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Ciência & Saúde Coletiva

versão impressa ISSN 1413-8123versão On-line ISSN 1678-4561

Ciênc. saúde coletiva vol.21 no.4 Rio de Janeiro abr. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232015214.138712015 

ARTIGO

Índice de massa corpórea e perímetro da cintura são bons indicadores para classificação do estado nutricional de crianças

Natália Sanchez Oliveira Jensen1 

Taís de Fátima Borges Camargo1 

Denise Pimentel Bergamaschi1 

1Departamento de Epidemiologia, Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo. Av. Dr. Arnaldo 715, Cerqueira César. 01246-904 São Paulo SP Brasil. denisepb@usp.br

Resumo

O estudo objetivou investigar a relação do índice de massa corpórea (IMC), do perímetro da cintura (PC) e da razão cintura/estatura (RCE) com a soma de dobras cutâneas em crianças de 7-10 anos de uma escola pública de São Paulo (SP). Foram tomadas as medidas estatura, peso, PC e dobras tricipital, bicipital, subescapular e suprailíaca, e calculados a soma de dobras cutâneas, o IMC e a RCE. Para a comparação de métodos utilizou-se a estratégia de Bland e Altman com valores transformados em z. Pela análise dos limites de concordância e seus respectivos intervalos de confiança, encontrou-se evidência de boa concordância, principalmente entre IMC e PC com a soma de dobras cutâneas, observando-se estreitos limites de concordância e diferenças menores que 1 desvio-padrão (dp). A RCE apresentou limites de concordância de amplitude moderada, de -1,02 a +0,64 dp (meninos) e -0,74 a +1,12 dp (meninas), e seu desempenho não foi melhor que o do PC isolado, cujos limites de concordância inferior e superior foram de -0,91 a +0,58 dp (meninos) e de -0,56 a +0,89 dp (meninas). Os resultados apoiam o uso de indicadores antropométricos para classificação do estado nutricional, especialmente IMC e PC, considerando que ambos são semelhantes ao classificar crianças segundo a gordura corporal e apresentam vantagens como facilidade de obtenção e baixo custo.

Palavras-Chave: Criança; Adiposidade; Antropometria

Introdução

A obesidade infantil é uma questão preocupante no Brasil e em diversos países, considerando-se sua elevada prevalência1,2 e a presença do excesso de gordura corporal (GC) em idades cada vez mais precoces3, aumentando o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 e de doenças cardiovasculares na infância e ao longo da vida4. Estimativas globais indicaram que entre 1980 e 2013 a prevalência de obesidade em crianças e adolescentes, em países em desenvolvimento, aumentou de 8,1 para 12,9% e de 8,4% para 13,4% entre meninos e meninas, respectivamente5.

Indicadores antropométricos, como o índice de massa corpórea (IMC), são amplamente utilizados6. A despeito de sua utilidade para a classificação do estado nutricional de crianças, ainda se discute a capacidade do IMC de predizer GC, pois um alto valor pode ser resultado tanto de maior proporção de gordura como de massa magra7.

O perímetro da cintura (PC) e a razão cintura/estatura (RCE) também são sugeridos para triagem do excesso de GC e apresentam associação positiva com fatores de risco cardiometabólico, em virtude da relação entre a medida da cintura e o tecido adiposo visceral8. Todavia, não existem pontos de corte do PC propostos com base em amostra representativa da população brasileira para classificação de crianças segundo a GC9.

Para a RCE, a identificação de pontos de corte para triagem de crianças com excesso de GC é o objetivo de estudos recentes10,11 e para predição de risco cardiometabólico foi proposto o valor maior ou igual a 0,5 como ponto de corte tanto para crianças como para adultos, independente do sexo, simplificado na recomendação de saúde pública “mantenha seu perímetro da cintura menor do que a metade de sua estatura”12.

Por sua facilidade de obtenção e baixo custo, torna-se relevante, como contribuição para a realização de novos estudos epidemiológicos, estudar o desempenho destes indicadores antropométricos na classificação de crianças segundo a GC em relação a técnicas que fornecem estimativas válidas da composição corpórea, tais como a absortometria de raios X de dupla energia (DEXA), a diluição de isótopos, a pletismografia por deslocamento de ar (PDA) ou a aferição de dobras cutâneas, esta última sendo a mais factível em estudos de base populacional13,14.

Assim, o objetivo do presente estudo foi investigar a relação entre os indicadores IMC, PC e RCE e a soma de dobras cutâneas em escolares de 7 a 10 anos de uma escola pública na cidade de São Paulo, Brasil.

Métodos

O estudo incluiu todos os escolares matriculados do 2º ao 5º ano do ensino fundamental (n = 217) de uma escola pública localizada no município de São Paulo, Brasil, com coleta de dados em novembro de 2008. A aferição das características antropométricas foi realizada por avaliadores treinados segundo recomendações da Organização Mundial da Saúde6.

A estatura (cm) foi medida com estadiômetro SECA® e o peso (kg) com balança digital Tanita®, com os escolares descalços e vestindo roupas leves. O perímetro da cintura (PC) foi medido em centímetros no ponto médio entre a margem inferior da última costela e a crista ilíaca, ao final de uma expiração normal, utilizando uma fita inelástica6.

As dobras cutâneas tricipital, bicipital, subescapular e suprailíaca (mm) foram medidas com adipômetro Lange® do lado direito do corpo. Todas as medidas foram tomadas em duplicata, com posterior cálculo das médias. O registro das segundas mensurações foi realizado pelo mesmo avaliador, porém sem acesso aos valores das primeiras para evitar viés de memória.

Foram calculados o IMC (peso em kg/estatura2 em metros), a RCE (perímetro da cintura em cm/estatura em cm) e a soma das quatro dobras cutâneas (mm). O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e os responsáveis pelos participantes do estudo assinaram termo de consentimento livre e esclarecido.

Análise estatística

A análise descritiva envolveu o cálculo da média, desvio-padrão e intervalo de confiança de 95% (IC95%). Para análise de concordância entre cada indicador e a soma de dobras cutâneas foi utilizada a abordagem de Bland e Altman15, com a construção do gráfico de dispersão entre a diferença das duas variáveis (eixo y) e a média destas (eixo x). Para possibilitar a comparação entre variáveis com diferentes unidades de medida (ex: IMC em kg/m2 e a soma de dobras cutâneas em mm), os valores foram padronizados tomando-se a diferença entre o valor e a média, dividida pelo desvio-padrão, obtendo-se o escore z.

A concordância foi avaliada pela análise dos diagramas de Bland e Altman e pelo cálculo dos limites de concordância a partir da distribuição de probabilidade das diferenças entre as duas medidas. Neste estudo, considerou-se grande a amplitude dos limites de concordância quando as diferenças eram de 1,5 desvios-padrão (dp) ou maiores, moderada se entre 1,0 e 1,49 dp e concordância entre os métodos nas diferenças menores do que 1,0 dp. A análise estatística foi realizada no Stata 11.0 (StataCorp LP, College Station, TX).

Resultados

Os 217 escolares participantes apresentavam distribuição semelhante segundo sexo (n = 111 meninos e n = 106 meninas) e média de idade de 9,2 anos (dp 1,0 ano). Utilizando-se o critério de sobreposição dos intervalos de confiança, não foram encontradas diferenças entre meninos e meninas quanto aos valores médios de estatura, peso, IMC, PC, RCE e da soma de dobras cutâneas (Tabela 1).

Tabela 1 Valores médios, desvio padrão (dp) e intervalo de confiança de 95% (IC95%) de estatura, peso, IMC, PC, RCE e soma de dobras cutâneas de escolares de 7 a 10 anos de uma escola pública de São Paulo, Brasil. 

A Figura 1 apresenta os diagramas de Bland e Altman. Pela análise dos limites de concordância e seus respectivos IC95%, há evidência de boa concordância, principalmente entre IMC e PC com a soma de dobras cutâneas, observando-se estreitos limites de concordância e diferenças menores que 1 dp. A RCE apresentou limites de concordância de amplitude moderada, de -1,02 a +0,64 dp (meninos) e -0,74 a +1,12 dp (meninas), e seu desempenho não foi melhor que o do PC isolado, cujos limites de concordância inferior e superior foram de -0,91 a +0,58 dp (meninos) e de -0,56 a +0,89 dp (meninas).

* valores transformados em z.

Figura 1 Diagramas de Bland e Altman. Distribuição de escolares de 7 a 10 anos de uma escola pública de São Paulo, Brasil, segundo valores médios* e diferenças* entre os indicadores antropométricos (a) IMC, (b) PC e (c) RCE e a soma de dobras cutâneas, segundo sexo. 

Discussão

Os resultados do presente estudo apoiam o uso do IMC e do PC para a identificação de crianças com excesso de GC, corroborando os achados de trabalhos publicados na literatura que descrevem bom desempenho destes indicadores na identificação do excesso de GC tomando como referência DEXA ou dobras cutâneas16-19.

No presente estudo, o IMC e o PC isolado apresentaram melhor concordância com as dobras cutâneas do que a RCE, semelhante ao encontrado por outros pesquisadores20,21. No estudo de Sijtsma et al.21, que investigou o desempenho do IMC, PC e RCE na predição de GC e de risco cardiometabólico em crianças de 3 a 7 anos, a RCE apresentou o pior desempenho na estimativa do percentual de GC e os valores de correlação mais baixos com as variáveis indicadoras de risco cardiometabólico.

Por outro lado, em um estudo com escolares japoneses de 9 a 11 anos10 e em outro com escolares brasileiros de 7 a 10 anos11, a RCE apresentou bom desempenho, comparável ao do IMC e do PC, na identificação do excesso de adiposidade abdominal e de GC total, respectivamente. É possível que as disparidades na literatura estejam relacionadas com a faixa etária dos indivíduos avaliados e às diferenças entre populações.

Ainda, levando-se em consideração que a RCE foi proposta no final da década de 1990 e o interesse no estudo de seu desempenho como indicador de GC cresceu nos últimos anos22, a quantidade de artigos sobre este indicador é reduzida em comparação ao IMC e PC. Mais pesquisas parecem ser necessárias para que possa ser possível tirar conclusões definitivas a respeito de sua efetividade na detecção do excesso de GC em crianças.

O tamanho da amostra é uma limitação do presente estudo, assim como a utilização de dados de escolares de uma única escola pública, limitando a generalização dos resultados. Contudo, uma vantagem foi a realização da pesquisa com o universo de escolares do 2º ao 5º ano do ensino fundamental.

A escolha das dobras cutâneas como método para comparação, ao invés de técnicas como DEXA ou PDA, permitiu que as medidas fossem tomadas na própria escola, facilitando o trabalho de campo. Este método é apontado na literatura como a melhor escolha quando equipamentos como DEXA e PDA não estão disponíveis por questões financeiras ou operacionais14. A utilização das medidas de dobras cutâneas exigiu treinamento de avaliadores, padronização dos procedimentos e estudo de confiabilidade, que indicou a qualidade dos dados23. Assim, optou-se por trabalhar com os valores em duplicata. A literatura recomenda a realização de pelo menos duas aferições24, enquanto outros autores argumentam em favor da tomada de três medidas25.

Optou-se pela soma ao invés de equações preditivas, uma vez que se dispunha de medições de quatro dobras cutâneas - bicipital, tricipital, subescapular e suprailíaca - que refletem tanto a gordura central como a periférica. As equações geralmente consideram uma ou duas dobras cutâneas, no caso de Slaughter et al.26, por exemplo, a tricipital e a da panturrilha. Além disso, trabalhos com crianças e adolescentes questionam a validade destas equações em diferentes populações27,28.

Em conclusão, os resultados indicaram concordância do IMC e do PC com a soma de dobras cutâneas, reforçando as evidências favoráveis sobre seu uso na classificação de escolares quanto à GC disponíveis na literatura. A divisão da cintura pela estatura (RCE) apresentou pior concordância em relação ao perímetro da cintura isolado. Assim, sugere-se especialmente o uso do IMC e do PC em estudos epidemiológicos como métodos de classificação do estado nutricional, considerando que ambos apresentaram desempenho semelhante e possuem como vantagens a facilidade de obtenção e interpretação, a inocuidade e o baixo custo.

Agradecimentos

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo financiamento do projeto original e pela bolsa de Natália Sanchez Oliveira Jensen. À USP pela bolsa de Iniciação Científica de Taís de Fátima Borges Camargo (Bolsa Institucional RUSP) de durante a realização do estudo.

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Recebido: 08 de Junho de 2015; Aceito: 06 de Agosto de 2015; Revisado: 08 de Agosto de 2015

Colaboradores

NOS Jensen, TFB Camargo e DP Bergamaschi contribuíram para a concepção do artigo, análise estatística e interpretação dos dados e na redação e revisão do manuscrito.

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