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Rem: Revista Escola de Minas

versão impressa ISSN 0370-4467

Rem: Rev. Esc. Minas v.58 n.1 Ouro Preto jan./mar. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0370-44672005000100002 

NOTÍCIAS DA REM

 

 

CST inicia montagem dos anéis do Alto-Forno 3

Começou uma nova fase na construção do Alto-Forno 3 da CST, com o início das atividades mecânicas de soldagem da carcaça do cadinho (estrutura cilíndrica vertical própria para receber o gusa).

O trabalho inicial consistiu na solda do primeiro de um total de 15 anéis, que irão compor o corpo do Alto-Forno 3. Esse anel pesa 15 toneladas e tem 16,6 m de diâmetro. A soldagem é feita por um processo automático, com tecnologia de ponta. O mecanismo tem um trilho que possibilita a movimentação do carrinho de solda, com alimentação contínua. Essa tecnologia resulta em aumento de produtividade, já que economiza tempo nas atividades de montagem da carcaça.

O gerente geral de engenharia da CST, Nelson Oliveira Bastos, destacou a utilização da moderna tecnologia e dos procedimentos. "A montagem mecânica dos anéis é muito importante para o equipamento. A soldagem automática garante qualidade e precisão em toda a execução do projeto". O gerente geral da VAI - empresa líder do Consórcio fornecedor do projeto, formado ainda pela Ferrostaal e Paul Wurth -, Ian Black, afirmou que a obra está dentro do cronograma previsto. "A construção do Alto-Forno 3 representa um projeto importante para o Espírito Santo, para a CST e para nós, do Consórcio. Estamos muito satisfeitos com os resultados e vamos trabalhar duro para concluir essa etapa da montagem mecânica", ressaltou.

 

 

A previsão é de que as obras da expansão sejam finalizadas no segundo semestre de 2006. O investimento global será da ordem de US$ 1 bilhão.

 


 

Otimismo atrai empresas de mineração e energia para bolsas em 2005

Conforme publicado pelo Portal do Geólogo já no começo do ano, muitas empresas no mundo todo anunciaram que em 2005 realizarão abertura de seu capital nas bolsas de valores. O principal motivo da abertura de capital é a busca por novos investidores.

A tendência, que já vem desde 2004, ano em que, por exemplo, houve recorde de IPOs (Oferta Pública Inicial) no Canadá, deve continuar em 2005. O ano realmente promete, pois, como temos observado nos últimos dias, as empresas de mineração e energia têm publicado resultados excelentes, alavancados pelo considerável aumento dos preços das commodities em questão. Isso faz com que os investidores fiquem cada vez mais atraídos por essas empresas, sejam elas juniors ou majors.

O Brasil ainda está estagnado nesse ponto, mas, mesmo assim, esperamos um ano com grandes atrações de investimentos estrangeiros para as empresas atuantes no país.

Se nós tivéssemos, hoje, a capacidade de abrir o capital de junior companies-, as pequenas mineradoras-, estaríamos vendo um explosivo boom da mineração e o conseqüente aumento da riqueza, das exportações e da auto-estima...

Até quando teremos que esperar pelo Governo que nunca se pronuncia?

Fonte: www.geologo.com.br

 


 

Paládio em alta faz a alegria dos investidores

No dia 04/03/05, as ações da empresa americana Stillwater Mining subiram mais de 10%. O aumento expressivo para um só dia de pregão se deve ao fato de a Stillwater ser a única empresa americana que produz o paládio, isto em uma mina no Estado de Montana.

O preço do metal, que subiu 14% em uma semana na bolsa de mercadorias de Londres, ainda está muito baixo (US$ 208/troy) e tem espaço para subir ainda mais.

Pode-se, ainda, observar que os preços de diversos metais estão com tendência de alta. A expectativa é que esse fenômeno continue nos próximos meses.

Fonte: www.geologo.com.br

 


 

CVRD e Arcelor fecham preços de minério de ferro e pelotas para 2005

No Rio de Janeiro, dia 3 de março de 2005 - a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), a maior produtora mundial de minério de ferro, concluiu a negociação de preços de minério de ferro e pelotas para 2005 com a Arcelor, a maior siderúrgica da Europa. Como resultado dessas negociações, CVRD e Arcelor acordaram os seguintes preços:

  • Os preços do minério de ferro fino de Carajás (SFCJ), FOB Ponta da Madeira, e do minério fino do Sistema Sul (SSF), FOB Tubarão, tiveram aumento de 71,5%.

  • Pelotas de alto forno de Tubarão, FOB Tubarão: US$ 1,1551 por unidade de ferro por tonelada, correspondendo a aumento de 86,67%.

  • Pelotas de alto-forno de São Luís, FOB Ponta da Madeira: US$ 1,1857 por unidade de ferro por tonelada, correspondendo a aumento de 86,43%.

A CVRD, reafirmando o compromisso de longo prazo com seus clientes – Arcelor é um dos mais importantes e tradicionais – continua a investir, a despeito de custos crescentes, significativo volume de recursos na produção e logística de minério de ferro. Nesse ano, o orçamento da Companhia prevê investimentos de US$ 1,7 bilhão na área de minerais ferrosos, encontrando-se em execução seis projetos de ampliação da capacidade de produção de minério de ferro, com previsão de início de operação entre 2005 e 2007.

Uma série histórica de preços anuais de minério de ferro e pelotas está disponível no website da CVRD, www.cvrd.com.br, seção relações com investidores, outras informações.

 


 

Apesar de ser uma área em forte crescimento, ainda há pouco interesse pelos jovens na mineração

Todos aqueles que atuam na área de mineração, não só no Brasil, concordam com um ponto: os cabelos dos geólogos estão cada vez mais brancos. No Canadá, por exemplo, estima-se que metade da força profissional atualmente ativa na área de mineração esteja aposentada dentro dos próximos anos. Dados similares foram apurados na África do Sul, Austrália e EUA, países com longa tradição de mineração e conhecidos por formar excelentes profissionais. Enquanto boa parte da força profissional sairá de campo nos próximos anos, os jovens têm pouco interesse na área, mesmo aqueles formados em geologia ou áreas afins.

Alguns motivos são a característica cíclica da indústria de mineração, como, por exemplo, o fato de o geólogo ter de passar boa parte do tempo em pesquisas e explorações no campo, muitas vezes em lugares remotos.

Entretanto, a mineração é um campo extremamente fascinante e passa por um período de bonança. O momento é excelente para os jovens geólogos trabalharem na profissão que escolheram, principalmente porque as empresas brasileiras, como, por exemplo, a CVRD e a Petrobras, estão cada vez mais ativas no mercado internacional. Além disso, empresas internacionais instaladas no país irão precisar cada vez mais de profissionais qualificados para seus quadros técnicos.

Com o avanço da mineração e redução dos profissionais do mercado, um geólogo, mesmo júnior, tem chances maiores de conseguir um bom emprego hoje em dia do que jovens formados em outros cursos.

Fonte: www.geologo.com.br

 


 

Capacitação de mão-de-obra

Voluntários da Samarco ministrarão curso profissionalizante

O Programa de Voluntariado da Samarco está montando a segunda turma do curso de Instalações Prediais e Residenciais com o apoio didático do Senai. O curso tem por objetivo incentivar a formação de técnicos, tornando-os multiplicadores de conhecimento, e lhes proporcionar uma oportunidade de qualificação profissional para que possam atuar no mercado de trabalho.

Os candidatos devem ter mais de 18 anos, possuir o ensino fundamental completo e residir em Antônio Pereira ou na Vila da Samarco, possuir renda familiar declarada inferior a R$ 650,00 e não estar cursando estudo regular noturno. O curso tem carga horária de 202 horas, com aulas teóricas e práticas, ministradas por empregados da Samarco. As aulas serão realizadas entre os meses de fevereiro e junho de 2005, de segunda a sexta-feira, das 19 às 22 horas.

Serão abertas 10 vagas e as inscrições podem ser feitas de 21 a 25 de fevereiro, na Escola Estadual Antônio Pereira, ou no posto dos Correios da Vila da Samarco. É imprescindível ao candidato anexar cópia do documento de identidade, comprovante de escolaridade e renda familiar ao formulário de inscrição.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3559-5187.

 


 

Petrobras assina contratos em Nova Iorque

Petrobras assina contratos no valor de US$ 910 milhões

A Petrobras comunica que assinou, em Nova Iorque, contratos que viabilizarão o financiamento no valor de US$ 910 milhões para implantação do Plano Diretor de Escoamento e Tratamento de Óleo da Bacia de Campos (PDET). Os contratos contemplam a constituição de ativos destinados ao escoamento da produção de petróleo de 5 plataformas da Companhia a serem instaladas na bacia de Campos, nos campos de Roncador, Marlim Sul e Marlim Leste.

O projeto Plano Diretor, que deverá entrar em operação em dezembro de 2006, prevê a construção e instalação de uma plataforma central fixa (PRA-1 - Plataforma de Rebombeio Autônoma), 2 mono-bóias, a ela interligadas por uma rede de dutos submarinos, além de outros equipamentos auxiliares. Através do PDET, será possível abastecer navios petroleiros que levarão o petróleo produzido nas plataformas P-51, P-52, P-53, P-55 e RO-4 até terminais costeiros da Companhia, que, a partir daí, se ligarão à malha existente de dutos de transporte de petróleo até às refinarias da Petrobras ou diretamente para exportação.

O contrato de financiamento assinado pela Petrobras (com prazo de 14 anos para pagamento, incluindo 2 de carência) contempla 100% da demanda de recursos para investimentos do projeto, cerca de US$ 910 milhões, e é proveniente das seguintes fontes: Japan Bank for International Cooperation - JBIC (US$ 491,4 milhões), Consórcio entre Mitsubishi Corporation e Marubeni Corporation (US$ 91 milhões) e um pool de bancos comerciais, com seguro do Nippon Export and Investiment Insurance - NEXI (US$ 327,6 milhões), formado por 12 instituições internacionais (Mizuho Corporate Bank, ABN Amro Bank, Deutsche Bank, Citibank, UFJ Bank, HSBC, Hypo Vereinsbank, Santander/ BANESPA, ANZ Banking Group, WestLB, Calyon and Sumitomo Trust).

Estima-se que a implantação do projeto irá gerar cerca de 8 mil empregos diretos no País durante a fase de construção dos ativos, incluindo 2 mono-bóias, plataforma, jaqueta e seus módulos, alcançando-se cerca de 65% de conteúdo nacional no empreendimento.

Inserido na estratégia da Petrobras para crescimento contínuo de sua produção de petróleo no País, o projeto PDET aumentará a capacidade de escoamento de petróleo na bacia de Campos em até 630.000 barris por dia, contribuindo, de forma decisiva, para permitir à Companhia atender a demanda interna por petróleo e exportação do excedente.

 


 

Samarco entrega quatro novos veículos para o IEF

A Samarco entregou, no dia 19 de janeiro, quatro veículos para o Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG). São duas caminhonetes Mitsubshi 4x4, uma Kombi 1.6 e uma motocicleta Honda 250 cc, que serão utilizadas para dar suporte às ações do Instituto nas regiões de Mariana e Ouro Preto. A doação, de cerca de R$ 175 mil, segundo o gerente institucional de meio ambiente da Samarco, Sérgio Dias, auxiliará programas de combate a incêndios no Parque Estadual do Itacolomi e na Estação Ecológica do Tripuí, bem como no fomento ao programa de distribuição de mudas que está sendo preparado pelo IEF para proprietários rurais da região.

Para viabilizar o programa, será implantado um viveiro de mudas no Parque Itacolomi, que deve começar a funcionar a partir do próximo mês de julho. O viveiro terá capacidade de produção de 150 mil mudas anuais e conta também com a parceria de diversas Organizações Não-Governamentais (ONGs) dessas localidades.

A doação dos veículos ao IEF integra convênio assinado pela Samarco com a autarquia, que já conta com o apoio da empresa em outras ações. Por meio de uma delas, a Samarco vem, há três anos, garantindo a manutenção de um aceiro de cerca de 13 quilômetros de extensão no Parque Itacolomi. A doação foi a última do gênero feita pela empresa, uma vez que a legislação específica de compensações ambientais determina que, a partir de agora, as ações dessa natureza deverão ser feitas na forma de plantio e preservação de áreas, entre outras atividades de recuperação.

O IEF é uma autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e tem por finalidade executar a política florestal do Estado e promover a preservação e a conservação da fauna e da flora, o desenvolvimento sustentável dos recursos naturais renováveis e da pesca, bem como a realização de pesquisa em biomassa e biodiversidade.

A Samarco é uma empresa de lavra, beneficiamento, pelotização e exportação de minério de ferro. Com 27 anos de operações, é hoje a segunda maior exportadora de minério de ferro no mercado transoceânico, comercializando 100% de seus produtos para mais de 15 países da Ásia, África, América, Europa e Oriente Médio.

 

 


 

CBA fecha 2004 com aumento de 41,9% no faturamento

O ano de 2004 foi excelente para a CBA (Companhia Brasileira de Alumínio), do Grupo Votorantim. A Empresa fechou o ano com aumento de 41,9% no faturamento bruto, equivalente a R$ 2,740 bilhões. Para 2005, a empresa deve alcançar uma receita superior a R$ 3 bilhões.

O ano passado foi ainda um período marcado por investimentos para ampliação da produção da empresa. Com um projeto que prevê a construção de duas salas de fornos voltadas para fabricação de alumínio líquido, de uma nova área de laminação, que ganhará novas máquinas, e da aquisição de dois casters para a produção de chapas pelo processo de fundição contínua. Estima-se que a produção da CBA cresça de 345 mil toneladas em alumínio primário para 400 mil anuais.

Para 2007, as estimativas são ainda mais audaciosas e prevêem um aumento da capacidade para 460 mil toneladas, com chances de atingir a marca de 500 mil. "Se considerarmos a produção em 2001, de 240 mil toneladas, e em 2007, de 460 mil, a capacidade produtiva será dobrada em um período de seis anos", diz o diretor comercial da CBA, Luís Carlos Loureiro Filho.

A CBA também está investindo para a construção de três novas usinas hidrelétricas em Ourinhos (SP), Barra Grande (SC) e Campos Novos (SC), além de aumentar a fabricação de laminados em 70%. Com esse aumento, a CBA poderá atingir o status de ser a única empresa da América Latina a ter capacidade de fazer bobinas de até 14 toneladas e 2 m de largura.

Sobre a CBA

Localizada no município de Alumínio (SP), a fábrica da CBA é a segunda maior produtora brasileira de alumínio primário e auto-suficiente na produção de bauxita, extraída de duas reservas próprias em Minas Gerais. Para produzir 60% da energia elétrica que consome, a empresa possui 13 usinas hidrelétricas, que, somadas às três em construção, permitirão a manutenção desse índice mesmo após se alcançar as 460 mil toneladas. Seus produtos são comercializados em todo o país, em segmentos diversos como construção civil, transporte, embalagens, bens de consumo e transmissão de energia elétrica.

 


 

Mineradoras e siderúrgicas brasileiras entre as mais lucrativas da América Latina

Sinal dos tempos: Entre as 20 empresas de capital aberto mais lucrativas da América Latina, 10 são brasileiras. Isso mostra o avanço do país no continente e sua importância crescente no mundo dos negócios. Entretanto, mais surpreendente ainda é que entre essas dez não estão somente bancos e empresas da área financeira. Grupos do setor produtivo, como Gerdau, CSN, CVRD e Petrobrás estão entre as 10 mais. A notícia é extremamente relevante e começa a desbancar a velha tradição segundo a qual somente bancos ganham dinheiro em nosso país. Esperamos agora que com o boom do mercado da mineração, mais empresas do setor entrem no ranking das mais lucrativas.

Fonte: www.geologo.com.br

 


 

Contra-senso

O corte de 75% feito pelo Ministério do Planejamento no orçamento da estatal CPRM vai inviabilizar os levantamentos geológicos no país, que estavam sendo retomados após paralisação de 20 anos.

Com a falta de informações atualizadas sobre nosso subsolo, o investimento privado na área mineral praticamente vira pó.

Fonte: JBOnline - Coluna Boechat

 


 

Arcelor pretende aumentar sua participação no Brasil

A francesa Arcelor, produtora de aço no País, informou ao mercado que pretende fortalecer suas atividades no País. Para tanto, pretende comprar as fatias dos fundos Previ (Banco do Brasil) e Petros (Petrobras) na Acesita. Posteriormente, a idéia da empresa é estabelecer uma holding no País.

A notícia é muito importante para o mercado, pois fica a dúvida se os fundos realmente têm interesse em vender suas participações na Acesita. Além do mais, para se fortalecer no Brasil é preciso enfrentar outros gigantes como CSN e Gerdau. A disputa será, no mínimo, interessante, e será observada de perto pelo nosso Portal do Geólogo.

Fonte: www.geologo.com.br