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Anais Brasileiros de Dermatologia

Print version ISSN 0365-0596

An. Bras. Dermatol. vol.85 no.2 Rio de Janeiro Mar./Apr. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962010000200007 

INVESTIGAÇÃO

 

Fotoexposição e fatores de risco para câncer da pele: uma avaliação de hábitos e conhecimentos entre estudantes universitários*

 

 

Ivan Gagliardi CastilhoI; Maria Aparecida Alves SousaII; Rubens Marcelo Souza LeiteIII

IMédico formado pela Universidade Católica de Brasília (UCB) - Brasília (DF), Brasil
IIMédica formada pela Universidade Católica de Brasília (UCB) - Brasília (DF), Brasil
IIIMestre - Brasília (DF), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTOS: O câncer da pele é a neoplasia mais frequente no Brasil. Compreender as atitudes que influenciam a proteção e a exposição aos raios solares é extremamente importante para sua prevenção.
OBJETIVOS: Avaliar hábitos de fotoexposição e fotoproteção, bem como conhecimento de fatores de risco para câncer da pele, tendo por fim delinear os padrões de comportamento dos jovens perante os efeitos solares.
MÉTODOS: Distribuíram-se questionários autoaplicativos a 368 universitários, na faixa etária dos 20 anos, dos cursos de Medicina, Educação Física, Direito e Comunicação Social de instituição de ensino privada em Taguatinga (DF).
RESULTADOS: O uso diário de fotoprotetor foi significativamente maior entre as mulheres. A prática de bronzeamento artificial foi baixa (3,5%), referida apenas por mulheres. O uso de filtro solar com fator de proteção maior do que 15 ou igual a 15 foi referido por 278 estudantes. De modo geral, mais de 90% dos estudantes acreditam na associação entre radiação ultravioleta e câncer da pele. Apesar disso, apenas 43,5% acreditam na genética como fator de risco. Entre os que rejeitam a hipótese do fator de risco genético para carcinogênese cutânea, 86,2% são acadêmicos das Ciências Humanas (Direito e Comunicação Social).
CONCLUSÃO: Esses dados permitem orientar medidas nos níveis individual e coletivo, colaborando para a prevenção de lesões cutâneas.

Palavras-chave: Estudantes; Fatores de risco; Neoplasias cutâneas; Protetores de raios solares; Raios ultravioleta


 

 

INTRODUÇÃO

O câncer da pele é a neoplasia de maior incidência no Brasil.1 Compreender as atitudes que influenciam a proteção e a exposição aos raios solares é extremamente importante para sua prevenção. O culto ao corpo e a valorização estética do bronzeado, associados a mensagens veiculadas pela mídia, podem levar à exposição solar prolongada e, por vezes, desprotegida.2,3,4 Os jovens, em particular, constituem um grupo vulnerável à exposição solar inadequada, seja pela influência de fatores estéticos, seja pela maior atividade física ao ar livre.5

A estimativa nacional de câncer da pele não melanoma (carcinoma basocelular e espinocelular) para 2008 foi de 115 mil novos casos, sendo o Distrito Federal responsável por 930 deles. Quanto ao melanoma, apesar da elevada letalidade, sua incidência ainda é baixa, mas tem-se observado um expressivo crescimento em populações de cor de pele branca.6

Entre os fatores de risco que contribuem para a gênese das lesões de pele, fatores genéticos, história familiar de câncer da pele e radiação ultravioleta (UV) já estão bem definidos. Os raios UV, além de facilitar mutações gênicas, exercem efeito supressor no sistema imune cutâneo.7 Em geral, no caso do melanoma, a história pessoal ou familiar dessa neoplasia representa o maior fator de risco.1,6,8 A utilização de fotoprotetores como forma efetiva de proteção tem sido amplamente discutida na literatura, sendo recomendada para prevenção de todas as neoplasias da pele.5

Neste estudo, procurou-se caracterizar hábitos de exposição solar entre universitários. Além disso, avaliou-se o conhecimento quanto ao fator de risco genético e ambiental (radiação UV) para câncer da pele.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Desenho do estudo: realizou-se um estudo analítico transversal com 368 estudantes na faixa etária dos 20 anos, em instituição privada de ensino superior na cidade de Taguatinga (DF), no período de fevereiro a abril de 2007.

População e amostra: selecionaram-se intencionalmente dois cursos da área da Saúde (Medicina e Educação Física) e dois cursos da área de Ciências Humanas (Direito e Comunicação Social) para a pesquisa. Para a composição da amostra, sortearam-se disciplinas de vários períodos dos cursos abordados. A distribuição dos estudantes, segundo o sexo, se deu de forma proporcional entre os cursos (Tabela 1). Com base em outro estudo que tratou de tema semelhante,9 o tamanho da amostra necessário foi estimado em 322 indivíduos, para teste de hipótese bicaudal, considerando-se o nível de significância (a) de 5% e o poder do teste fixado em 90%.

Coleta dos dados: a pesquisa foi feita por meio de questionário padronizado autoaplicativo composto por 18 itens, distribuídos por dois acadêmicos do 4° ano de Medicina. Coletaram-se dados sobre identificação pessoal (sexo, idade e curso), características fenotípicas (cor da pele, dos cabelos e dos olhos), hábitos de exposição solar ("Bronzeia-se ao sol intencionalmente?", "Faz bronzeamento artificial?", "Qual o horário em que costuma tomar banho de sol?"), medidas preventivas à fotoexposição (uso de fotoprotetor e outros meios de proteção), presença de lesões de pele preexistentes (queimadura solar com bolhas e câncer da pele) e conhecimento da relação entre radiação ultravioleta e genética com câncer da pele. Ao todo, 368 questionários foram respondidos, porém, alguns entrevistados não responderam a todos os itens; em decorrência disso, os percentuais serão apresentados a partir do número de respostas de cada questão. Esse fato não influenciou significativamente os resultados aqui mostrados.

Análise estatística: a descrição dos dados foi expressa por frequência absoluta (n) e relativa (%). Por meio do teste qui-quadrado para variáveis dicotômicas, investigou-se a associação entre algumas variáveis, como sexo, curso de graduação e grupos compostos por estudantes das Ciências da Saúde e das Ciências Humanas, utilizando-se o software Probabilitas® versão 1.0. Para todos os testes, adotou-se o nível de 95% de confiabilidade.

Considerações éticas: este estudo foi aprovado pelo comitê de ética do Hospital Universitário Católica de Brasília. Os objetivos da pesquisa foram explicados durante o processo de aplicação dos questionários e os estudantes foram assegurados verbalmente do total anonimato.

 

RESULTADOS

1. Características fenotípicas

A população do estudo foi composta por jovens com média de idade de 22,1 ± 5,2 anos, sendo 45,1% homens (n=166) e 54,9% mulheres (n=202). As respostas ao item cor da pele demonstraram que 49% (n=181) dos entrevistados tinham pele branca, 38% (n=140), morena, 5% (n=18), negra e 8% (n=29), amarela. Em relação à cor dos olhos, verificou-se que 88,7% (n=282) dos indivíduos tinham olhos castanhos ou pretos e 11,3% (n=36), olhos azuis ou verdes. Quanto à cor dos cabelos, 91% (n=332) tinham cabelos castanhos ou pretos, enquanto 9% (n=33) declararam-se louros ou ruivos.

2. Hábitos de exposição solar

O hábito de bronzear-se intencionalmente ao sol foi constatado em 12,8% (n=47) dos entrevistados, sendo, destes, 57,5% mulheres. Observou-se proporção semelhante na análise separada dos cursos de graduação. A prática de bronzeamento artificial foi baixa, referida por apenas 3,5% (n=7) dos participantes, todos mulheres. Cerca de 50% (n=175) dos entrevistados confirmaram a preferência por tomar banho de sol entre 10 e 16 horas, não sendo verificada diferença estatística entre os sexos (Tabela 1). Constatou-se que 66,9% (n=206) se expunham ao sol por lazer, ao passo que 10,1% (n=31) se expunham de forma ocupacional.

3. Medidas de fotoproteção

Os participantes que mencionaram uso de filtro solar totalizaram 308 (83,9%). Todavia, menos de 25% (n=75) deles fazem uso diário de fotoprotetor. Entre os que relataram uso irregular de protetor solar, não se constatou diferença estatística importante quanto ao sexo ou aos cursos de graduação. Observou-se diferença significativa (p < 0,01) na comparação entre homens e mulheres que utilizam filtro solar diariamente (Tabela 1). A aplicação de protetor solar durante as atividades esportivas ao ar livre foi relatada por 68,8% dos estudantes. No que respeita ao fator de proteção solar (FPS) usado pelos estudantes, apuraram-se valores que variaram de 10 a 60, com mediana situada em 30. Dos 283 entrevistados que informaram o FPS utilizado, verificou-se que 278 (98,2%) usam um fator maior do que 15 ou igual a 15. O emprego de outros meios de proteção, como óculos de sol, camiseta e chapéu, foi apontado por mais de 70% dos entrevistados.

4. Queimaduras solares e câncer da pele

Aproximadamente 20% dos entrevistados (n=76) relataram história prévia de queimadura solar com bolhas, sendo que 62,5% deles eram mulheres. Totalizaram 287 (78,6%) os que negaram essas lesões. Nenhum caso de câncer da pele, melanoma ou não melanoma, foi referido pelos entrevistados.

5. Conhecimento sobre fatores de risco

A abordagem sobre conhecimento do fator de risco radiação ultravioleta (UV) revelou que 92,7% (n=341) acreditam em sua associação com câncer da pele (Gráfico 1). Já em relação ao conhecimento do fator de risco genético para carcinogênese de pele, verificou-se que 43,5% (n=160) dos estudantes apoiam essa associação. Porém, a análise das opiniões entre os grupos de estudantes das Ciências da Saúde e das Ciências Humanas revelou uma diferença estatística significativa (p < 0,001). Entre os universitários que creem na genética como fator de risco, 72,5% são dos cursos de Medicina e Educação Física. Por outro lado, 86,2% dos que rejeitam essa hipótese são acadêmicos de Direito e Comunicação Social (Gráfico 2).

 

 

 

 

DISCUSSÃO

A população do estudo foi composta, predominantemente, por estudantes de pele clara com cabelos e olhos escuros, porém, a autorreferência da cor da pele é um dado muito subjetivo e controverso e, idealmente, deveria ser avaliado pelos pesquisadores.

O conceito de pele bronzeada associada a saúde e beleza tende a diminuir cada vez mais. Praticamente, 90% dos universitários negaram o hábito de bronzear-se intencionalmente pela exposição solar. Contudo, apesar de um índice baixo (3,5%) de bronzeamento intencional, ainda se detectaram casos de usuários de camas de bronzeamento artificial, predominando, como em outros estudos, a população do sexo feminino.9,10,11

Mesmo com esforços de campanhas educativas alertando sobre os efeitos maléficos da fotoexposição em horários de risco,1,12,13 observou-se que 175 universitários (50,7%) ainda optam por tomar banho de sol entre 10h e 16h, intervalo considerado de alto risco para efeitos lesivos do sol. Devido à faixa etária jovem analisada, é provável que esse comportamento esteja relacionado a atividades sociais, prática de esportes ao ar livre e intenção de aproveitar mais o dia.14,15

A exposição solar recreativa foi a mais prevalente entre os estudantes. Tanto a exposição ocupacional quanto a realizada por lazer não apresentaram diferença significante em relação ao sexo ou aos cursos de graduação. Hora et al. 16 encontraram características semelhantes quanto ao motivo de exposição, porém observaram uma leve tendência de a exposição profissional ser maior entre os homens.

No Distrito Federal, há alta incidência de raios solares durante quase todo o ano, havendo, portanto, grande necessidade de fotoproteção. Mais de 80% dos entrevistados informaram usar fotoprotetor, mesmo que de modo irregular. Em 1995, Angeli et al.51 identificaram o uso de filtro solar por apenas 36,9% da população na faixa dos 20 anos. Esses resultados reforçam a tese da crescente aceitação de práticas fotoprotetoras, entre os jovens, nas últimas décadas.14

O uso regular de fotoprotetor nas atividades gerais e durante a prática de esportes ao ar livre entre os estudantes, como em outros trabalhos, ainda é limitado.14,16,17 A tendência observada nas mulheres de usarem protetor solar no dia a dia mais que os homens (Tabela 1) concorda com a literatura. Esses dados sustentam a hipótese de que as mulheres são mais vaidosas e preocupadas com a estética, evitando os efeitos nocivos do sol mais que os homens.14,16,18 Apesar disso, a região Centro-Oeste do Brasil, segundo estimativas para 2008, obteve a segunda maior incidência nacional de câncer da pele não melanoma, entre as mulheres. 2

Entre as recomendações para uma fotoexposição saudável, enfatiza-se o uso de filtro solar com fator de proteção (FPS) de pelo menos 15, que proporciona forte proteção contra o desenvolvimento de câncer da pele.13,14,16,19,20 Dos 283 entrevistados que informaram o FPS utilizado, verificou-se que 98,2% utilizam um fator igual a 15 ou maior do que 15, o que, provavelmente, reflete maior conscientização dos efeitos deletérios do sol. Cokkinides et al.,17 em estudo com adolescentes, mostraram que, quanto maior a percepção dos benefícios da fotoproteção, maior era o FPS utilizado. Todavia, fator de proteção é apenas uma das medidas que devem ser constantemente estimuladas, tais como o emprego diário de filtro solar e outros meios físicos de proteção, aplicação de filtro solar 20 minutos antes da exposição e reaplicações a cada duas horas.19

Entre os acadêmicos que referiram episódio prévio de queimadura solar com bolhas, 62,5% eram do sexo feminino. Tal predomínio foi apresentado em outros estudos.16,21 A literatura aponta que episódios repetidos de queimadura solar ou com bolhas dobram o risco de melanoma.9,20,22 Em contrapartida, para o carcinoma basocelular, Maia et al.23 não estabeleceram queimaduras solares como fator de risco, exceto em indivíduos com pele tipo III – classificação de Fitzpatrick – com história prévia de intensas queimaduras solares.

Como esperado, não houve relatos de câncer da pele entre os estudantes, o que pode ser explicado pela amostra reduzida e composta, principalmente, por adultos jovens, uma vez que as neoplasias cutâneas incidem mais em população mais idosa.1,2

A radiação ultravioleta, em especial, UVB – comprimento de onda entre 290nm e 320nm –, é fator de risco estabelecido para lesões cutâneas, pois, além de propiciar mutações no DNA dos queratinócitos, exerce efeito supressor no sistema imune cutâneo.1,2,24O conhecimento da associação entre exposição aos raios UV e câncer da pele foi claramente confirmado (Gráfico 1), em concordância com outros trabalhos na literatura médica,1,5,9,12,14,16 embora essa noção nem sempre reflita práticas adequadas de fotoproteção.

As neoplasias da pele, em particular, o melanoma, podem ser consideradas enfermidades poligênicas multifatoriais.2,24 Estima-se que 14% dos pacientes que recebem o diagnóstico de melanoma apresentem história familiar positiva para essa neoplasia.8 Avilés et al. 24 mostram indícios de que, provavelmente, a homogeneidade no locus HLADQA1 poderia ser considerada como potencial fator predisponente para câncer da pele nos indivíduos expostos a outros riscos, tanto genéticos como ambientais.

A genética, como fator de risco, foi pouco associada à carcinogênese cutânea pelos estudantes (43,5%). Contudo, entre os alunos das Ciências da Saúde, a concordância foi muito maior (Gráfico 1). É provável que o resultado encontrado se deva às informações adquiridas ao longo do curso de graduação desses alunos. Por outro lado, os que discordam dessa associação (86,2%) são acadêmicos das Ciências Humanas, que não têm esse enfoque em seus cursos. Essa diferença foi estatisticamente significativa, p < 0,001, refletindo uma deficiência em potencial no conhecimento dos fatores de risco por esse grupo.

 

CONCLUSÃO

Em um panorama geral, as medidas de fotoproteção são praticadas pela maioria dos entrevistados, porém, de maneira irregular e nem sempre durante exposições intencionais ao sol; as mulheres tendem a se proteger mais dos fotodanos que os homens; o fator de risco radiação UV é muito conhecido, embora a genética ainda seja pouco associada à carcinogênese, principalmente, entre os estudantes das Ciências Humanas.

Mais estudos devem ser feitos para identificar hábitos equivocados de fotoexposição e fotoproteção entre os jovens. Desse modo, é possível oferecer orientações nos níveis individual e coletivo, colaborando-se para a prevenção de lesões cutâneas.

 

AGREDECIMENTOS

Agradecemos aos alunos e professores dos cursos envolvidos no estudo.

 

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Endereço para correspondência:
Ivan Gagliardi Castilho
SMDB Conj. 14 - Lote 03 - Casa B Lago Sul
71680 140 Brasília - DF, Brasil
Tel./fax: (61) 3366 3510 8153-8151 3345-8480
E-mail: ivancas02@yahoo.com.br

Recebido em 11.05.2009.
Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 18.12.2009.
Conflito de interesse: Nenhum
Suporte financeiro: Nenhum

 

 

* Trabalho realizado na Universidade Católica de Brasília (UCB) Campus I, Taguatinga - Brasília (DF), Brasil.