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Acta Ortopédica Brasileira

Print version ISSN 1413-7852

Acta ortop. bras. vol.17 no.1 São Paulo  2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-78522009000100008 

ARTIGO ORIGINAL

 

Tratamento das fraturas distais da tíbia

 

 

Pedro José LabroniciI; José Sergio FrancoII; Anselmo Fernandes da SilvaI; Felipe Martins de Pina CabralI; Marcelo da Silva SoaresI; Paulo Roberto Barbosa de Toledo LourençoIII; Rolix HoffmannI; Hélio Jorge Alvachian FernandesIV; Fernando Baldy dos ReisIV

IServiço de Ortopedia e Traumatologia do Prof. Dr. Donato D'Ângelo - Hospital Santa Teresa, Petrópolis/RJ, Brasil
IIDepartamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da UFRJ/RJ, Brasil
IIIHospital de Ipanema, Rio de Janeiro, Brasil
IVDepartamento de Ortopedia e Traumatologia da UNIFESP/EPM, São Paulo, Brasil

Endereço para Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: comparar os resultados da fixação ou não da fíbula no tratamento das fraturas do terço distal da tíbia, com haste intramedular e placa em ponte.
MÉTODOS: foram 47 fraturas em 47 pacientes, sendo que em 21 pacientes foi utilizada a haste intramedular bloqueada não fresada e em 26 a placa em ponte (placa de compressão dinâmica larga ou estreita) pela técnica minimamente invasiva. Todas as fraturas da fíbula se encontravam no mesmo nível ou abaixo da fratura da tíbia.
RESULTADOS: No grupo tratado com fixação da fíbula, a média do tempo de consolidação foi de 14,6 semanas. No grupo tratado sem fixação da fíbula, a média do tempo de consolidação foi de 14,3 semanas. No grupo de pacientes tratados com fixação da fíbula observou-se uma proporção de desvio angular em varo (6,3%) significativamente menor que o subgrupo sem fixação de fíbula (32,3%), e com desvio angular em valgo (62,5%) significativamente maior que o grupo sem fixação de fíbula (32,3%).
CONCLUSÃO: Os benefícios da fixação da fíbula permanecem ainda controversos quando ocorrem fraturas associadas com a tíbia Em relação à consolidação, não houve diferença significativa. Em relação à consolidação, não houve diferença significativa entre os grupos.

Descritores: Osteossíntese; Placas ósseas; Pinos ortopédicos; Fraturas da tíbia.


 

 

INTRODUÇÃO

O tratamento da fratura do terço distal da tíbia continua sendo um grande desafio. Considerando sua anatomia, é comum haver dificuldade em se conseguir a redução e manutenção destas fraturas. A redução é ainda mais difícil quando existe fratura da fíbula no mesmo nível da tíbia. Este padrão de fratura reflete um mecanismo de trauma de alta energia e causa aumento da instabilidade angular, rotacional, encurtamento do membro e lesões das partes moles(1,2).

Existem, na literatura, vários tipos de tratamento para as fraturas do terço distal da tíbia(3-8). Porém, as duas técnicas mais utilizadas são: a haste intramedular bloqueada e a placa em ponte minimamente invasiva.

Haste intramedular nas fraturas distais da tíbia é tecnicamente trabalhosa e deve ser tratada com cuidado. Falhas no controle do fragmento distal pode levar a deformidades e consolidação viciosa(3,9-11). A placa em ponte, minimamente invasiva, pode ser a indicação ideal para estas fraturas, pois não necessita de grande exposição para a redução. Entretanto, falhas em se conseguir um pré-contorno preciso da placa ou uma distração dos fragmentos da fratura podem resultar em desvios angulares, consolidação viciosa e pseudartrose(12-17).

O impacto clínico da fixação da fíbula como coadjuvante no tratamento das fraturas do terço distal da tíbia tratadas com haste intramedular ou placa permanece desconhecido. Alguns autores acreditam que a fixação da fíbula ajudaria a reduzir o alinhamento rotacional e sagital o que pode ser difícil de obter com a haste intramedular isolada. Quando se utiliza a placa em ponte na tíbia, a fixação da fíbula ajudaria a restaurar o comprimento e as deformidades angulares e rotacionais, reduzindo, assim, o risco de consolidação viciosa.1,2,8,18

O objetivo deste trabalho foi comparar os resultados da fixação ou não da fíbula no tratamento das fraturas do terço distal da tíbia, com haste intramedular e placa em ponte.

 

MÉTODOS

No período entre 1997 a 2005, foram tratados 203 pacientes com fraturas fechadas ou expostas dos graus I, II e IIIA da diáfise da tíbia no Hospital Santa Teresa, Petrópolis. Os pacientes foram avaliados através de um protocolo e as fraturas classificadas pelos autores. Foram 47 fraturas em 47 pacientes, sendo que em 21 pacientes foi utilizada a haste intramedular bloqueada não fresada (Baumer® e haste universal AO®) e em 26 a placa em ponte (placa de compressão dinâmica larga ou estreita) pela técnica minimamente invasiva. Nos pacientes tratados com haste intramedular, a idade variou entre 17 e 57 anos, com média de 33 anos. Nos pacientes tratados com placa em ponte, a idade variou entre 14 e 90 anos, com média de 36 anos.

Em ambas as técnicas, os dados obtidos incluíam aspectos demográficos tais como: idade, gênero e tabagismo. Foram, também, computados dados referentes a detalhes da lesão tais como: mecanismo do trauma determinante, lesões associadas, tipo de fratura de acordo com a classificação AO(19) e fixação ou não da fíbula (Tabela 1).

 

 

No grupo de pacientes que foram tratados com fixação da fíbula, 10 eram do sexo masculino e seis do feminino, sendo que sete apresentaram fratura do lado direito e nove à esquerda. Segundo a classificação AO(19) das fraturas, três pacientes apresentavam fratura do tipo A, 11 do tipo B e dois do tipo C. As fraturas expostas foram classificadas pelo método de Gustilo et al(20) e somente um paciente apresentava fratura exposta do grau IIIA. As fraturas fechadas foram classificadas pelo método de Oestern et al(21): cinco pacientes apresentaram fratura do tipo 0, oito do tipo 1, dois do tipo 2. Não houve pacientes com fratura do tipo 3 (Figuras 1 e 2).

 

 

No grupo de pacientes que foram tratados sem fixação da fíbula, 27 eram do sexo masculino e quatro do feminino, sendo que 15 apresentaram fratura do lado direito e 16 à esquerda. Segundo a classificação AO(19), das fraturas, 14 pacientes apresentavam fratura do tipo A, 15 do tipo B e dois do tipo C. As fraturas expostas foram classificadas pelo método de Gustilo et al(20): sete pacientes apresentaram fratura exposta do grau I e sete do grau II. As fraturas fechadas foram classificadas pelo método de Oestern et al(21): sete pacientes apresentaram fratura do tipo 0, oito do tipo 1 e dois do tipo 2. Em ambos os grupos a fratura da fíbula se encontrava ao mesmo nível ou abaixo da fratura da tíbia (Figuras 3 e 4).

 

 

Os desvios angulares foram classificados por Helfet et al(12) em: < 5º de varo, < 10º de valgo e < 10º de antecurvato/retrocurvato.

 

METODOLOGIA ESTATÍSTICA

Com o objetivo de verificar se existe relação significativa entre as variáveis com a fixação da fíbula (presente e ausente) foram aplicados os seguintes métodos: para comparação de dados quantitativos (numéricos) foi utilizado o teste de Mann-Whitney (não paramétrico) e para comparações de proporções (dados qualitativos) foi aplicado o teste de qui-quadrado (χ 2) ou o exato de Fisher.

Foi utilizado método não-paramétrico, pois algumas variáveis não apresentaram distribuição normal (distribuição Gaussiana) devido a dispersão dos dados e falta de simetria da distribuição. O critério de determinação de significância adotado foi o nível de 5%.

 

RESULTADOS

No grupo tratado com fixação da fíbula, a média do tempo de seguimento foi de 22,6 meses variando entre seis e 48 meses. A média do tempo de consolidação foi de 14,6 semanas variando entre oito e 56 semanas. No grupo tratado sem fixação da fíbula, a média do tempo de seguimento foi de 46,8 meses variando entre 10 e 112 meses. A média do tempo de consolidação foi de 14,3 semanas variando entre sete e 56 semanas. Portanto, o tempo de consolidação foi similar em ambos os grupos. A Tabela 2 fornece a média, desvio padrão (DP), mediana, mínimo e máximo das variáveis numéricas segundo a fixação da fíbula, e o correspondente nível descritivo do teste estatístico (valor p). A análise estatística foi realizada pelo teste de Mann-Whitney, para as variáveis idade, tempo entre o acidente e a cirurgia, tempo de seguimento e tempo de consolidação.

Verificamos se existe diferença significativa entre as variáveis do grupo com e sem fixação da fíbula. No grupo de pacientes tratados com fixação da fíbula foi observada uma proporção de fratura fechada (93,8%) significativamente maior que o grupo sem fixação de fíbula (54,8%), com p = 0,007, conforme ilustra a Figura 5.

 

 

O grupo de pacientes tratados com fixação da fíbula apresentou uma proporção de placa (75%) significativamente maior que o grupo sem fixação de fíbula (45,2%), com p = 0,05, conforme ilustra a Figura 6.

 

 

No grupo de pacientes tratados com fixação da fíbula observou-se uma proporção de desvio angular em varo (6,3%) significativamente menor que o subgrupo sem fixação de fíbula (32,3%), com p = 0,045, e com desvio angular em valgo (62,5%) significativamente maior que o grupo sem fixação de fíbula (32,3%), com p = 0,047, conforme Figuras 7 e 8 e a Tabela 3.

 

 

 

 

A Tabela 3 fornece a freqüência (n) e o percentual (%) das variáveis segundo a fixação da fíbula (presente e ausente), e o correspondente nível descritivo do teste estatístico (valor p). A análise estatística foi realizada pelo teste de χ 2 ou pelo teste exato de Fisher.

Houve uma maior tendência em tratar fraturas do tipo B ou C (81,3%) com fixação da fíbula que sem fixação da fíbula (54,83%), com p = 0,07. Também houve uma maior tendência de tratamento em mulheres (37,5%) com fixação da fíbula que no grupo sem fixação de fíbula (12,9%), com p = 0,059.

Nesta análise alternativa, o objetivo foi verificar a existência de diferença nos pacientes com desvio angular entre os grupos com e sem fixação da fíbula.(Tabela 4)

Observou-se que não existe diferença significativa nos níveis dos ângulos entre os grupos com e sem fixação da fíbula para os pacientes com desvio. Isto porque, sob o ponto de vista estatístico, o valor do ângulo não é um fator importante, mas sim a presença do desvio independente do ângulo, já que apenas quatro pacientes (8,5%) apresentaram algum tipo de ângulo > 10°.

 

DISCUSSÃO

As fraturas do terço distal da tíbia são de difícil tratamento.22 Associada com a pobre cobertura dos tecidos moles, estas fraturas são frequentemente cominuidas ou com pequeno fragmento metafisário.16 Tradicionalmente, as técnicas falham em se conseguir uma adequada redução e manutenção das fraturas ou podem danificar, ainda mais, as partes moles.23 A fixação biológica da fratura do terço distal da tíbia é benéfica e tecnicamente possível de ser executada. As vantagens são: diminui as lesões sobre as partes moles, não compromete a vascularização óssea e apresenta pequena taxa de complicações principalmente quando comparada com a redução aberta e fixação interna.12,24,25 Estas fraturas, sem envolvimento articular, podem ser tratadas de duas maneiras: haste intramedular bloqueada, com ou sem frezagem3,9-11 ou placa em ponte utilizando a técnica minimamente invasiva.12-17

O tratamento das fraturas do terço distal da tíbia associada à fratura da fíbula no mesmo nível se torna ainda mais difícil. Este padrão de fratura reflete um mecanismo de lesão de alta energia e causa aumento da instabilidade rotacional e ruptura das partes moles.1 Outra preocupação clínica foi a viabilidade da membrana interóssea. Quando a fíbula está fraturada no mesmo nível da tíbia, a membrana interóssea pode não permanecer intacta e conseqüentemente, o fragmento distal da fratura poderá se mover em varo ou valgo devido a falta de estabilidade da membrana.1

Estudos biomecânicos em cadáver demonstraram que a fixação da fratura da fíbula associada com a fratura distal da tíbia tratada com haste intramedular bloqueada reduz os desvios angulares e a consolidação viciosa. Também, ajuda a evitar o "efeito deslizamento do pára-brisa" (windshield wiper) entre o parafuso de bloqueio e o furo da haste, que favorece movimentos em varo-valgo do parafuso.1 Mosheiff et al.8 e Tyllianakis et al.18 tratando com fixação da fíbula, relataram uma baixa tendência de deformidades da tíbia, por acreditarem ser fácil o alinhamento do membro durante a colocação da haste. Dogra et al.26 relataram que em três pacientes dos 15 casos de sua série apresentaram angulação em varo ou valgo > que 5º, sem fixação da fíbula. Schmidt et al.27 relataram que a fixação da fíbula deve ser realizada antes da fixação da tíbia com haste intramedular quando existe grande desvio da fíbula, pois ajuda a restaurar o alinhamento do membro ou quando há uma instabilidade do tálus. Entretanto, acreditam que a fixação da fíbula contribui para o aumento da morbidade. Goldsztajn et al.28 trataram 26 pacientes com haste intramedular fresada e encontraram 88,5% de redução anatômica da tíbia, no pós-operatório imediato, sem a necessidade de fixação da fratura da fíbula.

A fixação da fratura da fíbula associada com a fratura distal da tíbia tratada com placa em ponte pela técnica minimamente invasiva, deve ser avaliada individualmente, pois não foram estabelecidas ainda as indicações precisas,2 Bedi et al2, apesar de não fixarem rotineiramente a fíbula, demonstraram que esta técnica ajuda a restaurar o comprimento do membro corrigindo as deformidades angulares e rotacionais nas fraturas da fíbula com grande desvios ou cominuição, portanto, reduzindo o risco de consolidação viciosa. Em nosso estudo, as fraturas tratadas com fixação da fíbula associada a fratura da tíbia tratadas com haste intramedular auxiliou a restabelecer o comprimento, desvios angulares (valgo) e a rotação do membro principalmente nas fraturas do tipo B e C da classificação AO, mesmo quando utilizamos a técnica de Schmitt et al.29, que utiliza um fio de Kirschner paralelo a articulação do tornozelo. Com este fio de referência, além de ajudar na redução da fratura da tíbia orienta a precisa colocação da haste, que deve ser colocada com um ângulo reto com este fio. Quando utilizamos a placa em ponte, a fixação da fíbula além de auxiliar na restauração do comprimento do membro e na correção das deformidades angulares e rotacionais, manteve boa anatomia do membro e facilitou na pré-moldagem da placa, ajudando na redução da fratura e evitando a deformidade mais comum em valgo. Esta deformidade foi significantemente maior nos pacientes que não foram tratados com fixação da fíbula tanto com as hastes intramedulares como com placas em ponte.

Nossos resultados também reforçaram o conceito que a fixação da fíbula associada ao tratamento da fratura do terço distal da tíbia não demonstraram nenhum efeito sobre a consolidação óssea, conforme a literatura.26,27

 

CONCLUSÃO

Os benefícios da fixação da fíbula permanecem ainda controversos quando ocorrem fraturas associadas com a tíbia. Em relação à consolidação, não houve diferença significativa.

 

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Trabalho recebido em 25/09/07
aprovado em 04/05/08

 

 

Todos os autores declaram não haver nenhum potencial conflito de interesses referente a este artigo.