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Cerâmica

Print version ISSN 0366-6913

Cerâmica vol.55 no.336 São Paulo Oct./Dec. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0366-69132009000400007 

Obtenção de um revestimento compósito de poliéster-uretana reforçado com alumina pela técnica de deposição por imersão sobre fibras de poliamida 6

 

Preparation of a composite coating of alumina reinforced polyester urethane by dip coating on polyamide 6 fibers

 

 

F. A. L. SánchezI, II; F. A. ReiflerII; F. ClemensII; S. C. AmicoIII; C. P. BergmannI

ILaboratório de Materiais Cerâmicos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Av. Osvaldo Aranha 99, sala 705C, Porto Alegre, RS 90035-190
IIEMPA - Swiss Federal Laboratories for Materials Testing and Research
IIILaboratório de Materiais Poliméricos - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

 

 


RESUMO

O uso de revestimentos compósitos de matriz polimérica e reforço cerâmico capazes de manter a flexibilidade e a elasticidade das fibras poliméricas, agregando propriedades típicas dos materiais cerâmicos (como ação bactericida ou fotocatalítica, resistência à chama, ao desgaste e à abrasão), tem atraído interesse da indústria têxtil. Baseado na técnica dip coating e usando fibras sintéticas de poliamida como substrato, foram produzidas suspensões de poliéster-uretana com partículas de alumina (tamanho médio de partícula 2,2 μm) para obtenção de revestimentos uniformes e espessos sobre o material base, poliamida 6. A viscosidade das suspensões foi controlada pela adição de carboximetilcelulose e avaliada por reometria rotacional. A distribuição granulométrica das suspensões também foi determinada. Os parâmetros operacionais do dip coating, i.e., velocidade de bobinamento e temperatura dos fornos, foram mantidos constantes em todas as amostras. O processo mostrou viabilidade para deposição uniforme do recobrimento avaliado, com espessura adequada, indicando ser promissor para revestir fibras, agregando propriedades de interesse tecnológico.

Palavras-chave: revestimentos compósitos, barbotinas, dip coating, alumina, fibras sintéticas.


ABSTRACT

Ceramic reinforced polymer composite coatings that can retain the flexibility and elasticity of the polymeric fibers, being also able to incorporate the functionality of ceramic materials (e.g. fire, wear, or abrasion resistance, antibacterial performance, photocatalytic effect) are interesting to the processing of textile materials. In this work, polyester-urethane slurries with alumina particles (mean particle size: 2.2 μm) were developed based on the dip coating technique and using polyamide-6 synthetic fibers as the substrate, seeking to obtain an uniform and thick coating. The viscosity of the slurries was varied using carboxymethylcellulose as a rheological agent and evaluated by rotational rheometry. Particle size distribution of the slurries was also analyzed. The developed process successfully deposited a thick and homogeneous composite coating on the fibers, which has the potential of enhancing the original fiber properties and the technological interest towards this material.

Keywords: composite coating, slurries, dip coating, alumina, synthetic fibers.


 

 

INTRODUÇÃO

O uso de materiais compósitos vem crescendo conside-ravelmente devido, principalmente, à grande diversidade de propriedades que podem ser exploradas a partir da combinação de dois ou mais materiais de natureza distinta. Uma alternativa para modificar as propriedades de fibras sintéticas que compõem um tecido sem comprometer sua funcionalidade original é revesti-las com um sistema compósito de partículas cerâmicas, distribuídas homogeneamente em uma matriz polimérica [1-4].

Fibras poliméricas sintéticas revestidas com partículas cerâmicas podem combinar as características positivas de ambos os materiais, isto é, conservam a flexibilidade e a elasticidade intrínseca destes polímeros e podem agregar propriedades vantajosas típicas dos materiais cerâmicos, como a resistência à abrasão, ao desgaste, à chama, ou mesmo a ação bactericida e/ou fotocatalítica [5, 6].

Uma das técnicas de deposição para se formar camadas homogêneas de um determinado material, inicialmente em suspensão ou no estado líquido, sobre uma dada superfície, é a técnica do dip coating, na qual ocorre a imersão de um corpo em um líquido (ou suspensão, barbotina) e, quando removido, o corpo terá sua superfície revestida pela suspensão. Este processo pode ser contínuo (i.e. para fibras) ou descontínuo para peças com formatos variados [7-9]. Diversos trabalhos mostram o uso do dip coating como técnica processual para produção de novos revestimentos, como a produção de filmes finos de óxido de zinco [10], revestimentos de hidroxiapatita [11], filmes macro porosos de óxido de titânio [12], membranas cerâmicas de zircônia [13], microfiltros de alumina com diferentes propriedades e aplicações [14], ou mesmo no auxílio à produção de nanotubos de carbono [15, 16].

O controle das propriedades reológicas de suspensões cerâmicas é importante e está diretamente ligado à qualidade dos revestimentos obtidos para as mais diversas aplicações [17-19]. Dessa forma, o método de preparação das barbotinas para obtenção de uma dispersão ideal das partículas cerâmicas [20, 21], assim como uma viscosidade adequada [22], são parâmetros que requerem atenção, e o seu controle possibilitará a obtenção de revestimentos homogêneos. Assim sendo, este trabalho visou entender melhor o uso de um sistema compósito como revestimento de fibras sintéticas através da técnica de dip coating. Nesse estudo, inicialmente foram avaliadas as propriedades reológicas e a distribuição de partículas das barbotinas preparadas. O revestimento obtido foi caracterizado por microscopia óptica e por microscopia eletrônica de varredura. Os parâmetros operacionais do equipamento para dip coating contínuo permaneceram constantes (i.e. velocidade de bobinamento e temperatura dos fornos) para obtenção dos revestimentos compósitos.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

As barbotinas foram preparadas com água destilada, alumina (tamanho médio de partícula 2,2 μm) da Sumitomo Chemical Co., citrato de amônio 99% da Fluka como surfactante aniônico e carboximetilcelulose (CMC) da Fluka como agente espessante. Como matriz polimérica e ligante foi usada uma dispersão aquosa de poliéster-uretana (PEU) (Tubicoat PUS), além de um agente fixador (Tubicoat Fixierer HT) para aumentar o número de ligações cruzadas e um agente anti-espumante (Tubicoat Entschäumer N), todos da marca Bezema. O teor em massa (% em peso) das matérias-primas usadas na formulação das barbotinas, da dispersão de PEU e da suspensão de Al2O3 com surfactante são apresentados na Tabela I.

 

 

Dois métodos de mistura foram empregados: agitação mecânica e moinho de bolas. A agitação mecânica com um agitador Chemcol Labor-Mischer modelo MSO-G com duas velocidades: 1000 e 10.000 rpm, durante 1 h. A mistura no moinho de bolas foi por 2 h, sendo utilizadas bolas de zircônia (Φ 5 mm) na proporção de 3,125 g de alumina para 1 g de zircônia. Em ambos os processos, o CMC foi primeiramente dissolvido em aproximadamente 60% da água necessária, a 70 ºC, com agitação magnética. Em seguida, os outros componentes foram incorporados e misturados. O efeito do aumento do teor de CMC na barbotina foi avaliado variando-se sua quantidade em 25, 50, 100 ou 200% em peso acima da quantidade utilizada na formulação original em detrimento da quantidade de água, Tabela I. As denominações B25, B50, B100 e B200 correspondem ao incremento de CMC nas barbotinas preparadas em relação à barbotina padrão B0.

A viscosidade das barbotinas produzidas foi avaliada com um reômetro rotacional Paar Physica USD 200, operando com taxas de cisalhamento de 1 a 1000 s-1 com o spindle # 2 a 25 ºC. Para cada amostra, o ensaio foi repetido três vezes. A distribui-ção de tamanho de partícula das barbotinas foi analisada, também em triplicata, pela técnica de difração de raios laser, com o equipamento da Beckman Coulter modelo LS 230.

O equipamento de dip coating das fibras sintéticas (Fig. 1) é constituído por dois fornos. O primeiro forno (posição vertical) está posicionado logo após a saída do banho de barbotina por onde as fibras passam, sendo responsável pela remoção do excesso de água do revestimento depositado. Em seguida, as fibras são dirigidas ao segundo forno (posição horizontal) onde são submetidas ao processo de cura, que promove a polimerização da matriz do revestimento. A temperatura nos fornos foi controlada por um dispositivo termostático eletrônico, sendo mantida constante em 120 e 170 ºC, respectivamente. A velocidade de bobinamento para todas as amostras foi 0,4 m/min e, como substrato, utilizou-se monofilamentos de poliamida 6 (nylon 6) da Nexis, com diâmetro 0,4 mm.

 

 

Os revestimentos obtidos foram caracterizados quanto à espessura com um microscópio óptico Leica Wild M3Z Kombistereo e micrômetro digital acoplado o que serviu também para avaliar a uniformidade do substrato formado sobre as fibras. Um microscópio eletrônico de varredura (AMRAY 3200C modo ECO-SEM), operando a baixo vácuo (150 mTorr) foi empregado para se avaliar a morfologia superficial das fibras, tanto da secção longitudinal como da transversal.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Preparo da barbotina

A Fig. 2 apresenta a distribuição de tamanho das partículas da barbotina em função do método de cominuição e da intensidade de agitação mecânica impingida no preparo da barbotina de alumina. A agitação mecânica de baixa velocidade (1000 rpm) não homogeneizou adequadamente a barbotina mostrando uma curva com uma tendência bimodal e picos muito largos, indicando a presença de aglomerados.

 

 

A mistura em moinho de bolas resultou em uma homogeneização mais eficiente, com a presença de uma curva bimodal bem definida, porém, mais larga que a curva da distribuição granulométrica da barbotina preparada com agitação mecânica de alta velocidade (10.000 rpm). Esta última condição foi escolhida, então, como padrão no preparo das barbotinas.

O primeiro pico da distribuição do tipo bimodal das curvas da Fig. 2, referente ao tamanho médio de aproximadamente 0,20 μm é, provavelmente, devido à presença discreta de pequenas colônias de partículas de alumina inseridas na matriz polimérica de PEU.

A viscosidade das barbotinas investigadas não variou significativamente com as condições de preparo. De fato, os gráficos da Fig. 3, que apresenta a variação da viscosidade com a taxa de cisalhamento, mostram comportamento bastante similar nos valores de viscosidade para as diferentes amostras.

 

 

As Figs. 4 e 5 apresentam, respectivamente, a distribuição do tamanho de partículas e a viscosidade, comparando a barbotina com a dispersão de PEU e a solução contendo apenas Al2O3 e surfactante, após agitação padrão. Os resultados permitem estimar que a distribuição de tamanho de partículas da barbotina é influenciada preponderantemente pela suspensão de Al2O3 e surfactante. Assim, a influência da suspensão de PEU no tamanho médio de partícula da barbotina pode ser considerada desprezível. De fato, a distribuição granulométrica da suspensão de PEU após agitação padrão apresenta um grande volume diferencial em torno de 0,12 μm, que corresponde, provavelmente, a agregados de monômeros de éster-uretana, os quais não são observados após a incorporação e a mistura na formação da barbotina. Ou seja, durante a preparação da barbotina, ocorreria, portanto, a desagregação desses monômeros.

 

 

 

 

A suspensão de alumina em água mostra um segundo pico mais largo que o correspondente ao da barbotina, indicando que ocorre uma possível aglomeração e sedimentação do pó cerâmico na água. Na barbotina, a distribuição é mais estreita devido à presença da dispersão polimérica que evitaria a sedimentação e a aglomeração das partículas cerâmicas. Com relação às características reológicas, tanto a dispersão de PEU quando a barbotina apresentam um comportamento não-Newtoniano do tipo pseudoplástico, isto é, a viscosidade diminui com o aumento da taxa de cisalhamento aplicada. Já a suspensão de alumina em água com o surfactante apresenta um comportamento não-Newtoniano discreto do tipo dilatante, ou seja, há um leve aumento da viscosidade com a tensão aplicada.

É interessante observar o efeito do agente espessante CMC no comportamento reológico da barbotina (Fig. 6). O incremento da quantidade de CMC na barbotina e a respectiva diminuição do teor de água acarretam um aumento da viscosidade, preservando, porém, o comportamento não-Newtoniano do tipo pseudoplástico da barbotina. Por outro lado, o aumento do teor de CMC na barbotina praticamente não tem influência nos valores e na forma (bimodal) de distribuição de tamanho de partículas resultante (Fig. 7).

 

 

 

 

Dip coating

A Fig. 8 apresenta a variação da espessura dos revestimentos obtidos em função da viscosidade da barbotina de Al2O3, que variou de acordo com a quantidade de CMC adicionado. Para a comparação, escolheu-se a taxa de cisalhamento de 1000 s-1. Pode-se verificar que a espessura de camada do revestimento aumentou com o teor de CMC na barbotina no intervalo investigado. A espessura das fibras recobertas com a barbotina denominada B200 apresentou-se significativamente irregular, impossibilitando a definição de um valor representativo para esta análise.

 

 

As micrografias obtidas por MEV apresentadas nas Figs. 9 (vista da superfície longitudinal) e 10 (secção transversal) permitem analisar os aspectos morfológicos das fibras sem revestimento (Figs. 9a e 10a) e das fibras com revestimentos de espessura crescente: 17,1 μm (Figs. 9b e 10b); 19,8 μm (Figs. 9c e 10c); 37,6 μm (Figs. 9d e 10d) e 73,1 μm (Figs. 9e e 10e). As fibras revestidas com a barbotina B200, as quais não tiveram seu revestimento mensurado, apresentam uma superfície irregular. Tal fato pode ser atribuído a uma viscosidade excessiva da barbotina, o que impossibilita o seu adequado processamento pela técnica selecionada e para os parâmetros de operação adotados (Figs. 9f e 10f).

É interessante observar que as fibras revestidas com PEU+Al2O3 mantiveram a flexibilidade intrínseca das fibras de poliamida 6. A Fig. 11 mostra a fibra revestida com a barbotina B50 que foi flexionada formando um nó, sem, no entanto, apresentar evidências de descontinuidade no revestimento.

 

 

CONCLUSÕES

Foi possível obter um revestimento compósito de PEU (poliéster uretana) + Al2O3 sobre fibras de poliamida 6 utilizando a técnica de dip coating contínua. Os revestimentos obtidos mostraram-se bastante dependentes das características reológicas da barbotina PEU+Al2O3 utilizada.

As melhores características da barbotina em termos da distribuição de tamanho de partículas e da viscosidade foram obtidas quando se utilizou agitação mecânica de alta velocidade (10.000 rpm). O comportamento reológico da barbotina foi determinado preponderantemente pela suspensão de Al2O3, enquanto a dispersão de PEU utilizada na formulação mostrou um efeito menor. O incremento do teor de CMC nas barbotinas ocasionou um considerável aumento da viscosidade das mesmas, que refletiu diretamente na espessura dos revestimentos obtidos. Constatou-se também um limite de viscosidade (aproximadamente 0,25 Pa.s a 1000 s-1) para se obter um revestimento homogêneo e espesso a uma velocidade de bobinamento constante de 0,4 m/min.

As fibras de poliamida 6 revestidas com compósito PEU+Al2O3 que foram obtidas neste trabalho combinam a flexibilidade do polímero com as características próprias das partículas cerâmicas, o que lhes confere um promissor potencial de aplicação tecnológico, para sistemas que requerem as propriedades de flexibilidade e leveza da fibra sintética com reforço e funcionalidade de partículas cerâmicas.

 

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Rec. 02/12/2008, ac. 13/02/2009

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