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Anais Brasileiros de Dermatologia
Print version ISSN 0365-0596
An. Bras. Dermatol. vol.86 no.4 Rio de Janeiro July/Aug. 2011
http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962011000400029
IMAGENS EM DERMATOLOGIA TROPICAL
Rinosporidiose: manifestação cutânea*
Andrelou Fralete Ayres VallarelliI; Silvânia Pinheiro RosaII; Elemir Macedo de SouzaIII
IDoutor em consultório privado - São Paulo (SP), Brasil
IIMédica dermatologista e especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; consultório privado - São Paulo (SP), Brasil
IIIProfessor-assistente e livre-docente da disciplina de dermatologia do departamento de clínica médica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - São Paulo (SP), Brasil
RESUMO
A rinosporidiose é uma doença infecciosa zooantropofílica mucocutânea causada pelo Rhinosporidium seeberi. Caracteriza-se por massa polipoide, séssil ou pedunculada, eritematosa, moriforme e friável, principalmente, nas mucosas nasais e oculares. A ocorrência na pele é ocasional, por disseminação a partir da mucosa adjacente, inoculação direta ou generalização via hematogênica. Os autores apresentam o caso clínico de um menino de oito anos de idade, com lesão isolada localizada no epicanto medial do olho direito.
Palavras-chave: Doenças parasitárias; Doenças transmissíveis; Rhinosporidium; Rinosporidiose
A rinosporidiose é uma doença infecciosa, granulomatosa, mucocutânea, causada pelo Rhinosporidium seeberi. Ocorre, preferencialmente, na naso-orofaringe, ocasionalmente, na conjuntiva e no saco lacrimal e, esporadicamente, na uretra, na genitália, na laringe, nas cavidades paranasais e na pele (Figuras 1 e 2).1-3 Há relatos de casos nas Américas, na Europa, na África e na Ásia, com alta prevalência na Índia e no Sri Lanka.1,2,4 É endêmica na região ocidental do nordeste brasileiro.5 Ocorre pela inoculação dos esporos presentes em águas estagnadas ou pela poeira dos campos.6,7 É mais prevalente no sexo masculino, sobretudo, com acometimento nasal. A infecção ocular é mais frequente na mulher.1,2,6,8 A histologia e/ou citologia realizada após aspiração com agulha fina (FNAC) confirmam o diagnóstico (Figuras 3 e 4A).3 A primeira referência foi creditada a Malbran (1896). Guilhermo Seeber (1900) relatou o agente causal e o classificou como um protozoário da família Coccideoidaceae. A análise filogenética classificou-o como pertencente ao grupo Drip (Dermocystidium, rosette agent, Ichthyophorus, and Psorospernim), um parasita protista aquático (Figura 4B).2, 4, 9




REFERÊNCIAS
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Endereço para correspondência:
Andrelou Fralete Ayres Vallarelli
Rua Dr. Antônio da Costa Carvalho, 577 - Ap. 91 - Cambuí
13024-050 Campinas - SP
Telefones: (19) 3234-2404
E-mail: andrelou@uol.com.br
Recebido em 14.03.2010.
Aprovado pelo Conselho Editorial e aceito para publicação em 31.08.2010 .
Conflito de interesse: Nenhum
Suporte financeiro: Nenhum
* Trabalho realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - São Paulo (SP), Brasil.










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