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Anais Brasileiros de Dermatologia

Print version ISSN 0365-0596

An. Bras. Dermatol. vol.86 no.4 Rio de Janeiro July/Aug. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962011000400043 

CORRESPONDÊNCIA

 

Resposta

 

 

Maria do Carmo Araújo Palmeira QueirozI; Juliana Nascimento de Andrade Rabelo CaldasII

IMédica Dermatologista da Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia
IIMédica Dermatologista - Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia

 

 

Em relação à correspondência com sugestões ao artigo: "Dermatologia comparativa: lesão de ataque por caravela portuguesa (Physalia physalis)", agradecemos os valorosos comentários que só somam a discussão sobre o assunto, entretanto precisamos esclarecer alguns pontos:

Embora possa parecer um tanto dramático o nome "ataque", julgamos estar adequado uma vez que a caravela possui filamentos urticantes que "disparam" em analogia a uma "arma" quando em contato com a "presa". Lembramos também de situações comuns no nosso meio, onde crianças pequenas são "enoveladas" por caravelas determinando quadros dramáticos, bem como grupos de banhistas que escolhendo desafortunadamente "águas não tão tranquilas" para o seu lazer sofrem lesões múltiplas.

Agradecemos a informação de que o soro antiveneno de cnidários só está disponível na Austrália e não está disponível no Brasil.

Em relação ao tratamento, quando fizemos a revisão bibliográfica, todos os poucos artigos sobre o assunto sugeriam a remoção dos nematocistos com objetos de ponta romba. No livro: Fischer AA. Atlas of Aquatic Dermatology. 1th ed. New York: Grune & Stratton; 1978 (referência número cinco) e no artigo: Cristián VK, Marianne KR, María Soledad ZT, Francisco VK, Juan Pedro LJ. Picadura de medusas: actualización. Rev Méd Chile 2004;132:233-41 (referência número dois) são citados o uso do álcool isopropílico, talco, bicarbonato de sódio e creme de barbear. Embora possa ser considerada uma conduta antiga, achamos importante relatar, pois estes acidentes acontecem em praias, onde esses podem ser os únicos recursos disponíveis e, muitas vezes, não é possível uso de água do mar gelada no momento do acidente, pois esta não é a realidade de grande parte das praias do nosso litoral. Em relação á corticoterapia, salientamos a utilização do mesmo visando à ação antiinflamatória e não apenas imunossupressora, estando inclusive o uso citado no artigo número três de nossas referências bibliográficas: Haddad V; Lupi O; Lonza JP; Tyring SK. Tropical dermatology: Marine and aquatic dermatology. J Am Acad Dermatol 2009; 61(5):733-59

É do nosso conhecimento a página: www.sbd.org.br/down/ANIMAISmarinhosfolheto.pdf, achamos interessante como material para divulgação leiga.

Atenciosamente,

 

Maria do Carmo Araújo Palmeira Queiroz
Juliana Nascimento de Andrade Rabelo Caldas
juandrade03@hotmail.com