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Revista Brasileira de Educação Especial

Print version ISSN 1413-6538

Rev. bras. educ. espec. vol.17 no.2 Marília May/Aug. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-65382011000200011 

Perfil da publicação científica brasileira sobre a temática da classe hospitalar

 

Profile of Brazilian scientific publications on the subject of hospital shooling

 

 

Alessandra Santana Soares e BarrosI; Rosane Santos GuedevilleII; Sônia Chagas VieiraIII

I Professora Adjunta na Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia. alessandra.barros@pq.cnpq.br
II Mestranda em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da UFBA. gueudeville@gmail.com
III Bibliotecária Chefe da Biblioteca Anísio Teixeira, na Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia. svieira@ufba.br

 

 


RESUMO

O objetivo do trabalho foi descrever o perfi l da publicação científi ca brasileira sobre a temática da escolarização em hospitais, iniciativa justifi cada a partir do reconhecimento da importância da produção científi ca na legitimação e consolidação de uma nova área do saber. Foram analisados 47 artigos publicadosem periódicos científi cos entre os anos de 1997 e 2008. Tratou-se, basicamente, de um estudo de avaliação do Estado do Conhecimento (ou Estado da Arte) de uma área de interesse crescente dentro da Educação Especial: a escolarização de crianças hospitalizadas e/ou doentes crônicas, designada pelo MEC segundo o termo Classe Hospitalar. Do ponto de vista do corpus empírico, tratou-se de uma pesquisa documental, alicerçada metodologicamente na Análise de Conteúdo. Os artigos da amostra foram quantifi cados e qualifi cados segundo o tipo de investimento empírico predominante, quais fossem: ensaio, relato de experiência, relatos de pesquisa original (pesquisa com desenho de investigação) ou revisão de literatura. Buscou-se, também, identifi car se o periódico ao qual o artigo pertencia encontrava-se indexado em bases de dados: SciELO, Edubase, Bireme e catálogo do INEP. Descreveu-se, ainda, a distribuição dos artigos por área de conhecimento e por instituições de onde provinham. Os principais resultados obtidos revelaram que dos 47 artigos analisados 22 foram classifi cados como sendo oriundos de pesquisa original, apenas dois periódicos encontravam-se indexados em todas as bases de dados consideradas em relevância e as publicações foram originadas, em sua grande parte, da atividade de pesquisadores estabelecidos em instituições federais de ensino superior.

Palavras-chave: Educação Especial. Classe Hospitalar. Pedagogia Hospitalar. Análise de Conteúdo.


ABSTRACT

The aim of this paper was to describe the profi le of Brazilian scientifi c publications on the topic of education in hospitals, an initiative justifi ed since the recognition of the importance of scientifi c output in legitimizing and consolidating this new area of knowledge. We analyzed 47 articles published in scientifi c journals between the years 1997 to 2008. Basically, the study assessed the state of knowledge (or state of the art) of an area of growing interest and importance within the fi eld of Special Education: the education of hospitalizedchildren and/or chronic patients, designated by the Brazilian Ministry of Education under the term Hospital Schooling. From the standpoint of the empirical corpus, this was a documentary study, methodologically based on a technique called Content Analysis. The articles of the sample were classifi ed and quantifi ed according to the predominant type of empirical investment, i.e.: essay, case study, reports of original research (survey with design of research) and literature review. We also sought to identify the indexation databases to which the journals in question pertained, such as: SciELO, Edubase, Bireme and INEP catalog. We also described the distribution of thearticles by area of expertise and institutions they came from. The main results showed that 22 of the 47 articles analyzed were classifi ed as having been derived from original research; only two journals were indexed in all the relevant databases, and most the publications were produced by researchers working in federal institutions of higher education.

Keywords: Special Education. Schooling in hospital. Education of Children with Medical Needs. Content Analysis technique.


 

 

1 Introdução

A Classe Hospitalar é uma modalidade de atendimento prestada a crianças e adolescentes internados em hospitais, em casas de apoio, ou em contextos domésticos adaptados à assistência médica. Ela parte do reconhecimento que a enfermidade afasta esses jovens da rotina de uma escola, os priva da convivência em comunidade e os submete a riscos de transtornos ao desenvolvimento. Por isso, procura compensar essas perdas proporcionando espaços e momentos de ensino-aprendizagem.

São passados mais de cinquenta anos desde a instituição da primeira classe hospitalar no Brasil. Foi na década de noventa do século vinte, que muitos países, dentre os quais o Brasil, firmou documentos legais normatizando e fazendo reconhecer oficialmente a classe hospitalar, no contexto das intervenções da Educação Especial e, mais recentemente, da Educação Inclusiva. Desde então, o número de classes hospitalares vem crescendo significativamente no Brasil atingindo, em 2008, o marco de uma centena delas (FONSECA, 2008).

Ao longo do tempo em que as classes hospitalares vinham se somando em número país afora, o Brasil estabelecia seu parque universitário e consolidava seu capital intelectual com a abertura de numerosos programas de pós-graduação em diversas áreas do saber. Criava, assim, condições para que ocupasse, hoje, reconhecida posição de destaque na América Latina, em rankings que mensuram a publicação científica de suas nações (VIEIRA, 2006, p.99). A pesquisa acadêmica que tem levado à tamanha circulação de conhecimento foi produzida a partir do debruçar-se empírico de estudiosos por sobre as mais distintas realidades e fenômenos. Um destes foi à classe hospitalar.

A característica multidisciplinar do hospital, enquanto espaço de práticas e, por conseguinte, objeto de investigação, provoca a curiosidade de estudantes e professores tanto das já estabelecidas ciências da saúde e das agora ali recém-chegadas ciências da educação, quanto das ciências humanas e sociais, de modo geral. Assim, acumula-se hoje no mundo – e proporcionalmente no Brasil – um número significativo de produtos bibliográficos sob formatos de livros, de anais de eventos, de teses, de dissertações e de artigos em periódicos que versam sobre a temática da classe hospitalar.

Esse crescimento reflexivo tanto haverá de fazer melhorar o investimento aplicado em favor das próprias classes hospitalares enquanto espaços de intervenção educativa, quanto contribuirá à sofisticação do pensamento pedagógico, provocado, então, pela novidade heterodoxa do ato de ensinar e aprender dentro de um hospital. Mas, em verdade, tanto mais o fará quanto mais próximo do amadurecimento esse crescimento reflexivo se mostrar. Ou seja, tanto mais quanto àquela quantidade existente de bibliografia corresponder alguma qualidade.

Logo, partindo do pressuposto que, no meio acadêmico, artigos de periódicos são os formatos de circulação bibliográfica que melhor expressam a qualidade da reflexão dirigida à uma problemática de interesse, decidimos analisar criticamente  o conjuntos desses artigos de modo a obter um perfil da publicação científica brasileira sobre a classe hospitalar. Em outras palavras, decidimos analisar o conhecimento produzido acerca da classe hospitalar nos últimos anos no Brasil. Por produção de conhecimento entende-se, aqui, aquela reflexão sintetizada e publicada em veículos acadêmicos de reconhecida qualidade, e cuja circulação propiciará o debate calcado em bases teóricas consagradas que, por sua vez, suscitará conceitos que favoreçam o diálogo entre a comunidade científica.

O conhecimento científico pode ser veiculado através dos mais diversos meios, utilizando-se de diferentes suportes, como a comunicação oral, digital e escrita. A comunicação escrita, lastreada nos periódicos ou revistas científicas é um importante veículo para disseminação e divulgação de resultados de pesquisa. Vale salientar que além do comitê científico-editorial a revisão por pares (peer review) é uma exigência “[...] para sua consolidação como científico e conseqüente aceitação e respeito pela comunidade científica [...]”. (COSTA, 1996 apud STUMF, 2005, p. 105).

Logo, o periódico científico é um importante canal formal de comunicação, onde os membros de uma área do saber podem divulgar os resultados de suas pesquisas que, ao serem registradas, acabam por validar disciplinas e campos de conhecimentos (APOLINÁRIO, 2006; BARBALHO, 2005; KÖCHE, 2008). Entendemos, assim, que o periódico científico é o veículo por excelência, melhor adequado à circulação de idéias, em razão da criteriosa apreciação pelos pares, a qual seus produtos são submetidos.

As revistas ou periódicos científicos são, sem dúvida, a memória da ciência. Deve-se lembrar que o principal objetivo da atividade científica é a produção do conhecimento. Para que o conhecimento seja útil é imprescindível, inicialmente, sua difusão entre os pares, depois à sociedade, para que esta possa usufruir dos benefícios advindos do conhecimento. E o canal formal de comunicação eleito pelos pesquisadores, em todos os países, é o periódico científico, que divulga resultados recém-gerados e conta com o crivo do sistema de avaliação por pares, o que lhe confere maior legitimidade e credibilidade. (FERREIRA; TARGINO, 2005, p.14)

Mas, para garantir a melhor circulação do conhecimento e, por conseguinte, a garantia de que a submissão recorrente à apreciação e crítica aperfeiçoará este conhecimento, artigos devem ser publicados em periódicos de rápida acessibilidade científica, ou seja, que promovam uma ágil localização. Este papel é cumprido pelas bases de indexação: bibliotecas virtuais segmentadas por campos do conhecimento.

Esperamos que, com esta breve defesa do papel dos periódicos científicos na produção do conhecimento, tenhamos deixado claro que nossa eleição preferencial pelos artigos para composição do corpus empírico deste trabalho de revisão não foi arbitrária. Essa opção se deu, como argumentamos, por razões da ordem da sociologia e da política da produção do conhecimento.

 

2 Método

Para a realização desta pesquisa foi necessário, primeiramente, empreender uma varredura em bases de indexação de periódicos nacionais, para o levantamento de artigos que versassem a respeito da temática da classe hospitalar. Essas bases de indexação foram eleitas pelo critério de estarem internacionalizadas, de sorte que, se pudesse esperar de determinado artigo científico, boa visibilidade e garantia de circulação. Acrescentou-se a tal procedimento buscas nos periódicos científicos existentes na Biblioteca Anísio Teixeira, da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia e também no Google Acadêmico (Google Scholar). Foram utilizadas como descritores os termos: classe hospitalar, escolarização em hospitais, pedagogia hospitalar, escola no hospital, direitos das crianças hospitalizadas. Não obstante o critério inicial fosse aquele de recuperar artigos que representassem a produção brasileira e, portanto, estivessem redigidos em língua portuguesa, decidimos incluir na amostra dois artigos escritos em espanhol. Assim o fizemos porque foram produzidos por autores brasileiros, o que implica em um potencial de recuperação para autores de igual nacionalidade muito grande. Esse levantamento inicial nos levou ao montante de 61 de artigos científicos.

Para se chegar à seleção desses artigos foi realizada uma leitura que chamamos de exploratória, para certificação de que versavam, efetivamente, sobre a temática da Classe Hospitalar. Assim, foram mantidos somente aqueles que, nominadamente, referiam expressões como: pedagogia hospitalar, classe hospitalar, escola em hospitais, escolarização em hospitais e/ou hospitalização escolarizada. A partir de então, nova seleção excluiu 14 artigos os quais, embora úteis para a compreensão do fenômeno da classe hospitalar ou para a instrução do trabalho nesse espaço, não se referiam expressamente à temática. Dessa forma, a amostra analisada foi composta por 47 artigos de periódicos científicos publicados entre os anos de 1997 e 2008, que podem ser conferidos no Apêndice 1.

Verificou-se, daí em diante, o tipo de trabalho – do ponto de vista editorial - em que o artigo se enquadrava: ensaio, relato de experiência, relato de pesquisa original (pesquisa com desenho de investigação), resenha ou revisão de literatura. Analisamos, também, quais eram as instituições de onde provinham tais publicações, bem como o número no decorrer dos anos acima citados. Em seguida, conferimos a existência de indexação dos periódicos – que mantinham os artigos - nas principais bases se dados, a saber: catálogo do INEP, Edubase, SciELO e Bireme. Verificamos, igualmente, a qualidade desses mesmos periódicos quando submetidos à avaliação do índice Qualis da CAPES/ MEC. O sistema Qualis trata-se de “[...] um sistema de avaliação, que constitui instrumento para ação direta no contexto da comunidade acadêmica, na busca de padrão de excelência.” (BARBALHO, 2005, p. 144).

Por fim, selecionamos especificamente aqueles classificados como relato de pesquisa original (pesquisa com desenho de investigação) e os analisamos separadamente. Para isso, levamos em consideração os elementos constituintes responsáveis pela estrutura formal dos mesmos, quais sejam: introdução, objetivos, material e método, resultados, discussão, conclusões ou considerações finais, presença de resumo e abstract. Para que pudéssemos chegar à uma melhor conclusão acerca da qualidade daquele artigo, consideramos, ainda, aspectos do periódico científico ao qual ele pertencia, observando em especial o número de edições do periódico publicadas até então e a nota obtida pelo mesmo no sistema Qualis.

Depois dessa primeira etapa da pesquisa passamos, então, a analisar os artigos quanto às categorias de trabalhos acadêmicos a que pertenciam, ou seja, se estavam, apresentados sob a forma de: Ensaio, Relato de experiência, Relato de pesquisa original (pesquisa com desenho de investigação), Resenha ou Revisão de literatura. Assim, pois, Manzini (2004, p. 275, grifos do autor) nos mostra que:

[...] ao avaliar aspectos de conteúdo, a primeira tarefa do consultor será fazer uma categorização do texto, ou seja, se ele se refere a um ensaio, a experiência profissional, a uma revisão bibliográfica ou a um relato de pesquisa, ou se o conteúdo se refere a uma opinião pessoal sobre um tema.

Estamos cientes de que a varredura inicial empreendida para o levantamento amostral bruto, não foi exaustiva, ou seja, eventualmente, mesmo alguns artigos – elegíveis segundo os princípios aqui antecipados – podem ter ficado de fora. Quando da redação do relatório final, reconhecemos que poderíamos ter buscado artigos em periódicos de uma base que também hospeda publicações em língua portuguesa: a base Redalyc – Red de Revistas Científicas de America Latina y el Caribe, Espanha e Portugal. Não o tendo feito em tempo, reconhecemos, mais uma vez, o caráter não definitivo ou contestável dos achados que vem a seguir.

 

3 Resultados e discussão

Os artigos analisados foram enquadrados em duas grandes categorias: a) artigos que veiculam novos conhecimentos produzidos a partir de investigação empírica de natureza qualitativa ou quantitativa - o chamado artigo original; b) artigos que não veiculam novo conhecimento, pois resultam apenas de relato de experiências, ou se tratam de resenhas, de revisões de literatura ou de ensaios.

Estes primeiros resultados (GRÁFICO 1) são apresentados de acordo com as categorias no qual foram enquadrados previamente. No recorte da pesquisa optamos por situar os produtos resultantes da pesquisa e sua posterior discussão com o intuito de facilitar a contextualização do referencial teórico em destaque.

 

 

A análise do Gráfico 1 revela que, entre os anos de 1997 e 2008, houve certo equilíbrio entre aos relatos de pesquisa original e os relatos de experiência, com predomínio dos primeiros, enquanto foi relativamente menor a produção de ensaios e revisões de literatura. Um fato que nos chama a atenção é a ausência de trabalhos em forma de resenha, já que para Krzyzanowski, Ferreira e Medeiros (2005, p.64), esta “[...] configura-se como um resumo comentado acerca de publicações (em geral de obras recém – lançadas)”. Isto nos faz pensar, então, na possível ausência de livros – em número representativo dentro do mercado editorial brasileiro ou em língua portuguesa - que discorreram sobre a temática da classe hospitalar, naquele intervalo de anos.

Uma observação quantitativa entre os tipos de trabalhos existentes pode mostrar a possível divisão da área em duas vertentes: uma mais acadêmica, configurando-se na produção de novos conhecimentos - os relatos de pesquisa, e outra mais profissional (e não necessariamente acadêmica) - representada pelo relato de experiência.

Outro achado que vale destacar diz respeito às instituições de ensino/pesquisa às quais os autores dos artigos da amostra estão vinculados. (Tabela 1). Para encaminhar este aspecto da análise, consideramos o primeiro autor (quando o artigo apresentava mais de um), bem como o eventual vínculo de professor (quando também da existência de mais de um autor). Vale ressaltar que esse critério de vinculação já foi anteriormente utilizado por Vergara e Pinto (2001) e por Loiola e Bastos (2003).

 

 

Conforme dados da Tabela 1, oito instituições responderam por 76,9% dos artigos publicados, em um total de 19 instituições diferentes, o que evidencia uma relativa concentração do investimento intelectual de pesquisadores na produção de conhecimento sistematizado sobre as classes hospitalares, no período de 1997 a 2008. Percebemos também que a UERJ, UFSM e UEPG são as instituições que mais produziram conhecimento acerca da citada temática. Nesse levantamento, verificamos que essas produções se originaram, em sua grande maioria, de universidades federais, evidenciadas em número de sete. 

Procedeu-se, também, à segmentação por ano de publicação, dos artigos que versaram a respeito da classe hospitalar, o que permite enxergar, no Gráfico 2, evolução da produção do conhecimento sobre esta temática, naquele intervalo de anos.

 

 

O Gráfico 2 nos permite inferir que a produção de conhecimento em 1997 e 1998 ainda era bastante incipiente. Destaca-se, também, um pequeno pico de publicações no ano de 1999 e um progressivo crescimento entre os anos de 2002 a 2004. Verificamos ainda, que a maior concentração de artigos publicados se encontrava no ano de 2007, o que equivaleu a 21,3% do total de publicações do período estudado.

Sendo a classe hospitalar um tema originalmente multidisciplinar, foram também analisados os títulos dos periódicos científicos e a sua distribuição pelas distintas áreas de conhecimentos levando-se, também em consideração, o número de artigos neles contidos. (Quadro 1)

 

 

No Quadro 1 observamos um total de 33 títulos de periódicos que contém produtos acadêmicos que discorrem sobre a Classe Hospitalar. Estes periódicos percorrem áreas da Educação e áreas da Saúde, com o predomínio da primeira, que possui 24 títulos de periódicos que veicularam saberes a respeito da citada temática. O Cadernos CEDES é o periódico que possui maior número de artigos - cinco, o que representa 10,6% do total dos 47 artigos analisados. Isso se deveu ao fato de que este periódico no ano de 2007, em seu número 73, ter sido editado na forma de um caderno temático cujo título de capa foi Educação da Criança Hospitalizada: as várias faces da pedagogia no contexto hospitalar. Logo, os artigos dessa coletânea veicularam, exclusivamente, saberes necessários para a compreensão desta temática.

Em termos de representatividade da presença de artigos sobre a classe hospitalar, destacam-se, ainda, os títulos: Olhar de Professor; Revista da Escola Enfermagem da USP e Temas sobre Desenvolvimento cada um com de três artigos, sendo o primeiro e o último provenientes da área da Educação e o segundo proveniente da área da Saúde.  Percebemos, principalmente, que grande parte dos artigos publicados pertenceu a revistas científicas do campo da Educação. O pequeno número de artigos alocados em periódicos do campo da Saúde se deveu, possivelmente, ou ao pouco investimento de profissionais das áreas da Saúde na reflexão por sobre o fenômeno da classe hospitalar ou, talvez, à resistência das editorias das revistas científicas daquela área em veicular produções de pesquisadores oriundos da Educação.

Neste sentido, vale comparar esse achado com aquele alcançado por um estudo precursor de Santos e Mohr (2005) que promoveu uma revisão de literatura por sobre revistas científicas tanto da área da Educação quanto da área da Saúde, em busca de artigos que versassem sobre a temática da escolarização em hospitais. Assim o fizeram por considerarem o caráter multidisciplinar da temática, bem como, porque buscavam eventuais interfaces com a área do Ensino de Ciências, campo do saber que respondia pelas vinculações acadêmicas e de pesquisa das autoras. Tendo trabalhado com o intervalo de anos entre 1971 e 2004 e com artigos tanto em língua inglesa quanto em língua portuguesa, elas relataram, inicialmente, a escassez e a dificuldade de identificar e acessar em substrato material os artigos levantados. Destacaram, em seguida, a pequena representatividade dos periódicos da área da Saúde na constituição desse acervo.

Outro aspecto analisado em seguida foi referente à pontuação desses periódicos no sistema Qualis da CAPES, cujos achados estão sintetizados no gráfico 3.

 

 

Uma apreciação deste gráfico nos mostra que os periódicos que continham artigos sobre o tema da classe hospitalar estavam distribuídos por estratos que variavam de A1 a C. Os periódicos que – na época - receberam a classificação máxima, A1, equivaliam a 9% (n=3) das publicações realizadas, (sendo que todos eles pertenciam do ponto de vista editorial, à área e subáreas da Educação). Vinte e cinco por cento (n=8) dos periódicos foram classificados como pertencentes ao estrato A2, (sendo que seis dos periódicos eram do da Educação e dois do campo Saúde). Observou-se, também, que grande parte desses periódicos se enquadrava em estratos que variavam de B1 a B5, totalizando 54% dos 33 títulos de periódicos que veicularam artigos acerca da classe hospitalar. Verificamos que, enquadrados entre os menores estratos, se encontraram os oito periódicos pertencentes ao campo da Saúde, sendo que três deles obtiveram a avaliação B5. Entretanto, dos 25 periódicos que continham artigos sobre classe hospitalar e que, ao mesmo tempo, eram pertencentes à área da Educação, três (9%), não possuíam avaliação do sistema Qualis e um (3%) obteve avaliação C, que o qualificava como pouco relevante no que concerne à divulgação do conhecimento científico próprio da área.

Tendo em vista a premissa de analisar o quanto os artigos seriam de fácil acesso aos pesquisadores e estudantes interessados na temática da classe hospitalar, foi realizado um levantamento nas bases de dados do SciELO[1], Edubase[2], Bireme[3] e o catálogo do INEP[4], visando saber se os títulos dos periódicos estavam indexados nessas bases (Quadro 2). Esta iniciativa foi tomada em razão do que nos mostra Krzyzanowski, Ferreira e Medeiros (2005, p.58) a respeito da qualidade do periódico científico: “[...] quanto maior o número de bases de dados onde está indexado, maior a valorização de sua qualidade, produtividade e, inclusão, a sua difusão indireta [...]”.  Isto permite ao periódico ser incluído em base de dados internacionais e aumentar sua visibilidade. É importante observar que nem todos os periódicos editados são indexados e, nem todos os artigos publicados pelos periódicos indexados são necessariamente de boa qualidade. Para ser lido e citado, um artigo precisa ser encontrado pelo leitor. Os instrumentos de busca são os index e periódicos de resumo ou bases de dados bibliográficos especializadas. A indexação proporciona uma recuperação rápida da informação (BARBALHO, 2005).

 

 

Ao apreciar o Quadro 2, verificamos que apenas dois títulos dos 33 periódicos analisados se encontram indexados nas quatro bases de dados pesquisadas, são elas: a Revista Brasileira de Educação e a Revista Brasileira de Educação Especial, o que evidencia maior qualidade e visibilidade.  Oito periódicos não foram encontrados em nenhuma das bases de dados verificadas. Se compararmos tais resultados aos encontrados no Gráfico 3 observamos que três dessas oito revistas, Didática, Perspectiva e Zona Próxima, não obtiveram avaliação do Sistema Qualis o que resultou no baixo grau de indexação. O periódico Presente! pertencente ao estrato C, também não estava indexado nas bases de dados utilizadas. Observamos que grande parte desses periódicos estava indexada no catálogo do INEP e poucos assim estavam  na Bireme e na Edubase.

Por fim, buscando descobrir se as iniciativas de elaboração de artigos acadêmicos a respeito da classe hospitalar têm sido resultantes de investidas empíricas efetivamente produtoras de novo conhecimento, no sentido mais radical do conceito, realizamos a análise detalhada dos 22 artigos classificados como relatos de pesquisa original (pesquisa com desenho de investigação). Assim o fizemos porque são esses artigos aqueles que representam:

[...] contribuições destinadas divulgar resultados de pesquisa original e inédita, que possam ser replicados ou generalizados [...] e sua estrutura formal incorpora (1) introdução; (2) objetivos; (3) material e métodos; (4) resultados; (5) discussão; (6) conclusões ou considerações [...] resumo informativo em português e inglês (abstract) [...]. (KRZYZANOWSKI; FERREIRA; MEDEIROS, 2005, p. 63) (grifo nosso).

Optamos, aqui, por não elencar sequencialmente estes 22 artigos, uma vez que isto faria visualizar, por exclusão, os vinte e cinco outros artigos e seus respectivos autores. Como um dos pressupostos lógico-analíticos do presente trabalho é que os artigos originais seriam melhores – ou preferíveis – em termos de suas contribuições para a reflexão teórico-prática sobre a classe hospitalar, os autores dos demais vinte e cinco artigos estariam expostos, então, a julgamentos não necessariamente criteriosos e contextualizados sobre a qualidade de sua produção científica. 

Uma vez identificados os 22 artigos classificados como relatos de pesquisa original (pesquisa com desenho de investigação), eles foram submetidos a um aprofundamento da análise, no sentido de distinguir-lhes a qualidade enquanto artigos empíricos. Para tanto, foi preciso considerar os aspectos indicativos na definição de Krzyzanowski, Ferreira e Medeiros (2005), bem como a origem do artigo, ou seja, o periódico em que fora publicado. Desse modo, julgou-se um bom periódico, aquele que possuisse, minimamente, o registro de ISSN, e que tivesse sido indexado, pelo menos, na base de dados  do SciELO e no catálogo do INEP.

Julgamos, igualmente, o enquadramento dos artigos às exigências editorias correntes, segundo as quais, eles devem possuir todas as partes componentes de sua estrutura lógica e discursiva. O número de artigos que logrou alcançar o cumprimento de cada um dos princípios básicos de adequação editorial, dentre os vinte e dois artigos apreciados em detalhe, estão apresentados no Gráfico 4.

 

 

Da análise realizada por sobre os 22 artigos, constatou-se que apenas seis apresentaram todos os critérios os quais, segundo Krzyzanowski, Ferreira e Medeiros (2005), são fundamentais para serem classificados como artigo original. Isto nos permite afirmar que muitos dos artigos não podem ser considerados verdadeiramente como originais, ainda que a revista que o editou, assim o fizesse. Embora os demais artigos não atendessem a um ou outro aspecto, todos eles cumpriam os enquadramentos especificados nas diretrizes próprias dos periódicos onde estão publicados.

Todavia, considerando apenas o que alertam Krzyzanowski, Ferreira; e Medeiros (2005), ficou claro que, dentre os artigos analisados, poucos foram aqueles que apresentaram estrutura formal completa para sua categorização enquanto artigo original. Poucos foram aqueles que, portanto, preenchiam condições necessárias para fazer entender à comunidade científica e acadêmica à qual estavam destinados, que a investida empírica da qual eram produto, tinha gerado novo conhecimento.

 

4 Conclusão

Esperamos que o trabalho ora apresentado tenha iluminado criticamente a maneira como é conduzida no Brasil a produção de conhecimento sobre a temática da classe hospitalar. Em que pese o curto espaço de tempo, do ponto de vista histórico, ao longo do qual esta sub-modalidade do ensino especial vem se constituindo concretamente nos hospitais e casas de apoio, as décadas que desde então decorreram viram grassar a informatização das bibliotecas e a virtualização das fontes de pesquisa. Assim sendo, tem ficado progressivamente mais fácil, se comparado ao passado, pensar uma pergunta de investigação e encontrar os subsídios teóricos necessários para ancorá-la, bem como, tornar publicamente conhecido o relato sistematizado da resposta que o pesquisador tiver encontrado. Desse modo, por jovem que possa ser julgada, entendemos que a classe hospitalar já tinha reunido condições suficientes para ser apreciada por este crivo epistemológico.

A descrição e a análise das características formais dos artigos científicos analisados revelaram - a princípio - um leve predomínio daqueles em formato de relatos de pesquisa (artigo original) sobre os relatos de experiência. Devemos confessar que não era essa nossa hipótese inicial.  No entanto, o aprofundamento detalhado da análise por sobre os artigos tidos como relatos de pesquisa originais, fez ver que, mais do que realmente artigos originais, estes vêm, em verdade, sendo anunciados como tal. São estes trabalhos, não exatamente produtos de pesquisa com desenho de investigação, somados aos relatos de experiência (reconhecidamente assumidos) que compõem então o perfil típico da produção do conhecimento sobre a classe hospitalar no Brasil.

Esta presença destacável de artigos desenvolvidos com base em relatos pontuais de experiência, voltados para a produção de conhecimentos mais verticalizados em torno de uma unidade singular de observação e análise, parece configurar uma tendência de reflexão teórica, voltada para o equacionamento de problemas práticos e imediatos existentes no campo.

Percebemos um crescimento contínuo da produção cientifica sobre a classe hospitalar no decorrer dos anos de 1997 a 2008. Essa produção, porém, ainda vem sendo realizada de maneira muito tímida, sob o predomínio dos investimentos das instituições federais de ensino superior, o que sinaliza um esforço por parte dos profissionais vinculados a essas instituições em realizar pesquisas que evidenciem conhecimentos fundamentais para a compreensão da classe hospitalar. Uma explicação possível para isto talvez esteja dada na existência majoritária de hospitais universitários nas instituições federais de ensino superior, quando comparada com as instituições estaduais. Isto, por sua vez, pode ter favorecido uma aproximação mais estreita entre os campos da saúde e da educação, se não exatamente no estímulo à implantação de classes hospitalares, ao menos na provocação à reflexão teórica e empírica sobre o fenômeno.

No que tange, ainda, aos achados acerca das universidades que propulsionaram  os artigos da amostra, recomendamos, para estudos futuros, aproximar nossos achados com aqueles do estudo de Paula e Zaias (2010). Este estudo mapeou e classificou a produção acadêmica pós-graduada sobre a classe hospitalar, a partir de uma amostra de teses e dissertações defendidas entre os anos de 2000 e 2008. As autoras concluíram, pois, que a maior parte da produção pós-graduada naqueles formatos, está concentrada na região Sul do país.

O contexto de inserção da classe hospitalar, qual seja, o hospital, requer investidas que propiciem descobertas para o entendimento deste novo fenômeno. E a divulgação dos resultados das pesquisas na forma de artigos e produtos acadêmicos similares permitirá um maior embasamento teórico-metodológico para realização das práticas e transformação das mesmas em saberes.  A visibilidade desses artigos decorre da publicação dos mesmos em periódicos que garantam a circulação da informação que detém. Esses periódicos, por sua vez, são - principalmente - aqueles indexados em bases de dados, ou, minimamente, aqueles cujo prestígio lhes foi conferido pela qualidade da arbitragem que sofreram os manuscritos recebidos. A disseminação da informação e a sua visibilidade no conjunto da produção sobre um tema aumentam a possibilidade de que um artigo seja encontrado quando cientistas pesquisarem a literatura em seus campos e decidirem qual trabalho citar em seus próprios artigos.

Essa circularidade, entretanto, pode resultar viciosa, uma vez que a ausência do tão necessário conhecimento novo e consistente que venha a nutrir as práticas e reflexões sobre um tema pode recrudescer a falta de criticidade do investimento empírico sobre um fenômeno representativo deste tema. Isto, consequentemente, não favorecerá a elaboração de produtos acadêmicos e científicos acerca do mesmo, suficientemente bons para serem publicados em revistas qualificadas.

Ao verificarmos, portanto, que poucos foram aqueles artigos da amostra cujos periódicos de hospedagem estavam indexados nas bases de dados, somos levados a considerar a possibilidade de que uma ausência originária antecede a possível falta de qualidade dos artigos sobre o tema da classe hospitalar, qual seja, a ausência nascente de conhecimento útil produzido sobre escolarização em hospitais, que pudesse ter instruído melhor as investigações que daí se seguiram.

Reconhecemos, de todo modo, o aumento de publicações brasileiras  acerca da classe hospitalar, mas, percebemos que poucas delas possuem os critérios que a definem como produções de qualidade. Entendemos que o reconhecimento de uma determinada área do saber enquanto ciência esta intimamente relacionada à produção de conhecimentos novos divulgados em periódicos de qualidade, porém, reafirmamos que a classe hospitalar, vista como um campo do conhecimento e do saber ainda “[...] carece, com certa urgência, de investimentos empíricos que superem a marca excessivamente missionária dos discursos que se empregam em seu nome”.  (BARROS, 2008, p. 35). Ou seja: boa parte das produções científicas analisadas, relacionadas à escolarização de crianças e/ou adolescentes hospitalizados têm se caracterizado muito mais como iniciativas em prol da afirmação da existência de uma escola no hospital, em detrimento de análises experimentais que, de forma verdadeiramente crítica problematizam a realidade deste fenômeno. A esse respeito, Barros (2008, p. 35), acrescenta que:

[...] o espaço das publicações científicas requer que se vá além da afirmação de um direito e avance no sentido da proposição de perguntas de pesquisa, da investida empírica em campo, da coleta de dados e do alcance, mesmo que provisório, de respostas às hipóteses formuladas, uma vez que muito do que se observa, no atual estado da arte da produção acadêmica sobre escolarização de crianças em hospitais, são relatos pontuais de experiências que permitem apenas o grato compartilhamento e o reconhecimento mútuo e solidário das iniciativas de trabalho educacional com crianças hospitalizadas.

Reafirmamos, por fim, que a classe hospitalar, enquanto um espaço de intervenção haverá de amadurecer e ser legitimado à medida que o retorno das pesquisas que se debruçarem por esse espaço evidenciarem os ajustes necessários à realização da sua prática. Desse modo, a implantação de espaços próprios de ensino-aprendizagem para crianças e/ou adolescentes hospitalizados se converteria em possibilidade não apenas de cumprimento de direitos da infância, mas, sobretudo, na possibilidade de enriquecimento teórico-metodológico dessa área do saber. 

 

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Apêndice 1 – Fontes documentais

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Recebido em: 29/10/2010
Reformulado em: 23/06/2011
Aprovado em: 05/07/2011

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