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Brazilian Journal of Physical Therapy

Print version ISSN 1413-3555On-line version ISSN 1809-9246

Rev. bras. fisioter. vol.13 no.3 São Carlos May/June 2009  Epub May 22, 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-35552009005000030 

ARTIGO ORIGINAL

 

Correlação entre os testes da caminhada, marcha estacionária e TUG em hipertensas idosas

 

 

Pedrosa R; Holanda G

Departamento de Fisioterapia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal (RN), Brasil

Correspondência para

 

 


RESUMO

CONTEXTUALIZAÇÃO: O aumento de doenças crônicas em idosos, principalmente da Hipertensão Arterial Sistêmica, doença intimamente relacionada ao declínio da capacidade funcional, determina a necessidade do estudo de métodos de avaliação da realização das atividades, possibilitando detecção de níveis de capacidade funcional, prescrição de exercícios e acompanhamento das funções cardiovascular e motora. O teste da caminhada de 6 minutos (TC6'), o teste da Marcha Estacionária de 2 minutos (TME2') e o teste Timed Up and Go (TUG) são indicados para esta avaliação. Estudos em idosos saudáveis mostram a associação entre esses testes, facilitando a avaliação da capacidade funcional. Porém, em hipertensos, não existem estudos que avaliem a relação entre TC6', TME2'e TUG, justificando a realização desta pesquisa.
OBJETIVOS: Verificar se existe associação entre endurance aeróbia e a mobilidade funcional em idosas hipertensas.
MÉTODOS: Estudo observacional, analítico e transversal, com 32 hipertensas idosas, avaliadas por meio do TC6', TME2' e TUG.
RESULTADOS:Houve correlação positiva moderada entre TC6' e TME2', r=0,36 (p=0,04) e correlação negativa moderada entre TC6'e TUG, r=-0,59 (p=0,000) e entre TME2' e TUG, r=-0,66 (p=0,000).
CONCLUSÕES: Para hipertensas idosas, o TC6' pode ser substituído pelo TME2', assim como em idosos saudáveis. Quanto à correlação entre os TC6', TME2' e TUG, pode-se concluir que existe uma íntima relação entre resistência cardiovascular e mobilidade funcional; havendo menor resistência cardiovascular, há mobilidade funcional precária e vice-versa.

Palavras-chave: hipertensão; envelhecimento; aptidão física.


 

 

Introdução

Capacidade funcional se refere à potencialidade para desempenhar as atividades de vida diária (AVD) ou de realizar determinado ato sem necessidade de ajuda, imprescindíveis para proporcionar uma melhor qualidade de vida1. Atualmente, a capacidade funcional tem sido alvo de vários estudos2-4, sobretudo em idosos5,6, com o objetivo de avaliá-la, recuperá-la ou prevenir o seu declínio.

O aumento significativo da prevalência de doenças crônico-degenerativas em idosos7, principalmente da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), doença intimamente relacionada com o declínio da capacidade funcional8,9, determina a necessidade do estudo de métodos de avaliação da realização das AVD possibilitando a detecção de níveis de capacidade funcional, a evolução de um nível para outro, a prescrição individualizada de exercícios e o acompanhamento do desenvolvimento motor10,11.

Os testes para avaliar a capacidade funcional de idosos fisicamente independentes devem enfocar, predominantemente, as AVDs de locomoção, visto que são realizadas com maior frequência na sua vida diária e são as de maior dificuldade de desempenho. Segundo estudos com idosos fisicamente independentes realizados por Andreotti e Okuma12, as AVDs de locomoção são avaliadas por meio do teste da caminhada de 6 minutos (TC6'), do teste marcha estacionária de 2 minutos (TME2') e do teste timed "Up and Go" (TUG)13.

O TC6' é muito utilizado como uma forma prática e de baixo custo para avaliar a capacidade aeróbia, além de ser facilmente aplicado, melhor tolerado e de melhor refletir atividades de vida diária5,7,14. O TME2' trata-se de um teste para avaliar a capacidade aeróbia e também não necessita de equipamentos caros, podendo ser realizado na comunidade, com a vantagem de não precisar de espaços grandes13,15. O teste TUG é uma medida composta que envolve potência, velocidade, agilidade e equilíbrio dinâmico14, com o objetivo de avaliar mobilidade funcional16 em atividades que incluem levantar-se, caminhar, voltar e sentar-se, como sair de um ônibus ou levantar-se a tempo para ir ao banheiro ou atender o telefone13,14.

A relação entre esses testes ainda é pouco pesquisada. Jones e Rikli13 estudaram, em idosos saudáveis, a relação entre TC6' e TME2' e observaram semelhança entre os dois, concluindo que o TME2' é uma alternativa que pode substituir o TC6'. Alguns estudos15,17 têm utilizado o TME2' para avaliação da capacidade aeróbia. Cho, Escarpace e Alexander18 observaram correlação forte e negativa entre o TC6' e TUG em idosos que apresentavam ligeira alteração de equilíbrio, porém, como esse não foi o foco do seu trabalho, não houve explicação para tal achado. A escassez de estudos que avaliam a relação entre esses testes, principalmente na população hipertensa, justifica a realização desta pesquisa.

Com base no exposto e considerando a ausência de estudos sobre a correlação entre esses testes de avaliação da capacidade funcional, especificamente na hipertensão, o presente estudo foi realizado com o objetivo de verificar se existe associação entre os dois testes que avaliam a capacidade aeróbia e entre resistência aeróbia e a mobilidade funcional em idosas hipertensas, por meio dos TC6', TME2' e TUG.

 

Materiais e métodos

Sujeitos

Foram avaliadas 32 mulheres hipertensas, participantes de um programa de assistência e cuidados da hipertensão, que oferece assistência de uma equipe multiprofissional formada por médico cardiologista, fisioterapeuta, educador físico, assistente social, psicólogo, enfermeiro e nutricionista, além de proporcionar mensalmente palestras informativas e atividades de lazer (caminhadas, hidroginástica na praia, dança de salão, passeios, festas temáticas em datas comemorativas) e a distribuição de medicamentos anti-hipertensivos.

Os critérios de inclusão deste estudo foram diagnóstico de HAS com uso de medicamento anti-hipertensivo; sexo feminino; idade entre 60 e 80 anos; menopausa sem terapia de reposição hormonal; IMC <30 e não fumante.

Pacientes com déficit de função cognitiva, fumantes, portadoras de pneumopatias de acordo com o parecer médico, insuficiência cardíaca, angina instável, infarto agudo do miocárdio recente, estenose aórtica ou insuficiência mitral graves, aneurisma da aorta, embolias recentes, miocardites ou pericardites ativas e impossibilidade de realizar os testes funcionais foram excluídas.

Todas as participantes foram informadas da natureza e da proposta do estudo e assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. Esta pesquisa foi conduzida de acordo com a resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, tendo sido analisada e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, pelo parecer de n° 129-2007.

Procedimentos

A avaliação de cada paciente foi feita em um único dia. Inicialmente, as hipertensas responderam a um formulário com a finalidade de se obterem dados pessoais e informações de antecedentes patológicos e hábitos de etilismo, tabagismo e prática de atividade física.

Em seguida, foi verificada a pressão arterial (PA)19 das pacientes, que foram submetidas ao TME2', em seguida, ao TUG e, por fim, ao TC6', com um intervalo de 10 minutos de repouso entre esses testes, sendo verificada a PA depois de cada teste realizado por cada hipertensa. Os testes foram realizados conforme estabelecido por Jones e Rikli13.

Teste da marcha estacionária dos 2 minutos (TME2'): mensura o número máximo de elevações do joelho que o indivíduo pode realizar em 2 minutos. Ao sinal indicativo, a participante iniciou a marcha estacionária (sem correr), completando tantas elevações do joelho quanto possível dentro de dois minutos. A altura mínima do joelho, apropriada na passada para cada participante, foi nivelada em um ponto médio entre a patela e a espinha ilíaca ântero-superior. O avaliador contou o número de elevações do joelho direito, auxiliando em caso de perda de equilíbrio. As avaliadas foram avisadas quando se passou um minuto e quando faltavam 30 segundos para terminar o tempo.

Teste timed up & go (TUG): quantifica o tempo gasto no percurso de 3 metros. Ao sinal indicado, a participante levantou da cadeira, caminhou até um marcador, contornou-o, retornou à cadeira e sentou o mais rápido possível. A avaliada começou o teste em posição sentada com uma postura ereta, mãos sobre as coxas e os pés apoiados no chão. Foi lembrada de que este é um teste de tempo e que o objetivo é caminhar o mais rápido possível (sem correr).

Teste da caminhada de 6 minutos (TC6'): foi avaliada a distância máxima que a participante caminhou durante seis minutos ao longo de um percuso de 45,70 m. Ao sinal indicativo, a participante caminhou o mais rápido possível (sem correr) em volta do percurso, quantas vezes ela pôde, dentro do limite de tempo de 6 minutos.

Análise estatística

Foi feita a distribuição de frequências absoluta e relativa para variáveis categóricas e médias com desvio-padrão para variáveis contínuas. Confirmada a normalidade dos dados por meio do teste Kolmogorov-Smirnov (K-S), foi usado o teste de correlação de Pearson, a fim de verificar se existe correlação entre TC6', TME2' e TUG. Os dados foram analisados utilizando-se o software estatístico Statistical Package for Social Science (SPSS - versão 15.0). Foram considerados níveis de significância p<0,05 e Intervalo de Confiança (IC) de 95%.

 

Resultados

A amostra, composta por 32 hipertensas, apresentou uma média de idade de 65,4±5,4 anos, IMC=26,1±0,06 Kg/m2, tempo de diagnóstico da hipertensão 17,7±9,2 anos, e tempo em tratamento, em média, há 12,8±5,3 anos. Essas hipertensas faziam uso de medicação anti-hipertensiva, sendo mais utilizados propranolol, captopril, furosemida, nifedipina, hidroclorotiazida e atenolol. De acordo com a gravidade do quadro, houve uma variação na quantidade de medicamentos.

Na Tabela 1, está descrita a quantidade de medicamentos utilizados, as doenças associadas à hipertensão e a prática ou não de exercício físico aeróbico, os quais eram realizados, pelo menos, 3 vezes na semana, com duração mínima de 30 minutos e máxima de 1 hora. Todas seguiam dieta hipossódica, hipolipídica e hipocalórica, de acordo com as recomendações médicas, e não faziam uso de bebidas alcoólicas.

 

 

Os testes que avaliam a capacidade funcional para locomoção foram completados por todas as hipertensas sem intercorrências. Os resultados do desempenho nos testes são apresentados na Tabela 2. Após a análise dos dados, observou-se uma correlação positiva de fraca a moderada entre TC6' e o TME2' (p=0,04), uma correlação negativa moderada entre TC6'e TUG (p=0,000) e uma correlação negativa de moderada a forte entre TME2' e TUG (p=0,000) (Tabela 3).

 

 

 

 

Discussão

Os resultados do presente estudo estão de acordo com outros estudos13,20,21 que verificaram correlação entre diferentes testes de avaliação da capacidade aeróbia. Neste estudo, observou-se correlação entre o TC6' e o TME2', mostrando que ambos revelam resultados semelhantes quanto à resistência aeróbia, sendo assim, pode-se afirmar que o TME2' é uma alternativa ao TC6' também em hipertensas, como afirmam Jones e Rikli13 para idosos saudáveis.

O TME2' seria uma alternativa na necessidade de se ter um teste mais rápido e quando se dispõe de pequeno espaço para realizar os testes, tornando-se ideal para a prática clínica. É adequado para ser realizado por pessoas que utilizam aparelhos ortopédicos durante a caminhada, pessoas com dificuldades associadas à manutenção do equilíbrio22 e, ainda, para pacientes graves, como os portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica grave, nos quais o TC6' pode ser considerado como um teste "quase-máximo", pois o dispêndio metabólico-energético durante o teste aproxima-se do máximo, limitado por sintomas desses pacientes23,24.

Os resultados encontrados na análise entre o TUG e os dois testes para avaliação da capacidade aeróbia mostraram uma relação inversa, fazendo concluir que idosas hipertensas, possuindo um maior tempo de realização do TUG, percorrem uma menor distância no TC6' e completam menos passos no TME2'; e, quando realizam o TUG em menor tempo, percorrem maior distância no TC6' e completam mais passos no TME2'. Esses resultados permitem sugerir que, em idosas hipertensas, existe uma relação intrínseca entre resistência cardiovascular e mobilidade funcional e que, havendo menor resistência cardiovascular, há mobilidade funcional precária e vice-versa. Esses achados são corroborados por Chandler25, que afirma que a resistência à fadiga pode afetar a capacidade de resposta efetiva a uma perturbação no equilíbrio, o qual é associado à mobilidade.

Estudos revelam que a mobilidade precária e a diminuição na capacidade aeróbia são preditores de morbimortalidade. Alterações na mobilidade prognosticam a perda da independência e a morte em pessoas maiores de 65 anos; indivíduos com alterações da mobilidade têm um risco maior de morte e dependência do que aqueles que mantêm a mobilidade preservada26. Do mesmo modo, baixos níveis de aptidão cardiorrespiratória têm sido associados ao risco de morbimortalidade por doenças crônico-degenerativas, entre elas, doença arterial coronariana, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e alguns tipos de câncer27.

A mobilidade é um componente da função física extremamente importante, constituindo um pré-requisito para a execução das AVDs e a manutenção da independência28. Embasando os resultados encontrados por esta pesquisa, Rantanen et al.29 afirmam que, com a diminuição da mobilidade funcional, as atividades requerem mais trabalho muscular, aumentando o gasto energético; dessa forma, os idosos caminham com maior gasto energético, contribuindo para o declínio da função motora e cardiovascular.

A relação entre os testes estudados torna-se um achado muito relevante, já que o TC6', TME2' e TUG estão sendo muito utilizados para avaliação da capacidade funcional de idosos em pesquisas no mundo todo; porém, para população de hipertensos, esses estudos ainda são muito raros.

Os resultados do presente estudo revelam que, assim como na população idosa em geral, também na população hipertensa, o TC6' pode ser substituído pelo TME2', sendo capaz de avaliar a capacidade aeróbia do mesmo modo. A relação encontrada entre o TC6', o TME2' e o TUG possibilita a recomendação do TUG a pacientes que apresentam alguma contraindicação30 para realizar um teste para avaliação da resistência cardiorrespiratória, permitindo a aferição da condição cardiovascular do paciente por meio de um instrumento rápido e eficaz na avaliação e acompanhamento de tratamentos clínicos e de programas de exercício para essa população.

 

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Correspondência para:
Gardênia Holanda
Rua Joaquim Alves, 1832, Lagoa Nova
CEP 59077-010, Natal (RN), Brasil
e-mail: holanda@ufrnet.br

Recebido: 29/08/2008
Revisado: 26/11/2008
Aceito: 21/01/2009

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