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Acta Ortopédica Brasileira

versão impressa ISSN 1413-7852versão On-line ISSN 1809-4406

Acta ortop. bras. v.15 n.4 São Paulo  2007

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-78522007000400008 

ARTIGO ORIGINAL

 

Avaliação da função e qualidade de vida em pacientes submetidos a artroplastia de ressecção tipo Girdlestone

 

 

Priscila Akemi YamamotoI; Gisele Landim LahozII; Edmilson Takehiro TakataIII; Danilo MasieroIV; Therezinha Rosane ChamlianV

IEspecializanda do Curso de Especialização em Fisioterapia Motora Hospitalar e Ambulatorial aplicada à Ortopedia e Traumatologia do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (DOT – EPM / UNIFESP)
IIMestre em Ciências pela UNIFESP, Coordenadora do Curso de Especialização em Fisioterapia Motora Hospitalar e Ambulatorial aplicada à Ortopedia e Traumatologia – Setor Hospitalar do DOT – EPM / UNIFESP
IIIMestre, Chefe do Grupo de Patologias do Quadril Adulto do DOT – EPM / UNIFESP
IVLivre docente, Professor Associado, Vice-Chefe da Disciplina de Fisiatria do DOT – EPM / UNIFESP
VDoutora, Professora Afiliada, Chefe da Disciplina de Fisiatria do DOT – EPM / UNIFESP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVOS: Avaliar a função e a qualidade de vida dos pacientes pós-artroplastia de Girdlestone e comparar os resultados entre os grupos Girdlestone unilateral e o grupo com prótese total de quadril contralateral.
MÉTODOS: estudo transversal no qual foram avaliados 9 pacientes com Girdlestone unilateral e 3 com Girdlestone em um quadril e prótese total no quadril contralateral. A avaliação constitui-se em aplicar o questionário genérico de qualidade de vida SF-36 e um questionário funcional específico para o quadril, Harris Hip Score (HHS). A comparação dos grupos foi realizada usando-se o teste t- Student e o teste de Fisher.
RESULTADOS: Os pacientes do grupo Girdlestone unilateral apresentaram maior quantidade de domínios do SF-36 classificados como elevados, embora 77,8% destes tenham obtido resultados ruins no HHS. Todos os pacientes apresentaram o teste de Trendelenburg positivo e discrepância de membros, o que levou à marcha claudicante em 11 dos 12 pacientes avaliados. Destes, apenas 6 submeteram-se a fisioterapia pós-operatória.
CONCLUSÃO: A qualidade de vida e a função pós-operatória de Girdlestone, na população brasileira, ainda necessita ser mais pesquisada, pois estes resultados são indicações do comportamento das variáveis de estudo e não podem ser consideradas encerradas.

Descritores: Qualidade de vida; Artroplastia; Métodos; Quadril; Função.


 

 

INTRODUÇÃO

A artroplastia de Girdlestone foi realizada e documentada, pela primeira vez, por Schmalz (1817) e White (1821) para tratar crianças com tuberculose na articulação coxofemoral(1-3). Em 1928, Girdlestone descreveu resumidamente esse procedimento utilizando-o para o tratamento da tuberculose do quadril(4) e mais tarde, em 1943, Girdlestone difundiu esta técnica mundialmente como uma solução para o tratamento das patologias sépticas e tuberculosas do quadril(2, 4-6). Em 1960, com o desenvolvimento da artroplastia de substituição do quadril, as artroplastias de ressecção caíram em desuso(3). Atualmente, a artroplastia de ressecção de Girdlestone (ARG) é utilizada como uma cirurgia de salvação para falha e/ou infecção da prótese total de quadril (PTQ)(1-3,5,7-18), sepse grave do quadril(9,17,19) e falhas cirúrgicas prévias, sem condições ósseas para realização de um procedimento cirúrgico que preserve a anatomia funcional articular (2,6,7,16,20). Hoje em dia, o termo "Quadril em Girdlestone" é aplicado à condição em que se encontram os pacientes os quais tiveram sua prótese removida(21).

Os principais objetivos deste procedimento são promover o alívio do quadro álgico(7,8,13,22,23), melhorar a função do paciente(7,8,23), erradicar a infecção (quando presente)(22,23) e promover satisfação(23). As vantagens desta técnica são que ela pode ser utilizada em casos onde outros tipos de artroplastias são contra-indicadas, seus resultados são duradouros e futuramente, esta pode ser convertida em uma PTQ(3,24). Entretanto, alguns autores afirmam que a cirurgia de Girdlestone é uma técnica de salvação funcionalmente pobre(1,8,12,14,15,17,18,21,22, 25-27), pois altera o estilo de vida do paciente(15), leva a alterações posturais(18), a fadiga precoce proveniente do alto consumo de energia para a deambulação (10,11,15,18), a instabilidade articular pós-operatória(3,4,11,14,15,18,28) , o distúrbio da marcha com presença do sinal de Trendelenburg positivo(1-17, 19-22,24,25, 28-33), a necessidade de suporte externo para locomoção(1-20,22,24,25,28-33) e a discrepância de membros(1-20, 22, 24, 25, 27-33), constituindo uma séria desvantagem cirúrgica(11,15).

Bittar e Petty(8), Morscher(18), Clegg(27) , Petty e Goldsmith(29) revisaram artroplastias totais de quadril infectadas tratadas através da ARG e chegaram a conclusão que embora a infecção fosse eliminada e o quadro álgico aliviado, os pacientes ficavam funcionalmente incapacitados. McElwaine e Colville(15) afirmam ainda que, embora resultados funcionais restritos e ruins sejam obtidos, a ARG não pode ser considerada um procedimento totalmente falho se o alívio da dor, principal objetivo do método, for alcançado.

Na universidade da Flórida, 21 pacientes foram submetidos a ARG após o diagnóstico de PTQ infectada e foram reavaliados depois do procedimento. Os resultados destes pacientes sugeriram que a artroplastia de ressecção pós PTQ infectada provê resultados funcionais ruins(8). De Laat(6) concluiu que a artroplastia de acordo com Girdlestone, em alguns casos, constitui a única solução para garantir uma boa qualidade de vida para pacientes com patologias na articulação do quadril; porém, McElwaine e Colville(15) afirmam que uma das grandes desvantagens deste procedimento é a alteração no estilo de vida desses pacientes.

O objetivo deste estudo é avaliar a função e a qualidade de vida de pacientes pós-artroplastia de ressecção tipo Girdlestone (ARG) e comparar os resultados entre o grupo Girdlestone unilateral com o grupo com PTQ contralateral.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

O estudo foi realizado no Hospital São Paulo, Ambulatório do Grupo de Patologias do Quadril Adulto da Disciplina de Ortopedia do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UNIFESP – EPM, no período de maio a dezembro de 2005, onde foram avaliados 3 indivíduos com diagnóstico de ARG em um quadril e prótese total no quadril contralateral e 9 com ARG unilateral. Todos os indivíduos que participaram foram informados a respeito do caráter da pesquisa e suas aceitações foram registradas em um termo de consentimento. A idade média dos pacientes foi de 58.67 anos, variando entre 27 e 89 anos.

O critério de inclusão foi o diagnóstico de artroplastia de ressecção do tipo Girdlestone. Foram excluídos deste estudo os pacientes com ARG primária e pacientes com déficits cognitivos.

No início do estudo contávamos com 37 pacientes, sendo que 1 foi a óbito, 8 não foram localizados, 5 moram em outra cidade, 9 não quiseram participar do trabalho e os outros 2 pacientes foram excluídos pois um sofreu um acidente vascular encefálico que resultou em perda completa da audição e o outro teve sua prótese recolocada. Dos 12 indivíduos restantes, 8 eram do sexo masculino e 4 do feminino. Quanto ao lado acometido, 6 indivíduos submeteram-se a ARG do quadril direito e os outros 6 do esquerdo.

Todos os indivíduos foram submetidos a uma avaliação que se constituiu na aplicação de um questionário genérico de qualidade de vida, "SF-36", e um questionário funcional específico para a articulação do quadril – "Harris Hip Score". O "SF - 36" é um questionário multidimensional formado por 36 itens, englobados em 8 domínios: capacidade funcional, aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais e emocionais, saúde mental e mais uma questão que avalia a condição de saúde atual comparada com a de um ano atrás. Este questionário avalia tanto os aspectos negativos (dor) como os positivos (bem-estar e vitalidade) (34) Já o questionário funcional "Harris Hip Score" é constituído de 4 itens: dor na articulação acometida, função, presença ou não de deformidade e o arco de movimento desta articulação. A função é avaliada por meio do questionamento das atividades de vida diária do paciente e da marcha, que inclui a presença de claudicação, necessidade de suporte externo e distância máxima percorrida(35).

A comparação dos grupos quanto aos escores do SF-36 foi realizada com o uso do teste t de Student, e a comparação com relação às variáveis categóricas foi feita com o uso do teste exato de Fisher.

 

RESULTADOS

Ao analisarmos cada escore individual deste mesmo questionário observamos que no grupo Girdlestone unilateral os mesmos são bons nos itens dor, aspectos emocionais, sociais, estado geral de saúde (EGS) e saúde mental. O critério vitalidade atingiu escore moderado, a capacidade funcional e os aspectos físicos, ruins. Já o grupo Girdlestone com PTQ contralateral só apresentou pontuação boa em 3 tópicos: dor, aspectos emocionais e saúde mental (Tabela 1).

O Quadro 1 nos dá o nível descritivo de cada um dos oito domínios do SF – 36 quando é feito a comparação dos escores médios obtidos entre os dois grupos.

 

 

Verificamos que no resultado final do questionário funcional HHS apenas um paciente obteve escore classificado como bom e este era pertencente ao grupo ARG com PTQ contralateral; enquanto o restante variou entre moderado e ruim. Cerca de 77,8% dos indivíduos do grupo Girdlestone unilateral apresentaram resultados funcionais ruins.

Como já citado nos métodos, um dos quesitos utilizados no HHS para avaliar a função dos pacientes é a marcha. Dos 12 pacientes avaliados, 11 apresentaram marcha claudicante cuja intensidade apresentou-se leve a severa no 1º grupo e leve e moderada no 2º grupo. Todos os indivíduos do grupo com PTQ contralateral necessitavam de suporte externo para deambulação. Já no grupo com Girdlestone unilateral apenas um paciente era capaz de locomover-se sem auxílio; porém com claudicação severa. Ainda neste grupo, 1 paciente tornou-se cadeirante pós-procedimento, 1 deambulava com auxílio de 2 muletas, 1 com uma muleta e os outros 2 só utilizavam uma bengala para curtas distâncias (Quadro 2).

 

 

Ambos os grupos apresentaram discrepância de membros inferiores; em média de 5.5. cm no grupo com ARG unilateral (4.0 – 10.0 cm) e 7.0 cm no grupo com PTQ contralateral (3.5 – 9.5 cm). O teste de Trendelenburg foi positivo em todos os pacientes e observou-se que dos 12 pacientes avaliados apenas 7 utilizavam compensações no calçado. Dos outros 5 indivíduos, 2 afirmaram que a mesma não foi prescrita e o restante relatou que não a utilizavam por questão de não adaptação devido ao seu peso excessivo e à estética.

Devido aos resultados obtidos no HHS, outros fatores adicionais foram considerados, tais como a realização de fisioterapia hospitalar e/ou ambulatorial no pós-operatório (PO) (Tabela 2), a dor em outra articulação e seu local (Tabela 3) e a intensidade real da dor no quadril em Girdlestone (Tabela 4).

 

 

 

 

 

 

Ao comparar-se essas variáveis categóricas de interesse (Quadro 1), observa-se que as únicas que provavelmente apresentariam diferença significativa caso a amostra fosse maior seria a realização de fisioterapia hospitalar e/ou ambulatorial PO e o HHS.

 

DISCUSSÃO

Todos os pacientes do estudo apresentaram o teste de Trendelenburg positivo e discrepância de membros o que levava a uma marcha claudicante; concordando com a maior parte dos artigos(1-20,22,24,25,27-33). Nenhum artigo citava a fisioterapia, mas muitos afirmavam que este tipo de cirurgia de salvação é funcionalmente pobre(1,8,12,14, 15,17,18,21,22,25-27). Como nossos resultados em geral confirmaram isso, resolvemos verificar se os indivíduos do trabalho haviam feito fisioterapia hospitalar e/ou ambulatorial no PO e verificamos que dos 9 indivíduos do grupo ARG unilateral, 6 foram submetidos a ambas e nenhum dos indivíduos do grupo com PTQ contralateral fez fisioterapia hospitalar e/ou ambulatorial no PO. Os pacientes submetidos a fisioterapia não souberam informar o tempo e a freqüência da mesma, assim como a conduta realizada. Uma vez que a amostra é pequena, a precisão das estimativas é seriamente comprometida. Desse modo, esse resultado é apenas indicação de que se a amostra fosse maior haveria probabilidade de existir diferenças entre os grupos que se submeteram a fisioterapia e os que não se submeteram a mesma.

Observou-se que dos 12 indivíduos avaliados, 5 não apresentavam dor alguma na articulação em Girdlestone e apenas 1 indivíduo a apresentava de forma intensa. O que nos leva a pensar que o resultado funcional, em geral, ruim obtido no HHS é devido ao acometimento de outra articulação pós-ARG; pois dos 12 pacientes, 8 deles queixavam-se de dor em outra região sendo a do quadril contralateral a mais acometida. Muitos artigos relatam a presença de sinais e sintomas de envolvimento de múltiplas articulações pós-ARG, como o quadril contralateral e/ou joelhos(5,7,15,21,23,36), e afirmam que as mesmas são as principais responsáveis pela incapacidade funcional e restrição nas atividades de vida diária desses pacientes(5,49).

Vários trabalhos citavam os resultados funcionais dos pacientes pós-ARG(1,5,7-10,12,14,15,17-19,21-23,25,27-29,31) ; porém, um único artigo foi encontrado referindo que em alguns casos, este procedimento é a única solução para garantir uma boa QV para os pacientes com patologias do quadril(12). Embora nenhum artigo(1-36) citasse indivíduos submetidos a ARG em um quadril e PTQ contralateral, nossa população (37 pacientes) era composta de 14 ARG unilaterais e 23 indivíduos com PTQ contralateral; por isso resolvemos verificar se havia diferença entre a QV e a função de ambos os grupos.

Analisando os resultados do SF – 36 observamos que os pacientes com procedimento unilateral apresentaram mais critérios com escores elevados que o outro grupo; porém, a amostra é pequena e o único item que parece ter diferença significativa quando é feita a comparação entre os grupos são os aspectos sociais. Já quanto a função, por nós avaliada através do HHS, caso a amostra fosse maior parece que haveria diferença entre os grupos; porém, não se pode considerar o estudo encerrado pois seus resultados são apenas indicações do comportamento das variáveis do mesmo.

 

CONCLUSÕES

1. Em geral, os indivíduos do grupo Girdlestone unilateral apresentaram maior número de domínios, no SF – 36, com escores classificados como elevados que os do grupo com PTQ contralateral; embora ambos os grupos tenham obtido escores baixos para capacidade funcional.

2. Dos 12 pacientes avaliados, apenas um deles apresentou pontuação final no HHS classificada como boa; sendo este pertencente ao grupo com PTQ contralateral. O restante variou entre moderado e ruim, com a maioria dos indivíduos do grupo Girdlestone unilateral apresentando escores ruins.

3. Uma vez que a amostra é pequena, a precisão das estimativas é seriamente comprometida. Desse modo, os resultados descritos neste trabalho são apenas indicações do comportamento das variáveis de estudo e não pode ser considerada a matéria encerrada.

 

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Endereço para correspondência:
Rua Belo Horizonte, 1445 / Apto. 1802. Centro
Cep.: 86020-060 Londrina – PR
E-mail: priscila_yamamoto@hotmail.com

Trabalho recebido em 19/07/06
Aprovado em 01/09/06

 

 

Trabalho realizaso no Hospital São Paulo, Ambulatório do Grupo de Patologias do Quadril Adulto da Disciplina de Ortopedia do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UHIFESP – EPM.

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