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Anais Brasileiros de Dermatologia

Print version ISSN 0365-0596

An. Bras. Dermatol. vol.85 no.5 Rio de Janeiro Sept./Oct. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962010000500023 

IMAGENS EM DERMATOLOGIA TROPICAL

 

Feoifomicose subcutânea*

 

 

Rosane Orofino Costa

Doutor; professora adjunta da disciplina de Dermatologia, FCM, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); chefe do Laboratório de Micologia, Hospital Universitário Pedro Ernesto - Rio de Janeiro (RJ), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

São apresentadas imagens ilustrativas de um caso de feoifomicose subcutânea causada pela Exophiala jeanselmei num paciente transplantado renal. Breves comentários sobre a doença encontram-se no texto. Ressalta-se a necessidade de essa micose entrar no diagnóstico diferencial de outras dermatoses, inclusive as não infecciosas.

Palavras-chave: Exophiala; Micoses; Transplante de rim


 

 

Feoifomicose foi um termo cunhado por Ajello em 19751 e modificado por McGinnis em 1983,2 que define as doenças causadas por fungos que se apresentam no tecido parasitado como hifas septadas, acastanhadas, irregulares e(ou) toruloides, além de elementos fúngicos com brotamento (Figura 1), e não deve substituir doenças bem estabelecidas, como tinha negra, pedra negra ou cromomicose.3 Apresentam-se mais comumente como abscessos cutâneos, subcutâneos ou sistêmicos e acometem indivíduos imunologicamente competentes ou incompetentes. A apresentação mais comum é a subcutânea e deveria entrar no diagnóstico diferencial de diversas dermatoses, inclusive as tumorais. No caso apresentado, a lesão se assemelha ao micetoma ou ao carcinoma epidermoide (Figura 2). Os agentes etiológicos mais frequentes são as espécies de Exophiala (Figura 3).4 Devido à diversidade de agentes etiológicos, hospedeiros acometidos e apresentação clínica, seu tratamento ainda é muito difícil. Quando a lesão é subcutânea e bem localizada, a exérese cirúrgica total da lesão é o mais indicado (Figura 4). Se necessário, usar antifúngicos de amplo espectro, atentando para os pacientes imunodeprimidos para possíveis eventos adversos e interações medicamentosas.5

 

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

1. Ajello L. Phaeohyphomycosis: definition and etiology. In: International Conference on the Mycoses. Proceedings, Washington: PAHO, Scient Publ, 1975, 304. p.126-30.         [ Links ]

2. McGinnis MR. Chromoblastomycosis and phaeohyphomycosis: new concepts, diagnosis and mycology. J Am Acad Dermatol. 1983;8:1-16.         [ Links ]

3. Matsumoto T, Ajello L. Agents of Phaeohyphomycosis. In: Ajello L, Hay RJ, editors. Medical Mycology. Londres: Arnold; 1998. p. 503-24.         [ Links ]

4. Lacaz CS, Porto E, Martins JEC, Heins-Vaccari EM, Melo NT. Feo-hifomicose. In: Lacaz CS. Tratado de Micologia Médica. São Paulo: Sarvier; 2002. p. 520-61.         [ Links ]

5. Kwon-Chung KJ, Bennett JE. Phaeohyphomycosis. In: Kwon-Chung KJ, Bennett JE. Medical Mycology. Philadelphia: Lea & Febiger; 1992. p.620-77.         [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência:
Rosane Orofino
Av. 28 de Setembro, 87 - 2º andar Vila Isabel
20551 030 Rio de Janeiro - RJ
Tel./Fax: +55 21 2587 6622 +55 21 3325 7456
E-mail: micologia@uerj.br

Aprovado pelo Conselho Editorial e aceito para publicação em 18.08.2010.
Conflito de interesse: Nenhum / Conflict of interest: None
Suporte financeiro: Nenhum / Financial funding: None

 

 

* Trabalho realizado no Serviço de Dermatologia, Hospital Universitário Pedro Ernesto, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) - Rio de Janeiro (RJ), Brasil.