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Cerâmica

Print version ISSN 0366-6913

Cerâmica vol.58 no.345 São Paulo Jan./Mar. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0366-69132012000100017 

Transformações mineralógicas e cristaloquímicas decorrentes dos ensaios termais em argilas cauliníticas ferruginosas

 

Mineralogical and crystalochemical transformations originated from thermal essays on ferruginous kaolinitic clays

 

 

M. M. FerreiraI; A. F. D. C. VarajãoI; A. M. Morales-CarreraI; M. G. Peralta-SánchezI, G. M. da CostaII

IDepartamento de Geologia, Escola de Minas
IIDepartamento de Química, ICEB, Universidade Federal de Ouro Preto, Campus Universitário, Morro do Cruzeiro s/n, Ouro Preto, MG 35400-000. angelica@degeo.ufop.br

 

 


RESUMO

Transformações mineralógicas e cristaloquímicas foram investigadas em amostras de argilas cauliníticas ferruginosas aquecidas a temperaturas de 800, 1000 e 1200 °C. As análises de difração de raios X e térmica diferencial e gravimétrica mostraram ser a caulinita o argilomineral predominante nas amostras naturais. Os resultados da espectroscopia Mössbauer mostraram que o alto conteúdo em Fe (22,5% em peso), determinado por fluorescência de raios X, é relacionado à presença de goethita (18% em peso) e hematita (16% em peso). Entretanto um resíduo deste elemento (Fe3+ e Fe2+) foi constatado após a extração do ferro usando solução de ditionito-citrato-bicarbonato, e possivelmente se deve à presença de ferro na estrutura da caulinita. O processo de sinterização mostra uma desestruturação da caulinita, assim como a transformação da goethita em hematita, cujo tamanho dos cristais cresce com o incremento da temperatura. O tamanho do cristal de hematita a 1200 °C é 5 vezes maior do que na amostra natural. A mulita formada a 1000 °C é constituída da solução sólida de Fe2O3, com Al2O3, o que resulta em produto resistente e de maior estabilidade térmica.

Palavras-chave: caulim ferruginoso, mulita, solução sólida de Fe2O3 e Al2O3, espectroscopia Mössbauer.


ABSTRACT

Mineralogical and crystallochemical transformations of representative ferruginous kaolinitic clay samples were investigated in specimens burned at 800, 1000 and 1200 °C. X-ray diffraction and differential thermal and thermogravimetric analyses showed that kaolinite was the predominant mineral in the raw samples. The Mössbauer spectroscopy results showed that the high iron content (22.5 wt.%), as determined by X-ray fluorescence, is related to the presence of goethite (18 wt.%) and hematite (16 wt.%). However, after Fe was extracted using a dithionite-citrate system buffered with sodium bicarbonate, a residue of this element (Fe3+ and Fe2+) was found in the structure of the kaolinite. The sintering process showed the destruction of kaolinite, as well as the transformation of the goethite into hematite, the crystals growing as the temperature increases. The hematite crystal size at 1200 °C is five times larger than in the raw sample. The mullite formation at 1000 °C is comprised of a solid solution of Fe2O3 and Al2O3, which results in a resistant product with a higher thermal stability.

Keywords: ferruginous kaolin, mullite, solid solutions of Fe2O3 and Al2O3, Mössbauer spectroscopy.


 

 

INTRODUÇÃO

Estudos realizados nos corpos argilosos cauliníticos do Quadrilátero Ferrífero visando à análise da viabilidade de sua aplicação na indústria cerâmica [1-3] mostraram que apenas as argilas ferruginosas usadas no seu estado natural cumpriram as especificações técnicas para cerâmica com a obtenção de corpos cerâmicos sem fraturas e com altos valores de resistência à compressão. Estes estudos foram apoiados nos trabalhos de caracterização faciológica dos depósitos de caulim [4] que resultaram na definição morfológica, mineralógica e química das fácies de algumas ocorrências, dados estes imprescindíveis para estudos aplicativos. Neste sentido o presente trabalho teve como objetivo definir os processos atuantes durante os ensaios termais onde as transformações mineralógicas e cristaloquímicas foram caracterizadas. A matéria-prima utilizada foi proveniente do depósito de caulim Padre Domingos [4].

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Foram utilizadas amostras representativas da fácies Diamictito Vermelho (DV) do depósito de caulim Padre Domingos [4], localizado no Quadrilátero Ferrífero, às margens da rodovia BR-040 (Fig. 1). A amostragem foi feita com a coleta de 10 kg de amostra em cinco pontos diferentes da respectiva fácies, distribuídos da base ao topo. Uma única amostra composta DV foi obtida após os processos de secagem, destorroamento, homogeneização e quarteamento. Os dados de análise granulométrica por peneiramento a úmido e granulômetro a laser, assim como os limites de liquidez e o índice de plasticidade [1-3] foram utilizados como suporte neste trabalho.

 

 

Para a preparação dos corpos de prova a amostra composta foi peneirada a #35 mesh (0,425 mm) e corpos de prova em forma de pastilhas com aproximadamente 0,3 cm de altura e 0,7 cm de diâmetro foram obtidos a partir de 0,8 g de amostra com 8,5% de umidade [5] em prensa hidráulica Alfred Jamsler. As pastilhas foram submetidas a ensaios térmicos em um forno tubular com resistência de super-kanthal controlado por computador, com aquecimento máximo de 1700 °C. As pastilhas foram aquecidas a 800, 1000 e 1200 °C por 5 h.

A caracterização mineralógica foi obtida em um difratômetro de raios X Shimadzu XRD 6000 com tubo de radiação kαFe e monocromador de grafite. Para a aquisição do difratograma da fração total da amostra natural pulverizada (passante #35 mesh) e dos corpos de prova calcinados em diferentes temperaturas, analisaram-se lâminas desorientadas a 1,2º/min com 2θ de 2 a 70º. As lâminas foram obtidas a partir da deposição e distribuição homogênea dos pós das amostras na cavidade de uma lâmina de vidro, seguida pelo nivelamento da sua superfície, sem pressioná-la para evitar possível orientação. Adicionalmente, foi feita decomposição dos difratogramas em 2θ de 40 a 44º em curvas Gaussianas por meio do Programa Jade +, versão 9 (MDI) para a determinação das fases coincidentes com o pico (d = 2,70 Å) da hematita.

Análise Térmica Diferencial (ATD) e Análise Térmica Gravimétrica (ATG) foram feitas utilizando equipamento TA Inst. 2960 STD V3.0F, com um porta amostra de platina e de alumina (padrão) onde a amostra foi introduzida sob atmosfera de nitrogênio com taxa de aquecimento 20 ºC/min até 1100 ºC.

Espectros Mössbauer para obtenção de dados cristaloquímicos e cristalográficos das fases ferruginosas presentes na amostra bruta, na amostra após tratamento de deferrificação e na amostra aquecida a 800, 1000 e 1200 ºC, foram obtidos em um espectrômetro à temperatura ambiente em modo de aceleração constante e acumulação de dados em analisador multicanal com 512 canais. A preparação dos absorvedores se deu com 10 a 20 mg de amostra e os espectros obtidos apresentaram sextetos e/ou dubleto simétricos, a partir dos quais foram determinadas as áreas relativas de cada componente.

A deferrificação da amostra foi feita adotando-se a metodologia adaptada [6] com 20 g de amostra tratada com solução de citrato-bicarbonato e ditionito (DCB). Amostras da argila natural pulverizada e também da argila deferrificada por DCB foram submetidas à análise química dos elementos maiores e menores, em um aparelho de fluorescência de raios X Philips PW2404 MagiX com amostrador automático PW2504 e tubo de Rh a 2,4 kW.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A mineralogia da amostra DV é constituída predo-minantemente por caulinita (K) e secundariamente por hematita (H), goethita (Go) e muscovita (MS) (Fig. 2A). Após os tratamentos térmicos identificou-se a presença da hematita (H) nas diferentes temperaturas de sinterização. A muscovita (MS) persiste apenas até 800 ºC. A 1000 ºC tem-se a mulita (ML), produto originado da queima/fusão de compostos silico-aluminosos. A cristobalita fica bem evidenciada quando a amostra é aquecida a 1200 ºC.

O aumento da temperatura de queima também gera aumento do tamanho dos grãos da hematita [7-10]. A partir da decomposição dos difratogramas (Fig. 2B) e baseado na equação de Scherrer [11], que determina o diâmetro médio do cristal, foi possível estimar o tamanho médio do cristal de hematita (Tabela I). Para isso, foi considerado o pico que representa o plano 104 (d = 2,70 Å) dos cristais da hematita, por ser o pico que apresentou menor interferência dos outros minerais. Assim, o grão da hematita possui um valor de 160 Å que cresce para 220 Å quando queimada a 800 ºC, para 290 Å a 1000 ºC e, é maior do que 1000 Å quando atinge 1200 ºC. O pequeno desvio de 0,326° 2θ do pico da hematita para ângulos maiores desde a amostra natural DV até DV1200, que corresponde a uma variação de 2,706 Å (DV) para 2,688 Å (DV1200), pode ser devido a desvios instrumentais como preparação das amostras e/ou porta amostra [12]. Desvios instrumentais podem chegar a 0,2° em 2θ e, no caso deste estudo, o desvio de ~ 0,33° 2θ de DV para DV1200 pode ser devido a uma combinação de desvios nas duas medidas (DV800 e DV1000).

A análise térmica diferencial (Fig. 3) corrobora o difratograma de raios X, apresentando um pico endotérmico a 490 ºC, que correspondente à desidroxilação da caulinita [13]. Este baixo valor pode estar associado à caulinita com defeitos estruturais [14]. Nota-se também a presença de um pico endotérmico proeminente a 307 ºC, podendo caracterizar a presença da goethita, que se transforma em hematita acima desta temperatura.

 

 

A composição química da amostra natural (Tabela I) mostra a presença relevante de óxidos SiO2 e Al2O3 seguidos pelo Fe2O3, sendo que este pode ser o responsável pela coloração avermelhada do material. Depois da retirada do Fe livre da amostra por tratamento DCB, há uma redução do teor de Fe, passando de 32,25% para 0,87%, atingindo a eliminação de 97% do Fe inicial, possivelmente presente na forma de óxidos e hidróxidos. A presença remanescente deste elemento pode estar relacionada ao Fe3+ presente em sítios octaédricos das caulinitas como substituinte do Al3+ [13, 14]. A relação SiO2/Al2O3 de 1,40 na amostra DV natural aumenta para 1,61 após deferrificação, como resultado do aumento proporcional dos compostos químicos após a eliminação do Fe2O3, considerando que parte do Al pode estar na estrutura dos óxidos e hidróxidos de ferro eliminados (Tabela I). Alem disso, a utilização de reagentes no tratamento por DCB acarreta a adição de elementos, principalmente o sódio que apresenta um acréscimo de mais de quatro vezes na amostra DVT (Tabela I).

Os espectros Mössbauer (Fig.f4) anteriormente ao tratamento de deferrificação revelam a presença de um dubleto característico da presença de Fe3+; o espectro é também composto por um sexteto relativamente estreito devido à existência de hematita, corroborando os resultados do difratograma de raios X, e um sexteto largo provavelmente devido à presença de goethita de baixa cristalinidade e/ou alta substituição isomórfica. A presença deste sexteto estreito relativo à presença de hematita persiste até a temperatura de 1200 °C. A 1000 °C associa-se a este sexteto um dubleto característico da presença de Fe3+ que torna bem evidente a 1200 °C, sendo correlacionado a soluções sólidas de óxido de ferro na mulita. Com o aquecimento a partir de 1000 °C o Fe2O3 com Al2O3 forma soluções sólidas de óxido de ferro na mulita, resultando produtos resistentes e com maior estabil idade térmica [15] .

 

 

Nos espectros da amostra natural após o tratamento com DCB observa-se que o dubleto de Fe3+ permanece, indicando a não completa remoção dos óxidos de ferro ou que o Fe3+ esteja relacionado a substituições nos sítios octaédricos ou tetraédricos da caulinita, o que é compatível com as condições de formação do depósito em estudo, considerando que os difratogramas de raios X obtidos entre 22 e 25º 2θ (Fig. 2A) apresentam a formação de uma banda, ou seja, a ausência das reflexões (020), (1-10) e (11-1). Essa banda é típica de caulinitas com defeitos estruturais, decorrentes da substituição de Fe3+ e Fe2+ em sua estrutura [14, 16].

Os parâmetros Mössbauer derivados dos ajustes computacionais dos espectros (Tabela II) permitiram calcular os teores de hematita, goethita e de Fe2+, na amostra natural com base nas áreas relativas de cada sub-espectro e dos teores de ferro total (Tabela III).

 

 

O aumento do tamanho do grão na amostra DV, que é uma das características da sinterização [17], pode ser observado nas microfotografias obtidas através do MEV (Fig. 5). À medida que a amostra passa pelo processo de sinterização, também se pode notar a presença de microfissuras nos corpos cerâmicos. A amostra prensada natural, sem tratamento térmico, se constitui principalmente de aglomerados de bordas irregulares e formas arredondadas, resultante do agrupamento de partículas de morfologia pseudo-hexagonal, e também apresenta formato laminar característico dos cristais de caulinita. Após sinterizada, a amostra apresenta em sua estrutura maior compactação e aglomeração das partículas, o que se torna mais visível quanto maior a temperatura de sinterização. Os tratamentos térmicos conservam a disposição laminar dos aglomerados dos cristais, entretanto em menor intensidade, pois as elevadas temperaturas a que a amostra foi submetida podem promover a delaminação estrutural das caulinitas.

 

 

 

 

O mapeamento composicional por EDS da amostra aquecida a 1200 ºC apresenta os teores dos elementos Fe, Si e Al distribuídos de forma homogênea na superfície do material relacionado a presença de mulita, e algumas concentrações de Fe relacionados a maiores cristais de hematita.

 

CONCLUSÕES

A amostra DV é predominantemente constituída pelos óxidos SiO2 e Al2O3, seguido pelo elemento Fe, presente na forma de óxidos e hidróxidos. A análise de espectroscopia Mössbauer, antes e após tratamento DCB, identifica a presença de Fe3+ dos compostos ferruginosos como hematita e goethita ou substituinte de sítios octaédricos da caulinita, e o Fe2+ como possível substituinte de sítios tetraédricos e octaédricos da caulinita, o que é compatível com as condições de formação do depósito. O processo de sinterização mostra uma desestruturação da caulinita, assim como também a transformação da goethita em hematita, cujo tamanho dos cristais crescem mais de 5 vezes. O teor elevado em Fe na amostra DV acarreta a formação da mulita formada da solução sólida de Fe2O3 com Al2O3, o que resulta em produto resistente e de maior estabilidade térmica.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem a contribuição financeira da FAPEMIG (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais) e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

 

REFERÊNCIAS

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Rec. 17/12/2010
Rev. 28/03/2011, 23/05/2011
Ac. 24/05/2011