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Brazilian Journal of Physical Therapy

versión impresa ISSN 1413-3555

Rev. bras. fisioter. vol.16 no.6 São Carlos nov./dic. 2012 Epub 02-Oct-2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-35552012005000050 

Efeitos do tratamento fisioterapêutico em mulheres idosas com incontinência urinária: uma revisão sistemática

 

 

Vanessa S. Pereira; Adriana C. Escobar; Patricia Driusso

Departamento de Fisioterapia, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), São Carlos, SP, Brasil

Correspondência para

 

 


RESUMO

CONTEXTUALIZAÇÃO: A incontinência urinária (IU) é um dos mais comuns problemas de saúde pública entre as mulheres idosas. Apesar de o tratamento conservador ser recomendado como a primeira opção de tratamento, os efeitos do tratamento fisioterapêutico em mulheres idosas com IU não está esclarecido.
OBJECTIVO: Sistematizar as evidências científicas sobre os efeitos do tratamento fisioterapêutico sobre os sintomas miccionais de mulheres idosas com IU.
MÉTODO: A busca de publicações sobre os efeitos de modalidades de tratamento fisioterapêutico em mulheres idosas com IU foi realizada nas bases de dados ISI Web of Knowlegde, Medline/Pubmed, Lilacs, Scielo e PEDro. Foram selecionados ensaios clínicos publicados nas línguas inglesa e portuguesa após o ano de 2000. A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada pela Escala PEDro, e a análise dos resultados dos estudos foi realizada por meio de revisão crítica dos conteúdos.
RESULTADOS: Seis estudos foram revisados na íntegra, revelando-se que os exercícios de fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico foram o tratamento de escolha na maioria dos estudos. Cinco dos seis estudos selecionados foram classificados como de alta qualidade metodológica. Houve melhora significativa dos sintomas miccionais após o tratamento proposto em cinco dos seis estudos selecionados.
CONCLUSÕES: Conclui-se que o tratamento fisioterapêutico parece ser efetivo para a redução dos sintomas miccionais em mulheres idosas com IU. No entanto, o pequeno número de estudos e a aplicação de técnicas em conjunto limita as conclusões sobre o tema.

Palavras-chave: incontinência urinária; reabilitação; resultado de tratamento; saúde do idoso.


 

 

Introdução

Segundo a Sociedade Internacional de Continência (ICS), a incontinência urinária (IU) é definida como qualquer perda involuntária de urina1. Trata-se de um dos mais comuns problemas de saúde pública entre mulheres de todas as idades, apresentando um crescimento de sua prevalência com o envelhecimento2. Estima-se que de 25 a 45% das mulheres em diferentes idades em todo o mundo apresentam perda involuntária de urina, sendo que de 9 a 39% das mulheres acima dos 60 anos relatam perdas urinárias diárias3. No Brasil, estudos indicam que entre 26,2 e 35% das mulheres no período pós-menopausal apresentam IU4,5. Além disso, a perda de urina acarreta graves consequências sobre a qualidade de vida das mulheres acometidas, afetando aspectos sociais, emocionais e psicológicos6.

Diante da alta prevalência e das consequências econômicas, sociais e psicológicas da IU sobre as mulheres idosas, torna-se necessária a determinação de um tratamento efetivo para essa disfunção. A ICS recomenda que o tratamento conservador seja considerado como primeira opção de intervenção nas mulheres incontinentes1, tendo como objetivo o aumento da força e a correta ativação da musculatura do assoalho pélvico7. O treinamento da musculatura do assoalho pélvico sem nenhum dispositivo, proposta por Kegel8 em 1948, foi a primeira modalidade utilizada para o fortalecimento e melhora do recrutamento dos músculos do assoalho pélvico. Atualmente, diversas modalidades são empregadas como forma de auxiliar a melhora da função dessa musculatura; entre elas, as mais aplicadas são a eletroestimulação, o biofeedback e os cones vaginais9.

Os efeitos do tratamento fisioterapêutico em mulheres idosas com IU não estão esclarecidos, uma vez que essas mulheres podem apresentar alterações do assoalho pélvico. Autores sugerem que, em mulheres idosas, pode ocorrer a redução da integridade do assoalho pélvico diante das alterações causadas pela redução da dosagem dos hormônios sexuais femininos e do envelhecimento, como mudanças na razão dos diferentes tipos de colágeno e a atrofia preferencial das fibras musculares tipo II10-12. A presença dessas alterações levanta dúvidas sobre a real efetividade do tratamento conservador para mulheres idosas com IU. Diante disso, este estudo teve como objetivo sistematizar as evidências científicas sobre os efeitos do tratamento fisioterapêutico sobre os sintomas miccionais de mulheres idosas com IU.

 

Método

Para a seleção das publicações, adotou-se a técnica de revisão sistemática com o objetivo de identificar ensaios clínicos que abordassem as diferentes formas de tratamentos fisioterapêuticos em mulheres idosas com IU. A busca bibliográfica foi conduzida no dia 20 de abril de 2012 nas bases de dados ISI Web of Knowledge, Medline/Pubmed, Lilacs, Scielo e PEDro. Foram utilizadas como estratégias de busca as palavras-chave urinary incontinence e older women combinadas com rehabilitation ou physical therapy. Duas pesquisadoras fizeram a busca de forma independente e cega e depois confrontaram os resultados.

Foram considerados os estudos do tipo ensaios clínicos randomizados que tivessem sido publicados em português ou inglês. Os estudos tiveram seus conteúdos analisados por duas avaliadoras e foram selecionados por consenso aqueles com os seguintes critérios de inclusão: a) participantes com queixa relatada de perda urinária; b) amostra composta apenas por mulheres idosas (idade acima de 60 anos); c) investigação dos efeitos de alguma modalidade de tratamento fisioterapêutico d) estudos publicados após o ano de 2000. Foram excluídos estudos que abordassem intervenções cirúrgicas.

Os artigos foram analisados na íntegra por meio de roteiro estruturado com os seguintes itens: amostra, desfechos avaliados, características da intervenção e efeitos encontrados13. Para verificar a qualidade metodológica dos ensaios clínicos selecionados, foi aplicada a Escala PEDro14, que consiste em onze questões sobre o estudo, das quais dez são pontuadas. Cada critério é pontuado segundo a sua presença ou ausência no estudo avaliado. Os itens não descritos nos estudos são classificados como "não descritos" e não recebem pontuação. A pontuação final é obtida pela soma de todas as respostas positivas e varia de zero a dez. Todos os estudos selecionados estavam indexados na base de dados PEDro e já apresentavam avaliação metodológica, a qual foi mantida. Estudos com escores iguais ou maiores que cinco foram considerados de alta qualidade metodológica15.

 

Resultados

Foram encontrados 49 artigos nas bases de dados consultadas. Foram excluídos os artigos repetidos, artigos de revisão da literatura e aqueles que não cumpriam os critérios de inclusão propostos. Assim, foram selecionados 12 estudos. Dentre os selecionados, quatro apresentavam apenas um grupo de intervenção fisioterapêutica em mulheres com IU16-19, e dois apresentavam amostra composta por mulheres a partir de 55 anos20,21 e, portanto, foram excluídos (Figura 1). Assim, seis estudos foram incluídos na etapa de apreciação crítica quanto aos efeitos do tratamento fisioterapêutico em mulheres idosas com IU. A Tabela 1 expõe as principais características desses estudos.

 

 

A análise do conteúdo dos estudos selecionados revelou a heterogeneidade das modalidades de tratamento avaliadas nos estudos. Em cinco deles, os exercícios de fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico foram o tratamento de escolha em pelo menos um dos grupos tratados22-26. No entanto, em apenas dois deles, essa técnica foi empregada isoladamente22,26. Em dois estudos selecionados, os autores aplicaram técnicas de estimulação não invasiva por meio da eletroestimulação transcutânea do nervo tibial25 e da estimulação magnética extracorpórea27. Por outro lado, a intervenção por meio da eletroestimulação intravaginal foi aplicada isoladamente em apenas um estudo22.

Quanto ao tipo de incontinência tratada, três estudos incluíram mulheres com queixa relatada de perda ao esforço ou urgência22,24,27. Kim et al.23 e Sherburn et al.26 avaliaram os efeitos do tratamento apenas em mulheres com IU de esforço, enquanto Schreiner et al.25 trataram apenas mulheres com IU de urgência. O tamanho amostral apresentou variação de 3722 a 10127 mulheres entre os estudos. A média de idade variou de 67,6 anos25 a 79,4 anos24. A definição da idade para a inclusão no grupo de idosas foi diferente entre os estudos. Schreiner et al.25 e Wallis et al.27 consideraram 60 anos como idade mínima para a amostra. Por outro lado, Spruijt et al.22, Kim et al.23, Aslan et al.24 e Sherburn et al.26 consideraram 65 anos. Em todos os estudos, a amostra foi composta por mulheres idosas da comunidade, exceto no estudo de Aslan et al.24, que avaliaram os efeitos do tratamento fisioterapêutico em mulheres residentes em instituição de longa permanência.

Dentre as formas de medida dos sintomas miccionais estão: diário miccional24-27, diferentes formas de pad test22,24,26,27 e a frequência relatada de episódios de perda urinária23. Outros desfechos avaliados foram a qualidade de vida pelas escalas King's Health Questionnaire (KHQ)24,25 e International Consultation on Incontinence Questionnaire – Short Form (ICQ-SF)26,27 e a força indireta dos músculos do assoalho pélvico22,24. Observou-se melhora significativa dos sintomas miccionais após o tratamento proposto em cinco dos seis estudos selecionados22-26. O acompanhamento dos resultados do tratamento em longo prazo foi realizado em três estudos23,24,26, com variação de seis meses24 a um ano de acompanhamento23 e com manutenção dos resultados positivos em todos os estudos.

A Tabela 1 também demonstra a pontuação da qualidade metodológica dos estudos segundo a Escala PEDro. É possível observar que, entre os seis estudos selecionados, cinco apresentam pontuação igual ou superior a cinco, sendo considerados de alta qualidade metodológica.

 

Discussão

Os resultados desta revisão bibliográfica demonstram que, independente do tipo de IU e da modalidade de tratamento aplicada, a intervenção fisioterapêutica em mulheres idosas incontinentes parece promover benefícios nessa população, uma vez que, em apenas um dos estudos, não foi possível observar melhora dos sintomas urinários. Sabe-se que a IU é uma das mais importantes e frequentes síndromes geriátricas16. A alta prevalência de IU entre as idosas pode, possivelmente, ser explicada pelo somatório dos efeitos do hipoestrogenismo próprio do período pós-menopausal e do envelhecimento, que proporcionam efeitos deletérios no trato urogenital feminino10. Os resultados desta revisão demonstram que, apesar da presença de alterações estruturais, elas podem ser parcialmente contornadas por meio do tratamento fisioterapêutico, promovendo então a melhora dos sintomas miccionais em mulheres idosas.

O fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico foi a modalidade de escolha da maioria dos estudos selecionados. Inúmeros estudos avaliaram a efetividade desse tipo de tratamento quando comparado à ausência de tratamento para mulheres com IU. Em revisão recente, Dumoulin e Hay-Smith28 avaliaram os efeitos do fortalecimento do assoalho pélvico quando comparado à ausência de tratamento em mulheres com IU de esforço. A análise dos oito estudos selecionados demonstraram que as mulheres incontinentes submetidas ao tratamento tem 17 vezes mais chance de melhora ou cura dos sintomas urinários que as mulheres não tratadas. Portanto, o fortalecimento do assoalho pélvico parece ser efetivo para o tratamento de mulheres incontinentes.

No entanto, essa terapêutica para mulheres idosas é ainda pouco explorada. Dentre os estudos que abordam o tratamento em mulheres idosas, nenhum investigou os efeitos do fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico aplicado isoladamente quando comparado a um grupo controle inativo. Apenas Kim et al.23 e Aslan et al.24 compararam o grupo tratado com fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico em união com exercícios multidimensionais e com o treinamento vesical e um grupo controle inativo, o que dificulta as conclusões sobre esse tipo de tratamento, especificamente na população idosa.

Schreiner et al.25 abordaram uma técnica proposta recentemente para o tratamento da IU. Os autores avaliaram os efeitos da terapêutica tradicional acrescida da eletroestimulação transcutânea do nervo tibial posterior para o tratamento de idosas com IU de urgência, obtendo resultados superiores à terapêutica tradicional isolada. Amarenco et al.29 avaliaram os efeitos agudos dessa técnica sobre os parâmetros urodinâmicos e verificaram redução da hiperatividade e aumento da capacidade vesical após a aplicação. Os efeitos fisiológicos desse tratamento podem ser explicados pela presença de fibras aferentes do nervo tibial posterior na mesma área de projeção sacral da inervação da bexiga. Dessa forma, a estimulação das fibras aferentes desse nervo promoveria uma neuromodulação na região, inibindo as fibras aferentes do músculo detrusor, reduzindo assim a sensação de urgência miccional29. Vandoninck et al.30 trataram mulheres com sintomas de IU de urgência por 12 semanas com uso da eletroestimulação do nervo tibial posterior e verificaram que 70% das mulheres relataram redução dos episódios de perda urinária. Os resultados a respeito dessa técnica são animadores, no entanto a presença de apenas um estudo com a aplicação dessa terapêutica na população idosa limita as conclusões.

Outra forma de tratamento não invasivo é a estimulação magnética extracorpórea, baseada nos princípios de que a mudança do campo magnético pode induzir um fluxo de elétrons, o que permitiria a despolarização e a contração dos músculos do assoalho pélvico31. Essa técnica pode ser bem aceita por mulheres idosas por ser realizada sem a necessidade de se despir, sem dor ou desconforto. Wallis et al.27 testaram a efetividade dessa técnica nessa população e não encontraram resultados positivos quando se comparou ao grupo que recebeu tratamento placebo, demonstrando uma forte influência do efeito placebo nos resultados encontrados. No entanto, o tamanho amostral limita as conclusões sobre essa técnica e novos estudos devem ser realizados.

O acompanhamento em longo prazo dos resultados do tratamento fisioterapêutico é essencial para as conclusões sobre a efetividade da intervenção realizada. Dentre os estudos selecionados que realizaram esse acompanhamento, todos envolviam o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico. Sabe-se que, para a manutenção dos benefícios do fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, é necessária a continuação dos exercícios32. Sabe-se também que a adesão à continuação dos exercícios pode ser influenciada por barreiras, como a falta de informação e de disciplina, redução do tempo e da disposição para sua realização, presença de situações estressantes e dificuldade de integração dos exercícios às atividades de vida diária33. Dessa forma, é necessário o esclarecimento da mulher idosa quanto à importância da continuação dos exercícios para a manutenção dos resultados após o término do tratamento fisioterapêutico.

Nesta revisão, observou-se que apenas um estudo avaliou os efeitos do tratamento fisioterapêutico para a IU em mulheres idosas institucionalizadas. A IU é altamente prevalente entre as mulheres idosas institucionalizadas, sendo considerada uma das principais causas de institucionalização. A presença de doenças coexistentes, a incapacidade funcional e a fragilidade dificultam o controle esfincteriano e o acesso ao banheiro, o que pode justificar a alta prevalência dessa disfunção nessa população34,35. A literatura mostra as consequências psicossociais, como a depressão e o isolamento, e fisiológicas, como as úlceras de pressão, dessa síndrome geriátrica em idosas da comunidade, mas pouco se sabe sobre as consequências em idosas institucionalizadas36. Apesar das dificuldades, os efeitos positivos do tratamento de mulheres idosas institucionalizadas encontrados por Aslan et al.24 encorajam a inserção desse tipo de tratamento para IU em instituições de longa permanência.

A maioria dos estudos selecionados mostrou-se com alta qualidade metodológica, o que facilita a extrapolação dos resultados para a prática clínica. No entanto, deve-se levar em consideração que três estudos apresentam a nota de corte mínima. Este estudo de revisão sistemática procurou levantar evidências atuais e cientificamente comprovadas para enriquecer a prática clínica e auxiliar os profissionais na determinação de suas condutas. Entretanto, o pequeno número de ensaios clínicos realizados especificamente em mulheres idosas ressalta a necessidade de novos estudos que avaliem os efeitos das diferentes modalidades de tratamento para IU em mulheres idosas nessa população. Para alcançar conclusões definitivas, esses estudos devem apresentar, além de rigor quanto ao delineamento, um tamanho amostral adequado, a aplicação de técnicas isoladas como forma de determinar a real efetividade de cada técnica e o acompanhamento dos resultados em longo prazo.

 

Conclusão

O fortalecimento do assoalho pélvico isolado ou em conjunto com exercícios multidimensionais e treinamento vesical e a eletroestimulação invasiva e transcutânea do nervo tibial anterior parecem ser técnicas efetivas para redução dos sintomas urinários em mulheres idosas com IU. No entanto, o pequeno número de estudos e a aplicação de técnicas em conjunto limita as conclusões e, portanto, novos estudos devem ser realizados para que sejam alcançadas conclusões definitivas sobre esse tema.

 

Agradecimentos

À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), São Paulo, SP, Brasil pelo apoio financeiro concedido.

 

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Correspondência para:
Patricia Driusso
UFSCar, Departamento de Fisioterapia
Rodovia Washington Luís, Km 235
CEP 13565-905, São Carlos, SP, Brasil
e-mail: pdriusso@ufscar.br

Received: 11/10/2011 – Revised: 05/03/2012 – Accepted: 06/12/2012