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Acta Ortopédica Brasileira

Print version ISSN 1413-7852

Acta ortop. bras. vol.20 no.5 São Paulo  2012

https://doi.org/10.1590/S1413-78522012000500011 

ARTIGO ORIGINAL

 

Resultados de artroplastia total de joelho com e sem implante de recapeamento (resurfacing) patelar

 

 

Abdul Khan; Nikhil Pradhan

Departamento de Trauma e Ortopedia, Warrington Hospital - Warrington, Cheshire, Reino Unido

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Estudar a diferença de dor, estalido e crepitação patelofemoral no pós-operatório em pacientes com ou sem recapeamento patelar após 5 anos, os quais tinham dor patelofemoral antes da cirurgia. Estudar a incidência de dor, estalido e crepitação patelofemoral depois de pateloplastia em ambos os grupos.
MÉTODOS: Revisão retrospectiva de 765 pacientes submetidos a artroplastia total do joelho (ATJ) com ou sem recapeamento patelar. Os pacientes foram perguntados sobre dor pré e pós-operatória, 5 anos depois da cirurgia. Foram examinados por enfermeiro especializado 5 anos, após a cirurgia para verificar estalidos ou crepitação patelofemoral (PF).
RESULTADOS: 688 pacientes (89,9%) tinham dor PF pré-operatória. De 688 pacientes, 449 tinham recapeamento patelar (R) e 239 não tinham (NR). Trinta e seis pacientes do grupo NR tinham pateloplastia. A incidência de dor PF pós-operatória foi 13,3% no grupo R e 13,6% no grupo NR. A incidência de estalido PF pós-operatório no grupo R foi 10,4% e apenas 1,3% no grupo NR (estatisticamente significante, p < 0,005 comparado com o grupo R.
CONCLUSÃO: Nos pacientes com dor PF pré-operatória, houve incidência significantemente maior (p< 0,005) de estalido pós-operatório no grupo R. Nos pacientes sem dor PF antes da cirurgia, verificou-se incidência significantemente maior (p <0,005) de crepitação pós-operatória no grupo R. Nos pacientes com ou sem dor PF pré-operatória, a incidência de dor, estalido e crepitação PF pós-operatória foi menor que nos pacientes submetidos a pateloplastia, em comparação com outros membros do grupo NR (estatisticamente significante, p<0,005). Nível de evidência Tipo 4, Série de casos.

Descritores: Síndrome da dor patelofemoral. Patela. Artroplastia do joelho. Estudos retrospectivos.


ABSTRACT

OBJECTIVE: To study the difference of post-op patellofemoral pain, clunk and crepitus in patients with/without resurfacing at 5 years who had pre-op patellofemoral pain. To study the incidence of post-operative patellofemoral pain, clunk and crepitus following patelloplasty in both the groups.
METHODS: Retrospective review of 765 patients who had total knee replacement with/without resurfacing.Patients were asked about both pre-operative pain and also post-operative pain 5 years after the operation. Patients were examined by a specialist nurse at 5 years post-operatively to check for any patellofemoral clunk/crepitus.
RESULTS: 688 patients (89.9%) had preoperative PF pain. Of 688 patients, 449 had patellar resurfacing and 239 had not (NR). Thirty-six patients from the NR group had patelloplasty. The incidence of postoperative PF pain was 13.3% in the R group and 13.6% in the NR group. The incidence of postoperative PF clunk in was 10.4% in the R group and only 1.3% in the NR group (statistically significant, p < 0.005 compared to the R group).
CONCLUSION: In patients with pre-op PF pain, there is significant (p<0.005) higher incidence of post-op clunk in the R group. In patients without pre-op PF pain, there is significantly (p<0.005) higher incidence of post-op crepitus in the R group. In patients with/without pre-op PF pain, the incidence of post-op PF pain, clunk and crepitus is lower than in patients who underwent patelloplasty when compared to the other members of the NR group (statistically significant p<0.005). Level of Evidence Type 4, Case Series.

Keywords: Patellofemoral pain syndrome. Patella. Arthroplasty, replacement, knee. Prospective studies.


 

 

INTRODUÇÃO

A artroplastia total do joelho é um dos procedimentos cirúrgicos mais eficientes para proporcionar melhora da função e alívio da dor na maioria dos pacientes.1-3 O problema de realizar recapeamento da patela durante artroplastia primária total do joelho vem sendo debatido desde a introdução desse procedimento cirúrgico.

As conclusões de vários estudos revisados por pares foram limitadas devido a falhas metodológicas de randomização, avaliação independente dos desfechos, avaliação limitada das possíveis variáveis de confusão e de possível viés associado a fatores de confusão não mensurados ou desconhecidos inerentes aos estudos de observação. Portanto, o verdadeiro mérito do recapeamento ou não-recapeamento da patela é debatido rotineiramente.4-8

Realizamos um estudo retrospectivo com 765 pacientes submetidos a artroplastia total do joelho para verificar as vantagens do recapeamento patelar com relação ao grupo sem recapeamento ou vice-versa, estudar a diferença entre dor, estalido e crepitação patelofemoral no pós-operatório em pacientes com ou sem recapeamento aos 5 anos em pacientes que tinham dor patelofemoral pré-operatória e estudar a diferença entre dor, estalido e crepitação pós-operatória em pacientes com ou sem recapeamento aos 5 anos que não tinham dor patelofemoral antes da cirurgia. Além disso, estudamos a incidência de dor, estalido e crepitação patelofemoral no pós-operatório de pateloplastia em pacientes com ou sem dor patelofemoral pré-operatória.

 

MÉTODOS

Foi incluído neste estudo um total de 765 pacientes submetidos a artroplastia total do joelho (NexGen) devido a osteoartrite no Warrington Hospital, de junho de 2005 a abril de 2006. Os dados foram fornecidos pela Zimmer, EUA. Os pacientes foram acompanhados por até 5 anos. Perguntou-se sobre a dor pós-operatória antes da cirurgia e cinco anos depois.

Os pacientes foram examinados por enfermeiro especializado 5 anos depois da operação para verificar estalidos ou crepitação patelofemoral. A pateloplastia incluiu excisão de osteófitos marginais abundantes e descompressão por meio de perfuração de dois orifícios verticais na patela, com fio K. De um total de 765 pacientes, 688 (89,9%) tinham dor patelofemoral e 77 pacientes (10,1%) não tinham dor. O grupo R incluiu 503 pacientes e o grupo NR incluiu 262 pacientes.

 

RESULTADOS

688 pacientes (89,9%) tinham dor PF pré-operatória

De 688 pacientes, 449 tinham recapeamento patelar (R) e 239 não tinham (NR).Trinta e seis pacientes do grupo NR tinham pateloplastia. A incidência de dor PF pós-operatória foi 13,3% no grupo R e 13,6% no grupo NR.A incidência de estalido PF pós-operatório no grupo R foi 10,4% e apenas 1,3% no grupo NR (estatisticamente significante, p < 0,005 comparado com o grupo R).A incidência de crepitação pós-cirúrgica no grupo R foi 13,5% e no grupo NR, 17%. A incidência de dor PF pós-cirúrgica foi menor (só 2,7%) nos pacientes submetidos a pateloplastia do grupo NR (estatisticamente significante, p < 0,005 comparado com o grupo NR).

Não houve incidência de estalido PF pós-cirúrgico (0%) nos pacientes submetidos a pateloplastia do grupo NR (estatisticamente significante, p < 0,005 comparado com outros membros do grupo NR).

A incidência de dor PF pós-cirúrgica foi menor (só 2,7%) nos pacientes submetidos a pateloplastia do grupo NR (estatisticamente significante, p < 0,005 comparado com outros membros do grupo NR). (Tabela 1)

 

 

77 pacientes (10,1%) não tinham dor PF pré-operatória

Dos 77 pacientes, 54 foram submetidos a recapeamento patelar enquanto 23 não foram submetidos.

A incidência de dor PF pós-operatória foi 8,5% no grupo R e 8,3% no grupo NR.

A incidência de estalido PF pós-operatório no grupo R foi 12,7% e apenas 8,3% no grupo NR.

A incidência de crepitação pós-cirúrgica no grupo R foi 14,8% e no grupo NR, 8,3% (estatisticamente significante, p<0,005 comparado com o grupo R).

A incidência de dor PF pós-cirúrgica foi menor (só 0%) nos pacientes submetidos a pateloplastia do grupo NR (estatisticamente significante, p < 0,005 comparado com o grupo NR).

Não houve incidência de estalido PF pós-cirúrgica (0%) nos pacientes submetidos a pateloplastia do grupo NR (estatisticamente significante, p<0,005 comparado com outros membros do grupo NR).

Não houve incidência de crepitação PF pós-cirúrgica (0%) nos pacientes submetidos a pateloplastia do grupo NR (estatisticamente significante, p < 0,005 comparado com outros membros do grupo NR). (Tabela 2)

 

 

DISCUSSÃO

O tratamento ideal da patela durante artroplastia total do joelho não está claro. Depois do entusiasmo inicial com o recapeamento, apareceram as complicações, desgaste do polietileno patelar, afrouxamento do componente patelar, fratura de patela e rompimento de seu tendão, o que levou a revisões cirúrgicas difíceis e com resultados incertos.9,10

Esses problemas foram considerados tão importantes, que alguns autores decidiram realizar estudos que mantivessem a patela sem recapeamento.11-13

Os investigadores desses estudos não-comparativos concluíram que, em condições específicas, é aconselhável deixar a patela sem recapeamento. Picetti et al.12 e Sodry et al.13 consideraram o não-recapeamento para os pacientes com osteoartrite jovens, ativos e não-obesos, com boa cartilagem na patela. Kim et al.14 propuseram uma opção para joelhos com as mesmas características, incluindo o trajeto patelofemoral congruente, forma anatômica normal da patela e falta de evidências de doença cristalina ou sinovite inflamatória. Ao contrário, Ranawat et al.15, Rae et al.16, Harwin et al.17 e Larson et al.18, usando vários tipos de próteses, defenderam a substituição patelar de rotina, com base em 10 anos de excelentes resultados clínicos e baixa morbidade atribuídas a substituição patelar. Não é possível tirar uma conclusão definitiva desses diferentes estudos.

Os estudos randomizados são o melhor desenho para comparar o recapeamento e o não-recapeamento patelar. Contudo, diferentes desfechos e conclusões variáveis foram relatadas pelos pesquisadores. Do ponto de vista geral, a revisão sistemática permite a integração das informações existentes e fornece dados para a tomada de decisão sensata. Além disso, Além disso, aumenta o poder do estudo e pode estabelecer se os achados são consistentes e podem ser generalizados para as variações populacionais, locais e de tratamento. O método explícito usado nas revisões sistemáticas limita o viés e melhora a confiabilidade e precisão das conclusões quando os critérios de qualidade são satisfeitos.19,20

Nizard et al.21 realizaram uma metanálise do recapeamento patelar de 12 estudos controlados e randomizados, entre janeiro de 1966 e agosto de 2003. A patela recapeada teve melhor desempenho e verificamos maior risco relativo de re-operação devido a dor forte na parte anterior do joelho e dor ao subir escadas, quando a patela não recebeu recapeamento protético. Não foram constatadas diferenças entre os dois grupos quanto ao escore funcional da International Knee Society, ao escore do Hospital for Special Surgery e à satisfação do paciente.

Parvizi et al.22 realizaram uma metanálise de 14 estudos entre 1966 e 2003, onde a incidência de dor na parte anterior do joelho foi maior quando as patelas não foram recapeadas. Os recapeamentos secundários devido a dor na parte anterior do joelho foram necessários em 8,7% dos joelhos não-recapeados. Não houve diferenças nas complicações relatadas. A artroplastia total do joelho resultou em melhora do desfecho funcional, independentemente do recapeamento da patela.

Embora existam controvérsias, a profusa evidência científica favorece o recapeamento patelar na artroplastia total de joelho (ATJ) primária. A literatura mostra incidência substancialmente maior de dor na parte anterior do joelho e maiores taxas de re-operação quando a patela não é recapeada primariamente. Estudos randomizados prospectivos relataram taxas de re-operação para realizar o recapeamento protético da patela que excederam as complicações depois de cirurgias com recapeamento.23,24

Ao recapear a patela, é essencial seguir princípios cirúrgicos rigorosos para evitar complicações. Tais princípios incluem duplicação da espessura da patela original, manutenção da irrigação sanguínea patelar, obtenção de trajeto patelar central e posicionamento adequado dos componentes femoral, tibial e patelar. As características ideais do desenho da prótese em caso de recapeamento da patela são: sulco troclear anatômico, assimétrico e amplo, que se estende e se aprofunda mais em comparação com os desenhos de primeira geração.

Ao contrário, o recapeamento patelar de rotina na ATJ não se justifica quando se usa componente femoral com interface amigável. Com frequência, em estudos comparativos, todas as patelas não-recapeadas são analisadas, independentemente do desenho do componente femoral.

Os desenhos com sulco patelar mais profundo e superfícies com flange de apoio lateral apresentam menos pressão de contato, similar à pressão encontrada na articulação patelofemoral normal.25 Contudo, quando se usam os componentes femorais amigáveis e os resultados são comparados com os melhores desenhos de recapeamento de patela, a taxa de revisão de cirurgias, a função do joelho e a satisfação do paciente tendem a ser superiores.

Estudos recentes demonstraram que o desenho do componente femoral influencia as pressões de contato patelofemorais nos joelhos seja ou não a patela recapeada.26-29

Estudos in vivo e in vitro mostraram que o sulco troclear mais profundo que se estende mais para distal, com curvatura anatômica do rádio e colocação mais medial do componente patelar reproduz o trajeto mais normal na patela recapeada e na original.30-32

Demonstrou-se que o alinhamento rotacional ao longo do eixo epicondilar e a colocação lateral do componente femoral melhoram o trajeto da patelar.33,34 As vantagens de não recapear a patela incluem a conservação de reserva óssea patelar, menor tempo de cirurgia e impedimento de qualquer complicação associada ao recapeamento protético. Contudo, a patela sem recapeamento pode gerar maior prevalência de dor na parte anterior do joelho no pós-operatório e requer esse procedimento subsequentemente.

A seleção de implantes adequados e a adesão às técnicas cirúrgicas apropriadas são os princípios fundamentais que resultam em desfechos bem-sucedidos. Existem os chamados componentes femorais com interface amigável para a patela. Eles são desenhados com sulco patelofemoral mais anatômico, que se destina a reduzir a carga pontual e a melhorar o trajeto da patela, em comparação com os componentes que incorporam flange destinada a se articular com um componente patelar sem desenho anatômico.

Embora nosso estudo seja retrospectivo e com pequeno acompanhamento, ele mostra que não existe diferença significante de dor patelofemoral pós-operatória quando a patela é ou não recapeada proteticamente, desde que se use prótese femoral com interface amigável para a patela, como a NexGen. Os estudos com acompanhamento prolongado são necessários para corroborar essa visão.

 

CONCLUSÃO

Nos pacientes com dor PF pré-operatória, a incidência de estalido pós-operatório foi significantemente maior (p < 0,005) no grupo R. Em pacientes sem dor pré-operatória, a incidência de crepitação pós-operatória foi significativamente superior (p < 0,005) no grupo R.

Em pacientes com ou sem dor PF pré-operatória, a incidência de dor, estalido e crepitação PF depois da cirurgia é mais baixa nos que foram submetidos a pateloplastia, em comparação com outros membros do grupo NR (estatisticamente significante, p < 0,005). São necessários estudos a longo prazo para verificar os resultados da pateloplastia.

É difícil tirar uma conclusão definitiva sobre recapear ou não a patela, devido aos muitos fatores de confusão, como desenho do componente, experiência do cirurgião e aspectos técnicos da cirurgia, que podem influenciar o resultado em determinados pacientes.

 

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Correspondência:
Department of Trauma & Orthopaedics, Warrington Hospital, Warrington, WA9 1QA (UK).
E-mail: adkhan@rediffmail.com

Artigo recebido em 22/05/2011, aprovado em 19/12/2011.

Todos os autores declaram não haver nenhum potencial conflito de interesses referente a este artigo.

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