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Anais Brasileiros de Dermatologia

Print version ISSN 0365-0596

An. Bras. Dermatol. vol.86 no.4 Rio de Janeiro July/Aug. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962011000400044 

CORRESPONDÊNCIA

 

Resposta

 

 

Vidal Haddad Junior

 

 

À Editora do ADB

Agradeço a resposta à minha carta e envio as justificativas para minhas sugestões na forma de respostas às autoras, reafirmando que esta discussão é muito salutar e traz novas informações aos leitores da revista.

1. O termo "ataque" não é dramático. É incorreto. Como disse, não existe ataque dos cnidários. O termo cria uma espécie de "satanização" do animal, o que não é bom. Eu reconheço que as situações são mesmo dramáticas, especialmente em acidentes em crianças, mas não existem ataques e o termo não deve ser usado. Os tentáculos são usados para capturar peixes. Em cerca de 500 acidentes por cnidários, nunca vi um com características de ataque.

2. Reconheço a excelente pesquisa bibliográfica dos autores. Entretanto, existem informações antigas e nem tudo que está citado tem utilização comprovada, o que se torna complicado quando estas são transmitidas para toda uma Sociedade. E se não temos no local os recursos indicados, é melhor não fazer nada, pois algumas medidas citadas no artigo podem agravar o quadro. Neste sentido, indiquei o link, pois apesar deste ser dirigido ao público geral, fornece as medidas corretas de primeiros socorros atualmente aceitas e pode ser útil também para médicos, pois estas são as únicas existentes no Brasil (como disse, não existe soro). Quanto aos corticosteróides, seu uso é restrito a reações alérgicas crônicas, algo complexo e pouco observado.

Atenciosamente,
Vidal Haddad Junior - UNESP/Instituto Butantan