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Ciência & Saúde Coletiva

versão impressa ISSN 1413-8123

Ciênc. saúde coletiva vol.16 no.8 Rio de Janeiro ago. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232011000900009 

ARTIGO

 

Silicose em ex-mineiros de extração de cobre

 

Silicosis among former copper mine workers

 

 

Fernanda de Freitas Luz; Volmar Carlos Stüker; Marcelo Bradelli Trevisan; Silvia Letícia Merceo Bacchi Cirino

Curso de Especialização em Farmacologia e Toxicologia, Universidade Luterana do Brasil. R. D. Pedro II 1220 Cj. 316 Higienópolis. 90550-141 Porto Alegre RS. hsmenezes@computech.com.br

 

 


RESUMO

Existe escassez de estudos brasileiros analisando o efeito da exposição contínua à sílica em ex-trabalhadores de minas de cobre. Os achados radiográficos produzidos pela silicose têm recebido atenção médica especial. O objetivo deste estudo foi caracterizar clinica e radiologicamente a silicose em ex-mineiros de extração de cobre. Foi feito um estudo transversal com 100 ex-mineiros de extração de cobre. Os itens foram coletados através de entrevista pessoal, dados clínicos ocupacionais e foram realizados exames radiológicos. Na entrevista foi verificada a idade, o sexo e o tempo de trabalho na extração de cobre. Os pacientes que já realizaram exame radiológico de tórax trouxeram estes para comparação. Os mineiros assinaram um termo de consentimento para realização dos exames radiológicos o qual foi aplicado pelo radiologista que os interpretou. Entre os 100 ex-mineiros, 35% são portadores de silicose, 11% apresentaram alterações pulmonares que podem ter outras causas, como tuberculose, enfisema e doença broncopulmonar obstrutiva crônica, e 54% não apresentaram nenhuma alteração pulmonar. A alta freqüência de silicose encontrada reforça a recomendação de suspender a exposição à sílica tão logo se tenha uma radiografia sugestiva da doença.

Palavras-chave Silicose, Cobre, Doença pulmonar obstrutiva crônica


ABSTRACT

There is a dearth of Brazilian studies analyzing the effect of ongoing exposure to silica among former copper mine workers, as radiographic readings for silicosis have received widespread medical attention. The scope of this study is to investigate the clinical and radiological manifestations of silicosis among former copper mine workers. A sample of 100 former copper miners had their clinical and occupational histories recorded and underwent chest radiography in a cross-sectional study that included personal interviews in which their age, sex and time worked in copper extraction were recorded. Patients with recent chest X-Rays brought them with them, or they signed a term of consent and X-Rays were taken and analyzed by the radiologist using the Student t Test and Pearson test. Among the 100 miners, 35% had silicosis, 11% had conditions other than silicosis, such as tuberculosis, emphysema, chronic pulmonary obstructive disease, and 54% had no pulmonary lesions. The high incidence of silicosis reinforces the recommendation that exposure should be halted as soon as an X-ray detects the condition.

Key words Silicosis, Copper, Chronic obstructive pulmonary disease


 

 

Introdução

A silicose é um tipo de pneumoconiose conhecida desde a Antigüidade, causada pela inalação de poeira contendo sílica livre cristalina1. É reconhecida na legislação brasileira como doença profissional ou do trabalho, abrangendo o conceito legal de acidente de trabalho. Milhares de novos casos são diagnosticados a cada ano em várias partes do mundo, predominando nos países em desenvolvimento onde as atividades de exposição à sílica são freqüentes, sendo que em países desenvolvidos as pneumoconioses estão em significativo declínio. No Vietnam, é considerada a doença ocupacional mais prevalente, sendo uma das maiores causas de concessão de benefícios previdenciários aos trabalhadores. Na China, durante

o período de 1991-1995, foram documentados mais de 500 mil casos de silicose, na maior parte entre trabalhadores idosos. Na Índia, ocorre uma prevalência de silicose de 55% entre os trabalhadores, na maioria deles jovens. No Brasil, o número de trabalhadores potencialmente expostos a poeiras contendo sílica é superior a 6 milhões, sendo cerca de 500 mil em mineração e garimpo. Antes da era industrial, a mineração e os trabalhos artesanais eram capazes de produzir tal doença. Com a industrialização e a aceleração de processos geradores de poeiras houve um incremento das doenças relacionadas às poeiras minerais nos últimos 100 anos. O Brasil mantém concomitantemente as atividades extrativistas, no se-tor de mineração, com o crescimento industrial. O padrão de morbidade provavelmente acompanha o modelo econômico do país, com a presença de doenças pulmonares tanto no setor extrativista, o que nos paises desenvolvidos foi controlado com a finalização deste tipo de processo, quanto no setor industrial2.

A sílica é tóxica para o macrófago alveolar devido a suas propriedades de superfície que levam à lise celular1. O desenvolvimento da doença apresenta um forte gradiente dose-resposta em relação à exposição à sílica, inclusive com formas progressivamente mais graves. Apesar de conhecida essa relação dose-resposta para a silicose, não existe um único índice que sintetize a exposição cumulativa, o que facilitaria a comparação dos trabalhadores expostos3.

No contexto geológico, onde está inserida a Mina do Camaquã, local de extração do cobre, a sílica está presente em abundância4. Esta mina surgiu e desenvolveu-se a partir de 1865, com a descoberta de jazidas de cobre, tendo o ouro e a prata como subprodutos. Atualmente, esgotadas as reservas de cobre, foram encerradas as atividades em abril de 1996. A silicose predispõe o organismo a uma série de co-morbidades, pulmonares e extrapulmonares, como a tuberculose, o enfisema, a limitação crônica ao fluxo aéreo, as doenças auto-imunes, a fibrose pulmonar e o câncer5.

A sílica, ou dióxido de silício, é um composto natural formado pelos dois elementos químicos mais abundantes na crosta terrestre, o oxigênio e o silício. É encontrada na natureza nas formas amorfa e cristalina, que quando combinadas com metais e óxidos dão origem a silicatos como o talco, o feldspato, o caulim e a mica. A forma amorfa, embora não seja inerte, é menos tóxica do que a cristalina, sendo encontrada em rochas vulcânicas vitrificadas, em terras diatomáceas não aquecidas, na sílica gel, no vidro sintético e na lã de vidro6. A sílica cristalina que se encontra na areia e em diversas rochas, como o arenito, o granito e o síliex apresentam variado polimorfismo. A forma mais comum, e que corresponde à cerca de 12% da crosta terrestre, é o quartzo6.

A dispnéia de esforço é o sintoma que marca o quadro clínico da silicose, evolui lenta e progressivamente, terminando, nas formas graves, por incapacitar totalmente os pacientes para o trabalho. A fibrose pulmonar irreversível e freqüentemente progressiva, produzida pela silicose, leva ao aparecimento da doença pulmonar obstrutiva crônica e, nas fases finais do processo, à insuficiência cardíaca congestiva7.

Classicamente são descritas três formas clínicas distintas da silicose, a crônica, a acelerada e a aguda. A silicose crônica ocorre após longo tempo do início da exposição, o qual varia de 10 a 20 anos, e é caracterizada pela presença de pequenos nódulos difusos que predominam nos terços superiores dos pulmões1. Na silicose acelerada, ou subaguda, que ocorre normalmente após cinco a dez anos do início da exposição, encontram-se nódulos silicóticos, semelhantes aos da forma crônica, porém em estágios mais iniciais de desenvolvimento, com componente inflamatório intersticial intenso e descamação celular nos alvéolos. A silicose aguda ocorre associada a exposições maciças de sílica livre, por períodos que variam de poucos meses até quatro ou cinco anos, e é representada pela proteinose alveolar associada a infiltrado inflamatório intersticial8.

As manifestações clínicas de silicose podem ser uma broncopneumopatia crônica, insuficiência respiratória crônica, dispnéia, tosse freqüente e dolorosa, com expectoração mucopurulenta, hemoptóica ou pontilhada de partículas ou filamentos negros, astenia intensa e emagrecimento. A conclusão prática é a da importância do diagnóstico precoce, principalmente por ser a silicose uma doença irreversível, sem tratamento e de cujos fatores responsáveis por seu caráter evolutivo, pouco se conhece9.

O diagnóstico da silicose é baseado na radiografia de tórax, em conjunto com história clínica e ocupacional coerentes. Os exames clínico e radiológico podem não ser muito precisos no início da doença, pela falta de características dos sintomas iniciais e pelo fato da sílica ser transparente aos raios X. O exame radiológico mostra as lesões provocadas pela sílica, e não sua presença no pulmão, sendo que 30% dos casos leves não aparecem nas radiografias9.

A progressão das lesões pode, além do aumento de profusão, mostrar um aumento no diâmetro médio dos nódulos, chegando à coalescência e a grandes opacidades. Estas últimas, normalmente, aparecem nos campos superiores e médios, crescendo em direção aos hilos e são usualmente bilaterais e simétricas. Com o tempo, essas massas tendem a tracionar o parênquima, surgindo enfisema e bolhas no tecido adjacente. Essa condição também é conhecida como fibrose maciça progressiva10.

A importância do aparelho respiratório nas intoxicações é muito grande, pois além de constituir via de absorção e excreção de tóxicos, é com grande freqüência prejudicado em suas funções pelos efeitos lesivos de substâncias tóxicas11.

A determinação de um limite de tolerância seguro para a sílica é difícil dada as múltiplas variáveis envolvidas, como a diferente patogenicidade dos diversos tipos de sílica, o efeito da exposição concomitante a outras poeiras, a variabilidade da resposta individual, etc12.

Uma vez reconhecida à presença de sílica respirável no ambiente de trabalho, medidas gerais, objetivando manter os teores de poeira em níveis aceitáveis, devem ser tomadas, como ventilação adequada e umidificação. Nos locais em que a concentração persiste elevada, como nas situações de construção de túneis ou aplicação de jato de areia, a proteção efetiva ao trabalhador só poderá ser obtida isolando-o da poeira, suprindo-o de ar proveniente de fonte exterior ao ambiente. Quando possível, a sílica deve ser substituída por outro material, como o pó de alumínio, atualmente empregado no polimento de peças de cerâmica12. De modo geral, as atividades de mineração constituem uma das principais formas de exposição à sílica3.

Os indivíduos expostos à sílica devem, periodicamente, ser submetidos a uma avaliação médica que inclua a radiografia do tórax. Detectada anormalidade compatível com a doença, a pessoa acometida deve ser afastada do contato com a poeira e orientada quanto aos direitos que a legislação lhe faculta. Uma vez estabelecida a doença, não existe tratamento. O uso de Polivinil Piridina-N-óxido (PNO) foi experimentado, mas não há confirmação de sua efetividade em humanos12.

O objetivo do presente estudo foi descrever freqüência de silicose e verificar os efeitos da exposição em ex-mineiros de extração de cobre.

 

Casuística e métodos

Foi realizado um estudo descritivo, transversal com ex-mineiros de extração de cobre das Minas do Camaquã, RS. Os ex-trabalhadores foram contatados após um levantamento dos registros de funcionários na Companhia Brasileira de Cobre (CBC). Sendo que destes, 100 ex-trabalhadores foram pesquisados, considerando que os mesmos residiam no município.

As variáveis analisadas foram coletadas através de dados clínicos de exames ocupacionais e de exames radiológicos. Foram coletadas informações através de entrevista pessoal devidamente validada pelo médico responsável, onde se constou a idade, o gênero e o tempo de trabalho na extração de cobre. O questionário aplicado na entrevista foi formulado com base em pesquisas realizadas anteriormente em casos de doenças de trabalho. Os mineiros pesquisados foram contatados especialmente para a realização da pesquisa. Cada paciente fez uma radiografia de tórax PA-P (posicionamento), solicitada por um médico de medicina do trabalho, cuja interpretação foi: trabalhadores portadores da doença e não portadores da doença. O diagnóstico radiológico foi baseado na Classificação Internacional de Radiografias de Pneumoconioses da OIT-2000.

Os exames foram realizados pelo Sistema Único de Saúde. Os ex-trabalhadores foram avaliados durante o período de dois meses. Todos os pesquisados que já tivessem realizado exames de raios X de tórax levaram estes para comparação.

As variáveis foram analisadas utilizando estatística descritiva, Teste t de Student e Correlação de Pearson. Foram analisados exames radiológicos, idade, gênero e tempo de exposição à sílica em 100 ex-mineiros de extração de cobre. O limite alfa considerado foi de 5%, com nível de significância de 0,05.

Participantes da pesquisa assinaram um termo de consentimento para a realização dos exames radiológicos, os quais foram aplicados pelo médico radiologista responsável pela interpretação das radiografias. O protocolo da pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Luterana do Brasil

 

Resultados

Dos 100 casos estudados verificou-se que 35% dos trabalhadores eram portadores de silicose, sendo que estes tiveram tempo de exposição entre 4 e 40 anos (Tabela 1). Dos demais mineiros, 11% possuíam outras alterações pulmonares que poderiam ter sido provocadas por outros agentes como, tuberculose, enfisema e doença broncopulmonar obstrutiva crônica, estes pacientes ficaram expostos no mínimo 8 anos.

 

 

De acordo com os dados coletados, podemos afirmar que a causa de silicose nos mineiros deve-se ao fato de terem estado expostos à sílica durante suas jornadas de trabalhado. A comparação (Teste t) das idades do grupo a com silicose e do grupo sem silicose (p=0,09) e do tempo de exposição (p=0,19) não revelou diferença estatística.

Dos 100 trabalhadores pesquisados, 35 apresentaram silicose (N=35) e tinham idade superior a 40 anos. A maior freqüência foi entre 60 e 69 anos de idade (Tabela 2). A média da idade neste grupo foi 61 anos (DP=11,16) e a média de exposição foi de 15,7 anos (DP=5,7).

 

 

A maior freqüência de indivíduos sem silicose (N=65) teve idade entre 50 e 59 anos (Tabela 2), média de 56,7 anos (DP=12,3), com tempo de exposição médio de 13,9 anos (DP= 6,5).

Foi possível verificar que o maior número de trabalhadores que desenvolveram a doença são aqueles que estiveram expostos entre 10 e 19 anos (Tabela 1). Enquanto que o maior número de indivíduos que não desenvolveu a doença ficou exposto em tempo inferior a 10 anos.

No entanto, o percentual de indivíduos com a doença entre os 100 trabalhadores pesquisados foi de 35%, índice considerado elevado.

Não houve correlação entre idade e tempo de exposição nem no grupo com silicose (p=0,63) nem no grupo sem silicose (p=0,40) (Teste Pearson).

 

Discussão

Em busca de silicose foram analisadas radiografias de 100 ex-mineiros de extração de cobre no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, onde se verificou 35% de indivíduos afetados, cifra superior a encontrada por Holanda et al.13 que encontraram uma prevalência de silicose de 27% em cavadores de poços, e inferior aos 42% encontrados por Carneiro5, embora este último tenha sido um estudo de pacientes hospitalizados. Podemos afirmar, de acordo com o estudo, que a prevalência de silicose em 21% dos mineiros, com exposição que varia de 10 a 15 anos é confirmada pela literatura10. De acordo com o estudo realizado por Castro et al.2, em levantamento nacional baseado em internações pelo SUS, a região Nordeste vivenciou no final dos anos 80 e início dos anos 90 um aumento de casos de silicoses relacionados à atividade de cavar poços, onde a ocorrência foi de 26,4% de silicóticos. Os autores verificaram também que o Estado de Minas Gerais possui o maior número de casos de internação por silicose do país. Segundo o Ministério da Saúde, até 1998 haviam sido diagnosticados mais de 7.416 casos de silicose na região de Nova Lima, área de mineração de ouro.

É conhecido que a silicose predispõe o organismo a uma série de outras doenças pulmonares, como a tuberculose, a fibrose pulmonar e o enfisema, por exemplo. Segundo Carneiro et al.3, que estudaram mineradores de ouro, a ocorrência de tuberculose é muito maior em silicóticos do que na população em geral. Foram encontrados no presente estudo dois indivíduos com silicose e portadores de tuberculose. Segundo a literatura, os dados que levam a essa suspeita são uma rápida progressão das lesões, formação de conglomerados e grandes opacidades, além dos sintomas constitucionais como astenia, emagrecimento e febrícula persistente1.

A exposição profissional à sílica no Brasil é mais alta do que na população européia, segundo pesquisa conduzida por Ribeiro et al.14, que estudaram a população brasileira utilizando dados do Relatório Anual de Informações Sociais. A ocorrência da silicose depende de vários fatores, dentre eles, a suscetibilidade individual, o tamanho das partículas, o tempo de exposição e a concentração de sílice livre respirável1. Podemos evidenciar na pesquisa realizada, que os pacientes portadores de silicose com 20 a 30 anos de exposição são em número menor do que aqueles que não possuem a doenças e que foram expostos durante o mesmo período. A silicose, além de atingir os mineiros de cobre, como no presente estudo, também atinge trabalhadores da indústria cerâmica, fato que começou a receber a devida importância com o estudo de Nogueira et al.15.

Por determinação legal do Ministério da Saúde e do Ministério do Trabalho, os trabalhadores devem ser radiografados anualmente e submetidos a testes espirométricos, a cada dois anos, como forma de detectar precocemente as alterações pulmonares2. O Programa Nacional de Eliminação da Silicose traçou como meta a diminuir a incidência de silicose até 2015 e eliminar a silicose como problema de saúde pública no Brasil até 203016. É provável que fiscalização nos limites de exposição à sílica, estabelecidos desde 1978 pelo Ministério do Trabalho16, nos trabalhadores da mina aqui estudada, tenha sido deficiente e colaborado com o alto índice de silicose encontrado. Em recente estudo, Mendonça et al.17 relataram a relação do tempo de exposição a fatores de risco, como a areia, em trabalhadores de fundição. Esta relação com o tempo de exposição também ocorreu no presente estudo, e embora a população estudada tenha sido de mineiros de cobre o padrão de tempo de exposição segue a mesma tendência.

Verificou-se que na literatura científica brasileira atual sobre pneumoconiose, os estudos epidemiológicos sobre silicose são relativamente escassos.

 

Conclusão

A alta prevalência de silicose encontrada reforça a recomendação de afastar os trabalhadores da exposição à sílica tão logo se tenha uma radiografia sugestiva da doença.

Os mineiros expostos à sílica apresentaram doenças pulmonares, além de silicose, que podem estar relacionadas à vulnerabilidade que a atividade profissional destes pode propiciar.

 

Colaboradores

FF Luz realizou a coleta de dados e digitação do texto; VC Stüker realizou e interpretou os exames; MB Trevisan e SLMB Cirino fizeram análise e formatação final do texto; HS Menezes orientou todas as fases do estudo e fez a revisão bibliográfica final do artigo.

 

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Artigo apresentado em 09/03/2008
Aprovado em 23/06/2008
Versão final apresentada em 15/07/2008

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