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Revista Brasileira de Reumatologia

Print version ISSN 0482-5004

Rev. Bras. Reumatol. vol.52 no.3 São Paulo May/June 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0482-50042012000300005 

ARTIGO ORIGINAL

 

Validade e confiabilidade da versão em português do American Shoulder and Elbow Surgeons Standardized Shoulder Assessment Form

 

 

Auristela Duarte de Lima MoserI; Luiz Alberto Manfre KnautII; Talita Gnoato ZotzIII; Karoleen Oswald ScharanIV

IDoutora em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC; Professora do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia em Saúde, Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR
IIMestre em Reabilitação, Université de Montréal - CAN; Professor do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário Campos de Andrade - UNIANDRADE; Membro do Núcleo de Pesquisa do Curso de Fisioterapia, PUCPR
IIIMestre em Tecnologia em Saúde, PUCPR
IVAluna de Graduação em Fisioterapia, PUCPR

Correspondência para

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: O American Shoulder and Elbow Surgeons Standardized Shoulder Assessment Form (ASES), frequentemente utilizado em pesquisas, embora tenha versão traduzida e adaptada para a língua portuguesa (ASES-PT), ainda não tinha a validade e a confiabilidade testadas.
OBJETIVO: Investigar a validade, a confiabilidade e a consistência interna do ASES-PT para a função do ombro.
MATERIAIS E MÉTODOS: Cinquenta indivíduos (26 mulheres; idade média, 39 ± 13 anos) participaram do processo de investigação da validade, e 38 (19 mulheres; idade média, 37 ± 13 anos) da investigação da confiabilidade, todos apresentando disfunção no ombro. Os participantes preencheram o Questionário Genérico de Qualidade de Vida SF-36 (SF-36), o Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand Questionnaire (DASH) e o ASES-PT em dois momentos, com intervalo de sete dias. A validade convergente foi analisada pelo coeficiente de correlação rho de Spearman (
ρ), a análise da confiabilidade intraexaminador utilizou o coeficiente de correlação intraclasse (CCI), e a consistência interna foi aferida pelo Alfa de Cronbach.
RESULTADOS: Os escores do ASES-PT apresentaram correlação com os escores da versão do DASH (
ρ = -0,69;P = 0,000) e com os domínios "capacidade funcional" (ρ = 0,50;P = 0,000), "limitações por aspectos físicos" (ρ = 0,43;P = 0,002) e "dor" (ρ = 0,60;P = 0,000) do SF-36. A confiabilidade intraexaminador do ASES-PT demonstrou-se adequada (CCI = 0,75;P = 0,000). A consistência interna (0,794) foi satisfatória.
CONCLUSÃO: O estudo da validade e da confiabilidade do ASES-PT suporta sua utilização para a avaliação do ombro em indivíduos com disfunção nessa região.

Palavras-chave: dor de ombro, articulação do ombro, reprodutibilidade dos testes, validade dos testes, questionários.


 

 

INTRODUÇÃO

Dores na região do ombro estão presentes em 14%-50% da população.1-3 Estima-se que dois em cada três indivíduos terão pelo menos um episódio de dor no pescoço ou nos ombros em algum momento de suas vidas.4 Além disso, a incidência de dor no ombro é de oito novos casos por ano para cada 100 trabalhadores dos setores de indústria e de serviços.5 Frequentemente, essa dor, assim como a redução da mobilidade no ombro, afeta negativamente as habilidades funcionais, as atividades ocupacionais e a qualidade de vida dos pacientes.6

Para avaliar e quantificar o impacto dessas alterações musculoesqueléticas na vida das pessoas, avaliações funcionais no formato de questionários podem ser realizadas durante o tratamento. A literatura apresenta diversos questionários desenvolvidos para avaliar a função dos membros superiores.7 Entre eles, o American Shoulder And Elbow Surgeons Standardized Shoulder Assessment Form (ASES) destaca-se por ser voltado para pacientes com qualquer distúrbio na articulação do ombro e por ser específico a esta articulação,8 além de ser amplamente citado na literatura.9,10 Embora existam estudos brasileiros relatando a aplicação do ASES desde 1988,11 sua tradução e adaptação cultural para o português do Brasil por meio de processo metodológico apropriado foram estabelecidas somente em 2010.12

O ASES foi elaborado pelo Research Committee of the American Shoulder and Elbow Surgeons8 e é dividido em uma seção administrada por um médico e outra autoadministrada pelo paciente. No entanto, apenas a seção autoadministrada contribui para a pontuação final.13 Tal seção é composta por um item relacionado à dor, avaliado por uma escala visual analógica (EVA) que varia de "nenhuma dor" a "pior dor possível", e 10 itens relacionados à função, avaliados por uma escala Likert de quatro pontos. O escore de cada seção corresponde a 50% do escore final do teste, que pode variar de 0 (nenhuma funcionalidade) a 100 (função normal).

No entanto, para ter sua utilização embasada, a validade (i.e., a capacidade de o instrumento mensurar aquilo que ele se propõe a mensurar), a confiabilidade (i.e., a capacidade de o instrumento ser estável e reprodutível) e a consistência interna (i.e., a capacidade de fornecer resultados consistentes em mensurações repetidas) da versão em português do ASES (ASES-PT) devem ser investigadas.

Assim, o objetivo do presente estudo foi investigar a validade, a confiabilidade e a consistência interna do ASES-PT em indivíduos com quadro álgico no ombro.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Participantes

Cinquenta indivíduos (26 mulheres; média de idade 39 ± 13 anos) foram recrutados na clínica-escola da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) para o processo de investigação da validade do ASES-PT. Todos os participantes preencheram os seguintes critérios: 1) ter 18 anos ou mais; 2) apresentar diagnóstico clínico para algum distúrbio no ombro; 3) não apresentar doença neurológica nem outra doença musculoesquelética além daquela no ombro; 4) não apresentar alteração cognitiva e 5) ser capaz de ler, compreender e preencher o questionário em estudo. A amostra para o estudo da confiabilidade foi composta por 38 indivíduos (19 mulheres; média de idade, 37 ± 13 anos), pois houve perda amostral de 12 indivíduos, que não compareceram à clínica-escola para a segunda avaliação. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da instituição, de acordo com o protocolo número 5.257, e os participantes deram, por escrito, seu consentimento livre à participação no mesmo.

Validade

Para testar a validade convergente, os escores obtidos com o ASES-PT foram correlacionados com os escores das versões em português do Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand Questionnaire (DASH)14 e do Questionário Genérico de Qualidade de Vida SF-36 (SF-36),15 cujas validade e confiabilidade já foram demonstradas.14,15 O DASH é um questionário composto por 30 questões que visa mensurar os sintomas e as incapacidades físicas dos membros superiores.16 O SF-36 em português é um questionário com 36 perguntas relacionadas à qualidade de vida geral do paciente, divididas em oito domínios (i.e., capacidade funcional, limitação por aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental).15

A validade foi examinada por meio do coeficiente de correlação rho de Spearman-Rank (ρ), que pode variar de +1 a -1. Uma correlação de +1 significa que há relação linear positiva perfeita entre as variáveis, enquanto uma correlação de -1 indica a existência de relação linear negativa perfeita. Uma correlação é considerada forte quando ρ for maior que 0,60 ou menor que -0,60;moderada quando estiver entre 0,30 e 0,60 ou -0,30 e -0,60;e fraca quando estiver entre -0,30 e 0,30.17

Confiabilidade

A confiabilidade foi testada por meio da confiabilidade intraexaminador (i.e., teste-reteste), pelo coeficiente de correlação intraclasse 1,1 (CCI) com intervalo de confiança de 95%. O CCI mede a concordância entre as variáveis estudadas, podendo variar de 0 (nenhuma concordância) a 1 (concordância total). A confiabilidade será adequada se o CCI for superior a 0,70.18 Por tratar-se de um questionário autoadministrado pelo paciente, a confiabilidade interexaminador não foi avaliada.

Consistência interna

A consistência interna, avaliada pelo método Alpha de Cronbach, foi utilizada para identificar o grau em que os diferentes itens do questionário estavam associados entre si. Os valores totais de cada item foram calculados, assim como a variação do Alpha quando eliminados alguns itens. As análises estatísticas foram realizadas com o programa SPSS 10.0 para Windows (SPSS, Chicago, EUA).

Procedimento experimental

Para o estudo da validade, cada participante preencheu os questionários ASES-PT, DASH e SF-36, aplicados aleatoriamente. Em seguida, o participante foi convidado a retornar à clínica-escola após sete dias para concluir o estudo da confiabilidade,19 não tendo recebido nenhuma intervenção fisioterapêutica nesse período. Os dados do primeiro e do segundo preenchimento do ASES-PT foram utilizados para a avaliação da consistência interna. Durante as avaliações, os participantes estiveram sempre acompanhados por um dos pesquisadores.

 

RESULTADOS

Os escores do ASES-PT apresentaram correlação com os escores da versão em português do DASH (ρ = -0,69; P = 0,000) e com os domínios "capacidade funcional" (ρ = 0,50; P = 0,000), "limitações por aspectos físicos" (ρ = 0,43; P = 0,002) e "dor" (ρ = 0,60; P = 0,000) do SF- 36. Para os outros domínios do SF-36, as correlações com o ASES-PT foram fracas e não significativas (ρ < 0,35; Tabela 1).

 

 

A média dos escores na primeira avaliação com o ASES-PT foi 60,1 ± 21,1, enquanto na segunda avaliação a média foi 63,4 ± 20,7. A confiabilidade intraexaminador do ASES-PT apresentou-se adequada, conforme observado na Tabela 2 (CCI = 0,75;P = 0,000).

 

 

Os resultados da consistência interna do instrumento demonstraram bons índices de confiabilidade para todos os itens, com valores superiores a 0,70 e Alpha de Cronbach igual a 0,794 (Tabela 3).

 

 

DISCUSSÃO

Instrumentos de medida são utilizados durante programas de reabilitação com o objetivo de obter informações iniciais sobre o paciente, elaborar o tratamento e monitorar possíveis alterações de sintomas, além de avaliar a eficácia dos procedimentos terapêuticos empregados. Embora já apresentasse versão em português,12 até o presente estudo o ASES-PT não havia passado por um processo de validação e de investigação de confiabilidade.

No presente estudo, a validade convergente do ASES-PT foi demonstrada por meio de correlação com um instrumento específico para membros superiores (i.e., DASH) e com um instrumento genérico (i.e., domínios de aspecto físico do SF-36).

O fato de o DASH avaliar especificamente os sintomas e as incapacidades físicas dos membros superiores justifica a maior correlação do ASES-PT com esse questionário. Os resultados são similares aos obtidos pela versão em inglês do ASES, que apresentou correlação forte ao ser comparado com um questionário específico para dor e função do ombro (i.e., The University of Pennsylvania Shoulder Score - Penn), (r = 0,78;P = 0,01).9 Além disso, correlações fortes entre questionários específicos para ombro já foram diversas vezes apresentadas na literatura.9,20-22

Da mesma forma, as correlações moderadas e fracas entre ASES-PT e os domínios do SF-36, observadas neste estudo, repetem os resultados com a versão original do ASES, na qual houve correlação moderada com os domínios "capacidade funcional" (r = 0,41;P = 0,001) e "limitação por aspectos físicos" (r = 0,33;P = 0,008) e o escore médio dos componentes físicos (r = 0,40;P = 0,001), além de fraca correlação com "limitação por aspectos emocionais" (r = 0,24;P = 0,21), "saúde mental" (r = 0,05;P = 0,70) e o escore médio dos componentes mentais (r = 0,15;P = 0,25).9

Correlações moderadas entre diferentes questionários específicos para o ombro e os domínios de aspectos físicos do SF-36 já foram apresentadas em estudos anteriores.6,9,20 Isto pode ser explicado pelo fato de seus itens não contemplarem apenas atividades com os membros superiores. As correlações fracas e não significativas do ASES-PT com os componentes emocional e mental do SF-36 ocorrem em razão de tais medidas avaliarem diferentes constructos.9

No presente estudo, a confiabilidade do ASES-PT demonstrou-se adequada, assim como já havia sido observada em sua versão em inglês.9,23 No entanto, o CCI da versão em português foi um pouco inferior ao da versão em inglês (i.e., 0,75 e 0,84, respectivamente). Uma possível explicação para essa diferença pode ser o intervalo entre a primeira e a segunda aplicação do questionário. Enquanto a segunda avaliação foi aplicada no intervalo de 1-3 dias após a primeira, para a versão em português o intervalo foi de sete dias. Assim, é mais provável que tenha ocorrido uma alteração clínica no participante entre as avaliações no estudo do ASES-PT. No entanto, é importante ressaltar que não há consenso na literatura quanto ao intervalo ideal para investigar a confiabilidade. Enquanto intervalos longos podem ser influenciados por mudanças no quadro clínico do paciente, intervalos curtos podem sofrer vieses de memória.

No que se refere à consistência interna, a escala demonstrou bons índices de fidedignidade para todos os domínios do instrumento, com valores superiores a 0,70, considerados satisfatórios de acordo com a literatura.9,24,25 O índice de confiabilidade do instrumento como um todo foi maior que quando calculado com supressão de quaisquer dos itens.

Mesmo tendo sua validade, confiabilidade e consistência interna avaliados, considera-se importante o estudo da responsividade, já iniciado pelos autores do presente estudo a fim de melhor embasar sua utilização.

Como a utilização de questionários tem sido parte integrante das rotinas de atendimento, é cada vez mais importante uma análise criteriosa de sua aplicabilidade nos vários cenários de práticas terapêuticas.26 Fazem parte dessa análise o processo de avaliação das propriedades psicométricas, que pode promover o aumento do potencial de resolubilidade das práticas terapêuticas, o que se espera com a divulgação deste estudo.

 

CONCLUSÃO

O ASES-PT é um questionário de rápida aplicação, formado por perguntas claras, objetivas e com linguagem simples, relacionadas às atividades corriqueiras que fazem parte do cotidiano da maioria das pessoas. Além disso, os resultados deste estudo demonstram sua validade, confiabilidade e consistência interna, indicando que é um instrumento adequado para avaliar a função do ombro nos meios clínicos e de pesquisa.

 

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Correspondência para:
Auristela Duarte de Lima Moser
Rua Imaculada Conceição, 1155 - Prado Velho
CEP: 80215-901. Curitiba, PR, Brasil
E-mail: auristela.lima@pucpr.br

Recebido em 18/07/2011.
Aprovado, após revisão, em 05/03/2012.
Os autores declaram a inexistência de conflito de interesse.

 

 

Comitê de Ética: 5.257.
Programa de Pós-Graduação em Tecnologia em Saúde, Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR.