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Ciência & Saúde Coletiva

versão impressa ISSN 1413-8123

Ciênc. saúde coletiva v.13  supl.0 Rio de Janeiro abr. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232008000700024 

ARTIGO ARTICLE

 

Padrão de consumo de medicamentos sem prescrição médica na cidade de Porto Alegre, RS

 

Pattern of drug consumption without medical prescription in the city of Porto Alegre, RS

 

 

Ricardo Sozo VitorI; Caroline Panone LopesII; Honório Sampaio MenezesI; Carlos Eduardo KerkhoffI

IÁrea da Saúde e Bem Estar Social, Universidade Luterana do Brasil. Av. Farroupilha 8001, Bairro São José. 92425-900 Canoas RS. rsvitor@yahoo.com.br
IIDepartamento de Medicina, Universidade de Caxias do Sul

 

 


RESUMO

A automedicação é uma prática bastante difundida não apenas no Brasil, mas também em outros países. Essa é definida como uso de medicamentos sem prescrição médica, na qual o próprio paciente decide qual fármaco utilizar. O objetivo geral deste projeto de pesquisa é descrever o padrão de consumo de medicamentos sem prescrição médica na cidade de Porto Alegre, RS, entre os meses de janeiro e fevereiro de 2007. Trata-se de um estudo observacional, transversal, descritivo e prospectivo, no qual foram estudadas 742 pessoas, de ambos os sexos, com idades que variavam entre os 18 e 70 anos, residentes em Porto Alegre, RS entre os meses de janeiro e fevereiro de 2007, após a confirmação de que estas se automedicam. Houve um predomínio (57,54%) de mulheres na amostra estudada. Em relação à influência de meios de comunicação para optar por um fármaco, a maioria (76,28%) não é sugestionada por tais meios. Em relação à variável número de consultas médicas, nos últimos doze meses verificou-se que a maioria (26,81%) consultou duas vezes. Os presentes dados confirmam a importância do estudo da automedicação e apóiam a hipótese da ingênua e excessiva crença da sociedade atual no poder dos medicamentos.

Palavras-chave: Automedicação, Hábitos, Prescrição


ABSTRACT

Self-medication is a very common practice not only in Brazil but also in other countries. It is defined as medication of oneself without medical advice, the patient himself deciding which drug to use. The overall objective of this study is to describe the pattern of drug consumption without medical prescription in the city of Porto Alegre between January and February 2007. It was an observational, transversal, descriptive and prospective study. Seven hundred and forty two individuals of both sexes, aged between 18 and 70 years and resident in Porto Alegre where interviewed between January and February 2007 after self-medication had been confirmed. With respect to sex, there was a predominance of self-medicating women (57.54%) in the studied sample. As refers to media influence, the majority (76.28%) was not influenced by the media in the choice of a medicament. In relation to the variable medical consultations during the last twelve months the majority (26.81%) had seen the doctor twice. The data here presented confirm the importance of studying the practice of self-medication and support the hypothesis of a naive and excessive belief of our society in the power of medicines.

Key words: Self-medication, Habits, Prescription


 

 

Introdução

A automedicação é uma prática bastante difundida não apenas no Brasil, mas também em outros países. Essa é definida como uso de medicamentos sem prescrição médica, na qual o próprio paciente decide qual fármaco utilizar. Inclui-se nessa designação genérica a prescrição (ou orientação) de medicamentos por pessoas não habilitadas, como amigos, familiares ou balconistas da farmácia, nesses casos também denominados de "exercício ilegal da medicina"1. Outro termo utilizado é a automedicação orientada, que se refere à reutilização de receitas antigas sem que elas tenham sido emitidas para uso contínuo2,3. Em alguns países, com sistema de saúde pouco estruturado, a ida à farmácia representa a primeira opção procurada para resolver um problema de saúde, e a maior parte dos medicamentos consumidos pela população é vendida sem receita médica. Contudo, mesmo na maioria dos países industrializados, vários medicamentos de uso mais simples e comum estão disponíveis em farmácias, drogarias ou supermercados e podem ser obtidos sem necessidade de receita médica (analgésicos, antitérmicos, etc.).

É um fenômeno potencialmente nocivo à saúde individual e coletiva, pois nenhum medicamento é inócuo ao organismo. O uso indevido de substâncias e até mesmo drogas consideradas "banais" pela população, como os analgésicos, pode acarretar diversas conseqüências, como resistência bacteriana, reações de hipersensibilidade, dependência, sangramento digestivo, sintomas de retirada e ainda aumentar o risco para determinadas neoplasias. Além disso, o alívio momentâneo dos sintomas encobre a doença de base que passa despercebida e pode, assim, progredir1-10.

Em países desenvolvidos, o número de medicamentos de venda livre tem crescido nos últimos tempos, assim como a disponibilidade desses medicamentos em estabelecimentos não farmacêuticos, o que favorece a automedicação11. Nesses países, no entanto, os rígidos controles estabelecidos pelas agências reguladoras e o crescente envolvimento dos farmacêuticos com a orientação dos usuários de medicamentos tornam menos problemática a prática da automedicação. Já no Brasil, onde, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (ABIFARMA), cerca de 80 milhões de pessoas são adeptas da automedicação12, a má qualidade da oferta de medicamentos, o não-cumprimento da obrigatoriedade da apresentação da receita médica e a carência de informação e instrução na população em geral justificam a preocupação com a qualidade da automedicação praticada no país.

No Brasil, estudos populacionais sobre a prevalência13 e os fatores associados14 ao tema são raros. Em dois povoados do Sul da Bahia, verificou-se uma prevalência de automedicação igual a 74,0%, tendo sido os antibióticos, anti-helmínticos e antimicóticos os medicamentos não prescritos mais consumidos13. Em um município de médio porte do Rio Grande do Sul (Santa Maria), encontrou-se uma prevalência de 53,3% de automedicação, tendo sido os analgésicos, antitérmicos e antiinflamatórios não esteróides os medicamentos mais consumidos (49,2%)14. Nesses estudos, observou-se que havia uma associação positiva entre automedicação, idade e escolaridade, mas esses resultados não foram ajustados para variáveis de confusão.

Justifica-se, portanto, nova investigação sobre a automedicação na população de zona urbana brasileira, com ênfase nas motivações que levam o indivíduo a automedicar-se. Então, o objetivo geral deste projeto de pesquisa é descrever o padrão de consumo de medicamentos sem prescrição médica na cidade de Porto Alegre, RS.

 

Metodologia

Delineamento

Estudo observacional, transversal, descritivo e prospectivo. Foram entrevistadas 742 pessoas residentes em Porto Alegre, RS, que tinham idade entre 18 e 70 anos, durante os meses de janeiro e fevereiro de 2007. Todos os entrevistados pertenciam à população de Porto Alegre. A coleta de dados aconteceu após os participantes terem sido convidados, informados e esclarecidos sobre o estudo. Todas as pessoas que relataram não residir em Porto Alegre, RS, que apresentavam menos de 18 e mais de 70 anos, que não se automedicam, que não consentiram em assinar o termo de consentimento livre esclarecido, foram excluídas da pesquisa.

Os dados foram coletados diretamente com as pessoas entrevistadas maiores de 18 anos e menores de 70, incluindo aquelas que apresentavam 18 e 70 anos, por meio de um questionário padronizado aplicado por acadêmicos de medicina pertencentes à Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), à Universidade de Caxias do Sul (UCS), após a confirmação de que o entrevistado se automedica.

As variáveis utilizadas para indicar condições sociodemográficas dos entrevistados foram: sexo (masculino/feminino), estado civil (casado/solteiro/divorciado/ viúvo), escolaridade (ensino fundamental (1ª a 4ª série)/ensino fundamental (5ª a 8ª série)/ensino médio/ensino superior), renda mensal (mais de três salários mínimos/menos de três salários mínimos), tomando como base um salário mínimo de R$ 350,00.

As variáveis utilizadas para indicar as condições psicossociais dos entrevistados foram: ocasião mais comum em que se automedica (dor de cabeça/febre/gripe/enjôo e náuseas/outros), já utilizou receitas médicas antigas para automedicação (sim/não), é influenciado por meios de comunicação para a escolha de um fármaco (sim/não), quando compra fármacos sem receita, esta compra é influenciada por (amigos/pais e familiares/farmacêuticos/terapeutas alternativos), motivo da automedicação (já tinha experiência com o medicamento/fármaco foi indicado por alguém/todos usam o medicamento/o medicamento estava ao alcance imediato/outro), autodefinição da saúde (muito boa/boa/razoável/ruim), número de consultas médicas nos últimos doze meses (nenhuma/uma/duas/três/ mais de três), número de idas à farmácia para comprar fármacos nos últimos quatro meses (nenhuma/uma/duas/três/mais de três).

Todas as variáveis foram analisadas pelos pesquisadores segundo as sociodemográficas e psicossociais anteriormente citadas.

O protocolo da pesquisa foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Canoas, RS. O consentimento para a participação no estudo foi dado por escrito pelo próprio entrevistado mediante a um termo de consentimento livre esclarecido.

Os dados numéricos foram avaliados pelas médias e desviospadrões. A correlação entre os dados foi feita através de análise de regressão logística. O valor de significância é de 5%, para um p a de 0,05.

 

Resultados

Na Tabela 1, são apresentadas variáveis sociodemográficas das pessoas entrevistadas em Porto Alegre, RS.

 

 

Houve um predomínio (57,54%) de mulheres na amostra estudada. Observou-se que a maioria dos entrevistados com relação à situação conjugal eram solteiros (55,25%); na amostra estudada, não houve indivíduos divorciados ou viúvos. Entre as pessoas entrevistadas, a escolaridade predominante (50,40%) foi o ensino médio. Quando a variável foi renda mensal, verificamos que a maioria recebia mais de três salários (62,39%), sendo que o grupo considerou um salário igual a R$ 350,00.

Na Tabela 2, são apresentadas variáveis psicossociais das pessoas entrevistadas em Porto Alegre, RS.

 

 

Pode-se notar que houve um predomínio de entrevistados (66,03%) nos casos em que a ocasião mais comum de automedicação é a dor de cabeça. No que se referem ao uso receitas antigas para se automedicar, verificou-se que a minoria (29,24%) faz uso destas. Em relação à influência de meios de comunicação para optar por um fármaco, a maioria (76,28%) não é sugestionada por tais meios. A minoria (5,39%) da amostra pesquisada é influenciada por terapeutas alternativos para aquisição de fármacos, sendo que a maior parte (53,77%) é influenciada por pais e familiares.

Na Tabela 3, são apresentadas variáveis psicossociais das pessoas entrevistadas em Porto Alegre, RS.

 

 

No que se refere ao motivo que leva à automedicação, a maior parte dos entrevistados (57,14%) relatou que já tinha experiência com o medicamento utilizado nesta automedicação. Pode-se notar que a minoria (7,27%) da amostra considera a sua saúde como razoável. Em relação à variável número de consultas médicas nos últimos doze meses, verificou-se que a maioria (26,81%) consultou duas vezes. No que diz respeito às idas à farmácia para a compra de fármacos nos últimos quatro meses, a maioria (41,64%) foi mais de três vezes.

 

Discussão

A automedicação constitui uma prática universal, presente nas mais diversas sociedades e culturas, independentemente do grau de desenvolvimento socioeconômico das mesmas. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (ABIFARMA), cerca de 80 milhões de brasileiros seriam adeptos da automedicação20.

No presente estudo, foram analisadas pessoas que se automedicam, na faixa etária entre 18 a 70 anos de idade, residentes em Porto Alegre, RS.

Diversos estudos têm descrito uso mais freqüente de automedicação entre mulheres do que entre homens16-19. Bush & Osterweis17 atribuem esse achado, entre outras razões, à mais freqüente utilização de serviços de saúde pelas mulheres. No presente trabalho, o uso de automedicação foi mais freqüente (57,54%) no sexo feminino. Esses dados encontrados condizem com os encontrados na literatura.

Na presente amostra, verificou-se um predomínio de indivíduos solteiros que se automedicam. Com relação a esta variável, há uma carência de estudos na literatura. Verificou-se também que a maioria possui renda mensal acima de três salários e que consideram a sua saúde como boa.

Estudos realizados em países desenvolvidos21 e em países em desenvolvimento14,22 têm mostrado que o hábito da automedicação está associado à presença de sinais e sintomas menores de características agudas (dor e febre, por exemplo), o que pode ser verificado também no presente estudo, no qual a dor de cabeça é a ocasião mais comum (66,03%).

Na presente amostra, a maioria das pessoas apresentam o ensino médio como escolaridade e o principal motivo de se automedicar é a experiência prévia com o medicamento da automedicação.

As farmácias desempenham um papel importante entre os elos que integram a cadeia de produção e utilização dos medicamentos, responsáveis que são por sua dispensação e comercialização. Na verdade, as farmácias passaram a ser meros estabelecimentos comerciais. Neste contexto, os balconistas atuam como verdadeiros prescritores e agem favorecendo o uso inadequado dos medicamentos, para o que contribui, igualmente, a persistência de todo um conjunto de determinantes que faz a população optar pelos medicamentos como fonte de saúde e pela farmácia como substituto dos serviços de saúde e do médico23. A observância de dispositivos legais há muito existentes (Lei nº 5.991 de 17 de dezembro de 1973, que dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos correlatos, e dá outras providências) como o que estabelece a atuação do profissional farmacêutico nos estabelecimentos que despendam e comercializem medicamentos poderia contribuir para minimizar os malefícios decorrentes da forma como atuam as farmácias. No presente trabalho, observou-se que a maioria dos entrevistados sofre influência, primeiramente, de pais e familiares e, secundariamente, de farmacêuticos, sendo que a maioria dos entrevistados foi mais de três vezes à farmácia para adquirir fármacos nos últimos quatro meses.

A influência do padrão de uso de serviços de saúde na automedicação é controversa. Em um estudo realizado no Canadá, verificou-se que a automedicação era mais freqüente entre aqueles que usavam serviços de saúde com mais freqüência25, ao passo que em outro trabalho o oposto foi observado24. Alguns autores consideram que a existência de associação negativa entre a automedicação e o uso de serviços de saúde seria um indicador de que o consumo de medicamentos sem receita substitui a atenção formal à saúde 24. No presente estudo, verificou-se que a maioria da amostra consultou duas vezes com um médico nos últimos doze meses.

A escolha de medicamentos não é baseada principalmente nos meios de comunicação (76,28%), sendo também que as receitas antigas não são utilizadas para se automedicar (70,75%).

Os presentes dados confirmam a importância do estudo da automedicação e apóiam a hipótese da ingênua e excessiva crença da sociedade atual no poder dos medicamentos, o que contribui para a crescente demanda de produtos farmacêuticos para qualquer tipo de transtorno, por mais banal e autolimitado que seja. Dessa forma, o medicamento foi incorporado à dinâmica da sociedade de consumo e, portanto, está sujeito às mesmas tensões, interesses e dura competição de qualquer setor do mercado, afastando-se de sua finalidade precípua na prevenção, diagnóstico e tratamento das enfermidades15. Tais resultados reforçam a necessidade de se informar a população sobre o uso adequado de medicamentos, além de medidas cabíveis que garantam a oferta de produtos necessários, eficazes, seguros e de preço acessível.

 

Colaboradores

RS Vitor realizou a revisão bibliográfica e digitação do projeto. CP Lopes encarregou-se da tabulação e análise dos dados e redação do trabalho. CE Kerkhoff realizou a experimentação e redação do trabalho. HS Menezes orientou os acadêmicos na realização do presente trabalho.

 

Agradecimentos

Agradecemos aos estudantes de medicina da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) Ana Claudia Marcolan Zanchet, Camila Medeiros Rycembel, Cleber Antônio Nogueira Santos Junior, Maurício Friederich e ao aluno da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Raul Santos Bittencourt pelo apoio e dedicação na coleta dos dados. Sem eles não seria possível à realização deste trabalho.

 

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Artigo apresentado em 30/07/2007
Aprovado em 13/12/2007