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Acta Ortopédica Brasileira

versão impressa ISSN 1413-7852versão On-line ISSN 1809-4406

Acta ortop. bras. v.14 n.2 São Paulo  2006

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-78522006000200007 

ARTIGO ORIGINAL

 

Reconstrução do L.C.P. do joelho: técnica de fixação no leito tibial ("INLAY"). Avaliação objetiva e subjetiva de 30 casos

 

 

Sérgio Rocha PiedadeI; Rodrigo Ribeiro MunhozII; Giancarlo CavenaghiIII; João Batista de MirandaIV; Martha Maria MischanV

IProfessor Doutor em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.
IIMédico-Residente do Grupo do Joelho do DOT-HC-UNICAMP
IIIMédico Ortopedista-Assistente do Grupo do Joelho do DOT-HC-UNICAMP
IVProfessor Doutor em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp
VProfessora Doutora do Departamento de Bioestatística da Unesp-Botucatu

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A reconstrução cirúrgica do ligamento cruzado posterior (L.C.P.) do joelho ainda permanece como um grande desafio terapêutico. Neste trabalho avaliamos 30 pacientes submetidos à reconstrução cirúrgica do L.C.P. com a técnica de fixação do enxerto tendíneo no leito tibial por abordagem direta ("INLAY"). 28 pacientes eram do sexo masculino e 2 do feminino, com idade média de 31,10 anos. O tempo médio de lesão foi de 34,24 meses Em 67% dos casos a lesão foi secundária a acidente motociclístico. As lesões condrais e do ligamento cruzado anterior (L.C.A.) do joelho estavam presentes em 67% e 33% dos casos, respectivamente. Os pacientes foram avaliados objetivamente (teste de gaveta posterior) e subjetivamente (Escala de Lysholm). O seguimento pós-operatório médio foi de 21,7 meses. Cerca de 66% dos casos foram classificados como bom e excelente na avaliação subjetiva e objetiva. A análise estatística apresentou comportamento semelhante para as duas avaliações.Os resultados clínicos pós-operatórios obtidos neste trabalho têm nos encorajado a seguir com esta técnica cirúrgica.

Descritores: Joelho; Ligamento cruzado posterior; Reconstrução.


 

 

INTRODUÇÃO

O ligamento cruzado posterior (L.C.P.) do joelho se origina no côndilo femoral medial e cruza a articulação para baixo e posteriormente, inserindo-se na face posterior da tíbia. No joelho sadio, ele atua como restritor primário ao deslocamento posterior da tíbia em relação ao fêmur, principalmente com o joelho em 90º de flexão(1).

Na literatura, a incidência da lesão do L.C.P. apresenta grande variabilidade. Estima-se que ela ocorra em cerca de 3% da população geral e em aproximadamente 37% dos indivíduos vítimas de trauma de alta energia associados a hemartrose do joelho, prevalência maior para os acidentes motociclísticos(2). O mecanismo de lesão mais freqüente é o trauma na face anterior da tíbia com o joelho fletido a 90º, conhecido como "trauma do painel"(3).

A evolução clínica desta lesão apresenta certas particularidades. Numa fase inicial, a lesão isolada do L.C.P. pode ser subdiagnosticada devido a pouca sintomatologia apresentada pelo paciente(4). Com o passar do tempo, a insuficiência do L.C.P. impõe uma sobrecarga adicional ao compartimento medial do joelho e da articulação fêmoro-patelar(3,5,6). As queixas de dor, derrame articular e limitação funcional tornam-se mais freqüentes, principalmente se coexistirem outras lesões ligamentares(2,3).

Estudos clínicos recentes abordando a história natural da lesão do L.C.P. têm alertado para a deterioração da função articular que tende a ocorrer com a cronicidade desta lesão(2,3,7,8). Paralelamente, o melhor conhecimento da função biomecânica do L.C.P., a avaliação propedêutica mais detalhada e o desenvolvimento de novos instrumentais, como guias e sistemas de fixação têm ampliado as indicações cirúrgicas para esta lesão(9-13). Sendo assim, as lesões ligamentares combinadas envolvendo o L.C.P., instabilidade ligamentar sintomática grau III e a fratura-avulsão do L.C.P. constituem indicações para o tratamento cirúrgico.

Na reconstrução cirúrgica do L.C.P., utiliza-se um enxerto autólogo de tendão, como substituto ligamentar. Os tendões patelar, quadriciptal e os dos músculos grácil e semitendionoso são as principais opções como substituto. Atualmente, a técnica mais comumente empregada é a transtibial, a qual consiste em fixar o enxerto tendíneo na tíbia através de um túnel transtibial(7, 8, 14-16).

Embora largamente difundida, esta técnica tem recebido críticas. Diversos autores têm sugerido que o ângulo agudo formado pelo enxerto na sua passagem pelo túnel transtibial e a face posterior da tíbia é um ponto determinante na evolução clínica pós-operatória. Este ângulo, chamado "ângulo assassino", determina uma concentração de tensão no enxerto e sua conseqüente deterioração e possível ruptura com as sucessivas cargas cíclicas a que é diariamente submetido.

A partir de 1993 e 1995 com os trabalhos de Jakob et al.(17) e de Berg(18) é descrita uma nova proposta cirúrgica para o tratamento da lesão do L.C.P. Nesta técnica, a fixação do enxerto é feita no leito tibial por abordagem direta (INLAY). Segundo os autores, este procedimento permite um posicionamento mais anatômico do enxerto no leito tibial, além de evitar uma angulação desfavorável na borda posterior da tíbia, conforme observado na técnica transtibial.

Neste trabalho avaliamos os resultados clínicos obtidos em 30 casos de instabilidade posterior do joelho tratados cirurgicamente com a técnica de reconstrução do L.C.P. com fixação do enxerto no leito tibial ("INLAY").

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Entre maio de 2002 e janeiro de 2005, 30 pacientes com lesão do ligamento cruzado posterior do joelho foram submetidos à reconstrução cirúrgica pela técnica de fixação do enxerto tendíneo no leito tibial por abordagem direta ("INLAY"). O diagnóstico da lesão foi feito através de anamnese e exame clínico (teste da gaveta posterior em posição neutra).

28 pacientes eram do sexo masculino (93%) e 2 do sexo feminino (7%). A média de idade foi de 31,10 anos (mínimo de 17 anos e máximo de 47 anos). Apenas um caso (nº 23) era de revisão cirúrgica da reconstrução do L.C.P. pela técnica trans-tibial, enquanto 29 casos eram cirurgias primárias. Os mecanismos de lesão foram em 73% dos casos acidente motociclístico e automobilístico, 17% entorse e 10% outros. O tempo de lesão variou de três meses a 10 anos, com média de 33,30 meses. Em relação à presença de lesões associadas, observou-se 10 casos de lesão do ligamento cruzado anterior (33%); 16 casos de lesão meniscal (53%); 20 casos de lesão condral (67%) e 2 casos de lesão ligamentar do canto póstero-leteral (7%), (Quadro 1).

 

 

TÉCNICA CIRÚRGICA

Com o paciente anestesiado, posicionado em decúbito dorsal horizontal, realizava-se a abordagem do joelho por incisão mediana anterior de aproximadamente 15cm, seguida de artrotomia medial, inspeção articular e identificação das lesões intra-articulares.

Uma vez retirado o enxerto do terço central do tendão patelar homolateral, realizava-se o posicionamento e frezagem do túnel femoral na origem do ligamento cruzado posterior do fêmur. Após a fixação do enxerto com parafuso de interferência metálico (Figura 1-A e B), o garrote era liberado, feita a hemostasia e sutura por planos.

 

 

No segundo tempo, o paciente era posicionado em decúbito dorsal horizontal para a abordagem posterior do joelho através de incisão em "L invertido", descrita por Burks e Schaffer(19). Com a artrotomia medial identificava-se o leito de inserção do L.C.P. na face posterior da tíbia. Neste momento, realizava-se uma canaleta proporcional ao tamanho do enxerto (Figura 2-A e B), o qual era fixado sob pressão com auxílio de parafuso cortical 3,5 e arruela (Figura 3-A e B) mantendo-se o joelho em extensão. Testava-se então a fixação do enxerto através de movimentos de flexão e extensão do joelho, seguida da liberação do garrote, hemostasia, colocação de dreno de aspiração e sutura por planos. Todos os casos foram operados por um mesmo cirurgião.

 

 

 

 

No pós-operatório, o joelho foi mantido numa órtese em extensão durante seis semanas, sendo liberada carga parcial com auxílio de muletas a partir da quarta semana e mantido programa de reabilitação fisioterápica durante três meses.

Posteriormente, todos os pacientes foram submetidos a uma avaliação objetiva (teste de gaveta posterior) e subjetiva (Escala de Lysholm).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A reconstrução cirúrgica do ligamento cruzado posterior do joelho ainda permanece como um grande desafio terapêutico (14-18, 20, 21). Este ligamento é uma estrutura complexa; possui particularidades anatômicas como a sua inserção tibial, o que dificulta sua abordagem cirúrgica. Por se tratar de uma lesão menos freqüente que o do ligamento cruzado anterior (L.C.A.), muitos cirurgiões não têm experiência com este procedimento. Paralelamente, estudos em ciências básicas referentes à biomecânica deste ligamento também são limitados quando comparados ao L.C.A., portanto, isto faz com que a experiência com o L.C.P. esteja pelo menos dez anos defasada em relação ao L.C.A. Neste trabalho são apresentados os resultados obtidos com 30 casos de reconstrução do L.C.P. pela técnica de fixação no leito tibial ("INLAY") e seguimento clínico pós-operatório médio de 20,47 meses. Em 67% dos casos, as lesões foram secundárias a acidentes motociclísticos.

Durante a evolução clínica foram observadas quatro complicações. Três casos (nº 8, nº 24 e nº 28) apresentaram quadro de restrição do arco de movimento secundário a artrofibrose que evoluíram bem após manipulação sob anestesia e um caso (nº 29) apresentou a deiscência da cicatriz cirúrgica, face posterior do joelho, que se resolveu apenas com medidas conservadoras.

Os resultados obtidos através das avaliações objetiva (teste de gaveta posterior) e subjetiva (escala de Lysholm) são apresentados no Quadro 2.

 

 

A partir dos resultados apresentados no Quadro 2 foi realizada a análise estatística desses dados objetivando-se estabelecer correlação entre eles e suas características de distribuição, sendo elaborada a Figura 4.

 

 

Na Figura 4 observa-se que o coeficiente de correlação entre as variáveis subjetiva e objetiva foi r = -0,624, significativo ao nível de 1% de probabilidade. Verifica-se que os altos valores da avaliação subjetiva estão fortemente relacionados aos baixos valores da avaliação objetiva, caracterizando uma correlação linear decrescente. Portanto, o ganho de estabilidade articular cursou com melhores avaliações subjetivas realizadas pelos pacientes.

Relacionando o número de casos com as avaliações subjetiva (escala de Lysholm) e objetiva (teste de gaveta posterior) e suas respectivas classificações realizadas pós- operatoriamente, foi construído o Quadro 3.

 

 

A partir dos dados apresentados na Quadro 3 foi elaborada a Figura 5, onde se observam as distribuições dos sistemas de avaliação (subjetiva e objetiva) e suas respectivas classificações nos 4 níveis (excelente, bom, regular e pobre.).

 

 

Da mesma forma, a utilização do teste exato de Fisher mostrou um valor p=0,527, muito superior ao valor 0,05 comumente adotado, o que nos leva aceitar a hipótese de nulidade. As avaliações não diferem quanto à distribuição dos casos em excelente, bom, regular e pobre. Portanto, as avaliações subjetivas e objetivas apresentam comportamento semelhante.

A literatura salienta que na lesão do L.C.P., a presença de lesões associadas, o tempo de lesão e o nível de atividade do paciente podem influenciar a evolução clínica pós-operatória.

Além disso, cabe ressaltar que na avaliação subjetiva temos a influência da interpretação individual do paciente em relação às suas limitações e à dor, o que pode ser responsável pelos diferentes resultados da avaliação subjetiva com a mesma graduação na avaliação objetiva. Não menos importante, a presença de lesões associadas também contribui como fator de interferência na avaliação subjetiva. Esta ocorrência pode ser observada nos casos em que temos associação com a lesão do canto póstero-lateral, onde a evolução clínica foi mais desfavorável (casos nº 6 e nº 23), conforme apresentado no Quadro 1. Importante salientar que o caso nº23, onde se tem a pior avaliação objetiva, com teste de gaveta posterior graduado como +3, corresponde a um caso de revisão cirúrgica após falha da reconstrução do L.C.P. pela técnica trans-tibial.

Nesta casuística obtivemos a negativação do teste de gaveta posterior em 4 casos. São pacientes jovens, com idade inferior a 35 anos, tempo de lesão menor que sete meses e sem lesão ligamentar periférica importante, o que pode ter contribuído para a boa evolução clínica pós-operatória.

 

CONCLUSÕES

Embora a reconstrução cirúrgica do L.C.P. ainda permaneça como um grande desafio terapêutico, os resultados clínicos obtidos nesta casuística têm nos encorajado a prosseguir com esta técnica.

 

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Endereço para correspondência:
Rua: Dr.Carlos Guimarães, 248, apto 114
Cambui - Campinas
CEP 13024-200 - São Paulo
E-mail: sergiopiedade@aol.com ou piedade@unicamp.com.br

Trabalho recebido em: 15/09/05 aprovado em 31/01/06

 

 

Trabalho realizado pelo Grupo de Cirurgia do Joelho no Departamento de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP.

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