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Revista Brasileira de Reumatologia

Print version ISSN 0482-5004

Rev. Bras. Reumatol. vol.53 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2013

https://doi.org/10.1590/S0482-50042013000100004 

ARTIGO ORIGINAL

 

Frequência de disfunção sexual em mulheres com doenças reumáticas

 

 

Clarissa de Castro FerreiraI; Licia Maria Henrique da MotaII; Ana Cristina Vanderley OliveiraI; Jozélio Freire de CarvalhoIII; Rodrigo Aires Corrêa LimaIV; Cezar Kozak SimaanV; Francieli de Sousa RabeloVI; José Abrantes SarmentoVII; Rafaela Braga de OliveiraVII; Leopoldo Luiz dos Santos NetoVIII

IMédica Reumatologista, Serviço de Clínica Médica, Hospital das Forças Armadas
IIDoutora em Ciências Médicas, Faculdade de Medicina, Universidade de Brasília - FMUnB; Professora Colaboradora de Clínica Médica e do Serviço de Reumatologia, FMUnB
IIIDoutor em Reumatologia; Professor Convidado, Faculdade de Medicina, Universidade Federal da Bahia - UFBA
IVMédico Reumatologista, Hospital Universitário de Brasília - HUB-UnB, Hospital de Base do Distrito Federal
VMestre em Patologia, UnB; Médico Reumatologista; Professor de Clínica Médica, FMUnB
VIMédica Reumatologista, Secretaria de Saúde do Distrito Federal
VII
Residente em Reumatologia, HUB-UnB
VIIIDoutor em Patologia, UnB; Professor de Clínica Médica, FMUnB

Correspondência para

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Pesquisar a prevalência de disfunção sexual em mulheres com as seguintes doenças reumáticas: lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide, esclerose sistêmica, síndrome antifosfolípide e fibromialgia acompanhados no Ambulatório de Reumatologia do Hospital Universitário de Brasília e do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
MÉTODOS: Utilizou-se o índice de função sexual feminina (Female Sexual Function Index - FSfi), questionário que contém 19 itens que avaliam 6 domínios: desejo sexual, excitação sexual, lubrificação vaginal, orgasmo, satisfação sexual e dor.
RESULTADOS: Foram avaliadas 163 pacientes. A média de idade foi de 40,4 anos. A prevalência de disfunção sexual foi de 18,4%, porém 24,2% das pacientes não apresentaram atividade sexual nas últimas 4 semanas. Entre os subgrupos, as pacientes com fibromialgia e esclerose sistêmica foram as com maior índice de disfunção sexual (33%). Se excluirmos as pacientes sem atividade sexual, a taxa de disfunção sobe para 24,2%.
CONCLUSÃO: A prevalência de disfunção sexual encontrada neste estudo foi menor em relação à literatura. Entretanto, 24,2% das pacientes entrevistadas negaram atividade sexual nas últimas 4 semanas, o que pode ter contribuído para o baixo índice de disfunção sexual.

Palavras-chave: sexualidade, disfunção sexual, doenças reumáticas, qualidade de vida, comportamento sexual.


 

 

INTRODUÇÃO

A sexualidade é parte da vida humana e da qualidade de vida, além de ser uma das questões responsáveis pelo bem-estar individual. Não se refere apenas ao ato sexual em si, mas a todo o espectro que vai desde a autoimagem e a valorização do "eu" até a relação com o outro. Uma atividade sexual adequada inclui passar pelas fases de excitação sexual até o relaxamento, com prazer e satisfação.1

A disfunção sexual é a alteração em uma fase da atividade sexual que pode culminar em frustração, dor e redução dos intercursos sexuais.2 Alguns estudos mostram uma prevalência na população geral de até 40% das mulheres.3 Sabe-se que as doenças crônicas exercem influência na qualidade da vida sexual, porém seu efeito é pouco estudado, e a disfunção sexual, pouco diagnosticada.2 Isso se deve a dois motivos: tanto as pacientes deixam de relatar, por vergonha ou frustração, quanto os médicos pouco questionam suas pacientes a esse respeito.3,4

Ao serem questionados, os profissionais de saúde alegam pouco tempo de consulta, falta de local privativo nos consultórios e falta de habilidade para discutir o tema. Além disso, há resistência por parte das pacientes. Recentemente, a Association Nationale de Défense Contre l'Arthrite Rhumatoïde (Associação Francesa de Artrite Reumatoide) enviou a seus membros, por e-mail, um questionário sobre sexualidade. Apenas 38% responderam, e 70% relataram impacto negativo na vida sexual. Setenta e dois por cento afirmaram que nunca haviam conversado com o médico sobre sexualidade.4

Faltam estudos com a população brasileira que ajudem a delinear o real impacto das doenças reumáticas na função sexual. Há necessidade de conhecer a extensão do problema para que se possam oferecer possibilidades terapêuticas, já que a disfunção sexual é um dos maiores determinantes de redução de qualidade de vida.

O objetivo do presente estudo foi pesquisar a prevalência de disfunção sexual em mulheres acompanhadas no Ambulatório de Reumatologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB) e do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) com as seguintes doenças reumáticas: lúpus eritematoso sistêmico (LES), artrite reumatoide (AR), esclerose sistêmica (ES), síndrome do anticorpo antifosfolípide (SAF) e fibromialgia (FM).

 

PACIENTES E MÉTODOS

Foram estudadas 163 mulheres atendidas no Ambulatório de Reumatologia do HUB e no HC-FMUSP (pacientes com SAF). As mulheres apresentavam diagnóstico de AR, LES, ES, FM e SAF.

Para avaliar a presença de disfunção sexual, utilizou-se o índice de função sexual feminina (Female Sexual Function Index - FSfi) obtido por meio do questionário proposto por Rosen et al.,5,6 amplamente utilizado em vários países e validado para o português7 (Tabela 1). Esse questionário contém 19 itens que avaliam 6 domínios: desejo sexual, excitação sexual, lubrificação vaginal, orgasmo, satisfação sexual e dor. Ao final, tem-se um escore total, que é a soma do escore de cada domínio multiplicado por um fator que equaliza a influência de cada um. Valores< 26 indicam disfunção sexual.

Os critérios de inclusão foram os seguintes: mulheres entre 18-69 anos com diagnóstico das doenças específicas (AR, LES, ES, FM, SAF) realizado por reumatologista segundo os critérios do American College of Rheumatology e critérios de Sydney para SAF8-13 e mulheres que já tiveram pelo menos uma relação sexual na vida. Foram excluídas do trabalho as que recusaram participar do estudo ou aquelas cujo questionário não foi completamente preenchido.

Foram coletadas informações demográficas e clínicas das participantes, como diagnóstico, tempo de doença, idade, religião, escolaridade, estado marital, medicamentos em uso, data da última menstruação e uso de terapia de reposição hormonal. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Brasília.

Análise estatística

Foram descritas as variáveis categóricas pela frequência absoluta e frequência relativa percentual e as variáveis quantitativas por média ± desvio-padrão, quando sua distribuição fosse simétrica, ou pela mediana e intervalo interquartil, quando assimétrica.

 

RESULTADOS

Foram selecionadas 181 pacientes, porém 18 foram excluídas do estudo por marcação errada (5), virgindade (1) e falta de resposta a qualquer dos itens (12). Das 163 pacientes que permaneceram no estudo, 82 tinham LES; 24, AR; 15, FM; 3, ES; e 39, SAF (todas as pacientes com SAF primária) (Tabela 2).

 

 

A média de idade foi de 40,4 anos. A divisão por grupos de doenças está descrita na Tabela 3. Em relação à menstruação, 46% apresentavam ciclos menstruais regulares e 28,7% já estavam na menopausa. Apenas uma paciente estava em uso de terapia de reposição hormonal. Grande parte das pacientes tinha mais de 7 anos de escolaridade (76%) e apenas 1,2% era analfabeta.

Em relação ao estado marital, 51,5% declararam-se casadas, 21,7% eram solteiras, 13,6% moravam com seus parceiros. Apenas 7,4% eram separadas e 5,6%, viúvas. Para efeito de estudo, consideramos o grupo de casadas e que moravam com parceiros como um único grupo, que denominamos união estável, correspondendo, portanto, a 65,1% das entrevistadas. A maioria afirmou ser da religião católica (41,2%).

A prevalência de disfunção sexual foi de 18,4%, porém 24,2% das pacientes não apresentaram atividade sexual nas últimas 4 semanas. Entre os subgrupos, as pacientes com FM e ES foram as com maior índice de disfunção sexual (33,3%).

As pacientes lúpicas apresentaram 22% de disfunção sexual, enquanto o grupo de AR teve 8,3% e o grupo de SAF, 10,2%. Se excluirmos as pacientes sem atividade sexual recente, a taxa de disfunção sobe para 24,2%.

A média do número de medicamentos por paciente foi de 3,4. As mais utilizadas foram fluoxetina e tricíclicos (18,7%). O grupo que mais utilizou essas duas medicações foi o da FM, com 12 pacientes, seguido pelos grupos de LES (7), AR (3) e ES (2). O escore médio do FSfidas pacientes que estavam em uso de fluoxetina ou tricíclico foi de 30,4. Quem não usava essas medicações apresentou escore médio de 19,51.

 

DISCUSSÃO

As doenças reumáticas podem interferir na função sexual por fatores relacionados à própria doença ou ao tratamento.1,14 Dor, rigidez matinal, edema de articulações e fadiga podem tanto levar à diminuição do interesse sexual quanto dificultar o ato sexual. Além disso, a baixa autoestima e a imagem negativa do corpo, que comumente afetam os portadores de doenças reumáticas, são fatores psicológicos relevantes. As drogas utilizadas no tratamento também podem causar redução da libido.2,15,16

Existem alguns poucos estudos que analisaram o impacto das doenças reumáticas na função sexual. Um estudo realizado em Cleveland, EUA, mostrou menor frequência de atividade sexual e redução da lubrificação vaginal de pacientes lúpicas em relação às controles.14 As pacientes lúpicas também referiram aumento no desconforto ou dor vaginal durante o intercurso, porém drive sexual, motivação, excitação e obtenção do orgasmo foram similares aos controles.14,17

A prevalência de disfunção sexual encontrada neste estudo foi menor em relação à da literatura. Pesquisas com portadoras de AR mostram cerca de 50%-60% de impacto na qualidade de vida sexual.1 Abdel-Nasser et al.18 estudaram 52 mulheres com AR, e mais de 60% relataram desejo e satisfação sexual diminuídas, além de diminuição na performance sexual. Ayden et al.1 utilizaram o questionário FSfiem fibromiálgicas e encontraram 54,2% de disfunção sexual versus 15,8% dos controles. Entretanto, Impens et al.19 aplicaram o mesmo questionário em pacientes com ES e encontraram escore médio de 24, mas com alta taxa de abstinência sexual (40%).

Em relação à AR, em um estudo egípcio, 60% das pacientes apresentaram disfunção sexual, das quais 46% relataram perda ou diminuição da libido. Houve associação com parâmetros indicativos de atividade de doença.14 A dor articular pode restringir determinadas posições sexuais, principalmente quando há comprometimento de joelhos e coxofemorais.18 Outros estudos também mostraram uma tendência a maior disfunção sexual de pacientes com AR.1,4,14 Neste estudo, encontramos disfunção sexual em 8,3% das pacientes com AR, o que parece ser uma cifra inferior a outros trabalhos sobre o tema.

Os parcos estudos com ES mostram redução da atividade sexual devido a fatores psicológicos e físicos, como ressecamento vaginal e ulcerações.19,20 Além disso, o espessamento cutâneo pode levar a contraturas articulares, o que pode trazer dificuldades à relação sexual.20 Em nosso estudo, o número de pacientes avaliadas com ES foi muito pequeno (3 pacientes), o que não nos permite tirar conclusões mais detalhadas sobre o tema.

Em relação à FM, a depressão parece ser o fator determinante para a disfunção sexual,21 que, nessas pacientes, manifesta-se principalmente com redução do desejo,21,1 redução do índice de orgasmos e dor durante o ato sexual.22 Em nosso trabalho, na análise de subgrupos, o grupo de FM apresentou a maior taxa de disfunção sexual (33%) e ainda a maior porcentagem de falta de atividade sexual (47%), o que condiz com o encontrado na literatura. A depressão é bastante comum na FM, e está associada à redução da libido e da autoestima, sendo fator importante na disfunção sexual.1

Além disso, o uso de antidepressivos agrava ou contribui para piorar a qualidade da vida sexual. Há relatos de até 60% das pacientes tratadas com inibidores da recaptação de serotonina apresentarem disfunção sexual.16 Tricíclicos, inibidores de recaptação da serotonina e inibidores da monoaminoxidase são os que mais cursam com redução da libido.15 Neste estudo, notou-se aumento considerável no escore do FSfidas pacientes que estavam em uso de fluoxetina e tricíclicos em comparação àquelas que não usavam (30,4 versus 19,51).

Das pacientes entrevistadas, 24,2% negaram atividade sexual nas últimas 4 semanas, o que pode ter contribuído para o baixo índice de disfunção sexual. Provavelmente algumas dessas pacientes apresentam algum grau de insatisfação ou dificuldades que podem levar à abstinência ou à redução da frequência dos intercursos sexuais.

O nível de escolaridade foi alto: 76% com mais de 7 anos de estudo. Apesar disso, pode ter havido dificuldade para o entendimento do FSfi. Os questionários eram preenchidos pelas pacientes (exceto em caso de analfabetismo, quando o médico preenchia as respostas), porém muitas perguntavam o que significava determinado item. Além disso, 17 pacientes foram excluídas por marcação errada ou falta de resposta a qualquer dos itens.

A qualidade da vida sexual ainda é pouco aferida na consulta médica. Estudos posteriores se fazem necessários para delinear o impacto da doença sobre a sexualidade e permitir a conscientização do reumatologista sobre a importância de discutir tais questões com suas pacientes.

 

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Correspondência para:
Licia Maria Henrique da Mota
Campus Universitário Darcy Ribeiro. Universidade de Brasília. Asa Norte
CEP: 70910-900. Brasília, DF, Brasil
E-mail: liciamhmota@yahoo.com.br

Recebido em 06/12/2011.
Aprovado, após revisão, em 13/12/2012.
Os autores declaram a inexistência de conflito de interesse.

 

 

Comitê de Ética: FM 030/2010.
Hospital Universitário de Brasília, Universidade de Brasília - HU-UnB.

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