada quanto ao gênero, foi de 90,2% para o sexo masculino e 9,8% para o feminino. A média de idade foi de 35,2 anos, sendo a menor 21 e a maior, 47 anos, com desvio padrão de 7,3 anos.

Em relação ao número de missões realizadas em ambiente de selva, observou-se um predomínio de 52,9% para os que estiveram em mais de 30 missões; 19,6% realizaram até 10 missões, 15,7%, entre 21 e 30 missões, e 11,8%, de 11 a 20 missões.

Quanto às doenças transmitidas por picadas de mosquitos durante missões no ambiente de selva, dois militares (3,9%) contraíram malária, dois (3,9%), leishmaniose tegumentar e dois (3,9%), dengue, perfazendo um total de seis (11,8%) militares.

Ao se compararem os dados dos seis militares que contraíram doenças transmitidas por mosquitos com o número de missões realizadas, observa-se que todos eles realizaram 30 ou mais missões e todos utilizaram repelentes.

A terceira pergunta do questionário referia-se ao uso de repelente como medida preventiva contra picadas de mosquitos e ao tipo do repelente utilizado. Quarenta e oito (94,1%) responderam que utilizaram repelentes. Entre eles, 62,5% fizeram uso de repelentes sintéticos que tinham como veículo ativo o Deet e 33,3% utilizaram repelente natural, que consistia em uma mistura de óleo de copaíba com óleo de andiroba (Gráfico 1). Apenas dois militares (4,2%) fizeram uso oral de vitamina B.

 

 

Ao se questionar se os militares que utilizaram repelentes foram orientados a fazê-lo ou decidiram por conta própria, 43,8% responderam que tomaram essa iniciativa e 56,3 % que foram orientados.

Quanto à percepção do grau de proteção obtido com o uso do repelente, 35,4% acharam excelente, 31,3%, bom, 29,2%, regular e 4,2%, ineficaz. Na tabela 2 se pode visualizar a percepção do grau de proteção relacionado ao tipo de repelente, que demonstra ser maior no grupo "andiroba e copaíba", com significância estatística.

No que diz respeito à frequência das reaplicações, verificou-se que 38,3% reaplicaram duas vezes ao dia, 27,7%, quatro vezes ou mais ao dia, 21,3%, três vezes ao dia e 12,8% aplicaram apenas uma vez ao dia. A tabela 3 mostra não haver diferença significante entre o número de reaplicações e o tipo de repelente empregado.

Constatou-se que 28 militares (60,7%) tiveram algum incômodo ou efeito colateral ao utilizar o repelente: a sensação de oleosidade na pele foi apontada por 15 deles (53,6%), sendo a mais frequente, seguida da sensação de ardência, que foi referida por nove (32,1%), ficando os outros efeitos em quatro (14,3%). Dos 15 militares que referiram oleosidade na pele, seis (40%) usaram o Deet, representando 20% dos que o fizeram, enquanto nove (60%) usaram andiroba e copaíba, representando 56,3% de seus usuários.

No que respeita ao veículo do repelente empregado, 54,2% indicaram loção, 39,6%, spray, 2,1%, pomada e 4,2%, uso oral de vitaminas.

Finalizando o questionário, procurou-se conhecer se os militares haviam associado protetor solar ao repelente, sendo que 18 (36,0%) responderam que sim.

 

DISCUSSÃO

Os repelentes, para serem considerados de alta eficácia, devem exercer efeito de proteção prolongada, por oito horas ou mais, contra todos os artrópodes: mosquitos voadores (Aedes, anófeles, borrachudo, pernilongo), carrapatos, barbeiro, pulga, ácaros, entre outros. Como repelente, o Deet mostrou-se altamente efetivo, mas também pode causar efeitos tóxicos e alérgicos, em especial, quando utilizado repetidamente em altas concentrações. Formulações contendo 50% de Deet, comparadas com outras contendo 100% do produto, são consideradas de igual eficácia (95%) para mais de nove horas.

No grupo estudado, entre os que fizeram uso de repelentes, 63,7% optaram por produtos industrializados vendidos em farmácias; todos continham Deet como agente ativo, na concentração máxima de apenas 15%, considerada muito baixa para proteção efetiva em um ambiente de selva. Nesse ambiente, o risco de exposição ao ataque de inúmeros artrópodes torna necessário um repelente com amplo espectro de ação, somente possível nas concentrações a partir de 50% de Deet.13,14,20

Na concentração de 15%, o Deet possui mínima ação de repelência, havendo necessidade de reaplicações constantes a cada duas horas, o que, certamente, é pouco prático. Deve-se considerar também que o clima tropical, quente e úmido, aumenta a sudorese e leva a uma redução do tempo de permanência do produto sobre a pele, tornando necessárias reaplicações para que não haja prejuízos no grau de proteção do repelente.21 No grupo estudado, apenas 27,7% reaplicaram o produto quatro vezes ou mais.

Dezoito militares (36%) relataram fazer uso de protetor solar associado ao repelente. Tal combinação é outro fator que interfere na ação do repelente. Segundo Ross et al., quando se empregam protetor solar e repelente ao mesmo tempo, a absorção sistêmica do Deet aumenta seis vezes, aumentando o risco de intoxicação. Portanto, deve-se sempre considerar o potencial tóxico dessa combinação, que leva a aumento do risco de efeitos colaterais.22 Por outro lado, de acordo com Montemarano et al., o Deet exerce um efeito deletério sobre o protetor solar, causando diminuição do fator de proteção e podendo dar a falsa sensação de segurança contra a radiação ultravioleta, sabidamente elevada na região amazônica.23

Havendo necessidade do uso de repelente combinado com protetor solar, deve-se considerar uma opção que não tenha Deet como substância ativa.24,25 A picaridina, por apresentar várias características de um repelente ideal e ter demonstrado, na concentração de 19,2%, proteção de até nove horas, com ação de repelência de 95%, apresenta-se como alternativa segura ao Deet.19,20

A escolha do veículo é outro fator que pode interferir na adesão ao uso do repelente. Cremes e pomadas, em geral, deixam a pele engordurada, enquanto formulações alcoólicas podem irritar os olhos. Segundo Frances et al., em uma pesquisa feita com militares das Forças Armadas australianas, apenas 20% deles usaram o repelente no veículo gel de Deet a 35% padronizado e oferecido pela instituição; 80% deixaram de utilizá-lo, alegando sensação de incômodo que o gel deixava sobre a pele e o fato de ele estragar produtos à base de plástico, preferindo comprar no comércio repelentes contendo Deet com uma cosmética mais agradável, e o veículo em aerossol foi o mais escolhido.20

Da mesma forma, neste estudo, os militares utilizaram veículos menos oleosos, sendo 54,2% à base de loção e 39,6%, na forma de aerossol.

Repelentes naturais são atóxicos, facilmente biodegradáveis e mais seguros para o ser humano, quando comparados com os compostos sintéticos; no entanto, são eficazes por um período muito curto, que varia, em média, de cinco a 15 minutos e podem provocar alergias.26 Alguns óleos de plantas são utilizados como repelentes pela população leiga, com base na medicina popular. Vale ressaltar que, para o sucesso desses óleos como repelentes, é preciso conhecer a procedência dos mesmos e assegurar-se de que não estejam misturados a outras substâncias que possam alterar sua composição química, com a consequente perda de suas propriedades e, até mesmo, com risco de intoxicação.27,28,29

No presente estudo, 36,4% dos militares faziam uso de repelente natural, que consistia em uma mistura em partes iguais de óleo de andiroba, óleo de copaíba e óleo Johnson‚; 85,7% deles consideraram excelente o nível de proteção, levando os autores a pensar em possível efeito sinérgico dessa associação, ou falsa sensação de segurança. Portanto, são necessários estudos científicos para verificar a eficácia da combinação desses óleos, que vem sendo utilizada de modo empírico.

Dois militares neste grupo de estudo relataram o uso de vitamina B e consideraram a sua ação de repelência ineficaz, o que está de acordo com a literatura consultada. A vitamina B1 é bastante recomendada na medicina popular e divulgada na literatura leiga. Ives et al. comprovaram a ineficácia dessa vitamina como repelente contra mosquitos de interesse médico, como Anopheles e Aedes. Portanto, o emprego da vitamina B deve ser desestimulado como repelente.30

 

CONCLUSÃO

Os repelentes contra picadas de mosquitos à base de Deet que estão disponíveis no mercado e foram utilizados pelo grupo estudado apresentam concentrações dessa substância inferiores às consideradas seguras para uso em ambiente de selva.

Foi frequente a utilização dos produtos em veículos cosmeticamente mais agradáveis, como loção ou aerossol, e também foi comum a associação dos repelentes à base de Deet com protetor solar.

Os repelentes naturais à base de andiroba e copaíba apresentaram o maior grau de percepção de proteção. Estudos precisam ser realizados para análise do grau de proteção dessa associação.

 

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Endereço para correspondência:
Jonas Ribas
Rua 24 de Maio, 220, Centro
69010 080 Manaus AM
Tel.:/Fax: 92 3234 5019
E-mail: ribas@internext.com.br

Recebido em 21.05.2009.
Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 27.11.09.
Conflito de interesse: Nenhum
Suporte financeiro: Nenhum

 

 

* Trabalho realizado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) - Amazonas (AM), Brasil.