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Acta Ortopédica Brasileira

Print version ISSN 1413-7852

Acta ortop. bras. vol.19 no.3 São Paulo  2011

https://doi.org/10.1590/S1413-78522011000300008 

ARTIGO ORIGINAL

 

Avaliação do ganho funcional do cotovelo com a cirurgia de Steindler na lesão do plexo braquial

 

 

Marcelo Rosa de Rezende; Bruno Sergio Ferreira Massa; Fernando Cesar Furlan; Rames Mattar Junior; Emygdio Jose Leomil de Paula; Simone Silva e Santos; Maura Cristina Freitas

Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar ganho de força e amplitude de movimento do cotovelo após cirurgia de Steindler Modificada em pacientes com lesão do tronco superior do plexo braquial.
MÉTODO: Foram acompanhados de 1998 a 2007 onze pacientes com lesão traumática fechada do tronco superior do plexo braquial. Todos apresentavam evolução de pelo menos 1 ano da lesão e grau de força de flexão do cotovelo que variou de M1 a M3. Os pacientes foram submetidos à cirurgia de Steindler modificada e seguidos por período mínimo de 6 meses. Realizadas avaliações pré e pós-operatórias do ganho de força muscular, amplitude de movimento do cotovelo e pontuação conforme escala DASH.
RESULTADOS: Dos onze pacientes analisados, nove (82%) atingiram nível de força igual ou maior a M3 (MRC). Dois (18%) chegaram ao nível de força M2(MRC). Observamos que os pacientes apresentaram ganho médio de amplitude de movimento do cotovelo pós-operatória de 43,45 graus. A média de flexão do cotovelo pós-operatória foi de 88 graus. Houve melhora da função do cotovelo demonstrada na Escala DASH em 81% dos pacientes do estudo.
CONCLUSÃO: A cirurgia de Steindler Modificada mostrou-se eficaz no tratamento dos pacientes com lesão de tronco superior de plexo braquial, com ganho estatisticamente significativo de amplitude de movimento. Em todos os casos algum grau de ganho de força e amplitude de flexão do cotovelo, sendo tanto maior quanto maior a força muscular inicial. Nível de Evidência: Nível II, ensaio clínico prospective.

Descritores: Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Plexo braquial; Cotovelo.


 

 

INTRODUÇÃO

A lesão do tronco superior do plexo braquial (C5 e C6) geralmente ocorre devido a mecanismos de alta energia (acidentes automobilísticos, ferimentos por arma de fogo, ferimentos por arma branca, queda de altura, traumas esportivos), atingindo preferencialmente pessoas de faixa etária jovem e produtiva. A incidência deste tipo de lesão tem aumentado, coincidindo principalmente com o uso da motocicleta como meio de transporte principalmente nas grandes cidades. No início da década de 70, Narakas1,2 e Millesi3 divulgam o resultado de seus trabalhos para a reparação cirúrgica das lesões do plexo braquial. As transferências de nervo representaram um grande avanço no tratamento das lesões do plexo braquial. Oberlin et al.4, descrevem a técnica de transferência de nervo onde um ou mais fascículos do nervo ulnar são transferidos para o ramo do nervo musculocutâneo para ganho de flexão de cotovelo, posteriormente MacKinnon et al.5, descreve a técnica de Dupla transferência, na qual além de transferir um fascículo do nervo ulnar para músculo bíceps braquial, transferem um fascículo de nervo mediano para o músculo braquial.

Nos casos de impossibilidade de reconstrução neurológica, insucesso nas transferências de nervos ou retorno de força muscular insuficiente para flexão do cotovelo as transferências tendinosas para restabelecimento da flexão ativa do cotovelo são procedimentos a serem indicados.6

Como regra, devemos primeiramente tentar a reconstrução nervosa e quando ela não apresentar bom resultado ou não tiver mais indicação, podemos recorrer ás cirurgias de transferências musculares, quando possível, sendo os músculos mais utilizados: grande dorsal7-8, peitoral maior9, tríceps10,11, musculatura flexo-pronadora do antebraço2,12,13 e transferências livres micro cirúrgicas.4,14,15

A transferência proximal da musculatura flexo-pronadora do antebraço para o septo intermuscular medial do úmero (fáscia braquial), foi descrita por Steindler16. Bunnell17 sugeriu fixação radial para diminuir o efeito pronador dessa transferência. Mayer e Green13 modificam a técnica original, propondo fixação na face anterior do úmero, permitindo uma fixação mais firme e diminuindo a contratura em flexão, descrita como complicações na técnica original.

Classicamente a transferência de Steindler Modificada é indicada nos casos de paralisia dos músculos bíceps braquial e braquial, sendo fundamental a presença de mão funcional e força igual ou maior que M4 da musculatura flexo-pronadora do antebraço.5,16,18,19

Nosso estudo tem por objetivo avaliar o ganho funcional após cirurgia de Steindler Modificado, nos pacientes com lesão de tronco superior do plexo braquial com força de flexão do cotovelo inicial que variou de M1 a M3(MRC).

 

MÉTODOS

Foram selecionados pacientes com lesões traumáticas do tronco superior do plexo braquial (C5 e C6 com ou sem comprometimento de C7) sofridas entre 1998 a 2007. (Tabela 1) Todos com força de flexão do cotovelo entre M1 e M3 (MRC).

 

 

Onze pacientes, sendo 10 masculinos e 01 feminino com média de idade 34.5 anos (24-56 anos). Tempo médio da lesão de 4,7 anos (mínimo um ano, máximo 12 anos). (Tabela 2)

 

 

Nove pacientes haviam sido submetidos a tratamento cirúrgico prévio, cinco à exploração do plexo com transferências de nervos, três pacientes à transferência muscular microcirúrgica livre do músculo grácil para a flexão do cotovelo e um paciente foi submetido à transferência muscular convencional do músculo tríceps para a flexão do cotovelo. (Tabela 1)

Todos os pacientes foram operados por especialistas do grupo de Mão-Microcirúrgia do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HCFMUSP e reabilitados pelo mesmo Terapeuta Ocupacional no pós-operatório. As avaliações funcionais foram realizadas no pré e pós-operatório após 7, 15, 30, 60 dias e no sexto mês após a cirurgia. Um mesmo avaliador foi responsável por aplicar todas as avaliações dos pacientes do protocolo de pesquisa.

As avaliações funcionais foram realizadas pela mensuração do arco de flexão do cotovelo com goniômetro, grau de força muscular e "escore" DASH (Disabilities of Arm, Shoulder and Hand) realizados pré e pós-operatoriamente à cirurgia de Steindler.

Critérios de inclusão: lesão traumática fechada do tronco superior do plexo braquial (C5-C6, com ou sem lesão C7); pacientes com um ano ou mais da lesão; amplitude passiva total de cotovelo; força da musculatura flexo-pronadora do antebraço e punho/mão igual ou maior a grau M4.

Critérios de exclusão: lesão aberta ou não traumática do tronco superior do plexo braquial; lesão completa do plexo braquial; pacientes com menos de um ano da lesão; rigidez a movimentação passiva do cotovelo.

 

TÉCNICA

No procedimento cirúrgico o paciente é posicionado em decúbito dorsal horizontal com o membro superior em rotação externa sobre uma "mesa de mão". O membro superior e exanguinado com uma faixa de faixa elástica. A incisão é iniciada na parte medial do braço aproximadamente oito centímetros proximais ao epicôndilo medial, estendendo-se distalmente, passando posteriormente ao epicôndilo medial e seguindo em direção ao antebraço longitudinalmente ao músculo pronador redondo. (Figura 1)

 

 

O nervo cutâneo medial do antebraço foi identificado e isolado. Em seguida, a abertura da fáscia muscular do antebraço foi realizada com dissecção e identificação do nervo ulnar até seus ramos à musculatura flexora. (Figura 2)

 

 

A osteotomia do epicôndilo medial foi realizada com serra oscilatória respeitando a localização do ligamento colateral medial do cotovelo (Figura 3). A dimensão do fragmento de epicôndilo que acompanha a massa muscular mede aproximadamente 1cm de profundidade por 2cm de largura. (Figura 3)

 

 

Após isolar a artéria braquial e o nervo mediano com seus ramos para o m. pronador redondo e m. flexor superficial dos dedos, realizou-se a liberação da musculatura o suficiente para deslocar o fragmento de epicôndilo e toda origem da musculatura flexo-pronadora proximalmente. A fixação do fragmento ósseo é feita aproximadamente quatro centímetros proximal à borda distal do úmero. O úmero e o fragmento foram cruentados para que o fragmento fosse fixado. O cotovelo foi fletido 120 graus para a fixação do fragmento com um parafuso de 3.5mm. A posição de fixação no úmero foi escolhida o mais radial possível, diminuindo a ação pronadora da transferência. (Figura 4)

 

 

Procedeu-se a aproximação dos planos de partes moles. O membro foi imobilizado com uma tala gessada axilo-palmar em 90 graus de flexão de cotovelo e o antebraço supinado.

 

REABILITAÇÃO

O protocolo de reabilitação da terapia ocupacional se iniciou a partir da 4ª semana de pós-operatório. A goteira de imobilização foi substituída por uma tipóia de lona com apoio de todo antebraço e punho, o cotovelo foi mantido em aproximadamente 120º de flexão.20

Na 4ª semana foram iniciados movimentação ativa de dedos e movimentação passiva para flexão do cotovelo, com bloqueio da extensão.

A partir da 6ª semana a tipóia pode ser retirada por alguns períodos do dia, foi iniciado o treino de flexão do cotovelo a partir da flexão do punho de forma assistida e sem resistência, a extensão do cotovelo sem ação da gravidade.

A tipóia foi retirada na 8ª semana, quando foi iniciada a flexão do cotovelo contra a gravidade, se o controle da flexão ainda estivesse precário a tipóia era mantida por mais duas semanas para marcha.21

 

AVALIAÇÃO FUNCIONAL

Goniometria

A goniometria foi realizada com o uso de um goniômetro padronizado. Foi avaliada a amplitude de movimento ativa do cotovelo medida em graus (flexão e extensão).

Grau de força muscular (TMM)

O teste muscular é uma parte importante do exame físico, proporcionando a informação do grau de força muscular que o paciente é capaz de atingir. Esta avaliação foi realizada para graduar a evolução da força de flexão do cotovelo. A força muscular foi graduada de acordo com sua habilidade de atuar contra a gravidade ou a resistência oferecida pelo examinador. (Anexo 1)

DASH (Disabilities of Arm, Shoulder and Hand)

Questionário subjetivo que permite observar avaliação funcional do paciente pré e pós-operatória.22

 

RESULTADOS

Os dados foram obtidos avaliando 11 pacientes pré e pós-operatóriamente. (Tabela 3)

 

 

No estudo, considerando a força de flexão do cotovelo, todos os pacientes obtiveram melhora do nível inicial. O melhor resultado foi de 2 pontos e atingido por 54% dos pacientes. O grupo de maior ganho foi o que apresentava forca muscular inicial M2, neste grupo 80% evoluiu 2 níveis de força. O grupo que inicialmente apresenta inicialmente M1 de força evoluiu com ganho de 1 ou 2 pontos (50% cada um). No grupo de força inicial M3, todos tiveram ganho de 1 ponto . Portanto, de forma geral, houve melhora no ganho de forca de flexão do cotovelo em todos os pacientes após o procedimento. Além disto obtivemos um coeficiente de Kendall igual a 0,757, que indica que a relação entre a força pré e pós operatória é forte. Os resultados estão demonstrados na Figura 5.

 

 

A amplitude de movimento teve variação media de 43,45 graus, sendo a maior variação de 96 e menor de 2 graus. A diferença entre os valores pré e pós operatórios mostrou-se estatisticamente significante (p=0,003). Novamente o grupo com força inicial M2 obteve os melhores resultados, sendo neste a media 60,6 graus. O grupo de força inicial m1 teve ganho médio de 40,5 graus. No grupo inicial de força grau 3 a média foi de 6,5 graus de ganho.

O DASH também obteve variação em todos os pacientes, sendo negativa em 81% dos pacientes, o que corresponde a uma melhora funcional. A media da variação foi de -4,49. Esta variável não obteve relação estatística no estudo (p=0,091). A variação dos resultados não diferiu entre os grupos do estudo. Todos os fragmentos osteotomizados estavam consolidados conforme evidenciado na radiografia de controle aos 12 meses após a cirurgia.

Complicações

Todos os casos mostraram certo grau de perda da extensão do cotovelo, em média de 7 graus. Os piores resultados foram a perda de 28 e 23 graus respectivamente. Houve um caso de infecção superficial pós-operatória, que foi tratado de forma eficaz com cefalosporina por via oral.

 

DISCUSSÃO

O aumento da incidência das lesões do plexo por acidentes automobilísticos gera preocupação para a sociedade e cria uma legião de pacientes com graves limitações às funções laborais e cotidianas. Fato que aumenta a importância de trabalhos visando a recuperação dos mesmos.

A cirurgia de Steindler Modificada tem uma boa indicação nos pacientes que não possuam força de flexão do cotovelo funcional. A indicação dessa cirurgia é feita para os pacientes com amplitude passiva total do cotovelo, mão funcional e musculatura flexo-pronadora com força ao menos M4(MRC).23,24

Todos os pacientes analisados nesta série clínica apresentaram em algum grau aumento da amplitude ativa e ganho de força muscular de flexão do cotovelo.

Dos onze pacientes analisados, nove (82%) atingiram nível de força igual ou maior a M3 (MRC) com boa recuperação da função do cotovelo. Dois (18%) chegaram ao nível de força M2(MRC) nos quais a recuperação clínica foi insatisfatório. Estes pré-operatóriamente apresentavam um grau de força muscular igual a M1(MRC). Quando analisamos o restante dos pacientes é nítida a melhor evolução daqueles que inicialmente tinham força graus 2 ou 3, que obtiveram os melhores resultados. Além disto, temos um coeficiente de Kendall igual a 0,757 que indica forte relação entre a força pré e pós-operatória. Este dado reforça as considerações de Teboul(15) que consideram que apenas pacientes que tenha força de flexão igual a M2/M3 são elegíveis para realização de cirurgia de Steindler modificada.25

Na técnica cirúrgica observamos que uma boa dissecção da musculatura proximal do antebraço é essencial para conseguir alcançar os 04cm da articulação do cotovelo desejados para fixação do fragmento ostetomizado. Houve uma preocupação em colocar o fragmento do epicôndilo medial o mais radial possível no úmero diminuindo a ação pronadora da transferência.7,10,14 A fixação planejada a 4cm da articulação distal do úmero pareceu evitar uma contratura em flexão excessiva, comum na técnica original onde a fixação preconizada era em média 06 a 07cm.5,23 Resultado mostrado no trabalho com uma perda de extensão em média de 7 graus, menor que o das séries clássicas como Dutton e cols. (30-60 graus)26, Steindler (60 graus)16 e Mayer e Green (menor que 15 graus).13

Observamos que os pacientes apresentaram ganho médio de amplitude de movimento do cotovelo pós-operatória de 43,45 graus, dado estatisticamente significante (p: 0, 003). A média de flexão do cotovelo pós-operatória foi de 88 graus, dado comparável às séries descritas por Dutton26 que encontraram 95 graus de média de flexão pós-operatória, Liu25 obtiveram média de flexão pós-operatória maiores, 114 graus e 107 graus respectivamente. Podemos inferir que esta série apresentou resultados compatíveis com os relatos semelhantes da literatura.3,7,8

Considerando a fixação mais distal da inserção da musculatura flexo-pronadora (fixação do fragmento a 4 cm da articulação) notamos uma menor restrição à extensão do cotovelo com média inferior à encontrada na literatura (7 e 15 graus respectivamente)7,14 e por outro lado um ganho de flexão do cotovelo ligeiramente menor (88 e 95 graus respectivamente)3,7, como mostrado anteriormente. O estudo mostra uma pequena diferença entre o déficit de extensão e o ganho de flexão que não altera a amplitude de movimento final. Parece ser vantajosa a fixação mais distal pelo fato de necessitar de um dissecção menor e gerar restrição menor à extensão.

O teste funcional DASH mostrou melhora na pontuação da maioria dos pacientes (81%). Este dado porém não foi estatisticamente significante (p 0,091). Considerando a satisfação clinica demonstrada pelos pacientes, que em sua maioria relatou estar satisfeita com o procedimento, acreditamos que uma casuística maior pode demonstrar significância estatística para este dado.

 

CONCLUSÃO

A cirurgia modificada de Steindler mostrou-se efetiva para o ganho de força e flexão do cotovelo em pacientes com lesão alta do plexo braquial, em especial aqueles que apresentavam grau de forca inicial de flexão do cotovelo de pelo menos M2.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência:
Bruno Sergio Ferreira Massa
Rua Manoel da Nobrega, nº 1240, ap. 141B, Paraiso
São Paulo, SP. Brasil CEP : 04001-004
E-mail: bsmassa@gmail.com

Artigo recebido em 14/10/09, aprovado em 10/11/09.

 

 

Trabalho realizado no LIM 41 – Laboratório de Investigação Médica do Sistema Músculo-Esquelético do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Todos os autores declaram não haver nenhum potencial conflito de interesses referente a este artigo.

 

 

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