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Rem: Revista Escola de Minas

Print version ISSN 0370-4467

Rem: Rev. Esc. Minas vol.65 no.1 Ouro Preto Jan./Mar. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0370-44672012000100002 

NOTAS DA REM NEWS FROM REM

 

Tributo a Victor Dequech

 

 

Claudio Vieira Dutra

 

 

O falecimento recente (25/12/11) do Engenheiro de Minas Victor Dequech trouxe grande consternação a todos que militam na área mineral brasileira. Victor Dequech era mais conhecido por ter sido o fundador da GEOSOL, a maior empresa de sondagens do país. Com seu desaparecimento, o mundo empresarial da mineração passou a relembrar a sua trajetória de lutas e a história da grande empresa que se iniciou em 1953, em Criciúma, SC, nas pesquisas do carvão de seu estado natal. O principal legado de Victor Dequech foi, certamente, o modelo de empresa que ele criou, onde os funcionários são seus únicos cotistas.

Gostaria, entretanto, de realçar aqui outras atividades que marcaram definitivamente sua vida profissional.

Victor Dequech, logo depois de formado em 1940, pela Escola de Minas de Ouro Preto, iniciou sua carreira no Departamento Nacional da Produção Mineral, na fase áurea daquele órgão, onde militava um grupo de notáveis da nossa geociência. Sua primeira missão foi no norte de Mato Grosso (hoje Rondônia) como geólogo da Missão Urucumacuan, um dos projetos do Marechal Rondon e que, além de contatar tribos de índios desconhecidas, tinha, ainda, o objetivo de verificar a existência de uma lendária mina de ouro muito falada e nunca encontrada.

Posteriormente, foi indicado pelo DNPM para trabalhar com o Prof. Odorico de Albuquerque na Comissão de Estudos para Localização da Nova Capital no Planalto Central. No Estado do Piauí, trabalhou com Wilheim Kegel e Manuel Teixeira da Costa em estudos de trilobitas, vindo daí o seu interesse pela Paleontologia, assunto de seu "hobby" predileto, que o levou a fundar a SEE – Sociedade Excursionista Espeleológica.

Preocupado também com assuntos históricos e culturais, nosso homenageado fez especulações até sobre a Carta de Pero Vaz de Caminha, tirando conclusões e levantando dúvidas sobre o verdadeiro trecho que Cabral percorreu na costa brasileira. Ele sugeriu estudos geológicos mais apurados dos movimentos oscilatórios, que periodicamente provocam elevação e abaixamentos da crosta, recuo e avanço do mar no período dos últimos 500 anos. Argumentou, o Dr. Victor, que a confrontação de fotografias aéreas, no curto período de 1974 até 1996, já vem mostrando grandes modificações na foz do rio Corumbau, que estava no roteiro de Cabral.

 

Laboratório Geolab

Victor Dequech, mesmo não sendo ligado diretamente à área da geoquímica, trouxe uma importante contribuição para o desenvolvimento da geoquímica brasileira, pois foi o criador do maior laboratório de geoanálise do país.

Em 1960, o Governo havia criado o Plano Mestre Decenal para dar impulso ao setor mineral e a firma Geosol passou a tocar vários projetos de mapeamento, sondagens e exploração geoquímica para o DNPM. O número de amostras geradas por esses programas somava aos milhares e não havia laboratórios no país para processá-las em tempo hábil. Os relatórios dos projetos ficavam travados por falta de análises. A saída que Dequech encontrou, em 1967, foi criar seu próprio laboratório: o GEOLAB.

 

 

Dequech importou equipamentos analíticos valiosos, os mais avançados naquela época, com uma capacidade de análise nunca vista no país. O laboratório passou, também, a atender clientes externos, colaborando em quase todos programas geoquímicos de empresas e universidades.

O Dr. Victor Dequech era um profissional com extrema capacidade de trabalho e, ao mesmo tempo, uma pessoa jovial e bem-humorada. Trabalhei com ele no planejamento do GEOLAB. Quando ele me chamou, pela primeira vez, para uma reunião na sede da Geosol, na Rua Aimorés, encontrei sua porta semiaberta e ao ver-me ele exclamou jocosamente: "Between, Citibank!".

Foi o início de uma longa e proveitosa colaboração e amizade.

 


 

Nova regra de publicação na REM

 

 

A REM, visando ao aumento do fator de impacto e tendo em vista o crescimento de artigos do exterior, adotou, a partir de janeiro de 2012, o uso do inglês para os artigos novos.

Recomenda-se aos autores que façam as traduções pela American Journal Experts (http://www.journalexperts.com/) ou Elsevier (http://webshop.elsevier.com/languageservices/), que têm trabalhado com a maioria das revistas brasileiras. Também não serão aceitas traduções de "sites tradutores" (Ex: Google, Traduka, etc).

Os autores poderão, ainda, se valer de profissionais capacitados, que deverão atestar o trabalho. Sempre verificamos se o artigo está em bom inglês e o rejeitamos se isso não acontecer.

 


 

Visitante

 

 

 

O prof. Richard Penelle do Institut de Chimie Moléculaire et Matériaux – Laboratoire de Physico-Chimie de l'Etat Solide visitou a REM. Durante sua estadia em Ouro Preto, o referido professor lecionará um curso sobre "Plasticidade , conformação mecânica e caracterização microestrutural".

O objetivo do curso é repassar conceitos relacionados à deformação plástica presente na conformação mecânica de metais e ligas metálicas e à caracterização microestrutural dos fenômenos associados. Mais ainda, irá contribuir para a formação de especialistas do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola de Minas de Ouro Preto e do Programa REDEMAT de pós-graduação em Engenharia de Materiais (mestrandos e doutorandos). O curso também é dirigido a profissionais atuantes no setor metal-mecânico nas áreas da laminação, trefilação, forjamento e estampagem e aos alunos que desenvolvem projetos de IC e Monografias no DEMET ou em outros Departamentos, desde que haja correlação com o tema do curso.

 


 

Anglo American. Investimentos de R$ 40 milhões em obras de infraestrutura em Minas Gerais

 

 

O recurso beneficiará municípios da região onde a empresa implanta a unidade de beneficiamento do Projeto Minas-Rio

A Anglo American irá investir R$ 40 milhões em obras de infraestrutura nos municípios de Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim, Serro – onde a empresa implanta o Projeto Minas-Rio, principal investimento global da Anglo American – e Senhora do Porto. As intervenções envolvem a manutenção e pavimentação de rodovias estaduais e a construção de alças viárias e têm como principal objetivo a melhoria das condições de estradas e a redução do tráfego de veículos no perímetro urbano desses municípios.

O primeiro passo será destinar R$ 5,5 milhões para a manutenção da rodovia estadual MG-010, no trecho de 60 km de extensão entre Conceição do Mato Dentro e Serro. "Para fazermos isso, a Anglo American irá criar três bases em pontos distintos da estrada. Cada uma delas contará com equipamentos e aproximadamente 15 profissionais. A manutenção irá ocorrer no período de chuvas, entre dezembro de 2011 e março de 2012, com o propósito de sanar os pontos críticos da rodovia, que não é pavimentada, e melhorar o tráfego de veículos e caminhões", explica Marcos Milo, gerente geral de Engenharia de Implantação do Beneficiamento e Filtragem da Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American.

De acordo com Milo, a primeira base será instalada no Serro, município distante cerca de 200 km de Belo Horizonte. A segunda será implantada próxima à Alvorada de Minas e estará localizada a 16 km do Serro. Já a terceira será instalada a 12 km de Conceição do Mato Dentro e a 7 km da planta de beneficiamento do Projeto Minas-Rio. A empresa também auxiliará na manutenção de um trecho de 43 km da MG-229.

Para melhorar ainda mais a situação da MG-010, a Anglo American assinou um convênio com o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) para investir R$ 10 milhões na pavimentação do trecho de 60 km que vai de Conceição do Mato Dentro ao Serro. "O DER-MG já aprovou o projeto e iniciou a licitação", afirma Milo.

Devido às chuvas e para não prejudicar o tráfego de veículos na MG-010, a Anglo American decidiu interromper o tráfego dos caminhões que fazem o transporte de materiais para as obras do Projeto Minas-Rio desde o dia 1º de dezembro. De acordo com Milo, é preciso esperar pela diminuição das chuvas e a melhoria das condições da rodovia para que o tráfego seja reiniciado.

 

Construção de alças viárias

A Anglo American também destinará recursos de aproximadamente R$ 24,5 milhões para a construção de alças viárias em Dom Joaquim, Conceição do Mato Dentro, Senhora do Porto e Serro. As alças irão contribuir para a redução do tráfego de veículos pesados dentro desses municípios.

No Serro e em Dom Joaquim, que contarão com aportes de R$ 9,65 milhões e R$ 3,65 milhões respectivamente, os projetos das alças já foram concluídos e estão em fase de aprovação junto ao DER. Em Conceição do Mato Dentro e em Senhora do Porto, os projetos estão em fase de elaboração.

A expectativa é de que as obras possam começar no primeiro semestre do próximo ano. Os projetos e a execução das obras estão sob responsabilidade da Anglo American. Já o licenciamento ambiental e a autorização junto ao DER-MG ficarão a cargo das prefeituras municipais.

 

Sobre o Projeto Minas-Rio

Principal projeto mundial da Anglo American, o Minas-Rio está em fase de obras. A empresa investe cerca de US$ 5 bilhões na sua implantação. A meta é a de se atingir a capacidade de produção de 26,5 milhões de toneladas anuais de minério de ferro, buscando-se abastecer o mercado externo a partir do segundo semestre de 2013. O Minas-Rio inclui uma mina de minério de ferro e uma unidade de beneficiamento em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, em Minas Gerais; o maior mineroduto do mundo com 525 km de extensão que atravessa 32 municípios mineiros e fluminenses; e o terminal de minério de ferro do Porto de Açu, localizado em São João de Barra (RJ), no qual a Anglo American é parceira da LLX com 49% de participação.

Fonte: CDN Comunicação Corporativa.

 


 

Governo brasileiro querendo impor parceria em novos projetos minerais?

 

 

E segue a boataria: a agência de notícias americana Dow Jones Newswire lançou o rumor de que o Ministério de Minas e Energia sugerirá que o novo código mineral brasileiro imponha o modelo de parceria das mineradoras com o governo, da mesma forma como os contratos para exploração de petróleo no pré-sal.

A matéria citou declaração de Rinaldo Mancin, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que declarou que "hoje, 100% do risco do setor mineral é assumido pela iniciativa privada. Agora discute-se a possibilidade de o Estado se envolver em novas parcerias (...) o setor está preocupado em saber se as autorizações de lavra já expedidas continuarão a ser respeitadas (...) estamos participando muito pouco das discussões".

Fonte: www.geologo.com.br