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Acta Ortopédica Brasileira

Print version ISSN 1413-7852On-line version ISSN 1809-4406

Acta ortop. bras. vol.15 no.3 São Paulo  2007

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-78522007000300003 

ARTIGO ORIGINAL

 

Estudo das propriedades mecânicas do ligamento cruzado posterior e do ligamento patelar de cadáveres de seres humanos após utilização de radiofreqüência

 

 

Aline Fazzolari DotaI; Maurício Rodrigues ZenaideI; Marco Kawamura DemangeII; Gilberto Luis CamanhoIII; Arnaldo José HernandezIII

IMédicos Residentes do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
IIPreceptor e Pós-graduando do do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Fcauldade de Medicina da Universidade de São Paulo
IIIProfessor Associado do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Este trabalho visou estudar os efeitos da radiofreqüência sobre os ligamentos patelares (LP) e ligamentos cruzados posteriores (LCP) de cadáveres, levando em conta as características de rigidez e deformação máxima. Foram utilizados 11 LCP e 14 LP, sendo feitas as aferições com o aparelho Kratos® K5002 . Foi realizada a termoabrasão das estruturas, com encurtamento obtido entre 15 e 20% do comprimento inicial. Observou-se que essas deformações (encurtamento) não se mantiveram no ensaio pós RF. Conclusão: A radiofreqüência permite o encurtamento do LP e LCP. O encurtamento obtido não se mantém completamente quando os ligamentos são submetidos a cargas tensionais padronizadas neste ensaio biomecânico. O uso de radiofrequência causa redução da rigidez do tecido (LP e LCP).

Descritores: Ligamento cruzado posterior; Ligamento patelar; Biomecânica; Ablação por Cateter


 

 

INTRODUÇÃO

A reconstrução dos ligamentos cruzados anterior (LCA) e posterior (LCP) do joelho corresponde a um procedimento cada vez mais freqüente e com aprimoramento constante de técnicas. Esta reconstrução tem como objetivo restaurar a estabilidade e função do joelho após a ruptura / insuficiência destes ligamentos.

Na prática clínica, há situações de rotura parcial e total dos ligamentos cruzados., assim como situações de frouxidão ligamentar de ligamentos ou de neo-ligamentos/enxertos alongados e não funcionais. Aqueles com rotura parcial ou alongamento sem perda de continuidade podem ser tratados conservadoramente ou por cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior(1).

As propriedades mecânicas dos ligamentos têm sido estudadas assim como as de seus possíveis substitutos. Os tendões e ligamentos são constituídos predominantemente por colágeno, uma estrutura em forma de hélice tríplice com a capacidade variável de reter líquidos em função da solicitação mecânica (estado de deformação resultante da intensidade, duração e variação das tensões aplicadas). A deformação de um tecido puramente elástico é diretamente proporcional à força aplicada, enquanto que as propriedades de um tecido viscoso são dependentes do tempo e da velocidade de aplicação da força. Tecidos biológicos apresentam propriedades elásticas e viscosas, o que lhes confere um comportamento viscoelástico(2). Esse comportamento determina que as estruturas do aparelho locomotor sejam mais adaptadas às solicitações mecânicas em alta velocidade, ou impactos que ocorram constantemente ao longo da vida.

Observa-se atualmente um número crescente de cirurgias de revisão de reconstrução do LCA sendo em número significativo das vezes decorrente do alongamento deste ligamento conforme exposto previamente(3) , fato também observado com o ligamento cruzado posterior. Dessa maneira, considera-se interessante o desenvolvimento de técnicas que permitam o retensionamento do ligamento ou de seus respectivos enxertos substitutos permitindo se obter estabilidade do joelho sem a necessidade de cirurgia de reconstrução ligamentar.

Equipamentos de radiofreqüência permitem realizar encurtamentos nas fibras colágenas(4,5) sem cortá-las. Em seu funcionamento, as ponteiras passam corrente alternada da ponta desta para o tecido. Os ions do tecido seguem a direção da corrente alternada gerando calor friccional. Existem diversos modelos de aparelhos de radiofreqüência, inclusive tipos adaptados para uso em cirurgia por artroscopia com presença de líqüidos (imersos em solução fisiológica). Estes equipamentos são utilizados em cirurgias ortopédicas e artroscópicas para a ressecção, ablação, excisão de tecidos moles, hemostasia de vasos sangüíneos e coagulação de tecidos moles(6).

O uso de técnicas de encurtamento eletrotérmico com radiofreqüência (RF) objetivando encurtar as fibras de colágeno pode ter importância clínica. Seu uso em artroscopia do ombro para encurtamento da cápsula, denominada capsuloplastia térmica, consiste em uma das utilizações clínicas e das linhas de pesquisa atuais com equipamentos de radiofreqüência em cirurgias ortopédicas realizada através de artroscopia.(7,8,9) Estes equipamentos passaram a ser utilizados em cirurgias de joelho(1,3,4), inclusive na tentativa de eliminar a frouxidão do ligamento cruzado anterior. (1)

Os métodos com uso de radiofreqüência para este fim são considerados relativamente fáceis , podendo ser realizado pela maioria dos cirurgiões com experiência em artroscopia com poucas complicações.

 

OBJETIVO

Avaliar as propriedades mecânicas do ligamento cruzado posterior (LCP) e do ligamento patelar (LP) após a aplicação de radiofreqüência, comparando-as com as propriedades biomecânicas originais destas estruturas.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Foram analisadas as características mecânicas rigidez e deformação máxima. Para tal, foi utilizado o terço central do ligamento patelar (LP) e o ligamento cruzado posterior (LCP) de joelhos de cadáveres. Foram analisados 14 joelhos (11 LCP e14 LP). Não foram incluídos espécimes que apresentavam indícios de ocorrência de doenças consumptivas prévias ou alterações do joelho como deformidades, cicatrizes cirúrgicas ou evidências de lesões prévias, com o objetivo de trabalhar com joelhos considerados normais.

A obtenção de peças anatômicas foi restrita àqueles cadaveres em que se permitia captação com tempo de óbito menor que 7 dias e que tinham sido devidamente acondicionados no SVO à temperatura inferior a 4ºC.

Os joelhos foram retirados por via anterior, obedecendo os critérios do Serviço de Verificação de Óbitos da Capital (SVOC). Após a sua retirada, as peças anatômicas foram acondicionadas em sacos plásticos, identificadas com registro do SVOC e armazenadas em congelador a –20ºC, até a realização dos ensaios mecânicos, por período menor que 2 meses, não interferindo no resultado a preservação até 3 meses nesta temperatura(10,11).

O ligamento patelar e o ligamento cruzado posterior foram dissecados e preparados para a aplicação de radiofreqüência e dos ensaios mecânicos. Para tal, as peças anatômicas foram descongeladas por 4 horas à temperatura ambiente e submergidas a solução de cloreto de sódio a 0,9%.

O ligamento patelar foi preparado com dois blocos ósseos (2,0 x 1,0 x 1,0 cm) cada qual em uma extremidade, com largura de 1 cm de tendão, de maneira semelhante a empregada em cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior, sendo utlizado seu terço médio(12).

O ligamento cruzado posterior foi preparado fazendo pequenos cortes no fêmur e na tíbia, de maneira que a peça se ajustasse às garras circulares e permanecesse alinhada axialmente na máquina.

Para a fixação dos corpos de prova do ligamento patelar utilizaram-se garras (as quais fixaram os blocos ósseos) compostas por duas placas metálicas , retangulares, dotadas de perfil denteado sinusoidal em sua face interna e com dispositivos intemediários em uma das extremidades que permitiam sua montagem na máquina onde foram realizados os ensaios(13).

Para a fixação do ligamento cruzado posterior utilizou-se um par de garras circulares, com fixação de cada bloco ósseo no equador das mesmas, mantendo-se o alinhamento, sem tensão, do ligamento.

As garras foram comprimidas entre si com o mesmo torque, controlado.

Utilizamos o aparelho de radiofreqüência nos ligamentos fixos a um equipamento, com soro fisiológico, simulando as condições de uma artroscopia de joelho e desenvolvido a fim de minimizar o efeito da desidratação dos ligamentos, evitando alterações nos resultados(14.) O compartimento era composto por uma caixa de acrílico, similar a um aquário, com aproximadamente 10 cm de altura, comprimento e largura e tampa removível. A caixa, com capacidade de acomodar 1 litro de soro, possuía uma tampa com vedação de borracha e travas nas quatro pontas para minimizar a perda de líquido. Na tampa havia um furo central para permitir a fixação do tendão com gancho externo.

Em paredes opostas da caixa havia dois furos, para a instrumentação da radiofreqüência (furo com membrana de silicone), permitindo abordagem simétrica das estruturas estudadas.

O comprimento inicial dos ligamentos foi aferido com paquímetro.

Os ensaios mecânicos foram realizados no Laboratório de Biomecânica LIM 41 do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em uma máquina universal de ensaios mecânicos , eletromecânica Kratosâ K 5002 , dotada de célula de carga eletrônica CCI de 100kgf (Figura 1). A precisão deste sistema de carga é de 10g. Os ensaios foram acompanhados por registrador gráfico monitorado por microcomputador IBM PC compatível.

 

 

Utilizou-se uma junta universal, normatizada para ensaios de tração, objetivando centralizar e homogeneizar as tensões entre as estruturas, compensando eventuais variações de alinhamentos entre as fibras ou feixes dos ligamentos e dos tendões.

Os conjuntos de garras e ligamentos foram montados axialmente na máquina de ensaios mecânicos.

Foram realizados dois ensaios de tração, um antes e um após o uso da RF. O ensaio era iniciado com uma tração uniaxial livre, que era elevada a uma taxa de 20 mm/min até a força de 150N, considerada a força de pico (FMAX). Essa força foi determinada visando manter a integridade da estrutura, para posterior utilização da RF e novo ensaio. Tal força já havia sido utilizada na literatura com intuito de realizar ensaios repetidos.(13)

Em seguida, descia-se a junta superior da máquina em uma faixa de 15 a 20% do comprimento inicial, e então era aplicada à estrutura a radiofreqüência, através da ponteira do aparelho Vulcan, da PCE (Figura 2). Esse artifício era utilizado para controlar a quantidade do encurtamento, já que a máquina era capaz de detectar quando a estrutura fosse novamente tensionada. A temperatura na ponteira era mantida em torno de 75º C.

 

 

A estrutura então encurtada era submetida novamente ao ensaio de tração, sendo obtidos parâmetros biomecânicos após uso da RF.

 

RESULTADOS

Foram obtidos parâmetros das propriedades biomecânicas antes e após o uso da RF.

A rigidez foi obtida através de um gráfico força (N) X deformação (mm), sendo ela a tangente do ângulo de inclinação do diagrama da fase ascendente até ser atingida a FMAX, predeterminada em 150 N.

Separando os ensaios em 2 grupos, pré-RF e pós-RF, foi construído um gráfico de perfis individuais para as duas estruturas estudadas – LP e LCP. (Gráficos 1 e 2)

 

 

 

 

Foi realizada uma análise estatística entre o comportamento das duas estruturas, sendo observado em ambas uma diminuição da rigidez após o uso da RF, sendo que essa diminuição foi maior para o LP. (Gráfico 3)

 

 

Para o LCP, observou-se uma diminuição da rigidez que foi em média de 18,1±8,6 entre o grupo pré-RF e o grupo pós-RF, que se mostrou estatisticamente significante (p=0,048).

Da mesma forma, para o LP, observou-se uma diminuição da rigidez que foi em média de 42,6±7,7 entre os dois grupos, que se mostrou estatisticamente significante (p<0,001).

A deformação máxima sofrida pela estrutura durante o teste também foi estudada, através da análise em 2 grupos, pré e pós-RF. Observa-se abaixo o gráfico dos perfis individuais, mostrando um aumento consistente desta deformação após a RF. (Gráficos 4 e 5)

 

 

 

 

Procedendo-se a análise estatística através da determinação da média, desvio padrão, mediana, medida mínima e medida máxima, caracterizando o seguinte gráfico (Gráfico 6).

 

 

Conforme a análise, para o LCP, observou-se um acréscimo na deformação máxima do momento pré para o pós RF de 4,6±0,6mm, em média, sendo tal medida estatisticamente significante (p<0,0001). Para o LP, observou-se acréscimo de 6,3±0,6mm, em média, também com significância estatística (p<0,0001).

 

DISCUSSÃO

Utilizamos o LCP e o LP pois são estruturas frequentemente consideradas nas patologias e reconstruções ligamentares do joelho.

Ainda são escassos os estudos referentes ao LCP e seu comportamento biomecânico associado a lesões, em comparação ao LCA. Levando em conta que os ligamentos cruzados possuem constantes de proporcionalidade e força máxima semelhantes entre si1(5), este trabalho visa permitir a aplicabilidade destes resultados também ao LCA, dado seu comportamento biomecânico similar(15).

A porção central do ligamento patelar (LP) tem sido utilizada por muitos cirurgiões ortopédicos na reconstrução do ligamento cruzado anterior. Desta maneira, optamos pelo estudo deste ligamento como elemento comparativo ao comportamento dos ligamentos cruzados.

O uso da radiofrequência é uma técnica nova, com utilização recente na cirurgia do joelho(1,6,16), além de aplicações na cirurgia de ombro(7,8,9).

Estudos mostram que tendões e ligamentos submetidos à radiofreqüência não alteram suas propriedades biomecânicas de modo significativo no intervalo entre 65° e 75°, havendo, no entanto, rutura das estruturas com temperaturas superiores a 80° (4,17). Também é sabido que o encurtamento máximo tolerável seria por volta dos 15 a 20%, sem que haja perda significativa das propriedades do colágeno(4). Sendo assim, buscamos manter a temperatura por volta dos 75º, e o encurtamento numa faixa de 15 a 20%.

Através deste trabalho, percebemos que a RF é um método de fácil aplicação e boa eficácia no encurtamento de estruturas do joelho como LP e o LCP , o que se observou em outros estudos in vitro e in vivo(1,6,14,18). Além disso, constatamos de forma objetiva que a RF altera de forma significativa as propriedades mêcanicas do tecido.

Observamos que o encurtamento ocorreu à custa de uma significativa redução da rigidez do tecido. Para o LCP, houve uma diminuição média de 18,1±8,6 na rigidez, com p=0,048, enquanto o LP apresentou diminuição média de 42,6±7,7, com p<0,001. Esta queda na rigidez após uso de RF também foi notada por outros autores em estudo com animais, em outras estruturas biológicas(19-21).

A perda de rigidez se faz notar no aumento importante na deformação máxima que a estrutura sofreu durante o ensaio. O LCP apresentou um aumento médio de 4,6±0,6 mm, e o LP de 6,30±0,6mm, ambos com p<0,001. Dessa forma, verifica-se que o encurtamento obtido pela RF pode ser parcialmente perdido quando a estrutura for submetida a determinada carga tensional, conforme observado no aumento da deformação máxima após o ensaio de tração padronizado.

Considerando a importante diminuição na rigidez, e consequente possibilidade de deformação a cargas tensionais menores, é possível sugerir que após seu uso na cirurgia de joelho pode ser necessária a proteção à estrutura encurtada, no intuito de manter o resultado obtido, método este já utilizado por alguns autores(3,16).

 

CONCLUSÃO

O encurtamento por termoabrasão, através do uso da RF, é um método efetivo no encurtamento das estruturas estudadas (LCP e LP). Após o uso da RF, há alteração significativa nas propriedades mecânicas das estruturas, com redução importante da rigidez inicial. Sendo assim, sob tensão, ocorre uma maior deformação da estrutura, e uma perda do encurtamento inicial.

 

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Endereço para correspondência:
Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 333 – 3º. Andar - Cerqueira César
São Paulo – Capital – CEP: 05403-010

Trabalho recebido em 30/08/06 e aprovado em 25/10/06

 

 

Trabalho desenvolvido no Departamento de Ortopedia e Traumatologia - Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (IOT/HC/FMUSP).

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