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Revista Brasileira de Reumatologia

Print version ISSN 0482-5004

Rev. Bras. Reumatol. vol.51 no.3 São Paulo May/June 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0482-50042011000300002 

ARTIGO ORIGINAL

 

Consenso da Sociedade Brasileira de Reumatologia 2011 para o diagnóstico e avaliação inicial da artrite reumatoide

 

 

Licia Maria Henrique da MotaI; Boris Afonso CruzII; Claiton Viegas BrenolIII; Ivanio Alves PereiraIV; Lucila Stange Rezende FronzaV; Manoel Barros BertoloVI; Max Victor Carioca de FreitasVII; Nilzio Antônio da SilvaVIII; Paulo Louzada-JuniorIX; Rina Dalva Neubarth GiorgiX; Rodrigo Aires Corrêa LimaXI; Geraldo da Rocha Castelar PinheiroXII

IProfessora Colaboradora de Clínica Médica e do Serviço de Reumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (FM-UnB); Doutora em Ciências Médicas pela FM-UnB
IIMestre em Epidemiologia; Chefe do Serviço de Reumatologia do BIOCOR Instituto - Belo Horizonte, MG
IIIDoutor em Ciências Médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS; Coordenador do ambulatório de artrite reumatoide do Serviço de Reumatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
IVDoutor em Reumatologia; Chefe do Serviço de Reumatologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina - HU-UFSC
VMédica-reumatologista; Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná - HC-UFPR; ex-fellow do Serviço de Reumatologia, Hospital Geral AKH, Aústria
VIProfessor Assistente, Doutor e Coordenador da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, - Unicamp
VIIProfessor Adjunto de Imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará - UFC
VIIIProfessor Titular da Universidade Federal de Goiás - UFG
IXProfessor Livre-docente (Associado) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo
XMédica-chefe da Seção de Diagnóstico e Terapêutica do Serviço de Reumatologia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo - HSPE-FMO
XIMédico-reumatologista; Chefe do Serviço de Reumatologia do Hospital Universitário de Brasília da UnB
XIIProfessor Adjunto da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ

Correspondência para

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Elaborar recomendações para o manejo da artrite reumatoide (AR) no Brasil, com enfoque no diagnóstico e na avaliação inicial da doença.
MÉTODO: Revisão da literatura e opinião de especialistas membros da Comissão de AR da Sociedade Brasileira de Reumatologia.
RESULTADOS E CONCLUSÕES: Foram estabelecidas 10 recomendações: 1) O diagnóstico da AR deve ser estabelecido considerando-se achados clínicos e exames complementares; 2) Deve-se dedicar especial atenção ao diagnóstico diferencial dos casos de artrite; 3) O fator reumatoide (FR) é um teste diagnóstico importante, porém com sensibilidade e especificidade limitadas, sobretudo na AR inicial; 4) O anti-CCP (teste para anticorpos antipeptídeos citrulinados cíclicos) é um marcador com sensibilidade semelhante a do FR, mas com especificidade superior, sobretudo na fase inicial da doença; 5) Embora inespecíficas, provas de atividade inflamatória devem ser solicitadas a pacientes com suspeita clínica de AR; 6) A radiografia convencional deve ser empregada para avaliação de diagnóstico e prognóstico da doença. Quando necessário e disponível, a ultrassonografia e a ressonância magnética podem ser utilizadas; 7) Podem-se utilizar critérios de classificação de AR (ACR/EULAR 2010), embora ainda não validados, como um guia para auxiliar no diagnóstico de pacientes com artrite inicial; 8) Deve-se utilizar um dos índices compostos para avaliação de atividade de doença; 9) Recomenda-se a utilização regular de ao menos um instrumento de avaliação da capacidade funcional; 10) Deve-se verificar, na avaliação inicial da doença, a presença ou não de fatores de pior prognóstico, como o acometimento poliarticular, FR e/ou anti-CCP em títulos elevados e erosão articular precoce.

Palavras-chave: artrite reumatoide, diagnóstico, avaliação, consenso.


 

 

INTRODUÇÃO

A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória sistêmica, crônica e progressiva, que acomete preferencialmente a membrana sinovial das articulações, podendo levar à destruição óssea e cartilaginosa.1

Trata-se de uma condição que acomete cerca de 0,5% a 1% da população mundial adulta, sendo sua ocorrência observada em todos os grupos étnicos.2 Há predomínio no sexo feminino (2 a 3 vezes em relação ao sexo masculino), ocorrendo, sobretudo, em pacientes entre a quarta e sexta décadas de vida, embora haja registro em todas as faixas etárias.3

Estudo multicêntrico brasileiro, em amostras populacionais das macrorregiões do país - norte, nordeste, centro-oeste e sul - encontrou prevalência de até 1% da população adulta,4 que corresponderia a uma estimativa de 1.300.000 pessoas acometidas.

A AR é uma doença crônica, com potencial de dano articular irreversível, acarretando altos custos para o indivíduo acometido e para a sociedade.5-7

É inegável que a compreensão da fisiopatogenia da AR, seus métodos diagnósticos e manejo terapêutico sofreram consideráveis avanços nos últimos anos, destacando-se a importância dada ao período inicial da doença, a chamada AR inicial (primeiros 12 meses de sintomas da doença), reconhecidamente uma "janela de oportunidade terapêutica".8-10 Apesar desses avanços, os indicadores diagnósticos e prognósticos atuais (clínicos, laboratoriais e radiográficos) têm valor restrito para o diagnóstico precoce e o estabelecimento de prognóstico individual.11

As características demográficas e clínicas da AR são variáveis de acordo com a população acometida.12 A maior parte das informações disponíveis provém da Europa e Estados Unidos.13,14 São poucos os estudos realizados na população brasileira.15,16

AAR acomete pacientes em idade produtiva no trabalho e pode determinar importante limitação na capacidade funcional e perda de capacidade laboral, assim, custos indiretos relacionados a esse contexto devem ser incorporados às análises de farmacoeconomia.17

No Brasil, assim como nos países desenvolvidos, os custos relacionados à AR são elevados.18 Os gastos com os pacientes com AR assumem maior repercussão nos países em desenvolvimento, nos quais os recursos financeiros para a saúde são menos robustos. Isto enfatiza a importância de estudos que avaliem os custos e a alocação de recursos para o diagnóstico e tratamento da doença adaptados à nossa realidade.19

 

MÉTODO DA ELABORAÇÃO DO CONSENSO

O presente consenso tem o objetivo de elaborar recomendações para o tratamento da AR, com enfoque no diagnóstico da doença, levando em consideração aspectos peculiares da realidade socioeconômica brasileira.

O método da elaboração do consenso para o desenvolvimento das recomendações incluiu a revisão da literatura e a opinião de especialistas membros da Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). O levantamento bibliográfico abrangeu publicações existentes nas bases MEDLINE, SciELO, PubMed e EMBASE até março de 2011. As recomendações foram escritas e reavaliadas por todos os participantes durante três reuniões presenciais, realizadas em outubro de 2010, dezembro de 2010 e fevereiro de 2011, além de múltiplas rodadas de questionamentos e correções realizadas via internet.

 

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da AR é estabelecido considerando-se achados clínicos e exames complementares. Nenhum teste isolado, seja laboratorial, de imagem ou histopatológico, confi rma o diagnóstico.

Diversas doenças podem cursar com artrite, fazendo diagnóstico diferencial com a AR,20,21 conforme mostra a Tabela 1.

 

 

Quando a AR se apresenta em sua forma bem definida, com todos os achados típicos, o reconhecimento é facilitado. O diagnóstico na fase inicial da doença, contudo, pode ser difícil, já que alterações sorológicas e radiográficas características muitas vezes estão ausentes.22

As manifestações clínicas da AR podem ser divididas em articulares e extra-articulares. Sendo uma doença sistêmica, sintomas gerais como febre, astenia, fadiga, mialgia e perda ponderal podem preceder ou acompanhar o início das manifestações articulares.23

 

MANIFESTAÇÕES ARTICULARES

As manifestações articulares da AR podem ser reversíveis em sua fase inicial, porém, quando já ocorreu destruição articular, as alterações causadas pela sinovite persistente, destruição óssea e cartilaginosa, imobilização e alterações musculares, tendinosas e ligamentares, são irreversíveis.

A característica básica da manifestação articular da AR é a inflamação da sinóvia (sinovite), podendo acometer qualquer uma das articulações diartrodiais do corpo.

A queixa clínica é de dor, inchaço e limitação dos movimentos das articulações acometidas. Ao exame físico, observa-se presença de dor, aumento de volume das articulações, derrame intra-articular, calor e, eventualmente, rubor. Nas articulações profundas, como os quadris e ombros, esses achados podem não ser evidentes.23

São características da artrite na AR:23

a) Acometimento poliarticular: geralmente mais de quatro articulações estão envolvidas. No entanto, a doença pode iniciar-se e eventualmente persistir como mono ou oligoartrite.

b) Artrite em mãos e punhos: o acometimento dos punhos, metacarpofalangeanas (MCF) e interfalangeanas proximais (IFP) é frequente desde o início do quadro. O acometimento das interfalangeanas distais (IFD) é raro, o que é útil para diferenciar a AR de outras condições, como a osteoartrite e a artrite psoriásica.

c) Artrite simétrica: acometimento simétrico das articulações é comum, embora em se tratando das IFP, MCF e metatarsofalangeanas (MTF), a simetria não necessite ser completa.

d) Artrite cumulativa ou aditiva: a artrite costuma ter padrão cumulativo (acometer progressivamente novas articulações, sem deixar de inflamar as anteriormente afetadas).

e) Rigidez matinal: a rigidez matinal prolongada, caracterizada por enrijecimento e sensação de inchaço, percebida, sobretudo pela manhã, é um aspecto quase universal da inflamação sinovial. Diferente da breve rigidez observada na osteoartrite (geralmente 5 a 10 minutos), no caso das doenças inflamatórias, a rigidez dura mais de 1 hora. Esse fenômeno se relaciona à imobilização que ocorre durante o sono ou repouso e não com a hora do dia. A duração tende a se correlacionar com o grau da inflamação, sendo um parâmetro que deve ser documentado para acompanhamento da doença.24,25

 

MANIFESTAÇÕES EXTRA-ARTICULARES

Embora as manifestações articulares sejam as mais características, a AR pode ocasionar acometimento em outros órgãos e sistemas. As manifestações extra-articulares mais frequentes incluem quadros cutâneos, oculares, pleuropulmonares, cardíacos, hematológicos, neurológicos e osteometabólicos. São mais observadas em pacientes com doença grave e poliarticular, sorologia positiva para fator reumatoide (FR) ou anticorpos antipeptídeos citrulinados cíclicos (anti-CCP - do inglês, anti-cyclic citrullinated peptide antibody) e com nódulos reumatoides.26,27

Estudos brasileiros confirmaram, como manifestações iniciais da doença, o acometimento poliarticular, com sinovite persistente em mãos, rigidez matinal prolongada, elevada contagem de articulações dolorosas e edemaciadas, além de fadiga.15,16

 

EXAMES LABORATORIAIS

Medidas da resposta da fase aguda

Os marcadores laboratoriais mais utilizados para avaliar a atividade da AR são as provas de atividade inflamatória, velocidade de hemossedimentação (VHS) e dosagem da proteína C reativa (PCR).28 A VHS geralmente é aferida pelo método de Westergren (mm/primeira hora), a PCR, preferencialmente, por método quantitativo, com medidas em mg/dL ou mg/L.

Embora sejam frequentemente solicitados durante o acompanhamento, e possam apresentar correlação com períodos de atividade de doença, tais exames não são específicos. A PCR e a VHS variam de acordo com idade e sexo, e a VHS pode sofrer a influência de diversas variáveis, incluindo níveis de hemoglobina, gravidez, hipoalbuminemia, hipofibrinogenemia, entre outras.29

Em coorte brasileira de AR inicial, mais de dois terços dos pacientes avaliados apresentaram elevação das provas de atividade inflamatória testadas (VHS e PCR) na visita inicial.30

Autoanticorpos

Alguns autoanticorpos atuam como potenciais marcadores de diagnóstico na AR, entre eles, o FR e diversos anticorpos antiproteínas e peptídeos citrulinados (ACPA - do inglês, anti-citrullinated protein/peptide antibodies), incluindo os anti-CCP.31

Fator reumatoide

O FR é um anticorpo dirigido contra a porção Fc da IgG.32 Classicamente associado à AR, é encontrado no soro de cerca de 70% dos pacientes e se correlaciona estatisticamente com pior prognóstico. Níveis mais elevados se associam à doença agressiva, presença de nódulos reumatoides e manifestações extra-articulares.31

Individualmente, o valor diagnóstico do FR é limitado já que 30% a 50% dos pacientes, no início do quadro, podem ser soronegativos para esse autoanticorpo.32 Além da baixa sensibilidade, a especificidade do exame também é limitada. O FR pode ser positivo em pessoas sem artrites, sendo essa prevalência aumentada com o envelhecimento.33 O FR pode ainda estar presente em diversas outras condições, reumatológicas ou não.34,35 Assim, a negatividade do FR não exclui o diagnóstico de AR e sua positividade deve ser cuidadosamente interpretada de acordo com os achados clínicos.

Dados brasileiros (coorte incidente de AR inicial) mostram prevalência de FR em cerca de 50% dos pacientes.30

Anticorpos antiproteínas e peptídeos citrulinados

Recentemente, diversos ACPA emergiram como ferramenta diagnóstica importante para a AR, com sensibilidade semelhante e especificidade superior a do FR, além de possível participação na fisiopatogenia da doença.36 Sua função como possíveis marcadores de atividade da AR é questionável.37

Anticorpos antipeptídeos citrulinados cíclicos

Entre os anticorpos dirigidos contra antígenos do sistema filagrina-citrulina estudados, os anti-CCP demonstraram maior aplicabilidade clínica. Trata-se de um exame com sensibilidade de 70%-75% e especificidade de cerca de 95%, sendo útil sobretudo no subgrupo de pacientes com artrite na fase inicial e FR negativo.38

Sua pesquisa é válida na investigação de artrites indiferenciadas. Os anti-CCP são detectados muito precocemente na evolução da AR e podem ser usados como um indicador de progressão e prognóstico da doença.39-48

Outros anticorpos

Outros autoanticorpos vêm sendo utilizados na investigação da AR. O objetivo é desenvolver métodos com sensibilidade e especificidade para o diagnóstico mais precoce da doença, marcadores de atividade mais confiáveis e indicadores de prognóstico. Entre eles, anticorpos contra vimentina citrulinada mutada (anti-MCV - do inglês, mutated citrullinated vimentin),49-51 antiqueratina (AKA - do inglês, antikeratin antibodies) e fator antiperinuclear (APF - do inglês, anti-perinuclear factor),52 antifilagrina,53 antifibrinogênio citrulinado (ACF - do inglês, antibodies to citrullinated human fibrinogen),54 e o antiproteína A2 do complexo de ribonucleoproteína nuclear heterogêneo (anti-RA 33),52 anti-interleucina 1 (anti-IL1),55 anti-1-α-enolase,56 antiprodutos finais da glicação avançada.57 Esses anticorpos têm, em geral, boa especificidade, mas sensibilidade inferior ao anti-CCP para o diagnóstico da AR.

Os recentes critérios para classificação da AR,58 estabelecidos em conjunto pelo comitê do Colégio Americano de Reumatologia (ACR - do inglês, American College of Rheumatology) e pela Liga Europeia contra o Reumatismo (EULAR - do inglês, European League Against Rheumatism) 2010, definem no item "autoanticorpos" apenas FR e ACPA. Para efeito desses critérios, os valores de FR ou ACPA são estabelecidos como negativos, títulos baixos e títulos elevados. Levando-se em consideração que tanto FR quanto anti-CCP são medidos em UI, considera-se resultado negativo se o valor encontrado for igual ou menor ao limite superior da normalidade (LSN) para o respectivo laboratório; positivo baixo se o resultado encontrado for maior que o LSN, mas menor ou igual três vezes o mesmo limite; e positivo alto quando o valor encontrado for superior a três vezes o LSN.

Avaliação genética

Inúmeros marcadores genéticos foram descritos em associação com a ocorrência da AR. No entanto, somente a pesquisa dos alelos de HLA-DRB1 (presença do epítopo compartilhado) e dos genes PTPN22 são as alterações genéticas associadas a AR bem estabelecidas, com forte nível de evidência.59 A interação entre HLA-DRB1, tabagismo e anti-CCP determina um perfi l de doença mais grave e de pior prognóstico. No entanto, apesar de útil para a caracterização de pacientes com pior prognóstico, os elevados custos da tipificação do HLA-DRB1 ainda limitam a sua utilização na prática diária.59,60

 

MÉTODOS DE IMAGEM

Radiografia convencional

A radiografia convencional é o método de imagem mais utilizado na avaliação de dano estrutural articular na AR. Além de ser uma ferramenta útil para diagnóstico, é importante quando repetida em intervalos regulares, no monitoramento da progressão da doença.61

Os achados radiográficos iniciais incluem aumento de partes moles e osteopenia justa-articular. As lesões mais características, como redução do espaço articular e erosões ósseas, aparecem mais tardiamente.

A presença de erosão óssea deve ser considerada como fator de risco para o desenvolvimento de artrite persistente quando observada nos estágios iniciais da doença.62 Ela está relacionada com limitação funcional e, consequentemente, com um pior prognóstico.63

Ultrassonografia

A sensibilidade da ultrassonografia musculoesquelética e da ressonância magnética na detecção de dano estrutural é superior à sensibilidade da radiografia convencional.64

A ultrassonografia, quando realizada por operador experiente em doenças musculoesqueléticas, é um método útil na detecção precoce e no monitoramento de atividade inflamatória e dos sinais de destruição articular.65

Em comparação à ressonância magnética, é um exame de menor custo, sem contraindicações para pacientes com implantes metálicos ou com claustrofobia. Além disso, permite exame dinâmico da articulação, possibilita avaliação comparativa contralateral, assim como avaliação de outras estruturas anatômicas.64-67

A utilização do power Doppler e do Doppler colorido podem complementar o exame e auxiliar na caracterização da atividade inflamatória .68

Ressonância magnética

A ressonância magnética é o método mais sensível para detectar as alterações da AR em sua fase inicial. Permite avaliar alterações estruturais de partes moles, ossos e cartilagens, além de erosões antes das radiografias convencionais.69

Além dos achados radiográficos convencionais na AR, a ressonância magnética é capaz de detectar edema ósseo, que mostrou ser um preditor de erosão óssea.65

No Brasil, fatores como alto custo e falta de padronização do método limitam a sua utilização na prática clínica.

A Tabela 2 descreve vantagens e desvantagens dos métodos de imagem utilizados na avaliação de pacientes com AR.

 

 

Outros exames de imagem

Outros métodos de exames de imagem, incluindo aqui a cintilografia óssea e a tomografia computadorizada, não são atualmente recomendados para o diagnóstico da AR.70-72

 

NOVOS CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DA AR

A classificação da AR era essencialmente baseada nos critérios introduzidos pelo ACR em 1987,73 apresentados na Tabela 3, que não apresentavam boa performance na AR inicial.74 Os critérios classificatórios para AR do ACR foram desenvolvidos com base em indivíduos com AR de longa duração, e eram considerados até então o padrão para a seleção de pacientes para estudos clínicos. Tais critérios apresentam sensibilidade de 91%-94% e especificidade de 89% para AR estabelecida. No entanto, eles incluem características menos frequentes na AR de início recente, como alterações radiográficas (erosões) e nódulos reumatoides, sendo considerados subótimos para a identifi cação de indivíduos com AR inicial (sensibilidade de 40%-90% e especificidade de 50%-90%).75

 

 

Por isso, tornou-se necessário o estabelecimento de novos critérios de classificação para a AR, enfocando de maneira especial a fase precoce da doença.58

Os novos critérios classificatórios ACR/EULAR podem ser aplicados a qualquer paciente, desde que dois requisitos básicos estejam presentes:

1) Deve haver evidência de sinovite clínica ativa no momento do exame em pelo menos uma articulação.

2) Os critérios só são aplicáveis aos pacientes para os quais a sinovite não possa ser melhor explicada por outros diagnósticos.

Os critérios propostos (Tabela 4) se baseiam em um sistema de pontuação através de um escore de soma direta. As manifestações são divididas em quatro domínios: acometimento articular, sorologia, duração dos sintomas e provas de atividade inflamatória. A contagem de articulações acometidas pode utilizar métodos de imagem (ultrassonografia e ressonância magnética), em caso de dúvida. Uma pontuação maior ou igual a 6 classifica um paciente como tendo AR.58 Os critérios podem ser preenchidos de forma prospectiva ou retrospectiva, se houver registro adequado.

 

 

É importante frisar que, se o paciente apresentar uma história compatível com AR, mesmo que não documentada, e erosões radiográficas típicas, pode-se proceder diretamente a classificação como AR, independente do preenchimento dos critérios.58

Os novos critérios 2010 não são diagnósticos, e sim classificatórios . Sua função é basicamente definir populações homogêneas para finalidade de estudo.

O diagnóstico clínico é extremamente complexo, e inclui diversos aspectos que dificilmente poderiam ser resumidos na forma de um escore de critérios.58 Eventualmente, os critérios formais podem servir como um guia para o estabelecimento do diagnóstico clínico.

Vários aspectos referentes aos novos critérios precisam ser analisados com cuidado antes que eles sejam universalmente aceitos. No entanto, é imprescindível que esses critérios sejam validados em diferentes populações, incluindo coortes brasileiras de AR inicial.

 

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE DE DOENÇA

Estabelecido o diagnóstico da AR, os fatores prognósticos e a ocorrência de comorbidades, é importante, ainda na avaliação inicial da doença, caracterizar os parâmetros que serão úteis para a monitoração adequada da atividade da doença.

Alguns dos parâmetros validados que se correlacionam com a atividade da AR são: escalas visuais da dor pelo paciente, da atividade de doença pelo paciente e pelo médico, número de articulações dolorosas e edemaciadas, instrumentos de avaliação da capacidade funcional (como o HAQ - do inglês, Health Assessment Questionnaire), provas inflamatórias (VHS e/ou PCR), fadiga, duração da rigidez matinal, radiografia de mãos, punhos e pés, e índices de qualidade de vida (como o SF36 - do inglês, short form 36).76-81

Utilizando esses parâmetros, foram criados e validados índices compostos da atividade de doença (ICAD). Os principais índices são o índice de atividade da doença - DAS28 (do inglês, disease activity score 28), o índice simplificado de atividade de doença - SDAI (do inglês, simplified disease activity index) e o índice clínico de atividade de doença - CDAI (do inglês, Clinical Disease Activity Index). Esses índices utilizam uma contagem articular mais simplificada, de 28 articulações (IFP, MCF, punhos, cotovelos, ombros e joelhos, bilateralmente) e determinam um valor numérico para atividade da AR. As Tabelas 5, 6 e 7 detalham melhor como calcular e utilizar tais índices.82-91

Existe uma boa correlação entre os ICAD (CDAI, SDAI e DAS28) e qualquer um deles pode ser utilizado isoladamente. Pacientes que estão em remissão ou baixa atividade de doença, por qualquer índice, também apresentam menor progressão radiográfica e melhor evolução funcional. Portanto, deve-se sempre objetivar manter o paciente em remissão clínica ou, se isso não for possível, ao menos em estado de baixa atividade de doença.83

 

 

 

 

QUALIDADE DE VIDA E INCAPACIDADE

Avaliar a qualidade de vida e incapacidade na AR é de grande importância para melhor compreensão da evolução da doença.92

A AR, mesmo em sua fase inicial, pode ocasionar considerável impacto na qualidade de vida relacionada à saúde (HRQoL - do inglês, health-related quality of life).93 HRQoL é um conceito bastante amplo, que pode ser simplificado como o impacto da saúde na habilidade funcional de um indivíduo e no bem-estar percebido nos domínios físico, mental e social da vida.94

Vários instrumentos têm sido propostos com a finalidade de avaliar a qualidade de vida nos pacientes com AR, detectar alterações no estado de saúde ao longo do tempo, bem como avaliar o prognóstico e os riscos e benefícios de determinada intervenção terapêutica, incluindo instrumentos genéricos e específicos.95-116 Os mais utilizados são o HAQ, incluindo as versões modificada - mHAQ (do inglês, modified HAQ) e o índice de incapacidade - HAQ-DI (do inglês, HAQ disatibily index), além do SF-36.

Estudos em coorte brasileira de AR inicial mostraram que há importante impacto na qualidade de vida no momento do diagnóstico, conforme avaliação pelos questionários HAQ e SF-36.117

 

DETERMINAÇÃO DE PROGNÓSTICO

Grande progresso foi feito no sentido de identificar características clínicas e laboratoriais associadas a maior destruição articular e pior prognóstico. Essas características incluem sexo feminino, tabagismo, início da doença em idade mais precoce, baixo nível socioeconômico, presença de autoanticorpos como FR e anti-CCP em títulos elevados, VHS e PCR persistentemente elevadas, grande número de articulações edemaciadas, presença de manifestações extra-articulares, índices elevados de atividade inflamatória da doença como o DAS e suas variações, SDAI ou CDAI, e a verificação de erosões precoces (Tabela 8).118-129 Outro fator associado a pior prognóstico é a presença do epítopo compartilhado, mas seu uso é limitado por não estar disponível comercialmente.130,131

 

 

Recomendações da sociedade brasileira de reumatologia para o diagnóstico e a avaliação inicial da artrite reumatoide

Com base nas considerações feitas e em aspectos peculiares da realidade socioeconômica brasileira, os especialistas membros da Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia fazem as recomendações resumidas na Tabela 9 para o diagnóstico e a avaliação inicial de pacientes com possível diagnóstico de AR.

 

 

CONCLUSÕES

Este consenso foi realizado pela Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia com o objetivo de elaborar recomendações para o diagnóstico e a avaliação inicial da AR no Brasil. Dadas a extensão territorial e a diversidade entre as macrorregiões brasileiras, é possível que haja características peculiares quanto ao diagnóstico diferencial e ao acesso a determinadas tecnologias (de laboratório ou de exames de imagem) em diferentes locais.

É importante diagnosticar a AR, sobretudo em sua fase inicial.

Não diagnosticar, e consequentemente, não tratar de forma adequada um paciente com AR aumenta o risco de evolução com inflamação persistente e dano articular progressivo. É necessário o pronto-envolvimento do reumatologista na avaliação do paciente com artrite, considerando-se, sobretudo, sua maior experiência e familiaridade com os possíveis diagnósticos diferenciais e com a abordagem de investigação.

Apesar de haver recentes diretrizes sobre o diagnóstico da AR, é relevante rever o assunto, considerando aspectos da realidade brasileira.

Desta forma, o propósito final em estabelecer recomendações para AR é definir e embasar os reumatologistas brasileiros, utilizando evidências obtidas em estudos controlados, a fim de homogeneizar a abordagem diagnóstica da AR dentro do contexto socioeconômico brasileiro.

Como a evolução de conhecimentos nessa área é bastante rápida, sugere-se a atualização regular e periódica das recomendações.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao Dr. José Alexandre Mendonça e aos demais membros da Comissão de Imagem da Sociedade Brasileira de Reumatologia pela revisão do texto sobre métodos de imagem para o diagnóstico da artrite reumatoide.

 

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Correspondência para:
Licia Maria Henrique da Mota
Av. Brigadeiro Luís Antônio, 2.466, conjs. 93-94
CEP: 01402-000. São Paulo, SP
E-mail: liciamhmota@yahoo.com.br

Recebido em 12/3/2011.
Aprovado, após revisão, em 14/3/2011.
Os autores declaram a inexistência de conflitos de interesse. Sociedade Brasileira de Reumatologia - SBR.

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