SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.85 issue6Do you know this syndrome?Errata author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Anais Brasileiros de Dermatologia

Print version ISSN 0365-0596

An. Bras. Dermatol. vol.85 no.6 Rio de Janeiro Nov./Dec. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962010000600034 

INFORMES

 

Comentários sobre o livro

 

 

Lupi O, Belo J, Cunha PR, org. Rotinas de diagnóstico e tratamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia. São Paulo: Ed. AC Farmacêutica Ltda e coedição com a Editora Guanabara Koogan Ltda; 2010. 533 p.

 

 

Trata-se de um livro dirigido à prática diária dos dermatologistas, onde se dá enfoque ao diagnóstico e tratamento de importantes dermatoses quer pela sua frequência, quer pela sua gravidade. Não se trata portanto de um Tratado ou um Atlas ou um Manual de Dermatologia mas sim de um livro muito útil para se ter à mão e poder consultá-lo facilmente nestes dois importantes aspectos do exercício da profissão. Assim ele foi organizado de modo muito original e interessante, onde os capítulos se dispõem por ordem alfabética para facilitar sua procura, não seguindo uma distribuição por critérios como etiopatogenia ou pelas lesões elementares.

Para a autoria de cada assunto foram convidados colegas que demonstram interesse particular pelo tema que lhe foi solicitado, podendo assim nos brindar com sua experiência e conhecimento.

Temos agora na Sociedade Brasileira de Dermatologia um guia prático de diagnóstico e terapêutica na Dermatologia, que pelo seu valor científico e de grande utilidade muito enobrece nossa Sociedade.

Profª. Dra. Alice O. A. Alchorne
• Livre Docente de Dermatologia
• Profª. de Dermatologia da Universidade Nove de Julho (UNINOVE) Orientadora de Mestrado e Doutorado da UNIFESP - Escola Paulista de Medicina

 

Doação

Clarissa Santos de Carvalho

Estudo descritivo das onicomicoses na clínica de dermatologia da Santa Casa de São Paulo no período de janeiro de 2002 até dezembro de 2006. Dissertação de Mestrado. Área de concentração: Medicina. São Paulo: Faculdade de Ciências Médicas, Santa Casa de São Paulo, 2010.

 

Dissertação

Estudo descritivo das onicomicoses na clínica de dermatologia da Santa Casa de São Paulo no período de janeiro de 2002 até dezembro de 2006, de Clarissa Santos de Carvalho. Dissertação apresentada ao Curso de Pós-Graduação da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo para obtenção do titulo de Mestre em Medicina.

Orientador: Profª. Drª. Clarisse Zaitz

RESUMO:

INTRODUÇÃO: Onicomicose, infecção das unhas por fungo é a mais frequentes das doenças ungueais, constituindo aproximadamente metade de todas as alterações ungueais. Pode ser causada por dermatófitos, leveduras, fungos filamentosos não dermatófitos e Prothoteca spp.
OBJETIVOS: (1) Analisar a sensibilidade dos métodos de diagnóstico laboratorial para as onicomicoses no nosso laboratório de micologia Médica da Clínica de Dermatologia da Santa Casa de São Paulo; (2) analisar a distribuição dos casos de onicomicose de acordo com os principais agentes etiológicos: dermatófitos, fungos filamentosos não dermatófitos (FFND), leveduras e protistas; (3) analisar a distribuição dos casos de onicomicose em relação aos dados demográficos: sexo e idade; (4) analisar a possível variação sazonal dos casos em relação aos principais agentes etiológicos.
MÉTODOS: Cinco mil e quatrocentos e sete amostras de pacientes com suspeita de onicomicose foram estudadas no período de janeiro de 2002 a dezembro de 2006, por meio de exames micológicos diretos e cultura para fungos.
RESULTADOS: O diagnóstico de onicomicose foi confirmado em 3.822 amostras através de micológico direto e/ou cultura positiva. O diagnóstico etiológico foi estabelecido pela cultura para fungos. Dentre os 1.428 agentes identificados, os dermatófitos foram responsáveis por 68,6% (N=980) dos casos, seguidos pelas leveduras com 27,5% (N=393), FFND com 2,2% (N=31), Prototheca spp com 0,1% (N=2), e associações com 1, 6% (N=22). O sexo feminino foi o mais acometido com 66% (N=2.527) dos casos e a faixa etária mais acometida variava de 31 a 60 anos de idade (mediana de 47 anos).Observou-se que não há relação entre estações do ano e resultados de exames positivos.
CONCLUSÃO: A microbiota fúngica é alterada frequentemente no mundo, quantitativa e qualitativamente, sendo afetada por vários fatores ambientais. Assim, o exame periódico da composição desta microbiota é importante para avaliar a epidemiologia e assim ter uma resposta terapêutica mais adequada.