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Anais Brasileiros de Dermatologia

Print version ISSN 0365-0596

An. Bras. Dermatol. vol.86 no.6 Rio de Janeiro Nov./Dec. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962011000600003 

INVESTIGAÇÃO

 

Autoanticorpos em esclerodermia e sua associação ao perfil clínico da doença. Estudo em 66 pacientes do sul do Brasil*

 

 

Thelma Larocca SkareI; Adriano Erlon FonsecaII; Alan Campos LucianoII; Pedro Ming AzevedoIII

IDoutorado - Chefe do Serviço de Reumatologia do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba -Faculdade Evangélica do Paraná (HUEC - FEPAR) - Curitiba (PR), Brasil
IIAcadêmico da Faculdade Evangélica do Paraná (FEPAR) - Curitiba (PR), Brasil
IIIDoutorado - Chefe do Ambulatório de Vasculites do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba - Faculdade Evangélica do Paraná (HUEC - FEPAR) - Curitiba (PR), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTOS: A esclerodermia é uma colagenose relativamente rara, cujo perfil de autoanticorpos está associado a diferentes manifestações clínicas. A prevalência de autoanticorpos na esclerodermia sofre influência racial e genética.
OBJETIVO: Estudar a prevalência dos anticorpos anti-Scl-70, anticentrômero e anti-U1-RNP em pacientes com esclerodermia do sul do Brasil e verificar suas associações às manifestações clínicas.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo de análise de 66 pacientes com esclerodermia para presença de anti-Scl-70, anticentrômero (ACA) e anti-U1-RNP e de manifestações clínicas como: Raynaud, cicatrizes estelares, necrose digital, telangiectasias, calcinose, fibrose pulmonar, pleurites, pericardites, miocardiopatias, artralgias e artrites, grau de esclerose da pele, contraturas articulares e atritos de tendão, hipertensão pulmonar, manifestações esofágicas e crise renal.
RESULTADOS: A prevalência do anti-Scl-70 foi de 17,8%, a do ACA, de 33,3%, e a do U1 RNP foi de 11,8 %. O anti-Scl-70 estava associado à forma difusa da doença (p=0,015), presença de miocardiopatias (p=0,016) e de cicatrizes estelares (p=0,05); o anticentrômero foi mais comum na forma limitada, embora sem significância estatística e mostrou-se protetor para as miocardiopatias (p=0,005). O anti-U1-RNP foi mais comum nas formas de superposição (p=0,0004).
CONCLUSÃO: A prevalência e o perfil de associações clínicas dos autoanticorpos em esclerodermia de pacientes brasileiros assemelham-se aos da literatura mundial.

Palavras-chave: Anticorpos antinucleares; Esclerodermia difusa; Esclerodermia limitada


 

 

INTRODUÇÃO

Esclerodermia (SSc) é uma doença do tecido conjuntivo, relativamente rara, caracterizada por disfunção do fibroblasto, das células endoteliais e do sistema imune.1 Entre 75 a 95% dos casos são encontrados autoanticorpos dirigidos contra antígenos nucleares, os quais se associam às diferentes formas de apresentação clínica.2 Tais autoanticorpos são úteis na determinação do prognóstico do paciente.1 Entre estes autoanticorpos, incluem-se o antitopoisomerase 1 (anti-Scl-70 ou antitopo1), os anticorpos anticentrômero (ACA) e anti-U1-RNP.1,3

Tem sido descrito que a presença do ACA está associada a manifestações de forma limitada da pele e com u ma baixa frequência de envolvimento de órgãos internos.1 O anti-Scl-70, por sua vez, tem sido ligado às formas difusas de envolvimento cutâneo, à gravidade da doença pulmonar intersticial e à maior prevalência de insuficiência cardíaca direita secundária à doença pulmonar.1

O padrão étnico e o background genético influem na apresentação clínica e na frequência de autoanticorpos em SSc.4 Sabe-se muito pouco acerca desta influência na população brasileira, que possui um perfil étnico peculiar, dado o alto grau de miscigenação racial. Neste estudo, pesquisou-se o perfil de autoanticorpos e sua associação a achados clínicos em uma população de 66 pacientes com SSc do sul do Brasil.

 

METODOLOGIA

Este é um estudo retrospectivo da análise de prontuários de 66 pacientes com diagnóstico de esclerodermia, feito pelo preenchimento dos critérios classificatórios preliminares do Colégio Americano de Reumatologia para esta doença.5 Nestes prontuários foram coletados dados demográficos, dados acerca do perfil de autoanticorpos e das manifestações clínicas apresentadas. Esta amostra representa o total de pacientes acompanhados no Ambulatório de Reuma tologia de nossa instituição nos últimos 5 anos.

Considerou-se esclerodermia difusa (dSSc) aquela definida pela presença de espessamento de pele proximal aos cotovelos e joelhos, em qualquer tempo da doença. Foram consideradas como formas de superposição aquelas com evidências de miopatia inflamatória ou de aspectos de lúpus eritematoso sistêmico (LES), de acordo com critérios classificatórios do Colégio Americano de Reumatologia para LES.6

Os envolvimentos viscerais estudados foram:

a) Vasos periféricos: valorizou-se presença de fenômeno de Raynaud, telangiectasias, cicatrizes estelares e gangrena digital.

b) Pele: o envolvimento foi medido pelo escore de Rodnan modificado (Rodnan m).7 Microstomia foi considerada quando a abertura da rima bucal era inferior à largura de três dígitos médios do próprio paciente.

c) Articulações: foram caracterizadas a presença de artrite (quando da existência de fenômenos inflamatórios na articulação) e artralgias.

d) Envolvimento de tendões: pela presença de atrito tendinoso e contratura de dedos, com distância entre a palma e a ponta do dedo maior do que 1,9 cm, quando os dedos estavam em flexão máxima.

e) Miosite: foi considerada presente quando existia fraqueza muscular ao exame físico mais um dos seguintes achados: aumento de CPK (creatinofosfoquinase), alterações miopáticas à eletroneuromiografia ou achado de miosite à biópsia.

f) Envolvimento esofágico: quando existia hipomotilidade distal do esôfago, documentada pela manometria ou por esofagograma.

g) Fibrose de pulmão: quando existia evidência de doença restritiva à espirometria (capacidade vital forçada - CVF - em 1 segundo < 70% do esperado mais volume expiratório forçado em 1 segundo/CVF > 80% do esperado) ou fibrose pulmonar ao RX ou tomografia computadorizada.

h) Hipertensão pulmonar: foi considerada presente quando existiam valores acima de 30 mm à cateterização cardíaca direita ou de 40 mm à ecocardiografia.

i) Miocardiopatia: quando existia insuficiência cardíaca esquerda pela clínica; fração de ejeção à ecocardiografia < 45 %, arritmia necessitando tratamento, bloqueio cardíaco completo.

j) Pericardite: pela clínica ou ecocardiografia.

k) Pleurite: pela clínica ou achado de imagem (RX ou tomografia).

l) Crise renal esclerodérmica: caracterizada por início abrupto de hipertensão arterial ou insuficiência renal.

m) Neuropatia periférica: foi considerada quando existia clínica característica da mesma ou achados eletroneuromiográficos sugestivos.

n) Calcinose: quando existiam achados clínicos, radiográficos ou anátomo-patológicos documentando a mesma.

Dados acerca dos seguintes autoanticorpos foram coletados: FAN (fator antinuclear), anti-Scl-70, ACA e anti-U1-RNP.

Os dados foram submetidos a tratamento estatístico com agrupamento em tabelas de frequência e contingência. Para estudos de associação, foram usados os testes de Fisher e qui-quadrado, quando os dados eram nominais, e os de Mann Whitney e Kruskall Wallis, quando numéricos. Os cálculos foram feitos com auxílio do software Graph Pad Prism versão 4.0 e o nível de significância adotado foi de 5%.

 

RESULTADOS

Descrição da população estudada: Dos 66 pacientes estudados, 61 (92,4%) eram mulheres e 5 (7,6%) eram homens, com idades entre 17 e 79 anos (média de 51,35±13,72 anos) e com tempo de diagnóstico entre 1 e 40 anos ( média de 11,08± 8,56 anos). Nesta população existiam 41 (62,1%) formas limitadas (lSSC), 14 (21,2%) formas dSSc, 9 (13,6%) formas de superposição e 2 (3%) formas sine-escleroderma. O perfil de autoanticorpos e dos achados clínicos nesta população estão resumidos na tabela 1.

b) Análise das associações ao anticorpo anti-Scl-70. Estudando-se a presença do anticorpo anti-Scl-70 nas diferentes formas de esclerodermia encontrou-se nos 10/66 pacientes com este anticorpo: 6/10 (60%) tinham a forma difusa da doença e 4/10 (40%) tinham a forma limitada. Nos 56 que eram Scl70 negativos, existiam 37/56 (66,07%) com a forma limitada, 8/56 (14,2%) com a forma difusa, 2/56 (3,57%) com a forma sine escleroderma e 9/56 (16,07%) com a forma de superposição (p=0,0151; Gráfico 1).

A análise da associação entre a presença do anticorpo anti-Scl-70 e as diferentes manifestações clínicas encontra-se resumida na tabela 2.

c) Estudo do anticorpo anticentrômero: Este anticorpo foi estudado em 48 pacientes e era positivo em 15/48 (33,3%), dos quais 1/15 (6,6%) tinha forma difusa, 1/15 tinha a forma de superposição (6,6%) e 13/15 (86,6%) tinham a forma limitada. Naqueles sem ACA, 8/33 (24,4%) tinham a forma difusa, 19/33 (57,5%) tinham a forma limitada, 5/33 (15,2%) tinham a forma de superposição e 1/33 (3,03%) tinha a forma sine escleroderma (p=0,16).

Estudando-se a associação entre a presença do ACA e as diferentes manifestações clínicas encontraram-se os dados da tabela 3.

d) Estudo do anticorpo anti-U1-RNP: O anticorpo anti-U1-RNP foi estudado em 55 pacientes, sendo positivo em 7/55 (12,7%). Nestes, 2/7 (28,5%) tinham a forma limitada e 5/7 (71,4%) tinham a forma de superposição. Nos 48/55 (87,3%) em que este anticorpo estava ausente, existiam 7/48 (14,5%) com a forma difusa, 32/48 (66,6%) com a forma limitada; 4/48 (8,3%) com a forma de superposição e 2/48 (4,16%) com a forma sine escleroderma (p=0,0004; Gráfico 1).

O estudo da presença do anticorpo anti-U1-RNP, de acordo com as manifestações clínicas apresentadas, encontra-se na tabela.4

 

DISCUSSÃO

A prevalência dos principais autoanticorpos estudados, FAN, Anti-Scl-70, ACA e anti-U1-RNP na presente amostra de 92,4%, 17,8%, 33,3% e 11,6%, respectivamente, encontra-se dentro do já estudado em outras populações. Segundo revisão apresentada por Walker et al, o anti-Scl-70 é encontrado em 9 a 20%, o ACA em 20 a 30% e o anti-U1-RNP em 8% do pacientes com esclerodermia.8

O anticorpo anti-Scl-70 e o anticorpo ACA são considerados anticorpos mutuamente exclusivos e o anti-Scl-70 é mais encontrado na forma difusa da esclerodermia, conforme visto em nossa população.1,9 Sua presença em pacientes com fibrose pulmonar chega a 45% e parece estar associada a uma doença pulmonar mais grave.1 Na presente amostra, não conseguimos demonstrar uma maior prevalência de fibrose de pulmão naqueles com anti-Scl-70 positivo. Todavia, estudando apenas a população de pacientes com fibrose pulmonar, observa-se que este anticorpo esteve presente em 7/26 (27%) destes casos contra 3/37 (8,1%) sem ela (dados não mostrados). É possível que o número de pacientes incluídos na amostra estudada não tenha possibilitado demonstrar esta associação. Este é um anticorpo que, aparentemente, não sofre muita variação étnica.1 Hamaguchi et al verificaram associação entre anti-Sl-70 e a presença de cicatrizes estelares na população japonesa, o que também foi encontrado no presente estudo.10

O HLA-DB1*11 está associado a anti-Scl-70 em todos os grupos étnicos.1 HLA-DPB1 também está associado à resposta anti-Scl-70 em esclerodermia, principalmente em caucasianos e japoneses.11

A variabilidade do ACA, de acordo com etnicidade, também tem sido bem estudada, sendo mais alta em caucasianos e mais baixa em pacientes hispânicos, afro-americanos e tailandeses.1,12,13 Sua presença tem sido associada a HLA-DRB1*01, HLA-DRB1*04 e HLADRB1*05 e sua produção parece ser influenciada tanto pelo HLA-DRB1 quanto pelos alelos do HLADQB1.13,14 Do ponto de vista clínico, este anticorpo tem sido ligado à forma CREST (limitada) e a um menor envolvimento visceral.1 Em nossa amostra, uma maior porcentagem de pacientes com forma lSSc estava presente na população ACA positiva (todavia, sem significância estatística). Não foi possível constatar em nossa amostra a associação entre a presença de ACA e calcinose e isquemia digital descrita em outras populações.1

O anticorpo anti-U1-RNP tem sido associado a uma variedade de doenças do tecido conjuntivo, incluindo-se lúpus, polimiosite, esclerodermia e doenças de superposição.8 Sua presença na esclerodermia tende a marcar uma doença de melhor prognóstico, mais responsiva a corticoide e com características de doença mista, conforme o observado em nosso estudo. Salvo pela presença deste último achado, esse autoanticorpo pareceu não interferir nos achados clínicos estudados.1,15 O anticorpo anti-RNP está associado à presença do HLA-DR2 e DR4.1

 

Tabela 4

 

Um achado de particular importância foi o da associação positiva entre anti-Scl-70 e a miocardiopatia e o de uma associação protetora do ACA para este tipo de lesão. A associação do anti-Scl-70 e de formas difusas de esclerodermia com dano cardíaco já foi descrito por Perera et al, que observaram que ele era particularmente comum nos pacientes onde o espessamento cutâneo se estabelece de forma rápida. O envolvimento cardíaco da SSc é responsável por uma alta porcentagem de mortes nestes pacientes, tendo, em um estudo húngaro, chegado a 65%.16,17 Nos estágios iniciais, ele tende a ser relativamente silencioso, tornando-se sintomático em situações avançadas.18,19 Desta maneira, a presença do anti-Scl-70 deve manter o clínico em alerta para uma busca ativa e tratamento precoce desta forma grave de comprometimento.

 


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CONCLUSÃO

Concluindo, pode-se afirmar que, na presente amostra de pacientes esclerodérmicos do sul do Brasil, a prevalência de autoanticorpos anti-Scl-70, ACA e anti-U1-RNP é semelhante à da população mundial, sendo o anti-Scl-70 mais comum em pacientes com forma difusa da doença, o ACAmais comum na forma limitada e o anti-U1-RNP naquelas com superposição. Na presente amostra, o anti-Scl70 mostrou estar ligado a cardiomiopatias, enquanto o ACA demonstrou ter um papel protetor nas mesmas.

 

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Endereço para correspondência:
Thelma L Skare
Rua João Alencar Guimarães, 796
80310 420 Curitiba - PR
E-mail: tskare@onda.com.br

Recebido em 13.07.10
Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 09.12.10
Conflito de interesse: Nenhum
Suporte financeiro: Nenhum

 

 

* Trabalho realizado no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba - Faculdade Evangélica do Paraná (HUEC - FEPAR) - Curitiba (PR), Brasil.