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Ciência e Agrotecnologia

versão impressa ISSN 1413-7054

Ciênc. agrotec. vol.27 no.5 Lavras out. 2003

https://doi.org/10.1590/S1413-70542003000500001 

AGRONOMIA

 

Avaliação de seletividade de produtos fitossanitários utilizados na cultura do crisântemo a adultos de Orius insidiosus (Say, 1832) (Hemiptera: Anthocoridae) em laboratório

 

Selectivity of pesticides used on chrysanthemum crop to adults of Orius insidiosus (Say, 1832) (Hemiptera: Anthocoridae)

 

 

Alexandre Augusto Morais; Geraldo Andrade Carvalho; Jair Campos Moraes; Maurício Sekiguchi Godoy; Luciano Veiga Cosme

Departamento de Entomologia da Universidade Federal de Lavras/UFLA, Caixa Postal 37, 37200-000, Lavras, MG. gacarval@ufla.br

 

 


RESUMO

Objetivou-se avaliar a seletividade de produtos fitossanitários utilizados na cultura  do  crisântemo a adultos de Orius insidiosus (Say). Os bioensaios foram conduzidos a 25±1oC, UR 70±10% e fotofase de 12h, em Lavras, MG. Os inseticidas avaliados foram abamectina (0,0009 g i.a./100 ml), cartap (0,06 g i.a./100 ml), ciromazina (0,011 g i.a./100 ml), fenpropatrina (0,009 g i.a./100 ml) e imidaclopride (0,042 g i.a./100 ml). As pulverizações foram realizadas por meio de torre de Potter calibrada a 15 lb/pol2, com volume de 1,5±0,5 mg de calda/cm2, sobre casais de O. insidiosus. Avaliou-se a ação dos produtos sobre a mortalidade, oviposição, fertilidade e capacidade predatória dos adultos. Abamectina, fenpropatrina e imidaclopride foram altamente tóxicos aos adultos de O. insidiosus, e ciromazina e cartap apresentaram moderada toxicidade. Ciromazina e cartap apresentam possibilidades de serem recomendados em programas de manejo integrado de pragas na cultura do crisântemo.

Termos para indexação: Cultivo protegido, controle biológico, manejo integrado de pragas, predador.


ABSTRACT

The goal of this research was to evaluate the selectivity of products used in the chrysanthemum crop to adults of Orius insidiosus (Say). The experiments were kept under controlled conditions at 25±1oC, RH 70±10% and L/D 12:12 h, in Lavras, MG, Brazil. The insecticides evaluated were abamectin (0.0009 g a.i./100 ml), cartap (0.06 g a.i./100 ml), cyromazine (0.011 g a.i./100 ml), fenpropathrin (0.009 g a.i./100 ml) and imidacloprid (0.042 g a.i./100 ml). The sprays were done using Potter's tower calibrated to 15 lb/pol2, applying volume of 1.5±0.5 mg of solution/cm2. The applications were realized directly in the pairs of O. insidiosus. It was evaluated the action of the products on mortality, oviposition, fertility and the adult's predatory capacity. Abamectin, fenpropathrin and imidacloprid were highly harmful to the adults of O. insidiosus. Cyromazine and cartap were moderately toxic. Cyromazine and cartap presented possibilities of being recommended in integrated pest management programs of the chrysanthemum crop.

Index terms: Protected crop, biological control, integrated pest management, predator.


 

 

INTRODUÇÃO

Um dos fatores limitantes da produção de crisântemo, em cultivo protegido, são os artrópodes-praga, tais como tripes, pulgões, moscas-minadoras, ácaros etc. (Vecchia e Koch, 1999; Lenteren, 2000). As condições ambientais favoráveis (Vecchia e Koch, 1999), associadas ao intenso uso de produtos químicos persistentes e de largo espectro de ação, têm favorecido o aumento populacional de insetos-praga no agroecossistema, devido principalmente à mortalidade de inimigos naturais (Graham-Bryce, 1987).

A conservação de organismos benéficos em cultivos protegidos é uma importante estratégia para a manutenção  da  densidade  populacional das pragas abaixo do nível de dano econômico (Carvalho et al., 2001). Entre os inimigos naturais presentes na cultura do crisântemo, destacam-se os percevejos do gênero Orius. Esses predadoressão utilizados em programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP) na Europa e no Canadá, em sistemas de cultivo protegido, pois são eficientes no controle de insetos-praga (Lenteren, 2000).

O percevejo antocorídeo Orius insidiosus (Say, 1832) é de ocorrência comum em todo o Brasil (Bueno, 2000), e já foi encontrado naturalmente em casa-de-vegetação alimentando-se de tripes em ornamentais (Shipp et al., 1992; Bueno, 1999). Entretanto, existem poucos trabalhos, no Brasil, associados aos aspectos bioecológicos dos predadores desse gênero (Bueno, 2000), bem como de avaliação do impacto de produtos fitossanitários sobre esses inimigos naturais.

Dessa forma, com este trabalho objetivou-se avaliar a seletividade de produtos fitossanitários utilizados na cultura do crisântemo para adultos de O. insidiosus.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Os produtos selecionados para o presente trabalho foram abamectina (0,0009 g i.a./100 ml), cartap (0,06 g i.a./100 ml), ciromazina (0,011 g i.a./100 ml), fenpropatrina (0,009 g i.a./100 ml) e imidaclopride (0,042 g i.a./100 ml). O tratamento-testemunha foi constituído apenas de água destilada.

Para a pulverização dos tratamentos, foi utilizada torre de Potter, calibrada a 15 lb/pol2, com volume de 1,5±0,5 mg de calda/cm2, seguindo recomendações da "Organização Internacional para o Controle Biológico e Integrado de Plantas e Animais Nocivos" (IOBC) (Franz et al., 1980; Hassan et al., 1987; Hassan, 1992, 1994; Veire et al., 1996).

Efeito dos inseticidas na sobrevivência, período de pré-oviposição e viabilidade de ovos

Adultos de O. insidiosus foram coletados no campus da UFLA e criados em laboratório conforme metodologia de Argolo (2000). Para a realização do bioensaio, adultos com idade aproximada de 48h, pertencentes à quinta geração de laboratório, foram separados de acordo com o sexo, em número de 20 por placa de Petri de 15,0 cm de diâmetro para cada tratamento, sendo submetidos às pulverizações em torre de Potter.

Após as pulverizações, os insetos foram agrupados por casal e distribuídos em placas de Petri de 5,0 cm de diâmetro contendo ovos do piralídeo Anagasta kuehniella e uma haste de picão-preto, B. pilosa L., com aproximadamente 4,0 cm de comprimento, que serviu de substrato de oviposição. As placas foram fechadas com filme de PVC laminado e mantidas em câmara climatizada a 25±1oC, UR 70±10% e 12h de fotofase.

A cada 24h, novas hastes de picão-preto foram oferecidas às fêmeas sobreviventes, e a cada 48h, também  foram  adicionados  ovos  de  A. kuehniella  como alimento. Anotou-se diariamente o número de ovos colocados nas hastes, as quais foram mantidas, individualmente, em placas de Petri de 5,0 cm de diâmetro, fechadas com PVC laminado e colocadas em câmara climatizada nas mesmas condições citadas anteriormente. Seis dias após, verificou-se sob microscópio estereoscópico (40x) o número de ninfas eclodidas.

Avaliaram-se a sobrevivência dos adultos, o período de pré-oviposição e a viabilidade dos ovos. As avaliações foram realizadas até o quinto dia após o final da pré-oviposição, pois acredita-se que os dados obtidos nesse período sejam suficientes para determinação dos efeitos dos inseticidas sobre esse predador.

O delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado, com seis tratamentos e cinco repetições, sendo cada parcela constituída por dois casais de O. insidiosus.

Efeito dos inseticidas cartap e ciromazina na capacidade predatória

Coletaram-se fêmeas da criação de laboratório, com idade de aproximadamente 48h, que foram individualizadas em placas de Petri de 15,0 cm de diâmetro e pulverizadas com cartap ou ciromazina ou água (testemunha) em torre de Potter calibrada, conforme descrito anteriormente. O delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado, com três tratamentos e nove repetições, sendo cada parcela constituída de duas fêmeas adultas.

Após as aplicações dos tratamentos, os insetos foram distribuídos individualmente em placas de Petri de 5,0 cm de diâmetro contendo chumaço de algodão umedecido, e 20 ovos de A. kuehniella. A primeira avaliação foi realizada 24h após a aplicação dos tratamentos, sendo as demais em intervalos de 24h, até o quinto dia, contando-se o número de ovos predados; aqueles intactos foram descartados e substituídos por outros. A cada dois dias, o chumaço de algodão mantido nas placas era umedecido para fornecimento de água aos predadores.

Avaliação do efeito dos inseticidas conforme metodologia da IOBC

Dez machos e dez fêmeas de O. insidiosus foram pulverizados em torre de Potter com os mesmos produtos citados anteriormente. Após a pulverização, cada casal foi individualizado em placa de Petri de 5,0 cm de diâmetro e alimentado ad libitum com ovos de A. kuehniella. Como substrato de oviposição, foi colocada, em cada placa, uma haste de picão-preto com 4,0 cm de comprimento contendo em sua base um chumaço de algodão umedecido para evitar o seu secamento e morte dos ovos. As placas foram fechadas com filme de PVC laminado e mantidas em câmara climatizada a 25±1oC, UR 70±10% e 12h de fotofase.

Coletaram-se diariamente as hastes, e sob microscópio estereoscópico (40x), anotava-se o número de ovos presentes em cada uma, sendo substituída por uma nova, e a cada dois dias, acrescentavam-se ovos de A. kuehniella. As avaliações da oviposição e da sobrevivência das fêmeas foram realizadas até o quinto dia do início da oviposição.

O efeito total dos inseticidas sobre a capacidade de oviposição de O. insidiosus (E) foi calculado por meio da fórmula de Veire et al. (1996): E = 100% - [(100% - Ma)'Er], sendo:

Ma = Mortalidade no tratamento corrigida pela fórmula de Abbott (1925).

Er = oviposição total no tratamento com inseticida/oviposição total no tratamento testemunha.

Após obter o efeito total, cada produto fitossanitário foi enquadrado nas classes de toxicidade propostas pela IOBC, sendo: classe 1 = inócuo (E<30%), classe 2 = levemente nocivo (30%£ E £79%), classe 3 = moderadamente nocivo (80%£ E £99%) e classe 4 = nocivo (E>99%).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Efeito dos produtos fitossanitários sobre adultos de O. insidiosus

Verificou-se que cartap e ciromazina,  quando aplicados sobre machos de O. insidiosus, não afetaram significativamente a sobrevivência, com médias de 30% e 50%, respectivamente (Tabela 1). Entretanto, abamectina, fenpropatrina e imidaclopride não permitiram sobrevivência. Observou-se que as fêmeas tratadas com cartap e ciromazina também não foram afetadas; porém, aquelas pulverizadas com abamectina, fenpropatrina e imidaclopride não sobreviveram.

 

 

A seletividade apresentada por ciromazina pode estar associada ao seu modo de ação, pois, segundo Friedel e McDonell (1985), Eto (1990) e Fomlin (1994), trata-se de um produto bastante específico para o controle de dípteros. Os autores também afirmaram que esse produto é mais efetivo nos estágios iniciais do desenvolvimento dos insetos e que tem pouca ou nenhuma ação de contato, e para ser ativo, deve ser ingerido pela larva. Quanto ao cartap, possui a capacidade de se acoplar ao receptor da acetilcolina na região pós-sináptica, sem, contudo, estimular a célula subseqüente, não ocorrendo a transmissão do impulso nervoso (Hayes JÚNIOR e Laws JÚNIOR, 1991).

Resultados semelhantes foram obtidos por Lee et al. (1997) com fenpropatrina, os quais pulverizaram esse inseticida sobre adultos de Orius sauteri (Poppius) e não observaram sobreviventes. Os efeitos nocivos de abamectina também foram semelhantes àqueles constatados por Shipp et al. (2000), que confinaram adultos de O. insidiosus em gaiolas contendo folhas de pepino previamente tratadas e não constataram sobreviventes.

Os resultados encontrados com imidaclopride aproximaram-se dos de Elzen (2001), que ao oferecer ovos do noctuídeo Helicoverpa zea (Boddie) tratados com esse produto a machos e fêmeas de O. insidiosus, observou sobrevivência próxima de 52,2% e 37,3%, respectivamente. Nemoto (1995), em condições de campo, visando ao controle de pragas da berinjela, verificou que ao longo de cinco pulverizações de imidaclopride, ocorreu uma redução significativa da densidade populacional de O. sauteri e Orius minutus (Linnaeus).

Efeito dos produtos fitossanitários na reprodução de O. insidiosus

Cartap não afetou o período de pré-oviposição do predador, apresentando média de 4,9 dias, e a ciromazina reduziu significativamente esse período, com uma média de 3,1 dias (Tabela 2). Esses produtos não afetaram significativamente a fecundidade diária e total de O. insidiosus, com médias de 3,7 e 2,8, e 16,6 e 16,1 ovos, respectivamente.

Observou-se que cartap não reduziu significativamente a viabilidade dos ovos de O. insidiosus, com média de 70,52%; contudo, a ciromazina afetou negativamente esse parâmetro biológico, com média de 58,72% (Figura 1).

O inseticida ciromazina foi classificado como inócuo e o cartap  como  levemente  nocivo  (Tabela 3).  Os demais produtos fitossanitários foram nocivos a esse predador.  Resultados  semelhantes  foram  obtidos por  Carvalho  et al.  (2000)  para  abamectina,  ciromazina, fenpropatrina e imidaclopride, quando pulverizados sobre ninfas de O. insidiosus, os quais foram enquadrados nas classes 4, 1, 4 e 4, respectivamente. Esses resultados assemelharam-se àqueles de Veire et al. (1996) que, avaliando o efeito da abamectina e ciromazina sobre ninfas de O. laevigatus, os enquadraram nas classes 4 e 2, respectivamente.

Efeito  dos  produtos  fitossanitários  na  capacidade predatória de fêmeas de O. insidiosus

A ciromazina não afetou a capacidade predatória de O. insidiosus, e uma fêmea consumiu cerca de quatro ovos de A. kuehniella ao dia e 20,2 ovos em cinco dias (Tabela 4). Cartap diminuiu a predação diária e total/fêmea, com média de 2,1 e 10,3 ovos predados, respectivamente, confirmando as observações de Fomlin (1994), que relatou o efeito negativo desse produto sobre a alimentação do predador.

 

 

CONCLUSÕES

a) Abamectina, fenpropatrina e imidaclopride foram altamente tóxicos aos adultos de O. insidiosus, sendo ciromazina e cartap pouco nocivos.

b) Ciromazina e cartap, por serem pouco tóxicos a esse predador, podem ser recomendados em programas de manejo integrado de pragas na cultura do crisântemo.

 

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