SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.14 issue4Access to pulmonary rehabilitation programs within the public healthcare service author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Brazilian Journal of Physical Therapy

Print version ISSN 1413-3555

Rev. bras. fisioter. vol.14 no.4 São Carlos July/Aug. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-35552010000400015 

CARTA AO EDITOR

 

O acesso aos Programas de Reabilitação Pulmonar na rede pública de saúde (réplica dos autores)

 

Access to pulmonary rehabilitation programs within the public healthcare service (reply by the authors)

 

Em relação à carta ao Editor "O acesso aos Programas de Reabilitação Pulmonar na rede pública de saúde" (referente ao "Guia para prática clínica: Fisioterapia em pacientes com DPOC", Revista Brasileira de Fisioterapia v. 13, n. 3, p. 183-204, mai/jun 2009), os pontos levantados pelos autores são relevantes, pertinentes ao assunto e merecem especial atenção na realidade brasileira. De fato, existem dificuldades relacionadas ao acesso de pacientes a programas dessa natureza, como as que foram levantadas pelos autores (por exemplo, problemas de transporte e disponibilidade de oxigenioterapia). Existem várias outras ainda. Tais dificuldades fazem parte do dia a dia de pacientes candidatos à reabilitação pulmonar e devem ser consideradas e superadas com o objetivo de garantir o acesso a tal reabilitação, reconhecidamente benéfica. Essa é a nossa realidade brasileira, e temos que melhorá-la da maneira mais consciente possível, o que pode ser feito pelo conhecimento da melhor evidência disponível, mesmo que pareça de difícil aplicação no momento, mas lutando por sua disseminação, defesa e implantação.

De acordo com o abordado pelos autores, concordamos que, apesar de evidências sólidas sobre a boa relação custo-efetividade de PRPs, as características de organização dos serviços de saúde brasileiros, tanto público quanto privado, dificultam a implementação desse tipo de programas de forma ideal. Em outras palavras, isso deixa claro que a luta pela oferta do melhor programa possível de reabilitação não passa apenas por uma batalha científica, mas também por uma batalha política, tanto de conscientização quanto de convencimento.

Indiscutivelmente, a implementação de PRPs de qualidade é um desafio, como bem levantado pelos autores. Cabe a nós, fisioterapeutas, responsáveis pela parte considerada como "pedra principal" do programa (o treinamento físico), aceitar esse desafio. Trabalhando de forma responsável, bem embasada e criteriosa, poderemos sensibilizar não só gestores, mas também os demais profissionais da área da saúde que têm papel no programa de reabilitação a se engajarem nesse processo. Dessa forma, conseguiremos o desenvolvimento dos programas no país, oferecendo serviço de qualidade aos portadores de pneumopatias crônicas, que devem sempre ser o foco principal dos benefícios advindos da implantação de PRPs.

 

Vanessa Suziane Probst
Departamento de Fisioterapia, Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Londrina (PR), Brasil

Fábio Pitta
Departamento de Fisioterapia, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina (PR), Brasil