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Rem: Revista Escola de Minas

Print version ISSN 0370-4467

Rem: Rev. Esc. Minas vol.59 no.2 Ouro Preto Apr./June 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0370-44672006000200002 

NOTÍCIAS DA REM

 

Ex- aluno da Escola de Minas recebe homenagem do governo mato-grossense

 

Serafim Carvalho é ex-aluno da Escola de Minas, turma de 1970.

O engenheiro geólogo Serafim Carvalho Melo, atual Diretor-Presidente da Companhia de Saneamento do Estado de MT – SANEMAT, foi indicado para receber a Comenda da Ordem do Mérito Mato Grosso. Tal Comenda reveste-se na mais alta honraria do Estado de Mato Grosso. A solenidade de imposição de Comendas ocorreu em 29 de maio de 2006 em Cuiabá/MT.

 


 

Ibict

 

Primeiro instituto de pesquisa da América Latina a subscrever a declaração de Berlim

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) foi subscrito, no dia 17 de março, à Declaração de Berlim, passando o Brasil a ser o único país representante da América Latina a compor a lista de signatários do documento europeu.

Datado de 22 de outubro de 2003, a Declaração de Berlim apóia o Open Access ou Acesso Livre, movimento que disponibiliza na Internet a literatura científica e acadêmica e que permite aos interessados ler, copiar, imprimir, referenciar e até distribuir os textos dos documentos eletrônicos.

O diretor do Ibict, Emir Suaiden, solicitou ao Max Planck Society (Alemanha) a subscrição do instituto à Declaração de Berlim. Com essa ação, o ibict objetiva reforçar o seu engajamento ao Movimento do Acesso Livre à Informação Científica, a qual se insere como a principal linha de ação do instituto: a busca pelo estabelecimento de uma política nacional de acesso livre à informação científica.

Assessoria de Comunicação Social

 


 

Ferro

 

Demanda chinesa faz negociações penderem para a Vale

A espera nas negociações da CVRD com os chineses parece ter dado certo. Nesse período, a demanda chinesa de minério de ferro cresceu incríveis 28% sobre o primeiro trimestre de 2005.

Isso não podia ser melhor para a Vale, que vinha encabeçando as negociações com uma proposta de 24%. Os chineses já haviam endurecido e muitos produtores de minério de ferro já balançavam ante as pressões das siderurgias asiáticas.

No entanto, os números divulgados não mentem e estão apontando claramente, para o fato de que a CVRD pode, e deve, aumentar os preços do minério de ferro em 2006. Afinal a demanda está aquecida e novos investimentos terão de ser feitos para supri-la.

Até o momento, tudo leva a crer que o aumento será, mesmo, de 24% o que deverá ser um colírio para os investidores da Vale, que comemora um recorde no resultado financeiro do primeiro trimestre de 2006 (R$2,18 bilhões).

 

 

VIII Seminário Brasileiro do Aço Inoxidável

No intuito de divulgar os trabalhos apresentados nesse seminário, a REM e o Núcleo de Desenvolvimento Técnico Mercadológico do Aço Inoxidável (INOX) fizeram uma parceria para publicar, na íntegra, os artigos apresentados no evento, que se realizará de 7 a 9 de novembro desse ano. Os trabalhos serão analisados pelo Conselho Editorial da REM e do próprio INOX.

Os autores poderão encontrar as normas de publicação em nosso site: www.rem.com.br. Informamos que nosso periódico está indexado no Scielo e faz parte das publicações abertas (Open Acess) estando indexada no Open Archives Havester e na University of Southampton. Os artigos deverão ser enviados pelo site.

Quaisquer dúvidas podem ser esclarecidas pelo fone: 31 3551-4730 ou pelo e-mail: editor@rem.com.br ou pelo Skipe: editorrem

 


 

Petrobras

 

Compra da Gaseba Uruguay

A Petrobras concluiu hoje, 2 de junho, a compra de 51% das ações da Gaseba Uruguay S.A., concessionária de distribuição de gás natural em Montevidéu, capital do Uruguai, com cerca de 45 mil clientes, da Gaz de France, por um valor aproximado de US$ 12,5 milhões. A concessão tem validade até o ano de 2025, e abrange a cidade de Montevidéu, com, aproximadamente, 1.400.000 habitantes.

Com essa aquisição, a Petrobras ampliará sua atuação na área de gás natural no Uruguai, que teve início com o controle acionário, no final de 2004, da distribuidora Conecta, concessionária de gás natural, que atua fora da área metropolitana de Montevidéu.

A conclusão dessa operação está em linha com os objetivos estabelecidos no Planejamento Estratégico da Petrobras de se consolidar como uma empresa integrada de energia, com forte presença internacional.

Divulgação Petrobras

 

 

Exploração de petróleo em Angola

A Sonangol, empresa estatal angolana, comunica a participação da Petrobras (30%, como operadora) no consórcio formado pelas empresas Sonangol Sinopec International - SSI (40%), Sonangol P&P (20%), Falcon Oil (5%) e Grupo Gema (5%) para a exploração do Bloco 18 em Angola.

O Bloco18 encontra-se em águas profundas e já é conhecido por conter reservas de petróleo da ordem de 750 milhões de barris, pertencentes a outro consórcio. A sua área remanescente, ainda não explorada, faz parte de um alinhamento de campos de petróleo e tem excelente potencial para novas descobertas. O consórcio, que tem agora o direito de explorar a área remanescente do Bloco 18, desembolsará US$ 1,1 bilhão de bônus de assinatura pelos direitos da concessão, a ser pago, proporcionalmente, à participação de cada sócio.

Com a atuação nesse consórcio, a Petrobras passará a ter posições em seis blocos, sendo um de produção (Bloco2) e os demais exploratórios. Desse total, a Companhia será operadora em três deles: Blocos 6, 26 e na área remanescente do Bloco 18. Em alinhamento ao seu Plano Estratégico, a Petrobras busca incrementar sua carteira de projetos exploratórios em Angola, um dos países com maior concorrência do mundo na indústria petrolífera.

 

 

Arcelor aumenta participação na Acesita para 55,7%

A oferta pública realizada em 28 de março de 2006 pela Arcelor, por meio de sua subsidiária Arcelor Spain Holding S.L., direcionada aos detentores de ações ordinárias e preferenciais da Acesita S.A., foi encerrada em 3 de maio de 2006 e resultou na aquisição de 3.712.354 ações ordinárias e 7.984.427 ações preferenciais da Acesita S.A., pelo preço total de R$ 428.365.016,60 (equivalentes a US$ 204.978.953,30).

Após as aquisições, a Arcelor passou a deter, direta ou indiretamente, 90,7% das ações ordinárias e 38,1% das ações preferenciais da Acesita, representando 55,7% do capital social da empresa.

Belo Horizonte/Luxemburgo - 4/5/2006

 


 

Votorantim Metais

 

Empresa do Ano do Setor Mineral

A premiação, que é realizada, anualmente, há 21 anos, aconteceu no dia 11 de abril, em São Paulo, e contou com a presença de João Bosco Silva, diretor-superitendente da VM. Esta é a terceira vez que a Empresa conquista o prêmio, que também havia sido recebido em 2002 e 2004.

A VM recebeu 42% dos votos em seu segmento. Nas categorias Mineração de Grande Porte, Siderurgia e Mineração de Médio Porte ficaram em primeiro lugar a Companhia Vale do Rio Doce, a Gerdaeu e a Yamana Gold, respectivamente. No total foram recebidos 1.305 votos.

Os critérios para a eleição foram: política de crescimento, inovações e modernizações tecnológicas, política ambiental, política de recursos humanos e relacionamento com a comunidade.

 

 


 

Gerdau

 

Privatização de siderúrgica peruana

O diretor de relações com investidores da Gerdau, Osvaldo Schirmer, confirmou o interesse da empresa no leilão de privatização da Empresa Siderúrgica del Peru (Siderperú), a ser realizado em algumas semanas. Segundo o executivo, a operação faz parte da estratégia de aumentar a presença da Gerdau no continente americano.

O conglomerado gaúcho ainda estuda as condições para participar do leilão, motivo pela qual não pode revelar a posição da Gerdau - que, segundo ele, "só será conhecida a poucos dias da realização do leilão".

A Siderperú, maior siderúrgica daquele país, venderá, no leilão, 52% de seus ativos. Fora a Gerdau, nomes como os da espanhola Steel Wire e o da norte-americana Nucor também aparecem como eventuais interessados na aquisição.

Fonte: www.geologo.com.br

 


 

INOX

 

Mineradoras devem repetir lucro recorde

As mineradoras mundiais devem superar, em 2006, os espetaculares resultados financeiros verificados no ano passado. A escassez de materiais e a conseqüente disparada dos preços (principalmente das commodities não-metálicas) - fatores que puxaram para cima o lucro das 40 maiores empresas mundiais do setor em 2005 - ainda não deram sinais de folga, o que pode levar o setor a bater, novamente, recordes de faturamento. “Não há nada que mude drasticamente esse cenário no curto prazo”, afirmou Ronaldo Valiño, líder de mineração da PricewaterhouseCoopers (PwC).

Entre os principais insumos, somente a produção de minério de ferro cresceu, na ordem de 12%. Todas as minas operaram no limite de sua capacidade e não há perspectivas de curto prazo para a formação de estoques mais “confortáveis”.

No ano passado, o seleto grupo das 40 maiores mineradoras faturou US$ 222,1 bilhões, 25% maior do que em 2004, de acordo com pesquisa recémdivulgada pela consultoria que mostra o comportamento do setor. O lucro dessas empresa superou os US$ 45 bilhões, uma alta de 59% ante ao ano anterior. Nos últimos quatro anos, essas mineradoras viram seu faturamento subir de US$ 99 bilhões para US$ 222 bilhões. Entre 2002 e 2005, o lucro dessas empresas saltou de US$ 5,2 bilhões para US$ 44,7 bilhões. A geração de caixa quadruplicou no período, para US$ 80,6 bilhões.

Elas também fecharam 2005 com valor de mercado 72% maior, atingindo US$ 791 bilhões. Parte desse desempenho também é explicado pela movimentação dos “hedge funds”, que buscaram ganhos maiores e defesas contra a desvalorização do dólar ante a outras moedas, o que acabou exacerbando movimentos de alta dos não-metálicos desde meados do ano passado. Mas, em maio desse ano, porém, boa parte dos ganhos desses fundos acabou sendo corroído pelo nervosismo do mercado de commodities. “Como os estoques estão baixos, deve haver uma retomada dos preços”, disse o especialista da PwC.

Com o caixa robusto, as companhias - lideradas pelas gigantes BHP Billiton, Rio Tinto, Vale do Rio Doce e Anglo American e por algumas vorazes “junior companies” - partem com mais sede para aquisições e desenvolvimento de novas jazidas, principalmente na América Latina, África e Ásia. Rússia, China e Índia, em particular, devem também atrair boa parte dos novos investimentos. BHP, Vale e Rio Tinto já garantiram reajuste de 19% para o minério de ferro nesse ano; em 2005, já haviam negociado aumentos de 71,5%.

Atualmente, a maior negociação em curso é uma disputa entre a suíça Xstrata e a canadense Inco pela Falconbridge, também canadense, uma das gigantes produtoras de cobre do mundo.

“Essas empresas vão em busca de novos investimentos e aquisições para não serem obrigadas a ampliar ainda mais os dividendos pagos a seus acionistas”, afirmou Valiño. Só no ano passado, os acionistas receberam dividendos da ordem de US$ 16 bilhões (incluindo as operações de recompra de ações), um aumento de 82% ante a 2004.

Os movimentos de expansão das jazidas devem alavancar investimentos em infra-estrutura, que exigem longo tempo de maturação. As aquisições também devem atrair o interesse das principais siderúrgicas mundiais. Interessadas em verticalizar sua produção, elas partem em busca de fontes de minério de ferro e carvão.

No ano passado, os países latinoamericanos receberam 23% dos US$ 2,2 bilhões investidos em prospecção mineral no mundo todo. Para os executivos das principais empresas de mineração ouvidos pela PwC, a América Latina continuará entre os principais catalisadores de investimento.

Entretanto, esses executivos dividem os países latino-americanos em dois grupos. O primeiro, formado por Bolívia e Venezuela é considerado arriscado para novos investimento, por conta da instabilidade política e das questões fiscais.

Já o outro grupo, liderado por Brasil e Argentina pode dar mais tranqüilidade aos investidores. A vitória do social- democrata Alan García nas eleições presidenciais do Peru pode colocar o país entre os principais candidatos a novos aportes, uma vez que seu potencial mineral ainda não foi amplamente explorado. “Esse descolamento da Venezuela e Bolívia é benéfico para o Brasil, pois pode atrair mais recursos para pesquisas e desenvolvimento de novas jazidas”, disse Valiño.

Fonte: IBS e Valor Econômico - 06/06/2006