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Estudos de Psicologia (Natal)

On-line version ISSN 1678-4669

Estud. psicol. (Natal) vol.10 no.1 Natal Jan./Apr. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-294X2005000100017 

ERRATA

 

Nota: a versão corrigida do artigo abaixo encontra-se disponível, em texto integral, na biblioteca eletrônica SciELO (www.scielo.br).

 

 

Errata de

Locus de controle: validação de uma escala em situação de treinamento

[Estudos de Psicologia, 9(3), 441-450]

 

Gardênia Abbad

Pedro Paulo Murce Meneses

Universidade de Brasília

 

 

No artigo acima o conteúdo da Figura 1 (p. 445) foi publicado com incorreções. A forma correta é agora reproduzida no verso.

 

 

Descrição do instrumento final

A versão final do instrumento requeria que os respondentes julgassem, um a um, 12 itens, relacionando-os a três fontes predeterminadas: sorte, outros e o próprio indivíduo. A escala de respostas era do tipo Likert de 5 pontos, como descrito anteriormente. Antes de responder aos questionários, os participantes deveriam ler algumas orientações, reproduzidas a seguir, referentes à pesquisa e à forma de avaliação. A Figura 1 traz um exemplo de como os itens foram apresentados aos participantes nas instruções. No primeiro campo, constava a descrição do item e nas três colunas seguintes, havia espaço em branco para que o treinando registrasse os códigos numéricos que correspondessem às suas avaliações da importância das três fontes de controle em cada item.

A instrução para a aplicação do instrumento foi a que segue:

    Os itens seguintes referem-se às crenças sobre as fontes que controlam a vida das pessoas nos campos social, afetivo e profissional. Gostaríamos que você emitisse sua opinião sobre o quanto cada uma das três fontes – sorte, outros poderosos, você mesmo – controla a sua vida. Para responder a cada item, registre em todas as colunas à direita das afirmativas os valores numéricos correspondentes à sua opinião, usando, para isso, a escala abaixo.

Procedimentos de coleta e análise de dados

O questionário de locus de controle foi utilizado em pesquisas na área de avaliação de treinamento, nas três organizações mencionadas anteriormente. Era aplicado no 1º dia dos cursos avaliados, conjuntamente com questionários que colhiam informações acerca do nível de auto-eficácia dos treinandos, suas expectativas de suporte à transferência pós-treinamento e alguns dados pessoais. A aplicação era coletiva e os questionários eram respondidos por todos os participantes antes de o instrutor dar início à exposição dos conteúdos e após breve explicação sobre a pesquisa pelos aplicadores.

As respostas válidas aos 12 itens de locus foram primeiramente submetidas a análises descritivas e de cunho exploratório a fim de avaliar, no arquivo de dados, a distribuição de dados omissos, características das distribuições de freqüência das variáveis, identificação de casos extremos, além da análise de pressupostos como normalidade, multicolineariedade e singularidade, requeridos pela análise fatorial.

Foram realizadas análises dos componentes principais (Principal Components), para estimar o número de fatores e fatorabilidade da matriz de correlações. Esta última foi avaliada pelo índice KMO e inspeção das medidas de adequação da amostra (MAS). Utilizaram-se os seguintes critérios para a tomada de decisão referente à quantidade de fatores a serem extraídos: valores próprios superiores a 1; análise do scree plot; porcentagem mínima de 3% de variância explicada pelo componente; cargas fatoriais superiores a 0,30. Em seguida, efetuaram-se análises fatoriais (Principal Axis Factorial), a fim de definir a estrutura fatorial do instrumento. Foram incluídos nos fatores os itens com cargas fatoriais superiores a 0,30, teoricamente interpretáveis e com índices de confiabilidade superiores a 0,70. Utilizou-se a técnica de rotação oblíqua (Oblimin). Em ambas as análises, como a quantidade de respostas em branco aos 12 itens analisados não ultrapassou a margem de 5%, adotou-se o tratamento pairwise, conforme recomendam Tabachnick e Fidell (2001).

Por fim, para se investigar as relações entre as variáveis pessoais estudadas e os fatores de locus de controle, realizaram-se análises de diferenças entre médias (teste t para amostras independentes). Essas análises permitiram determinar se o perfil demográfico dos respondentes estava relacionado às dimensões de locus.

 

Resultados

Entre as respostas dos 1.845 participantes da amostra aos 12 itens do instrumento de locus de controle, detectou-se a presença de 234 respostas consideradas valores extremos univariados e 95 casos caracterizados como valores discrepantes multivariados.

As análises dos componentes principais e fatoriais foram então realizadas com dois arquivos distintos. No primeiro, mantiveram-se as respostas discrepantes univariadas e os casos que continham valores discrepantes multivariados. Neste caso, a melhor solução empírica encontrada foi formada por três fatores, de acordo com as três fontes de controle utilizadas (Internalidade, Externalidade/Sorte e Externalidade/Outros). No segundo arquivo de dados, excluíram-se tanto os valores discrepantes univariados como os multivariados. Com a exclusão, duas soluções emergiram.

A primeira era composta por três fatores, como no caso do primeiro arquivo de dados. A segunda solução continha apenas dois fatores (Internalidade e Externalidade). Em am-

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