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Ciência e Agrotecnologia

Print version ISSN 1413-7054

Ciênc. agrotec. vol.27 no.1 Lavras Jan./Feb. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-70542003000100008 

AGRONOMIA

 

Dez anos da clínica fitossanitária da UFLA– freqüência da ocorrência de patógenos, sintomas e principais hospedeiros

 

Ten years of plant disease clinic at UFLA– frequency of the pathogens, symptoms and main analyzed cultures

 

 

Viviane TalaminiI; Edson Ampélio PozzaII; Paulo Estevão de SouzaII; Daniel Garcia JúniorI; Hilário Antônio de CastroII; Ricardo Magela de SouzaII; Mário Sobral de AbreuII

IEstudante do programa de pós-graduação em Fitopatologia da Universidade Federal de Lavras/UFLA, Caixa Postal 37, 37200-000, Lavras, MG
IIProfessor do Departamento de Fitopatologia da UFLA, eapozza@ufla.br

 

 


RESUMO

Com o presente trabalho objetivou-se analisar os diagnósticos realizados na Clínica Fitossanitária do Departamento de Fitopatologia da Universidade Federal de Lavras, no período de 1990 a 1999. Foram analisadas 85 espécies de hospedeiros, num total de 1429 amostras. Os fungos, com 70,5%, as bactérias, com 12,9% e as viroses, com 1,2%, foram os agentes etiológicos de doenças bióticas encontrados com maior freqüência. A deficiência nutricional e a fitotoxidez representaram 15,4%. O fungo de maior ocorrência foi o gênero Fusarium, associado a 25,5% das doenças, seguido de Colletotrichum (16%), Rhizoctonia (11%), Alternaria (5%), Cercospora (4%), espécies do grupo Helminthosporium (4%) e Phoma (3,5%). Os demais gêneros de fungos representaram 32% das amostras. Entre os agentes etiológicos bacterianos, destacou-se o gênero Erwinia, com 35% das amostras, seguida pelos gêneros Streptomyces (30%), Ralstonia (13,5%), Pseudomonas (11,5%), Xanthomonas (9,5%) e Agrobacterium (0,5%). As manchas foliares foram os sintomas de maior ocorrência, encontrados em 40% das amostras recebidas, seguidas das murchas (22%), cancros e sarnas (17%), podridões (14%) e tombamento (3%). Outros sintomas totalizaram 4% das amostras recebidas. Entre os hospedeiros, as hortaliças destacaram-se com 27% das ocorrências, os grãos, com 24%, as frutíferas tropicais, com 17%, as ornamentais, com 15%, as frutíferas temperadas, com 3%, forrageiras, com 2%, oleaginosas, com 2% e outros, com 10%.

Termos para indexação: Doenças de plantas, clínica fitossanitária e epidemiologia.


ABSTRACT

This work had as objective analyzes the diagnoses accomplished at the Plant Disease Clinic of the Plant Pathology Department at the Federal University of Lavras, between 1990 to 1999. Eighty five hosts were analyzed, in 1429 samples. The fungus with 70.5%, the bacteria with 12.9% and the viroses with 1.2% were the etiologic agents found more frequently. The fungi etiologic agent of larger occurrence was the genera Fusarium associated to 25.5% of the diseases, followed by Colletotrichum (16%), Rhizoctonia (11%), Alternaria (5%), Cercospora (4%), Helminthosporium (3.5%) and Phoma (3%), the other fungi agents represented 31% of the samples. The bacterial etiologic agent of larger occurrence was the Erwinia genera with 35% of samples, followed to genera Streptomyces (30%), Ralstonia (13,5%), Pseudomonas (11.5%), Xanthomonas (9.5%) and Agrobacterium (0.5%). The leaves spots were the symptoms of larger occurrence, with 40% of the samples, followed by wilts (22%), cankers and scab (17%), rots (14%) and damping-of (3%). Concernings the hosts, the vegetables stood out with 27% of the occurrences, the grains with 24%, the tropical fruits with 17%, the ornamental ones with 15%, the temperate fruits with 3%, forage with 2%, oleaginous with 2% and other with 10%.

Index terms: Plant disease, plant pathology clinic and epidemiology.


 

 

INTRODUÇÃO

As plantas, principalmente as cultivadas pelo homem, são suscetíveis a diversas doenças, as quais podem reduzir a produtividade ou até mesmo dizimar espécies vegetais em determinada área. Tanto doenças bióticas, quanto doenças abióticas podem comprometer a produção e a produtividade, resultando em perdas significativas que culminam em graves prejuízos para produtores e consumidores (Agrios, 1997). A magnitude das perdas é condicionada ao tipo de cultura, ao patógeno, à localidade, ao ambiente e às medidas de controle. Enfim, os produtos agrícolas podem sofrer perdas em razão da simples ocorrência das doenças no campo, ou durante o armazenamento e o transporte (Pozza, 1994).

Um dos principais problemas encontrados atualmente pelos extensionistas é a dificuldade na diagnose de doenças de plantas ou até mesmo, em alguns casos, a dificuldade em distinguir uma deficiência nutricional ou fitoxidez de uma doença. A diagnose correta de doenças pode auxiliar produtores e profissionais da área agrícola a evitar o erro e a conseqüente recomendação inadequada de medidas de controle, principalmente no uso de defensivos agrícolas. Uma alternativa para realizar o diagnóstico correto é procurar o auxílio de especialistas ou de Clínicas Fitossanitárias (CF). As CF, por sua vez, ao longo dos anos, podem reunir informações valiosas sobre as dúvidas de maior freqüência dos extensionistas, em relação à etiologia, sintomas ou hospedeiros de maior ocorrência, entre outras. Certamente, as CF possuem em seus arquivos dados de levantamento sobre as principais doenças de determinada região. Em outros países, essas informações permitem avaliar a importância de doenças, associadas a diversos patógenos. No Brasil, entretanto, trabalhos de levantamento de doenças de plantas, quer por grupo de espécies, quer para espécie individual, são escassos (Gomide, 1989; Pozza et al., 1999).

De acordo com o exposto, objetivou-se com o presente trabalho demonstrar a freqüência dos agentes etiológicos, dos gêneros de fungos e bactérias e dos hospedeiros catalogados na Clínica Fitossanitária do Departamento de Fitopatologia da UFLA, durante dez anos de trabalhos.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foi realizado um levantamento da freqüência da ocorrência de patógenos, sintomas e principais hospedeiros de amostras analisadas na Clínica Fitossanitária do Departamento de Fitopatologia da UFLA, com base em dados catalogados em arquivo entre 1990 e 1999. Esse arquivo foi disponibilizado em banco de dados Accessâ (Microsoft Inc.) e dividido por agente etiológico, gênero do patógeno, cultura e local de ocorrência. Inicialmente, os materiais doentes, recebidos na CF, passaram por triagem, de modo a separar doenças de natureza biótica daquelas de natureza abiótica, por meio da análise dos sintomas, baseando-se na literatura básica como, Barnett et al. (1987), Pitta et al. (1990), Hawksworth et al. (1995), Kimati et al. (1997), Ponte (1996), Mendes et al. (1998), boletins técnicos, compêndios de doenças de plantas da sociedade Americana de Fitopatologia e consultas no herbário "Prof. Josué Augusto Deslandes", do Departamento de Fitopatologia da Universidade Federal de Lavras.

As amostras com doenças de natureza biótica foram submetidas à avaliação preliminar, para identificar o agente etiológico (fungo, bactéria, vírus ou nematóide). Em seguida, foram encaminhadas aos laboratórios de pesquisa específicos, como bacteriologia e virologia, onde foram submetidos a testes para identificação do patógeno. Para identificar os fungos, as plantas foram examinadas, no laboratório de controle de enfermidades fúngicas, ao microscópio estereoscópico, e lâminas foram preparadas pelo método direto a partir do próprio material doente e visualizadas ao microscópio óptico. Quando não foi possível a imediata identificação, o material foi colocado em câmara úmida e/ou procedeu-se ao isolamento do fungo em meio BDA (Batata-dextrose-agar) e/ou Ágar-água e/ou PCA (Potato-carrot-agar), segundo as técnicas descritas por Kirally et al. (1974). Os materiais analisados que não apresentavam evidências de doenças conhecidas foram submetidos aos "postulados de Koch", para confirmar o estabelecimento da relação etiológica doença-patógeno.

Os materiais com suspeita de infecção por bactérias, e que apresentavam sintomas como exsudação, podridão mole e congestionamento de água nos tecidos infectados, foram submetidos a testes de exsudação em gota ou corrida bacteriana (Romeiro, 1995). Plantas com necrose ou murcha vascular foram submetidas ao teste de corrida em bordo de copo. As amostras com resultados positivos foram submetidas ao isolamento em meio 523 de Kado & Heskett (1970). Após o crescimento, foram observadas a pureza do isolamento, cor e morfologia das colônias, pigmentação fluorescente e teste de anaerobiose, além de outros testes bioquímicos para a caracterização do gênero. Para identificar Xylella fastidiosa Wells, utilizou-se a técnica de PCR (Polimerase Chain Reaction). As viroses foram identificadas por sintomatologia, inoculação em plantas indicadoras e testes sorológicos como DAS-ELISA.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

No período de janeiro de 1990 a dezembro de 1999, foram analisadas 85 espécies de hospedeiros, num total de 1429 amostras recebidas pela Clínica Fitossanitária da UFLA. Os fungos, com 70,5%, as bactérias, com 12,9%, e os vírus, com 1,2%, foram os agentes etiológicos de doenças bióticas encontrados com maior freqüência. A deficiência nutricional e a fitotoxidez representaram 15,4% das amostras recebidas (Figura 1).

 

 

Pelos resultados encontrados, observa-se similaridade com as afirmativas feitas por Agrios (1997). Esse autor também relatou os fungos como os agentes etiológicos de maior ocorrência em doenças de plantas.

Os fungos, agentes etiológicos de maior ocorrência, apresentaram percentual de 70,5%, concordando com os resultados obtidos por Zambolim & Ribeiro do Vale (1985) e Pozza et al. (1999), os quais afirmaram ser os fungos os principais responsáveis pelas doenças em grandes culturas. O manejo inadequado das lavouras, mais uma vez, mostrou-se evidente, destacando-se a deficiência nutricional e a fitoxidez, totalizando juntas 15,4% das amostras recebidas pela Clínica Fitossanitária da UFLA, no período analisado.

O agente etiológico fúngico de maior ocorrência foi o gênero Fusarium, destacando-se as espécies F. oxysporum (Schlecht.) Snyder & Hansen e F. solani (Mart.) Sac., associados a 25,5% das doenças, seguido dos gêneros Colletotrichum (16%), Rhizoctonia (11%), Alternaria (5%), Cercospora (4%), Helminthosporium (4%) e Phoma (3,5%). Os demais gêneros de fungos representaram 31% das amostras (Figura 2).

 

 

O sintoma murcha esteve entre os de maior ocorrência, provavelmente em razão da dificuldade do produtor ou extensionista de identificar o agente etiológico da murcha no campo. Outros quadros sintomatológicos expressos por sinais, como ferrugens e oídios e seus respectivos agentes etiológicos, obtiveram baixa freqüência, certamente devido à facilidade na diagnose.

Entre os agentes etiológicos bacterianos, destacou-se o gênero Erwinia, com 35% das amostras, seguido pelos gêneros Streptomyces (30%), Ralstonia (13,5%), Pseudomonas (11,5%), Xanthomonas (9,5%) e Agrobacterium (0,5%) (Figura 3).

 

 

As manchas foliares foram os sintomas de maior ocorrência (Figura 4), sendo encontradas em 40% das amostras recebidas, seguidas das murchas (22%), cancros e sarnas (17%), podridões (14%), tombamento (3%). Outros sintomas foram encontrados em 4% das amostras recebidas pela Clínica no mesmo período descrito acima. As manchas foliares apresentaram menor percentual do que o encontrado por Pozza et al. (1999). Esses autores encontraram freqüência de 48,9% de manchas foliares em levantamento realizado no município de Lavras-MG, entre 1993 e 1994. Essa maior porcentagem foi devida ao fato de o município não ter plantações de batata, pois amostras dessa cultura foram recebidas em maior número pela Clínica a partir de 1998. O agente etiológico associado ao maior número de lesões foliares foi Colletotrichum, ao passo que Fusarium foi encontrado associado ao maior número de sintomas de murcha, como verificado também por Pozza (1994). Os gêneros Rhizoctonia e Streptomyces foram encontrados com maior freqüência em órgãos de armazenamento, principalmente em tubérculos de batata.

 

 

As hortaliças apresentaram o maior número de doenças, totalizando 27% das amostras recebidas. No entanto, apresentaram menor percentual do que o encontrado por Pozza et al. (1999), em levantamentos realizados na Clínica Fitossanitária da UFLA, nos períodos de 1992 a 1993 e 1990 a 1994, respectivamente. O resultado condiz com a realidade, pois Pozza et al. (1999) realizaram levantamento somente no município de Lavras-MG, enquanto outros descreveram todas as amostras recebidas pela Clínica Fitossanitária. Os grãos apresentaram o segundo maior percentual (23%), seguido das frutíferas tropicais (17%), ornamentais (14%), frutíferas de clima temperado (3%), forrageiras (2%), oleaginosas (2%) e outras culturas com 9% (Figura 5). O café foi o hospedeiro com maior número de amostras recebidas pela Clínica Fitossanitária da UFLA, provavelmente pelo fato de a mesma estar localizada na principal região produtora do País.

 

 

CONCLUSÕES

a) Em 1429 amostras recebidas pela Clínica Fitossanitária do DFP/UFLA, foram identificadas doenças cujos agentes etiológicos foram fungos, bactérias e vírus, além de deficiências minerais, queima pelo sol e toxidez por nutrientes, agrotóxicos e hormônios.

b) Os patógenos de maior ocorrência foram os fungos, representando 70,5% do total, principalmente os mitospóricos, os quais estavam associados a mais de 68% das doenças fúngicas.

c) Os gêneros de fungos de maior ocorrência foram Fusarium, associado a 25,5% das doenças, seguido de Colletotrichum (16%) e Rhizoctonia (11%).

d) Entre os agentes etiológicos bacterianos, destacou-se o gênero Erwinia, com 35% das ocorrências, seguido pelos gêneros Streptomyces (30%), Ralstonia (13,5%), Pseudomonas (11,5%) e Xanthomonas (9,5%).

e) As manchas foliares foram os sintomas de maior ocorrência (40%), seguidas das murchas, representando 22%.

f) Os hospedeiros com maior número de amostras analisadas foram as hortaliças, com 27% das ocorrências, os grãos (24%), as frutas tropicais (17%) e as plantas ornamentais (15%).

 

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