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Revista Brasileira de Educação Especial

versión impresa ISSN 1413-6538

Rev. bras. educ. espec. vol.16 no.2 Marília mayo\ago. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-65382010000200001 

EDITORIAL

 

 

O volume 16, número 2, de 2010, da Revista Brasileira de Educação Especial apresenta 10 artigos.

O primeiro artigo se refere a um Ensaio sobre o tema Sexualidade da Pessoa com Deficiência e discute cinco mitos sobre o assunto.

Sete artigos se referem a relatos de pesquisa. Seguindo a sequência do sumário, o primeiro artigo desenvolve um estudo sobre o ASQ2, que consiste em um instrumento de avaliação de crianças entre quatro e 60 meses de idade, composto por 19 questionários a serem preenchidos por pais e cuidadores. O estudo tratou de analisar as qualidades psicométricas do ASQ. Os resultados apresentam diversas correlações entre as áreas de desenvolvimento contidas no instrumento.

O segundo relato de pesquisa teve como objetivo descrever as características de atuação de psicólogos da Grande Florianópolis que estavam vinculados a instituições de educação especial. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e indicam forte tendência de atuação direcionada ao ambiente escolar, identificando temas como inclusão, integração e segregação.

O terceiro relato de pesquisa teve como objetivo identificar o número de crianças matriculadas em escolas regulares e especiais de duas cidades brasileiras e verificar a correlação de algumas variáveis associadas à epilepsia. Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram o Formulário de identificação da criança e a Classificação de Crises de Engel. Os resultados impulsionam a discussão para variáveis como número de medicamentos utilizados, gravidade da doença e frequência das crises convulsivas.

O quarto relato de pesquisa teve como objetivo analisar o processo dialógico de cinco adolescentes autistas. Os dados foram coletados em sessões de atendimento fonoaudiológico que enfocou a história de vida, resgatada por meio de fotografias. A análise qualitativa foi realizada por meio da análise microgenética. Os resultados apontam para vários ambientes nos quais as experiências são proporcionadas: escola, família, passeios, dentre outros.

O quinto relato de pesquisa teve como objetivo investigar as expectativas, dificuldades e facilidades encontradas por 12 famílias e sete educadores de onze crianças com alterações de linguagem em acompanhamento fonoaudiológico. Os resultados indicam dificuldades na inserção de algumas crianças na rede regular, particularmente, daquelas com maior comprometimento de linguagem, além de questionamentos quanto à formação do educador e preparo das instituições de ensino para receber tal população.

O sexto relato de pesquisa teve como objetivos: 1) comparar o repertório positivo e negativo de mães e crianças com deficiência auditiva e distúrbio de linguagem; 2) comparar cada uma das deficiências com grupo não clínico e 3) correlacionar comportamentos para cada uma das deficiências. A amostra foi composta por 72 mães que responderam ao Roteiro de Entrevista de Habilidades Sociais Educativas Parentais. Os dados evidenciaram a associação entre práticas positivas e habilidades sociais, bem como entre práticas negativas e problemas de comportamento.

O sétimo relato de pesquisa teve como objetivo analisar a influência da aplicação da SFA - School Function Assessment no julgamento do professor sobre a participação escolar do seu aluno com deficiência. Participaram do estudo oito professores que responderam sobre a participação escolar de seus nove alunos, por meio da SFA e de roteiro de entrevista. Os resultados demonstraram que, para cinco professores, a SFA favoreceu a percepção da participação com foco na demanda de atividades e propiciou reflexões sobre necessidade de avaliação da participação fora da sala de aula, relação entre o grau de deficiência e a participação e entendimento de especificidades do desempenho.

A revista apresenta dois artigos sobre revisão da literatura. O primeiro deles discute a questão da comunicação alternativa para educandos com autismo, enfocando considerações metodológicas. O segundo discute questões relacionadas ao percurso desenvolvimental de portadores da perturbação de hiperatividade com déficit de atenção.

O presente número traz ainda uma resenha do livro Classe hospitalar: um olhar pedagógico singular, de autoria de Walkíria de Assis, publicado pela Memnon Edições Científicas.

 

Boa leitura todos!

Marília, 23 de agosto de 2010.

Comitê editorial
Eduardo José Manzini
Maria Cristina Marquezine
Leila Regina de Oliveira D' Paula Nunes
Nerli Nonato Ribeiro Mori
Rita de Cássia Barbosa Paiva Magalhães
Eliza Dieko Oshiro Tanaka