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Ciência e Agrotecnologia

Print version ISSN 1413-7054

Ciênc. agrotec. vol.35 no.4 Lavras Aug. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-70542011000400020 

ZOOTECNIA E MEDICINA VETERINÁRIA

 

Estudo comparativo da ação anti-helmíntica da batata de purga (Operculina hamiltonii) e do melão de são caetano (Mormodica charantia) em caprinos (Capra hircus) naturalmente infectados1

 

Comparative study of the anti-helminthic action of the potato of purges (Operculina hamiltonii) and the cantaloups of São Caetano (Mormodica charatia) in naturally infected goats (Capra hircus)

 

 

Luciano de Brito-JuniorI; Maria Luana Cristiny Rodrigues SilvaII; Francisco Heitor de LimaII; Ana Célia Rodrigues AthaydeIII; Wilson Wouflan SilvaIII; Onaldo Guedes RodriguesIII

IUniversidade Federal de Campina Grande/UFCG – Unidade Acadêmica de Ciências Biológicas/UACB – Campus de Patos – Avenida Universitária, s/n – Santa Cecília – 58708-110 – Patos, PB – lbritojunior@hotmail.com
IIUniversidade Federal de Campina Grande/UFCG – Patos, PB
IIIUniversidade Federal de Campina Grande/UFCG – Centro de Saúde e Tecnologia Rural/CSTR – Unidade Acadêmica de Ciências Biológicas/UACB – Patos, PB

 

 


RESUMO

As helmintoses gastrintestinais ocupam lugar de destaque na produção de pequenos ruminantes como um fator limitante e o seu controle vem sendo realizado por meio do uso indiscriminado de anti-helmínticos favorecendo o surgimento da resistência a medicamentos. Com o objetivo de comparar a ação anti-helmíntica das plantas Operculina hamiltonii (batata de purga), Marmodica charantia (Melão de São Caetano) e do moxedctin a 0,2% sobre as infecções helminticas naturais de caprinos, foram utilizados 40 caprinos, sem raça definida, fêmeas, com idade entre seis e 12 meses, naturalmente infectados, separados em quatro grupos: o GRUPO 1 (G1) – animais controle negativo tratados com água destilada; o GRUPO 2 (G2) – animais tratados com o extrato alcoólico da O. hamiltonii; o GRUPO 3 (G3) – animais tratados com o extrato alcoólico da M. charantia e no GRUPO 4 (G4) – animais controle positivo tratados com moxidectina 0,2%. Todos os grupos receberam os tratamentos por três dias consecutivos. As amostras fecais foram coletadas nos dias 0, 30 e 60 após tratamento, para a realização da contagem de ovos por grama de fezes (OPG) e larvacultura. Para avaliar o efeito dos tratamentos, aplicou-se o teste de redução na contagem de ovos por grama de fezes (RCOF). A RCOF do G2, G3 e G4 foram de 63 e 90; 40 e 40; 100 e 100%, respectivamente para 30 e 60 dias pós-tratamento respectivamente. Durante o período de estudo, observou-se que todas as amostras coletadas estavam positivas para larvas de helmintos da superfamília Trichostrongyloidea, com exceção para o G4, nos dias 30 e 60 pós-tratamento. O Haemonchus foi o parasita mais prevalente nas coproculturas.

Termos para indexação: Etnoveterinária, fitoterapia, helmintoses, caprinocultura.


ABSTRACT

Gastrintestinal helminthosis occupy a place of prominence in the production of small ruminants as an edge factor. Its control has been carried through the indiscriminate use of anti-helminthic products in favor of the appearing resistance to the medicines. With the objective to compare the anti-helminthic action of the Operculina hamiltonii plants (potato of purges), Marmodica charantia (Cantaloups of Sao Caetano) and of moxedctin at 0.2% about the natural helminthic infections of goats, there had been used 40 goats, without defined race, females, with age between six and 12 months, naturally infected, separated in four groups: GROUP 1 (G1) negative control animals treated with distilled water; GROUP 2 (G2) -animal treated with the alcoholic extract of O. hamiltonii; GROUP 3 (G3) - animal treated with the alcoholic extract of M. charantia and GROUP 4 (G4) - positive control animals treated with moxidectina at 0.2%. All of them had received the treatments for three days in a row. The feces samples were collected at: 0, 30 and 60 days after treatment, for the accomplishment of the egg counting per gram of excrements (EPG) and larvae culture. To evaluate the effect of the treatments, a reduction on the egg counting per gram of excrements (RECE) was applied. The RECE of the G2, G3 and G4 were: 63 and 90; 40 and 40; 100 and 100%, respectively for 30 and 60 days post-treatment, respectively. During the period of study it was observed that all collected samples were positive for larvae of helminths of the superfamily Trichostrongyloidea, except for the G4, throughout 30-60 days and post-treatment. The Haemonchus was the most prevalent parasite in the culture of feces.

Index terms: Ethnoveterinary, fithotherapy, helminthosis, caprinoculture (goat farming).


 

 

INTRODUÇÃO

O Brasil possui aproximadamente 12,6 milhões de cabeças de caprinos, correspondendo ao 11º maior rebanho do mundo. O nordeste é a região mais
representativa do Brasil com relação ao número de caprinos, possuindo um rebanho de cerca de 8,9 milhões caprinos, compreendendo aproximadamente a 93% do rebanho nacional (ANUALPEC, 2002).

Os caprinos constituem uma fonte de proteína de origem animal, o que torna a caprinocultura uma das atividades importantes, do ponto de vista socioeconômico,
tanto no Brasil como no mundo onde existe a exploração da espécie. Nas criações maiores e mais tecnificadas, a cabra aparece como geradora de empregos, permitindo a uma parcela da população a ter o seu sustento garantido por via direta (trabalho na criação), bem como por via indireta (nas queijarias, fábricas de couro) (VIEIRA et al., 1998; RODRIGUES et al., 2007).

O parasitismo é causa primária da redução do potencial produtivo animal, sendo responsável por altas perdas econômicas, em decorrência de crescimento retardado, perda de peso, diminuição da ingestão de alimentos, redução na produção de leite, baixa fertilidade e nos casos de infecções maciças, altas taxas de mortalidade (GOPALet al., 1999; MOLENTO, 2004).

Só com tratamento de infecções por Haemonchus, o Quênia e a África do Sul, apresentam perdas anuais entre US$ 26 e 45 milhões. Também foram calculados custos associados com o controle desses parasitos na Índia, aonde chega à cifra de US$ 103 milhões (MCLEOD, 2004; KRECEK; WALLER, 2006).

Os principais gêneros parasitas de caprinos são: Haemonchus, Trichostrongylus, Strongylus, Moniezia, Cooperia, Oesophagostomum, Skrjabinema, Trichuris e Cysticercus.

Surtos epizoóticos de haemoncose e strongiloidose caprina diagnosticados no semiárido paraibano vêm aumentando os índices de morbidade e mortalidade do efetivo caprino, comprometendo a produtividade do sistema (RODRIGUES et al., 2007).

O controle das parasitoses gastrintestinais de caprinos é realizado principalmente com o uso de antihelmínticos sintéticos comerciais. Embora sejam utilizados em todas as espécies domésticas, o maior mercado é certamente aquele destinado aos ruminantes (URQUHART, 1996). No entanto, a utilização incorreta e indiscriminada desses produtos tem provocado o surgimento do fenômeno da resistência a anti-helmínticos (RA) (VIEIRA; CAVALCANTE, 1998; RODRIGUES et al., 2007; CEZAR et al., 2008). Esse fator, aliado ao manejo inadequado, tem estimulado pesquisadores e criadores a buscarem novos meios alternativos no controle de helmintos em pequenos ruminantes.

Roeder (1988) refere-se à importância do emprego de plantas medicinais nas enfermidades dos rebanhos no semiárido do Nordeste brasileiro e sugere a intensificação de pesquisas com fitoterápicos.

Araújo-Lima et al. (2002), em trabalho de difusão do uso de plantas medicinais com produtores de caprinos da região de Patos – PB, indicaram como plantas medicinais com ação sobre vermes o melão de São Caetano (Mormodica charantia), a batata de purga (Operculina hamiltonii) e a semente da abóbora (Cucurbita pepo).

Almeida et al. (2003), utilizando os extratos aquosos das folhas de capim santo (C. citratus) e o Capim-Açu (Digitaria insularis) no tratamento in vitro de nematóides gastritestinais de caprinos, observaram uma redução superior a 95% do número de larvas da superfamília Strongyloidea, na concentração de 224 mg/ml para o extrato de Capim-santo e entre 355,2 e 138,75 mg/ml para o extrato de Capim-açu.

Araújo-Lima et al. (2002), administrando dose oral de 90g/animal do melão de São Caetano (M. charantia), verificaram a redução no número de OPG em caprinos SRD infectados naturalmente, na região semiárida da Paraíba.

Conduziu-se este estudo, com o objetivo de avaliar a ação anti-helmíntica da batata de purga (Operculina hamiltonii) e do melão de São Caetano (Mormodica charantia), plantas popularmente usadas no semiárido paraibano.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Local de realização do experimento

O experimento foi desenvolvido por um período de 60 dias, em propriedades do sistema produtivo de caprinos do semiárido e nos Laboratórios de Doenças Parasitárias dos Animais Domésticos e de Ciências Químicas Biológicas da Unidade Acadêmica de Medicina Veterinária (UAMV) do Centro de Saúde e Tecnologia Rural (CSTR) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campus de Patos - PB.

Animais

Foram utilizados 40 caprinos, sem raça definida, fêmeas, com idade entre seis e doze meses de vida, com peso de 14 a 18 kg. Os animais não precisaram sofrer adaptação em função de já estarem familiarizados com o ambiente utilizado. O sistema de marcação foi brincagem. Os animais foram examinados previamente para diagnóstico do parasitismo natural por helmintos gastrintestinais.

Coleta de Fezes

As amostras fecais individuais foram obtidas diretamente da ampola retal com auxílio de tubos de ensaio lubrificados com glicerina líquida. As amostras de fezes foram identificadas, posteriormente acondicionadas em caixas térmicas e refrigeradas com gelo até o seu processamento.

Exames realizados

Os exames realizados foram à contagem do número de ovos por grama de fezes (OPG) pela técnica descrita por Gordon e Whitlok (1939) e coproculturas (ROBERTS; O'SULLIVAN, 1950) que foram realizadas em pool, misturando-se as amostras fecais dos animais de cada grupo experimental, identificando-se um mínimo de 100 larvas de terceiro estágio (KEITH, 1953). Somente após o diagnóstico da infecção helmíntica, os animais foram submetidos aos tratamentos experimentais. Os exames foram realizados nos dias 0, 30 e 60, do período experimental.

Preparo e Manipulação das Plantas

As amostras das plantas utilizadas foram todas submetidas aos mesmos procedimentos laboratoriais. Após coleta e identificação botânica das partes indicadas no estudo etnofarmacológico e posterior herbarização, as folhas do melão de São Caetano e da bata de purga, foram higienizadas e, em seguida, picadas em triturador industrial, pesadas em balança eletrônica de precisão, para separação de alíquotas iguais e, por fim, armazenadas em bolsas de tecido não tecido (TNT). Em seguida, as amostras foram colocadas em um recipiente de vidro esterilizado para a preparação da alcoolatura, permanecendo submersas em álcool por um período de 72 horas. Das folhas do Melão de São Caetano e do farelo de batata de purga foram utilizados 1000g em 6000mL de álcool etílico PA e 300g em 4.300 mL de álcool etílico PA, respectivamente.

Após esse período, procedeu-se à filtragem das mesmas, utilizando papel de filtro e o líquido filtrado (volume inicial = V1), foi transferido em pequenas porções (300 mL) para um balão de 1000 mL para a obtenção do extrato liquido, a uma temperatura de 40+50º C. O extrato obtido (volume final = V2), foi transferido para recipiente de vidro de cor âmbar, colocado à temperatura ambiente por 10 minutos e, em seguida, mantido sob refrigeração até o momento em que os animais receberiam o tratamento. A concentração da planta em g/mL (m/v), do extrato obtido a partir das folhas do melão de São Caetano (M. charantia) calculada foi de 2,17 mg/mL, o volume final (V2) após a extração do álcool foi 460,2 mL e a dose utilizada correspondeu a 2,7 mL/Kg de peso corpóreo. A concentração do extrato obtida a partir do farelo da batata purga (O. hamiltonii) foi 0,7 mg/ml, o V2 após extração do álcool foi 450 mL e a dose utilizada foi 0,56 mL/kg de peso corpóreo por via enteral.

Teste de redução da contagem de OPG nas fezes

As médias aritméticas da contagem do número de ovos por grama de fezes, para cada grupo tratado (OPGt), foram calculadas e comparadas com as médias contadas no grupo controle (OPGc). A redução na contagem de ovos por grama de fezes (RCOF) foi determinada, usando a fórmula descrita por Coles et al. (1992):

 

RCOF=[1-(OPGt/OPGc)]x100

 

Em que:

RCOF= teste de redução da contagem de ovos por grama de fezes

OPGt= média do número de ovos por grama de fezes do grupo de animais tratados

OPGc= média do número de ovos por grama de fezes do grupo controle

Delineamento Experimental

Os animais foram separados em quatro grupos, sendo cada grupo composto por 10 caprinos. O GRUPO 1- animais controle negativo, tratados com água destilada; o GRUPO 2 animais tratados com o extrato alcoólico da O. hamiltonii (batata de purga), na dose de 0,56mL/kg de peso corpóreo; o GRUPO 3 - os animais tratados com o extrato alcoólico da M. charantia (melão de São Caetano), na dose de 2,7mL/Kg de peso corpóreo e no GRUPO 4 -animais controle positivo tratados com anti-helmíntico à base de moxidectina 0,2%, administrado oralmente, em dose única de 1,0mL/10Kg. Todos os grupos tratados com extrato vegetal receberam essa dose por três dias consecutivos, uma vez ao dia

O monitoramento da infecção helmíntica foi feito por meio da determinação do número de OPG dos animais, realizado mensalmente. Os resultados obtidos com a contagem de OPGs foram tratados pela fórmula log (x+1) e submetidos à análise de variância e teste de Tukey a 5% de significância.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Com a metodologia utilizada, os resultados obtidos demonstraram uma redução na contagem do número do número de OPG de fezes nos animais tratados em relação ao grupo controle negativo (Tabela 1).

Foi observada uma redução no OPG dos animais dos Grupos G2, G3 e G4. A redução (Tabela 1) variou de 40% a 100% e de 90% a 100% 30 e 60 dias após o tratamento, respectivamente. Ressaltando-se ainda que nenhum efeito colateral foi observado nos animais dos grupos tratados (Tabela 1).

Para o grupo (G2) tratado com o extrato de batata de purga (O. hamiltonii), a redução média no OPG foi 63% observado 30 dias pós-tratamento e 90% observado 60 dias pós-tratamento (Tabela1). A análise dos dados mostrou que houve diferenças significativas ao nível considerado na redução de OPG nos 30 e 60 dias pós-tratamento (P>0,05). Comparado com o G1 a média do percentual de redução do OPG, aumentou para 77% e 95%, respectivamente. Dados que diferem daqueles informados por Rodrigues et al. (2007) que obtive com extrato aquoso de batata-de-purga nas fêmeas e machos, 21 dias pós tratamento de 49,4 e 50% de eficácia, respectivamente e por Silva et al. (2010) que obteve redução de 70% utilizando farelo de batata-de-purga em caprinos. Segundo preconiza o Grupo Mercado Comum GMC (1996), o uso do extrato de batata de purga obtive uma redução significativa no número de OPG em caprinos.

No grupo tratado com o extrato do melão de São Caetano (M. charantia), foi observada uma redução média no OPG de 40% nos dias 30 e 60 pós-tratamento, valores esses que não diferiram significativamente (P>0,05). Esses resultados não corroboram com os relatos de Almeida et al. (2007), que utilizando folhas de M. charantia em caprinos naturalmente infectados obteve uma redução no número de OPG de 82% visto aos 60 dias pós-tratamento. Quando comparados aos do grupo G1 no mesmo período estudado os valores obtidos, expressou um aumento na redução para 49% e 56% para 30 e 60 dias pós-tratamento, respectivamente. Ao se comparar esses resultados com o que preconiza o GMC (1996), os resultados obtidos com o uso do extrato do melão de São Caetano (M. charantia) expressa uma redução no de OPG, pouco significativa.

O grupo tratado com a moxidectina a 0,2%, apresentou uma redução no OPG de 100%, 30 e 60 dias póstratamento. A análise dos resultados mostrou diferenças significativas (P>0,05) ao nível considerado. Esses resultados não corroboram com os apresentados por Papadopoulos et al. (2004) que, em condições experimentais semelhantes, registraram uma redução de 93,5% no número de OPG em fezes de caprinos tratados com a moxidectina 0,2% por via oral 56 dias pós-tratamento. Rodrigues et al. (2007) em condições experimentais semelhantes, avaliando a sensibilidade de nematóides gastrintestinais de caprinos em propriedades do sistema produtivo de caprinos do Sertão Paraibano, registrou uma redução no número de OPG de 89,9% aos 21 dias pós-tratamento. Os resultados obtidos indicaram que a moxidectina a 0,2% apresentou uma ação farmacológica satisfatória na redução do OPG, segundo preconiza o GMC (1996).

Durante o período de estudo, observou-se que de todas as amostras coletadas 100% estavam positivas (Tabela 2) para helmintos da superfamília Trichostrongyloidea.

O Haemonchus foi o gênero mais prevalente, corroborando com resultados obtidos em experimentos realizados em rebanhos caprinos no estado do Ceará e em outros estados no nordeste brasileiro (VIEIRA; CALVACANTI, 1998; RODRIGUES et al., 2007). Está persistência do gênero Haemonchus, provavelmente, se deva ao seu alto potencial biótico, que contribui para que a resistência, nesse gênero, se desenvolva de forma rápida e efetiva (ECHEVARRIA; TRINDADE, 1989). Aliado a esse potencial, o gênero possui uma grande variabilidade genética e, possivelmente, alberga o alelo que causa a diminuição da susceptibilidade a uma droga (BLACKHALL et al., 1998).

 

CONCLUSÕES

A partir da metodologia empregada neste estudo, com caprinos da mesorregião do sertão paraibano e nas condições a que foram submetidos, os resultados obtidos sugerem que:

O uso do extrato alcoólico de batata de purga (Operculina hamiltonii) e das folhas de melão de são Caetano (Momordica charantia) são eficazes na redução do número de ovos por grama de fezes (OPG) de helmintos gastrintestinais em caprinos naturalmente infectados, representando uma alternativa no controle desses parasitos.

O gênero Haemonchus é o mais prevalente dentre os demais gêneros da superfamília Trichostrongyloidea em infecções helmínticas naturais de caprinos no semiárido paraibano.

 

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Recebido em 25 de maio de 2009 e aprovado em 10 de fevereiro 2010

 

 

1 Parte da dissertação defendida no Programa de Pós-Graduação em Zootecnia pela Universidade Federal de Campina Grande/UFCG

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