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Anais Brasileiros de Dermatologia

Print version ISSN 0365-0596

An. Bras. Dermatol. vol.86 no.3 Rio de Janeiro May/June 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962011000300041 

CORRESPONDÊNCIA

 

 

Vidal Haddad Junior

Faculdade de Medicina de Botucatu Universidade Estadual Paulista e Hospital Vital Brazil - Instituto Butantan - SP

 

 

Prezados Editores dos Anais Brasileiros de Dermatologia

Tomo a liberdade de escrever para tentar justificar um pedido do qual fui inicialmente um dos defensores, relativo à linguagem em que os ABD são publicados.

Tenho tido chance de publicar regularmente em algumas revistas nacionais e internacionais: entre estas, incluo os ABD, a Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, a Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, a Toxicon e a Wilderness and Environmental Medicine. Algumas têm Qualis alto, outras não.

A meu ver, devemos publicar para leitores selecionados, com direcionamento de temas. Um artigo sobre aspectos originais da Dermatologia tem público certo em uma revista INDEXADA de Dermatologia. Um acidente por determinado animal selvagem teria excelente divulgação na Wilderness Medicine, assim como artigos sobre animais peçonhentos são visualizados de maneira mais adequada em revistas como a Toxicon. Este é o primeiro passo para divulgar nosso trabalho e não para cumprir metas da CAPES. Esta é a mudança de interesses que necessita acontecer em nossa comunidade e na nossa revista.

O segundo passo é que uma vez disponibilizado, o artigo SEJA LIDO pelos dermatologistas no mundo todo. Neste ponto, apesar da disponibilidade das versões em inglês pela Internet, nota-se que todas as versões dos artigos presentes na Internet estão em língua portuguesa. Com todo respeito à nossa bela e complexa linguagem, isto equivale a esconder o manuscrito. Por exemplo: há cerca de 5 anos publiquei um estudo sobre acidentes por animais aquáticos em aquários (que aliás recebeu um prêmio dos Anais). A nossa revista não era indexada e não havia versão impressa integral em inglês. Resultado: cerca de um ano depois, um autor da Polônia publicou a mesmíssima coisa que eu havia descrito e é até hoje citado como o autor da idéia original.

Não há porque duvidar: a linguagem universal em publicações científicas é o inglês e nossos profissionais têm que aprender a lidar com este fato. A revista totalmente em inglês é uma melhoria que permitirá a circulação da edição impressa (sempre mais valorizada) e da eletrônica no mundo com mais facilidade e trará mais alcance aos Anais, além de padronizálo com todas as melhores publicações mundiais, o que com certeza colaborará inclusive com a renovação da indexação, que creio ser nossa próxima luta.

Um grande abraço,

Vidal Haddad Jr