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Acta Ortopédica Brasileira

Print version ISSN 1413-7852

Acta ortop. bras. vol.18 no.3 São Paulo  2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-78522010000300006 

ARTIGO ORIGINAL

 

Fatores preditivos da marcha em pacientes diabéticos neuropático e não neuropáticos

 

 

Vinícius SauraI; Alexandre Leme Godoy dos SantosII; Rafael Trevisan OrtizII; Maria Cândida ParisiI; Túlio Diniz FernandesII; Márcia NeryI

IDepartamento de Endocrinologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
IIDepartamento de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar a amplitude de movimento do tornozelo e as forças de reação vertical do solo envolvidas na marcha de pacientes portadores de diabetes com e sem neuropatia periférica.
CASUÍSTICA E MÉTODO: 36 indivíduos divididos em três grupos: Controle - GC: 10 indivíduos sem diabetes, Diabetes - GD: 10 indivíduos portadores de diabetes sem neuropatia periférica e Neuropatia - GDN: 16 indivíduos portadores de diabetes e neuropatia diabética periférica. Foi realizada análise da marcha - AMTI® OR6/6, e da amplitude de movimento articular tíbio-társica - Sistema Vicom 640® - de todos os participantes.
RESULTADOS: O primeiro e segundo pico de força vertical de reação do solo são maiores no grupo Neuropatia e a amplitude de movimento articular do tornozelo é menor nos grupos Diabetes e Neuropatia.
CONCLUSÃO: A amplitude de movimento da articulação tíbio-társica está diminuida nos diabetéticos, independente da presença ou ausência de neuropatia periférica, e os diabéticos com neuropatia periférica, apresentaram aumento no primeiro e no segundo pico da força de reação vertical do solo durante a marcha.

Descritores: Diabetes Melito. Neuropatias diabéticas. Marcha.


 

 

INTRODUÇÃO

A hiperglicemia, nos portadores de diabetes, causa complicações sistêmicas e locais, o que representa impacto econômico negativo em todos os países.1-4 A neuropatia periférica apresenta prevalência de 20% em pacientes adultos, e resulta em alterações no padrão de marcha e lesões cutâneas em parcela significativa dos casos.5-9

As principais manifestações encontradas nos pacientes diabéticos com neuropatia periférica são: dor em queimação, hiperestesia ou parestesia nos membros acometidos, associadas à diminuição da sensibilidade protetora dos pés.5-8 A alteração da sensibilidade, modifica o padrão de marcha desses pacientes, pois diminui a transmissão de informações proprioceptivas - neuroceptores plantares - essenciais à marcha normal.9

Estudos comparando a marcha de pacientes portadores de neuropatia diabética periférica com indivíduos não portadores de diabetes mostraram alterações na distribuição da carga e na amplitude de movimento da articular do tornozelo; levando a sobrecarga em pontos da face plantar do pé durante o contato com o solo e elevação do risco de desenvolvimento de úlceras cutâneas nessas topografias.10-13

Shaw et al.14 avaliaram 181 indivíduos e encontraram aumento na força de reação vertical do solo em diabéticos em relação ao grupo controle sem diabetes.

A diminuição de acuidade visual e a limitação de movimento articular são fatores que elevam os riscos de lesões cutâneas.15-17 A limitação de amplitude articular acomete principalmente portadores de Diabetes tipo 1, e tem relação com o aumento das taxas de hemoglobina glicosilada e a duração do Diabetes. A prevalência aumenta com o o tabagismo e a idade.17,18

A diminuição da amplitude articular do tornozelo aumenta da força de reação vertical do solo nos pés durante a marcha e resulta em metatarsalgia19,20.

Muller et al.21 demosntraram que amplitude articular do tornozelo é menor nos pacientes com neuropatia diabética do que naqueles sem diabetes.

Contudo, não há consenso na literatura quanto as alterações das variáveis da marcha entre diabéticos com neuropatia periférica e sem essa complicação.

Assim, o objetivo desse estudo é analisar a amplitude de movimento do tornozelo, as forças de reação vertical do solo envolvidas na marcha de pacientes portadores de diabetes com e sem neuropatia periférica.

 

CASUÍSTICA E MÉTODOS

Após a aprovação da Comissão de Ética para Análise de Projetos de Pesquisa - CAPPesq da Diretoria Clínica do Hospital das Clínicas e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; vinte e seis pacientes do Ambulatório do Grupo de Pé e Tornozelo dessa instituição e dez pacientes voluntarios da população normal, foram divididos em 3 grupos para análise da amplitude movimento articular tibio-társica e dos picos de reação vertcal do solo durante a marcha:

Grupo Controle - GC: 10 indivíduos - 6 mulheres e 4 homens - sem diabetes.

Grupo Diabetes - GD: 10 indivíduos - 7 mulheres e 3 homens - portadores de diabetes sem neuropatia periférica.

Grupo Neuropatia - GDN: 16 indivíduos - 11 mulheres e 5 homens - portadores de diabetes e neuropatia diabética periférica.

A presença de neuropatia diabética foi constatada através de propedêutica com monofilamento de 10 gramas e o diapasão de 128 HZ conforme protocolo de Michigan22-24, que permite avaliação da sensibilidade protetora com comprometimento das fibras finas e grossas.25

A avaliação da doença vascular periférica foi realizada através da palpação dos pulsos pedioso e tibial posterior, e ecodoppler para obtenção do índice tíbio braquial (ITB)25-27

Critérios de Inclusão negativos:

1. Pé diabético neuro-isquêmico

2. Neuroartropatia de Charcot

3. Paciente com comprometimento da deambulação.

Plataforma de força de reação do solo

A plataforma de força de reação do solo (AMTI® OR6/6) é um instrumento da dinamometria utilizado para medir as variáveis dinâmicas do movimento, permitindo a quantificação das cargas mecânicas, através da análise da marcha. O equipamento permite avaliação da força de reação vertical do solo em sua frequência máxima, correspondente a 1000 Hertz (Hz).

Sistema Vicom 640®

Os movimentos foram capturados para a análise cinemática com o sistema Vicon®, utilizando 4 câmeras (Mcam2). A amplitude de movimento estudada foi a da articulação tíbio-társica.

Marcadores reflexivos de 14 mm foram aderidos a pontos anatômicos para representar o segmento a ser analisado. Dessa forma, o segmento estudado foi reconstruido no software e sincronizado a plataforma de força.

As câmeras utilizadas para a filmagem da amplitude de movimento trabalharam com capacidade máxima de velocidade na frequência de 250 Hz de captura de dados.

Cinética

Referentes às variáveis cinéticas, foram utilizados, neste estudo, o primeiro e segundo pico da força de reação vertical do solo.

O primeiro pico corresponde à descarga de peso, no inicio da fase de apoio da marcha, sobre o retropé. O segundo pico corresponde à força que é realizada no antepé para impulsionar o membro e dar inicio à fase de balanço da marcha28. Para as análises, os valores de ambos os picos foram demonstrados em porcentagem de peso dos voluntários.

Cinemática

A amplitude de movimentação da articulação do tornozelo - variável cinemática - foi analisada no plano sagital, dividindo-se em dorsiflexão e flexão plantar. Para a coleta dessa informação, os marcadores reflexivos foram colocados nos pontos anatômicos correspondentes a cabeça da fíbula, maléolo lateral e dorso da articulação metatarsofalangeana.29

Procedimentos

Inicialmente, foram aderidos marcadores nos pontos anatômicos pré-determinados e os voluntários foram filmados caminhando sobre uma pista onde estava posicionada a plataforma de força. Foi solicitado aos voluntários que caminhassem com sua velocidade habitual como normalmente fazem na rua. Após a adaptação do paciente ao ambiente da avaliação, seu pé esquerdo foi posicionado para que, durante a marcha, tocasse na plataforma de força. Foram totalizadas 10 incursões válidas.

Os valores de força de reação vertical do solo foram normalizados pelo peso corporal de cada paciente e pela duração total do apoio do membro a ser analisado.

Para interpretar os dados da plataforma de força e das filmagens foi utilizado programa matemático Matlab®. Este programa determinou a média e o desvio padrão dos valores obtidos para as variáveis estudadas nas 10 incursões válidas, para cada voluntário.

Análise Estatística dos Resultados

Análise estatística dos resultados foi realizada através de Análise de Variância (ANOVA) com post test de Tukey, com nível de significância de 5%.

 

RESULTADOS

Os grupos Controle, Diabetes e Neuropatia apresentam distribuição normal para idade pela prova de Kolmogorov-Smirnof , com p=0.7309 pelo teste t Student e p=0.7257 pelo teste de Mann-Whitney, e portanto são comparáveis. Apresentam também compatibilidade estatística para gênero pelos Testes Chi-Quadrado com p=0.806 e Fisher com p=1.000.

Para os grupos Diabetes e Neuropatia pode-se observar semelhança entre o tempo de diabetes e da hemoglobina glicosilada. (Tabela 1)

 

 

A avaliação dos picos de força de reação vertical do solo mostra que o primeiro e o segundo pico foram maiores no GDN quando comparado com o GC e o GD. Não houve significância estatística a comparação entre GC com o GD para essas variáveis. (Tabela 2)

 

 

A amplitude de movimento do tornozelo pode-se verificar que os grupos com pacientes do grupo Diabetes e Neuropatia tiveram diminuição em relação ao grupo Controle. (Tabela 2)

 

DISCUSSÃO

No grupo Neuropatia foi observado aumento significativo do primeiro pico da força de reação vertical do solo quando comparado com o GD e o GC. Uccioli et al.30 e Shaw et al.14 encontraram resultados semelhantes em seus estudos.

O segundo pico da força de reação vertical do solo também foi estatísticamente maior no GDN quando comparado com os outros dois grupos. Uccioli et al.30 obteve resultados semelhantes. Esta sobrecarga provavelmente está relacionada às alterações na musculatura intrínseca do pé, que cursam com alterações dinâmicas como estáticas sobrecarregando o antepé.31-33

A sobrecarga plantar em pacientes com sensibilidade protetora diminuida, favorece a ocorrência de úlceras cutâneas e Artropatia de Charcot.16,34

O calçado terapêutico especialmente desenvolvidos para pacientes com aumento do primeiro e do segundo pico da força de reação vertical do solo é recomendado por Long et al.35 na prevenção de úlceras plantares e alterações articulares por sobrecarga. Estes calçados com caixa anterior alta e larga, forro macio e solado não flexível, têm capacidade de diminuir a sobrecarga mecânica na face plantar do pé.36

Muller et al.21 e Akashi37 não evidenciaram as alterações de força de reação vertical do solo entre grupos de pacientes com neuropatia periférica diabética e o grupo controle. Porém, estes estudos utilizaram metodologia diferente. Para o estudo de Akashi37 os voluntários caminharam pela passarela contendo a plataforma de força por apenas três tentativas válidas para avaliar as forças de reação vertical do solo, e o estudo de Muller et al.21, a plataforma de força foi ajustada para capturar dados com uma frequência de apenas 60hz, isto é, obtendo 60 informações por segundo.

Este estudo utilizou frequência maior para a captura da força de reação vertical do solo - 1000 Hz - e um número maior de tentativas válidas - 10.

Observamos também que os dois picos da força de reação vertical do solo tiverem comportamentos semelhantes entre os grupos de pacientes com Diabetes e o grupo Controle. Resultado encontrado por Katoulis et al.38

A amplitude de movimento tibio-társica do GD e do GN é estatisticamente inferior. Os achados da literatura relacionados a de limitação de mobilidade articular são associados a alterações de colágeno, com acometimento precoce dos tendões, ligamentos e cartilagem do pé e tornozelo, nos pacientes com diabetes independente da neuropatia.11,16,39

Segundo Santos e Barela40 e Yavuzer et al.41, antes do diagnóstico clínico de Neuropatia Diabética, pacientes diabéticos podem apresentar alterações sensitivas e motoras, modificando o padrão da marcha. Assim, a semelhança dos achados de amplitude articular entre os grupos de pacientes diabéticos com e sem neuropatia - GD e GDN, pode sugerir que a presença de neuropatia subclínica no primeiro grupo.

Estudos sobre picos de força de reação vertical do solo em portadores de neuropatia diabética que utilizam calçados terapêuticos poderão contribuir na avaliação de sua eficácia.

 

CONCLUSÃO

A amplitude de movimento da articulação tíbio-társica está diminuida nos diabéticos, independente da presença ou ausência de neuropatia periférica, e os diabéticos com neuropatia periférica, apresentaram aumento no primeiro e no segundo pico da força de reação vertical do solo durante a marcha.

 

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Endereço para correspondência:
Alexandre Leme Godoy dos Santos
Rua: Dr.Ovídio Pires de Campos, n. 333, 3º. andar
São Paulo. SP.Brasil
E-mail: alexandrelemegodoy@usp.br

Trabalho recebido em 17/12/08, aprovado em 22/04/09

 

 

Todos os autores declaram não haver nenhum potencial conflito de interesses referente a este artigo.
Trabalho realizado no Instituto de Ortopedia e  Traumatologia da USP