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Revista Brasileira de Reumatologia

versão impressa ISSN 0482-5004

Rev. Bras. Reumatol. vol.52 no.2 São Paulo mar./abr. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0482-50042012000200010 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Osteonecrose maxilar associada ao uso de bisfosfonatos

 

 

Mariana Aparecida BrozoskiI; Andreia Aparecida TrainaII; Maria Cristina Zindel DeboniIII; Márcia Martins MarquesIV; Maria da Graça Naclério-HomemIII

IMestrado em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Universidade de São Paulo - USP
IIProfessora Doutora do Departamento de Cirurgia, Prótese e Traumatologia Maxilofaciais, USP
IIIProfessora Associada do Departamento de Cirurgia, Prótese e Traumatologia Maxilofaciais, USP; Livre-docente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, USP
IVProfessora Titular do Departamento de Dentística, USP; Livre-docente em Patologia Bucal, USP

Correspondência para

 

 


RESUMO

Os bisfosfonatos (BFs) têm sido indicados para o tratamento de doenças do metabolismo ósseo. Atualmente, seu emprego terapêutico aumentou e, com ele, os efeitos adversos, dos quais um dos mais importantes é a indução da osteonecrose dos maxilares, uma complicação de difíceis tratamento e solução. Até o presente, não se sabe ao certo qual é o mecanismo de desenvolvimento da osteonecrose dos maxilares induzida por bisfosfonatos (ONMB), nem qual deve ser o tratamento estabelecido perante essa manifestação. Apesar de a literatura apresentar formas variadas de tratamento, não existe um protocolo definido. Apresentamos uma revisão sobre a ONMB, enfocando sua etiopatogenia e as formas reportadas de tratamento.

Palavras-chave: osteonecrose, alendronato, doenças maxilares.


 

 

INTRODUÇÃO

Os bisfosfonatos (BFs) vêm sendo utilizados desde 1960 para o tratamento de metástases ósseas, câncer de pulmão, mieloma múltiplo, doença de Paget, controle de doenças do metabolismo do cálcio, entre outros.1,2 Seu emprego terapêutico tem aumentado principalmente para tratamento e prevenção de osteoporose e osteopenia. Estima-se que no período de maio de 2003 a abril de 2004 foram realizadas aproximadamente 22 milhões de prescrições de alendronato nos EUA.2 Os BFs têm sido considerados a droga mais prescrita para tratamento da osteoporose no mundo.2

Os BFs alteram o mecanismo de reabsorção e remodelação óssea e, por esse motivo, teriam ação terapêutica nas doenças citadas anteriormente.1 Com o crescimento da utilização dos BFs e o aumento do tempo de uso desses medicamentos, surgiram os primeiros relatos de complicações associadas à sua utilização, dos quais os mais comuns são em relação à mialgia e à esofagite.3,4 A osteonecrose em maxilares induzida por bisfosfonatos (ONMB) foi relatada pela primeira vez em 2003, quando foram demonstradas 36 lesões ósseas em mandíbula e/ou maxila em pacientes que faziam uso de pamidronato ou zoledronato, descrevendo as lesões como decorrentes de efeito adverso desconhecido grave.5 Desde então, a ONMB passou a ser reconhecida como uma entidade com impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes que utilizam esse fármaco.5

A variedade de sinais e sintomas clínicos da ONMB, as medidas preventivas, os efeitos da interrupção do uso dos BFs, bem como os indicadores de prognóstico e a etiologia dessa doença permanecem indefinidos. Além disso, a efetividade e a eficiência de tratamento para a ONMB não têm sido adequadamente caracterizadas.

 

MECANISMO DE AÇÃO DOS BISFOSFONATOS

Os BFs são análogos não metabolizáveis dos pirofosfatos inorgânicos, utilizados na indústria de cremes dentais para diminuir a formação de cálculo por meio da inibição da precipitação do cálcio.1,6

Quando utilizados como agentes farmacológicos, os BFs têm efeitos biológicos fundamentais no metabolismo do cálcio, inibindo a calcificação e a reabsorção óssea.1 Eles atuam por meio de dois mecanismos de ação relacionados com atividade antiosteoclástica e antiangiogênica.7 A meia-vida plasmática dos BFs é de aproximadamente 10 anos, e seu uso prolongado pode resultar em acúmulo substancial da droga no esqueleto.8

Os BFs alteram o mecanismo do tecido ósseo em vários níveis, inibindo a reabsorção e diminuindo o turnover ósseo. Em nível celular, eles atuam sobre o recrutamento de osteoclastos, sua viabilidade, a bioviabilidade de seu progenitor e sua atividade sobre o osso. Do ponto de vista molecular, postula-se que os BFs possam modular a função dos osteoclastos reagindo com um receptor de superfície ou com uma enzima intracelular.6

Em relação à atividade antirreabsortiva, um dos fatores mais importantes do efeito dos BFs está na inibição da atividade osteoclástica. Essa função está implicada com sua ação terapêutica no tratamento da osteoporose e do câncer no sistema esquelético.1

A diminuição do processo de reabsorção óssea pelos BFs pode ser explicada considerando-se que os metabólitos dos compostos não nitrogenados são tóxicos aos osteoclastos, levando-os à morte. Os compostos nitrogenados, por sua vez, bloqueiam a diferenciação dos osteoclastos e estimulam os osteoblastos a produzir fator de inibição dos osteoclastos, acarretando em diminuição na reabsorção óssea. Como o processo de metabolismo ósseo está baseado nos processos de reabsorção e deposição, a remodelação óssea fica comprometida. Contudo, o tecido ósseo continua a mineralizar, podendo tornar-se frágil, quebradiço e menos elástico.8

 

CONCEITO

A ONMB foi conceituada em 2007 pela American Association of Oral and Maxillofacial Surgeons (AAOMS) como sendo caracterizada por uma área de exposição óssea na maxila ou na mandíbula que não se repara em oito semanas e acomete pacientes que estejam recebendo ou que receberam BF sistemicamente e não sofreram irradiação no complexo maxilomandibular.9

 

ETIOPATOGENIA

Até o momento, a etiopatogenia da ONMB permanece incerta. Lembramos que os BFs atuam em diversos níveis: físico-químico, tecidual, celular e molecular.1,6,7 Estudos6,8 aludem que a ONMB é secundária aos mecanismos de ação dos BFs, que resultam em atividade antiosteoclástica e antiangiogênica, o que altera o metabolismo ósseo, inibindo a reabsorção óssea e diminuindo o turnover ósseo. Associam-se a isso as singularidades anatômicas que envolvem os ossos da maxila e da mandíbula, separados da cavidade bucal por uma mucosa fina e delgada, sendo essa uma barreira que pode ser facilmente rompida por atividades fisiológicas como a mastigação.8 Como essas características são mais marcantes na mandíbula que na maxila,8,10-12 maiores índices de prevalência naqueles ossos poderiam ser justificados.

A boca é colonizada por um grande número de bactérias, e os ossos maxilares frequentemente estão envolvidos em processos sépticos de origem periodontal ou pulpar.9 Quando ocorre um acúmulo de BF capaz de diminuir o metabolismo ósseo, a reparação tecidual após um trauma, induzido ou fisiológico, não ocorre adequadamente, levando à exposição de uma área de osso necrótico ao meio bucal.8 Portanto, a hipótese que melhor explica o desenvolvimento da ONMB seria uma alteração do turnover ósseo associada às características particulares dos ossos dos maxilares, como revestimento mucoso, risco frequente de infecção e potencial constante de trauma.8,13 Alguns autores discutem o aparecimento da ONMB e a infecção por Actinomyces e descrevem muitos casos que associam necrose óssea e osteomielite provocada pelo microrganismo.14

Alguns fatores predisponentes para o desenvolvimento de ONMB são citados na literatura, incluindo tipo, via de administração e tempo de uso do BF, administração concomitante de outros fármacos (principalmente corticosteroides, quimioterápicos e estrógeno),12,15 bem como a realização de procedimentos cruen tos intrabucais.16-18

Fármacos antiangiogênicos e quimioterápicos, como a talidomida ou o bevacizumabe, têm sido sugeridos como fatores que podem predispor ou aumentar o risco do desenvolvimento da ONMB.19

Alguns estudos descrevem que, no uso do ácido zoledrônico para o controle de metástases ósseas, são necessárias aproximadamente seis doses mensais de BF endovenoso para que o paciente apresente risco de desenvolver ONMB. Para os BFs administrados por via oral, como o alendronato, por sua vez, seriam necessários três anos ou 156 doses semanais. Essa diferença, segundo os autores, ocorre devido à baixa solubilidade lipídica dos BFs administrados por via oral, fazendo com que haja uma absorção intestinal de apenas 0,63% da droga. Os BFs de uso oral acumulam-se lentamente nos ossos, e a exposição clínica do osso necrótico não acontece antes de três anos de administração do medicamento, com incidência e gravidade aumentadas a cada ano adicional de uso.8,12,20

A via de administração do BF pode ser associada à ocorrência da ONMB. Pacientes que utilizam a via endovenosa apresentam prevalência entre 1%-10%, enquanto os que empregam a via oral apresentam prevalência entre 0,00007%- 0,04%.10 Não há dúvidas de que pacientes usuários de BFs por via endovenosa correm mais risco de desenvolver ONMB que pacientes que utilizam a via oral.10 A American Dental Association (ADA)2 e a AAOMS21 corroboram que tal risco é dose/tempo-dependente, porém esse fato é baseado apenas nas observações clínicas dos autores.

O uso concomitante de outros medicamentos, como corticosteroides e quimioterápicos, pode potencializar o risco de ONMB.15 O tempo de uso dos BFs, a utilização concomitante com estrógeno e idade superior a 65 anos também podem potencializar o risco de ONMB.2 Um estudo retrospectivo multicêntrico22 envolvendo 78 pacientes com ONMB descreveu que a maioria dos pacientes estava em uso de BF por via endovenosa para tratamento oncológico há mais de um ano, e havia recebido tratamento prévio por meio de quimioterapia ou esteroides.

Algumas teorias tentam explicar que a ausência de reparo epitelial das exposições ósseas intraorais secundárias ao uso dos BFs pode ser atribuída à toxicidade dos BFs sobre o tecido epitelial provocada pelas altas concentrações do fármaco no tecido ósseo.23

 

DIAGNÓSTICO E CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

O diagnóstico de ONMB é primeiramente baseado na história e no exame clínico do paciente. Na maioria das vezes os pacientes apresentam exposição óssea necrótica, variando de poucos milímetros a áreas maiores, podendo permanecer assintomáticos por semanas, meses ou anos. Frequentemente, a lesão torna-se sintomática quando ocorre inflamação ou infecção dos tecidos adjacentes, e em 60% dos casos é referida dor no local de exposição óssea.9,24

Os primeiros sinais e sintomas descritos são dor profunda no osso e mobilidade dental sem relação com doenças periodontais, traumas dentais ou outras lesões, como aumento de volume, eritema, ulceração e fístula sinusal.12

A ONMB apresenta maior incidência na mandíbula em comparação com a maxila em uma proporção de 2:1, em áreas com mucosa menos espessa, como as de proeminências ósseas, tórus e linha milo-hioidea. A quantidade de osso exposta é muito variável em suas dimensões. Inicia-se com uma exposição pontual que pode permanecer ou progredir para uma exposição maior.8,10-12 Radiograficamente, é possível observar espessamento da lâmina dura e aumento do ligamento periodontal no osso alveolar no ponto de início da ONMB12 (Figura 1).

 

 

Os pacientes que recebem a droga por via oral necessitam de um tempo maior de uso do medicamento para apresentar exposição óssea, a qual é geralmente menor em comparação aos que recebem a droga sistematicamente. Os sintomas são menos intensos, e há chance de melhora dos mesmos fazendo um intervalo no uso do medicamento.17

Uma definição do estágio clínico da ONMB e o tratamento proposto pela AAOMS para cada estágio estão representados na Tabela 1.21

 

 

Os diferentes estágios da doença podem ser observados nas Figuras 2, 3 e 4.

 

 

 

 

 

 

TRATAMENTO E PREVENÇÃO

Os microrganismos encontrados com maior frequência nos ossos expostos são das espécies Actinomyces, Veillonella, Eikenella, Moraxella, Fusobacterium, Bacillus, Staphylococcus,Streptococcus e Selenomona. Todos esses microrganismos são sensíveis à penicilina, portanto essa é a droga de escolha para o tratamento não cirúrgico da doença.7,12,24

O principal objetivo da atuação preventiva para os pacientes que apresentam risco, ou do tratamento para aqueles que já desenvolveram a ONMB, é a preservação da qualidade de vida, controlando a dor e os quadros de infecção e prevenindo o desenvolvimento de novas áreas de necrose.8

O risco está associado ao acúmulo das doses da droga, ocorrido por anos de tratamento. Os pacientes devem receber avaliação odontológica cuidadosa, incluindo exames radiográficos, e orientação quanto à possibilidade de desenvolvimento de ONMB. Quando há necessidade de algum procedimento cirúrgico, alguns autores2,8 sugerem que os indivíduos assinem um termo de ciência de riscos concordando com o tratamento.

A ênfase para o tratamento dos pacientes que recebem BFs endovenoso é diminuir o risco de ONMB, minimizando-se a necessidade de procedimentos cirúrgicos. Os pacientes, nesses casos, devem ser muito bem orientados quanto aos cuidados necessários à manutenção da saúde bucal e quanto aos métodos de higienização, e devem ser avaliados clínica e radiograficamente, de preferência antes do início da terapêutica farmacológica. O tratamento odontológico que inclui restaurações, tratamento endodôntico ou procedimentos cirúrgicos deve ser realizado previamente ao início da terapia com BFs.2,8

Como opções de tratamento das lesões de ONMB, lembramos o controle da dor, antibioticoterapia, uso de enxaguatórios bucais, suspensão do BF, terapia em câmara hiperbárica, laserterapia25 e desbridamento cirúrgico.11,26,27 Esses tratamentos, porém, nem sempre alcançam a resolução do quadro clínico - a prevenção é, sempre, a melhor opção.2,8

O teste do CTx (telopeptídeo carboxiterminal do colágeno tipo I, ou ICTP) sérico, marcador de reabsorção óssea que avalia a eliminação de fragmentos específicos produzidos pela hidrólise de colágeno tipo I, pode ser utilizado como parâmetro para avaliar o risco de desenvolvimento de ONMB.17

Existe uma relação exponencial direta entre o tempo de uso dos BFs e o tamanho da exposição óssea. Recomenda-se que os pacientes com valores de CTx inferiores a 150 pg/mL entrem em contato com o médico que os assiste e que seja considerada a possibilidade de suspensão da droga por um período de 4-6 meses. Após esse período, o teste deve ser repetido, e se o valor ainda estiver abaixo de 150 pg/mL a recomendação da literatura17 é que se estenda o tempo de suspensão da droga por um período de 6-9 meses. Quando os valores do CTx não forem superiores a 150 pg/mL e a suspensão da droga não for possível, as orientações para o paciente quanto ao risco de desenvolvimento de ONMB devem ser reforçadas. Buscar uma forma de tratamento não invasiva deve ser sempre recomendado.17,24

É importante distinguir e ressaltar que a ONMB por BFs administrados por via oral parece ser menos frequente, menos grave e responde melhor ao tratamento com suspensão da droga e desbridamento cirúrgico.8,15 Os pacientes que recebem a droga por via oral parecem ter maior chance de melhora quando há intervalo no uso do medicamento.15

A afirmação de que a suspensão de BF por três meses antes da cirurgia, como indicado pela AAOMS21 e pela ADA,2 poderia modificar ou não o risco de o paciente desenvolver ONMB é controversa. Isso porque a meia-vida dos BFs é de aproximadamente 10 anos, e seu uso prolongado resulta em acúmulo substancial da droga no esqueleto.8 Dessa forma, seria necessário um longo período de interrupção para eliminar o fármaco do organismo. Essa suspensão de medicação muitas vezes não é possível devido aos benefícios que a droga proporciona para o tratamento na prevenção de osteoporose e de metástases ósseas.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A comunicação do médico que realiza a prescrição da medicação com o cirurgião-dentista do paciente é fundamental para se tentar estabelecer um tratamento preventivo para a ONMB antes do início da terapia medicamentosa.

Estudos experimentais in vitro, in vivo e clínicos são necessários para que se possa compreender melhor o desenvolvimento da ONMB. Resultados de pesquisas futuras poderão contribuir para o delineamento de protocolos de prevenção e de tratamento adequados para os pacientes.

 

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Correspondência para:
Profa. Dra. Maria da Graça Naclério-Homem
Av. Professor Lineu Prestes, 2227 - Cidade Universitária
CEP: 05508-000. São Paulo, SP, Brasil
E-mail: mgracanh@usp.br

Recebido em 23/02/2011.
Aprovado, após revisão, em 14/12/2011.
Os autores declaram a inexistência de conflito de interesse.

 

 

Faculdade de Odontologia, Universidade de São Paulo - USP.