Anais Brasileiros de Dermatologia
Print version ISSN 0365-0596
An. Bras. Dermatol. vol.85 no.6 Rio de Janeiro Nov./Dec. 2010
http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962010000600026
IMAGENS EM DERMATOLOGIA TROPICAL
Hanseníase borderline virchowiana*
Christiane MatsuoI; Carolina TalhariII; Lisiane NogueiraIII; Renata Fernandes RabeloIV; Mônica Nunes dos SantosV; Sinesio TalhariVI
IEspecialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; dermatologista da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas - Manaus (AM), Brasil
IIDoutora; professora de dermatologia da Universidade do Estado do Amazonas - Manaus (AM), Brasil
IIIMédica residente em dermatologia da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas - Manaus (AM), Brasil
IVMédica residente em dermatologia da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas - Manaus (AM), Brasil
VDoutora; professora de dermatologia da Universidade do Estado do Amazonas - Manaus (AM), Brasil
VIDoutor em dermatologia; diretor da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas - Manaus (AM), Brasil
RESUMO
É apresentado caso de hanseníase borderline virchowiana com quatro anos de evolução e lesões cutâneas de difícil diagnóstico na rede de saúde. O exame histopatológico mostrando estruturas granulomatosas desorganizadas e múltiplos bacilos álcool-ácido resistentes foi essencial para o diagnóstico. Casos como o descrito possibilitam a contaminação dos conviventes e o surgimento de novos casos de hanseníase no futuro.
Palavras-chave: Hanseníase; Hanseníase dimorfa; Hanseníase Virchowiana
A hanseníase borderline virchowiana manifesta-se por grande número de lesões com aspectosvariados, tais como: infiltração, placas (algumas comregião central aparentemente poupada e bordasexternas mal-definidas) e nódulos.1-3 As lesões não sãotão simétricas como na hanseníase virchowiana e há espessamento de grande número de troncos nervosos.1 A baciloscopia é positiva, com numerosos bacilos.1-3 A classificação clínica dos pacientes borderline é, muitas vezes, como no caso apresentado (Figuras 1 e 2), difícil. As manifestações cutâneas podem não se enquadrar nos padrões clínicos descritos, ou o exame histopatológico não é compatível com a classificação clínica.4,5 Nesses casos adota-se simplesmente a classificação MHB e trata-se o paciente de acordo com o resultado da baciloscopia (Figuras 3 e 4) ou de acordo com a classificação da Organização Mundial de Saúde, segundo o número de lesões.1 Pacientes bacilíferos, sem diagnóstico, evoluindo durante anos, como o aqui relatado, possibilitam a contaminação dos conviventes e o surgimento de novos casos de hanseníase no futuro.1




REFERÊNCIAS
1. Talhari S, Neves RG, de Oliveira MLW, de Andrade ARC, Ramos AMC, Penna GO, Talhari AC. Manifestações cutâneas e diagnóstico diferencial. In: Talhari S, Neves RG, Penna GO, de Oliveira MLV, editores. Hanseníase. 4 ed. Manaus: Editora Lorena; 2006. p. 21-58. [ Links ]
2. Foss NT. Hanseníase: aspectos clínicos, imunológicos e terapêuticos. An Bras Dermatol. 1999;74:113-9. [ Links ]
3. Walker SL, Lockwood DN. Leprosy. Clin Dermatol. 2007;25:165-72. [ Links ]
4. Ridley DS, Jopling WH. A classification of leprosy for research purposes. Lepr Rev. 1962;33:119-28. [ Links ]
5. Ridley DS, Jopling WH. Classification of leprosy according to immunity. A five-group system. Int J Lepr Other Mycobact Dis. 1966;34:255-73. [ Links ]
Endereço para correspondência:
Carolina Talhari
Avenida Pedro Texeira, 25, Dom Pedro
69040 000 Manaus, AM, Brasil
Aprovado pelo Conselho Editorial e aceito para publicação em 16.07.2010 .
Conflito de interesse: Nenhum
Suporte financeiro: Fundação de Medicina Tropical do Amazonas
* Trabalho realizado na Fundação de Medicina Tropical do Amazonas - Manaus (AM), Brasil.










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