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Acta Ortopédica Brasileira

Print version ISSN 1413-7852

Acta ortop. bras. vol.15 no.4 São Paulo  2007

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-78522007000400004 

ARTIGO ORIGINAL

 

Avaliação da qualidade de vida dos pacientes idosos com fratura do colo do fêmur tratados cirurgicamente pela artroplastia parcial do quadril

 

 

Takeshi ChikudeI; Edison Noboru FujikiII; Emerson Kiyoshi HondaIII; Nelson Keike OnoIV; Carlo MilaniV

IMestre, Médico Ortopedista do Grupo do Quadril da Faculdade de Medicina do ABC – Santo André/SP e do Hospital Ipiranga – São Paulo/SP
IIProfessor Adjunto da Disciplina de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina do ABC – Santo André/SP
IIIDoutor, Chefe do Grupo de Quadril da Santa Casa de São Paulo
IVDoutor, Médico ortopedista do Grupo do Quadril da Santa Casa de São Paulo e Professor Instrutor da Faculdade de Medicina do ABC – Santo André/SP
VProfessor Titular da Disciplina de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina do ABC – Santo André/SP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Foram analisados 30 pacientes, cuja idade variou de 70 a 95 anos, sendo 24 (80%) do sexo feminino e seis (20%) do masculino, que sofreram fratura do colo do fêmur e foram operados de artroplastia parcial do quadril entre 2001 e 2003, nos seguintes hospitais: Hospital Ipiranga SUS-SP e Hospital Estadual Mário Covas de Santo André-SP. A artroplastia parcial foi realizada nas fraturas do colo de fêmur instáveis Garden III e Garden IV, sendo utilizada a prótese parcial de Thompson cimentada. Foi aplicado o questionário de qualidade de vida SF–36. Os pacientes foram entrevistados no décimo primeiro mês de pós- operatório, com o objetivo de avaliar a qualidade de vida de pacientes idosos que sofreram fratura do colo do fêmur, tratados cirurgicamente com prótese parcial do quadril. Com relação à saúde física, os pacientes apresentaram baixa pontuação na capacidade funcional e alta nos quesitos referentes aos aspectos físicos, dor e estado geral de saúde. A saúde mental foi moderada quanto à vitalidade e alta nos aspectos sociais, emocionais e na saúde mental propriamente dita. Podemos concluir que a artroplastia parcial de Thompson, pós-fratura do colo do fêmur, em pacientes acima de 80 anos, analisados no período pós-operatório de 11 meses, permite uma boa qualidade de vida.

Descritores: Qualidade de vida; Idoso; Fraturas do colo femoral; Artroplastia do quadril.


 

 

INTRODUÇÃO

A ciência médica, nos últimos anos, tem tido uma convergência para o estudo da qualidade de vida.

Com o passar do tempo surgem doenças próprias da faixa etária, e, entre aquelas que mais acometem o idoso, podemos citar a fratura do colo do fêmur(1).

A média da idade das fraturas do colo do fêmur é de 75-80 anos nas mulheres, sendo um pouco mais baixa nos homens: 70-75 anos.

O tratamento cirúrgico diminui as incidências de morbidade e mortalidade provocadas pela fratura do colo do fêmur. Nas fraturas estáveis, muitas vezes é possível a sua fixação preservando a cabeça do fêmur, porém nas instáveis pode ser necessária a utilização da artroplastia total ou parcial do quadril.

Existem muitos trabalhos que relacionam os resultados do tratamento de fratura do colo do fêmur à técnica cirúrgica utilizada(2-9) porém muito pouco se tem descrito em relação à qualidade de vida pós-operatória dos pacientes submetidos a tratamento cirúrgico.

Diversos índices ou instrumentos têm sido utilizados para avaliar a qualidade de vida de pacientes com as mais variadas doenças. Estes instrumentos podem ser divididos em dois grupos: genéricos e específicos.

Não encontramos na literatura pesquisada publicações que se referem à qualidade de vida de pacientes com fratura do colo do fêmur submetidos à prótese de Thompson.

Este trabalho tem como objetivo avaliar a qualidade de vida de pacientes idosos que sofreram fratura do colo do fêmur, tratados cirurgicamente com prótese parcial do quadril.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Material

Foram analisados 30 pacientes, cuja idade variou de 70 a 95 anos, com média de 83 anos, sendo 24 do sexo feminino (80%) e seis do masculino (20%), que sofreram fratura do colo do fêmur e foram operados de artroplastia parcial do quadril entre 2001 e 2003, no Hospital Ipiranga SUS-SP e Hospital Estadual Mário Covas de Santo André-SP.

Método

Quanto a técnica operatória, o paciente é posicionado em decúbito lateral.

É feita a via de acesso de Kocher e Langembeck(10) com uma modificação em relação à extensão da incisão no intuito de diminuir a incisão.

Após a ressecção da cabeça do fêmur realiza-se a ressecção de todo o colo femoral com instrumental adequado.

É cimentada a prótese de Thompson.

Testa-se a sua estabilidade principalmente com o membro inferior em extensão e rotação externa e flexão e rotação interna. Verifica-se, também, a presença ou não de encurtamento do membro inferior.

Para análise da osteoporose foi aplicado o índice radiográfico de osteoporose de Singh(11) .

Para classificar a fratura do colo do fêmur, foi utilizada a classificação de Garden(12).

Para avaliar a qualidade de vida, foi aplicado, no décimo primeiro mês pós-operatório, o SF–36, questionário genérico de avaliação de qualidade de vida, formado por 36 itens, englobados em 8 componentes: capacidade funcional, aspectos físicos, dor, estado geral da saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental. A sua tradução para a língua portuguesa e sua validação para o Brasil foram feitas por Ciconelli(13).

Quanto a metodologia estatística a confiabilidade do questionário SF-36 fundamentou-se no coeficiente alpha de Cronbach. A caracterização da população em estudo foi feita por análise descritiva (médias, desvios padrão, valores mínimos, valores máximos e proporções). Foi realizado o teste de Kolmogorov-Smirnov(14) para verificar se as variáveis quantitativas contínuas (componentes do questionário) apresentavam distribuição normal. Essa informação foi utilizada para determinar o tipo de teste estatístico adequado a cada variável.

 

DISCUSSÃO

Em 1952 Thompson(9) introduziu uma prótese parcial intramedular do quadril que, na ocasião, era feita de vitallium, preconizando o seu uso nos casos de fratura do colo do fêmur com reabsorção óssea. A prótese de Thompson(9) é uma prótese parcial do quadril com colo, vários tamanhos de cabeça e com haste femoral curva. Na nossa casuística ela foi confeccionada com aço inoxidável.

Neste estudo, as artroplastias parciais do quadril em fraturas instáveis (Garden III e IV) foram realizadas em pacientes com idade avançada e com baixa atividade física, média de 83 anos de idade. Faraj e Branfoot(4), em 1999 encontraram nos pacientes avaliados uma média de 83,5 anos, e Calder et al.(2), assim como no nosso trabalho, registraram uma média acima de 80 anos de idade, ao analisarem pacientes com fratura do colo do fêmur e com idade acima da oitava década submetidos à prótese bipolar e à prótese de Thompson, ambas caracterizadas como próteses parciais.

Oitenta por cento dos pacientes por nós operados pertencem ao sexo feminino, ou seja, há um predomínio do sexo feminino em relação ao masculino no que se refere às fraturas do colo do fêmur, o que está de acordo com os resultados dos estudos realizados por Alffram(1) .

Nos pacientes com idade avançada e que apresentam osteoporose é mais difícil a consolidação da fratura, por esse motivo foi optado no nosso trabalho pela substituição da cabeça e colo femorais, ou seja, pela artroplastia parcial do quadril utilizando a prótese de Thompson, permitindo deambulação precoce e retorno às atividades para uma melhor qualidade de vida. Não encontramos no nosso material complicações, citadas por Davison(3), que necessitassem de reintervenção cirúrgica.

Uma das complicações da artroplastia parcial do quadril é a protrusão acetabular. Calder et al.(2), analisando, no segundo ano pós-operatório, pacientes acima da oitava década de vida, submetidos à prótese bipolar e à prótese de Thompson, não encontraram diferença estatística em relação à complicação nos dois grupos, entretanto registraram três casos de erosão acetabular nos submetidos à prótese de Thompson, e nenhum caso nos submetidos à prótese bipolar, não sendo necessário cirurgia de revisão nos casos com erosão acetabular. Na nossa casuística, não foram observados casos de erosão acetabular, provavelmente devido ao pouco tempo pós-operatório (11 meses) e à baixa atividade dos pacientes pela elevada faixa etária.

A cirurgia de artroplastia parcial com a prótese de Thompson é rápida e de baixa morbidade, elimina algumas complicações da osteossíntese como necrose avascular e pseudoartrose e permite mobilização e deambulação precoce.

Foi observado, neste trabalho, que todos os 30 pacientes que sofreram fratura do colo do fêmur apresentaram osteoporose, de acordo com a classificação de Singh(11), grau I (10%), II (36,67%) e III (53,33%), com predomínio do grau III. A constatação da ocorrência de osteoporose em todos os pacientes reforça a idéia de que artroplastia nesta faixa etária avançada é um procedimento de melhor escolha do que a fixação cirúrgica devido à maior chance de falha de síntese que poderia vir a ocorrer. Serve, também, de alerta que pessoas em faixa etária avançada necessitam de cuidados em relação à profilaxia de osteoporose, o que, em nossa casuística, não foi realizado.

Existem controvérsias entre os autores quanto ao uso do cimento acrílico no canal femoral para realização de uma hemiartroplastia. Charney(15), introduziu o uso do cimento acrílico para estabilização imediata de uma hemiartroplastia protética no canal medular femoral. Faraj e Branfoot(4), analisaram pacientes submetidos à artroplastia parcial de Thompson cimentada e não cimentada e verificaram que ambos os grupos evoluíram bem. No nosso trabalho, todas as próteses parciais foram cimentadas.

O SF-36, utilizado neste trabalho, é um questionário de qualidade de vida reconhecido internacionalmente. É um instrumento genérico de avaliação de qualidade de vida, tendo sido elaborado para ser um instrumento simples, auto-administrável e de fácil compreensão, e que pontua os diferentes componentes num escore máximo de 100, sem, entretanto, indicar qual seria o índice ideal para cada componente analisado em relação aos pacientes. Não houve dificuldade, por parte dos pacientes, de compreensão do questionário SF-36 no nosso trabalho.

Em relação ao SF-36, a escala de avaliação da capacidade funcional avalia tanto a presença como a extensão das limitações relacionadas à capacidade física. Nas escalas de avaliação relacionadas aos aspectos físicos e emocionais são abordadas, não somente as limitações no tipo e quantidade de trabalho, como também o quanto estas limitações dificultam a realização do trabalho e das atividades de vida diária do paciente. Neste estudo, do ponto de vista da saúde física, observamos baixa capacidade funcional dos pacientes, que foi na média de 31,7, porém, na nossa opinião, a capacidade funcional dos idosos costuma ser baixa, principalmente acima dos 80 anos. Nos aspectos físicos, os pacientes apresentaram-se bem, com média de 79,2, e, embora a capacidade funcional por nós mensurada tenha sido baixa, os pacientes mostraram-se satisfeitos com relação aos aspectos físicos, o que justifica, portanto, a realização da artroplastia parcial para fratura do colo do fêmur. A sintomatologia dolorosa demonstrou-se pouco presente neste intervalo de 11m do período pós-operatório cuja média foi de 96,9. A baixa presença de dor é importante para uma boa qualidade de vida pós-operatória. O estado geral de saúde também foi bom com média de 77,6, o que demonstra que o procedimento de artroplastia parcial do quadril não só contribui para aumentar a chance de sobrevivência dos pacientes com fratura do colo do fêmur, mas também proporciona uma boa qualidade de vida, apesar de termos feito esta análise num curto intervalo de tempo, onze meses pós-operatório. Considerada como sub-item da saúde mental no SF-36, a vitalidade demonstrou-se satisfatória com média de 66,2, apesar de não ser um valor elevado considerando-se a idade avançada dos pacientes. Sob o item aspectos sociais, nossos pacientes demonstraram-se bem, com média de 93,8, o que reflete que a artroplastia parcial do quadril pós-fratura do colo do fêmur praticamente não interferiu nos aspectos sociais. Com relação aos aspectos emocionais, os pacientes apresentaram-se bem, com média de 84,4, refletindo que ocorreu pouca depressão ou ansiedade. Nos aspectos de saúde mental propriamente dita apresentaram-se bem, com média de 77,2, o que é importante porque interfere diretamente na auto-estima dos pacientes. Este trabalho demonstra que, no que se refere à qualidade de vida, os pacientes submetidos à artroplastia parcial de Thompson, avaliados pelo questionário SF-36 no décimo primeiro mês pós-operatório, apresentaram, no que diz respeito à saúde física, baixa capacidade funcional, porém nos quesitos de aspectos físicos, dor e estado geral de saúde, boa pontuação. No que diz respeito à saúde mental, o item vitalidade teve pontuação média, e os aspectos sociais, emocionais e saúde mental propriamente dita, pontuação "bem".

Os pacientes apresentaram-se emocionalmente bem apesar da baixa capacidade funcional, provavelmente devido às pessoas de idade avançada apresentarem baixa atividade diária, inclusive previamente à fratura. Outro aspecto observado é que o resultado do SF 36 não se alterou nem com o aumento da idade, nem com a diferença de sexo.

Conforme demonstrado na Tabela 1, os pacientes apresentaram boa saúde física e mental apesar de a capacidade funcional ter sido baixa, provavelmente devido à baixa atividade física pré-fratura decorrente da faixa etária avançada, embora não tenhamos aplicado o SF-36 pré-fratura.

 

 

Na Tabela 1, avaliando os componentes descritivamente, observamos que apenas a capacidade funcional teve valor inferior a 50 (no caso, igual a 31,7) e que os demais, apresentaram valor superior a 65, indicando uma boa qualidade de vida dos pacientes.

Na Tabela 2, os resultados nos mostram que nenhum dos componentes apresentou valor médio distinto entre os sexos e nem de acordo com o aumento da idade, já que todos alcançaram nível descritivo maior que 5%.

 

 

O procedimento de artroplastia parcial do quadril é bem indicado nos pacientes com fratura de colo de fêmur instáveis e com idade acima da oitava década, devido à baixa atividade e baixa expectativa de vida destes doentes. Encontramos poucos relatos sobre a qualidade de vida em pacientes com fraturas do colo do fêmur, portanto achamos relevante o estudo que realizamos.

O fato de o aumento da idade e a diferença de sexo não interferirem nos valores obtidos no SF-36 demonstra que os doentes ficaram satisfeitos do ponto de vista físico e psicológico, talvez pela baixa atividade física prévia à fratura. No nosso trabalho, aplicamos o SF-36 apenas no pós-operatório, pois, pelo fato de avaliarmos pacientes com fratura, não foi possível analisar o SF-36 eletivamente pré-operatoriamente. Verificamos, em nossa casuística, que o SF-36 possibilitou avaliar a saúde física e mental dos pacientes pós-artroplastia parcial do quadril. Constatamos que os pacientes por nós estudados apresentaram boa saúde física e mental apesar de a capacidade funcional ter sido baixa, provavelmente devido à baixa atividade física pré-fratura destes pacientes. Os aspectos sociais ficaram com uma elevada pontuação no SF-36, atingindo o valor de 93,8, o que demonstra que houve solidariedade da família no período pós-fratura, ou seja, os doentes, em geral, não ficaram abandonados pela família no pós-operatório, ocorrendo, pelo contrário, apoio por parte da família, mostrando que apoio e convívio são muito importantes na recuperação destes pacientes.

Não devemos apenas nos preocupar com a cirurgia, não é só o ato técnico em si, é necessário cuidado da família e atenção do médico para uma boa qualidade de vida dos pacientes.

 

CONCLUSÃO

A artroplastia parcial de Thompson, pós-fratura do colo do fêmur, em pacientes acima de 80 anos analisados no período pós-operatório de 11 meses, permite uma boa qualidade de vida.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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3. Davison JN, Calder SJ, Anderson GH, Ward G, Jagger C, Harper WM, et al.Treatment for displaced intracapsular fracture of the proximal femur: a prospective, randomized trial in patients aged 65 to 79 years. J Bone Joint Surg Br. 2001;83:206-12.        [ Links ]

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14. Conover WJ. Practical nonparametric statistics. 2th ed. New York: John Wiley & Sons; 1980.        [ Links ]

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Endereço para correspondência:
Centro de Estudos da Disciplina das Doenças do Aparelho Locomotor da FMABC
R. Dr. Henrique Calderazzo, 321. Quinto andar
CEP: 09190-610. Santo André – SP
E-mail: chikude@terra.com.br

Trabalho recebido em 13/09/06
Aprovado em 10/07/07

 

 

Trabalho realizado no Hospital Estadual Mário Covas da Faculdade de Medicina do ABC – Santo André/SP e Hospital Ipiranga – São Paulo/SP.