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Ciência & Saúde Coletiva

Print version ISSN 1413-8123On-line version ISSN 1678-4561

Ciênc. saúde coletiva vol.24 no.2 Rio de Janeiro Feb. 2019

http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232018242.30812016 

Artigo

A vacinação e o saber do adolescente: educação em saúde e ações para a imunoprevenção

Selma Maria da Fonseca Viegas1 

Fabiana de Castro Sampaio1 

Patrícia Peres de Oliveira1 

Fernanda Moura Lanza1 

Valéria Conceição de Oliveira1 

Walquíria Jesusmara dos Santos1 

1Universidade Federal de São João del-Rei. R. Sebastião Gonçalves Coelho 400/sala 207/bl, Chanadour. 35501-296 Divinópolis MG, Brasil. selmaviegas@ufsj.edu.br

Resumo

Estudo transversal em interface com a extensão em 22 escolas públicas de Divinópolis, Minas Gerais, Brasil, que compõe 605 adolescentes entre 13 e 18 anos. Teve por objetivo analisar a situação vacinal de adolescentes do 9º ano do ensino fundamental e o conhecimento sobre doenças transmissíveis e as imunopreveníveis. Foi utilizada amostragem por conglomerados em três estágios de seleção: escolas, turmas e alunos. Identificou-se baixa cobertura vacinal entre os adolescentes, 45,1%, a vacina contra a febre amarela apresentou a menor cobertura, 64%; quando perguntados sobre quais as doenças e as infecções que acreditavam estar imunizados, prevaleceu as vacinas contra Paralisia Infantil (60,7%), Febre Amarela (56,0%), Tétano (34,0%) e Sarampo (28,6%). Versaram-se intervenções extensionistas com 6.650 pessoas direcionadas à vacinação (2.334 doses administradas) com o intuito de ampliar a cobertura vacinal e a realização de ações educativas (2.839 adolescentes participantes) sobre doenças sexualmente transmissíveis; planejamento familiar; drogas lícitas e ilícitas. O estudo apresentou impacto positivo pela ampliação da cobertura vacinal e as ações de extensão foram essenciais para o conhecimento sobre os temas propostos.

Palavras-chave Saúde pública; Saúde escolar; Vacinação; Cobertura vacinal; Educação em saúde

Introdução

Os adolescentes estão entre os grupos prioritários para o Programa Nacional de Imunização (PNI), no Brasil, devido à alta suscetibilidade a algumas doenças preveníveis por meio da imunização e, principalmente, pela baixa cobertura vacinal apresentada por essa faixa etária1.

A adolescência é marcada por importantes mudanças e necessidades. É uma fase que inclui momentos de escolhas e decisão que, às vezes, é permeada por aspectos negativos, como o aumento da exposição a fatores de riscos advindos da conjuntura social na qual o adolescente se encontra. A concepção de risco na adolescência pode se relacionar à exposição a situações de violência, drogas e precocidade das experiências sexuais2.

Perante isso, o Ministério da Saúde preconiza e disponibiliza a imunização dos adolescentes contra hepatite B (efetuadas em três doses), contra a difteria e tétano (uma dose a cada 10 anos), contra a febre amarela (duas doses), tríplice viral (duas doses) e contra o HPV para meninas entre 9 e 13 anos, em 2017 para meninos entre 12 e 13 anos, esta faixa etária será ampliada até 2020 quando serão incluídos os de 9 a 13 anos. O Brasil, anualmente, disponibiliza cerda de 300 milhões de doses de vacina, sendo um dos países que possui o maior número de vacinas ofertadas na rede pública. Além do calendário básico para os adolescentes, as demais faixas etárias e grupos específicos detêm de calendários, que para crianças constam 15 tipos de vacinas, e para adultos, gestantes e idosos, 4 tipos de vacinas, além de especificidades para a população indígena e os grupos em condições especiais3.

Na atual política de saúde brasileira, a vacinação é considerada uma atividade executada, preferencialmente, pela Atenção Primária à Saúde (APS)3, especificamente na Estratégia Saúde da Família (ESF), que é constituída por uma equipe multiprofissional, responsável por um território definido e uma população adscrita. A ESF visa a ampliação da clínica por ações de prevenção de riscos e agravos, promoção e manutenção da saúde, diagnóstico, tratamento, recuperação e reabilitação4.

Entretanto, na área da saúde, nota-se que ainda existem lacunas nas práticas de cuidados destinadas aos adolescentes, o que impossibilita a resolutividade das peculiaridades dessa faixa etária. Não há um atendimento de forma sistematizada, e sim de acordo com a demanda espontânea, demonstrando que a organização do trabalho com esse grupo etário fica a desejar5. Nesse sentido, a insatisfatória procura dos adolescentes pelas Unidades de APS, a pequena adesão dos adolescentes aos programas e ações desenvolvidas na atenção primária, além da resistência à vacinação, podem ser considerados como fatores de limitação da cobertura vacinal em adolescentes2,5,6. Esses fatores justificam a escolha dos adolescentes como participantes deste estudo.

Um estudo desenvolvido em Belo Horizonte-MG, Brasil, mostrou que a cobertura vacinal entre adolescentes, de 10 a 19 anos, foi de 36,2 %6.

Com o objetivo de reforçar a saúde dos escolares, contribuir para a promoção e atenção à saúde, a prevenção de riscos e agravos, com vistas ao enfrentamento da vulnerabilidade que as crianças e adolescentes da rede pública de ensino estão sujeitos, foi criado o Programa Saúde na Escola (PSE) para integrar e articular de modo permanente os segmentos da Saúde e da Educação. Dentre os componentes do PSE estão o monitoramento e a avaliação da saúde dos estudantes, sendo uma das ações previstas a situação vacinal e de doenças7.

Nesse contexto, questiona-se: Qual é a cobertura vacinal de estudantes do 9° ano do ensino fundamental de escolas públicas do município de Divinópolis-MG, considerando os calendários básicos de crianças e adolescentes? Qual o saber do adolescente sobre doenças transmissíveis e vacinação?

O estudo teve como objetivo analisar a situação vacinal dos adolescentes do 9º ano do ensino fundamental de escolas públicas de Divinópolis-MG e o conhecimento dos adolescentes sobre doenças transmissíveis e as doenças imunopreveníveis.

Métodos

Trata-se de um estudo transversal em interface com a extensão, realizado em 22 escolas públicas municipais e estaduais do município de Divinópolis, Minas Gerais, Brasil, no período de setembro de 2013 a fevereiro de 2015. Participaram do estudo transversal 605 adolescentes entre 13 a 18 anos de idade, matriculados no 9º ano do ensino fundamental.

A definição do cenário do estudo se deu por ser um município sede da Superintendência Regional de Saúde e polo da Região Ampliada Oeste do Estado de Minas Gerais, composta por 54 municípios agrupados em seis microrregiões. Divinópolis tem população estimada de 232.945 habitantes (IBGE, 2016), e tem baixa cobertura populacional pela ESF, 27,24%, com 32 equipes da ESF implantadas, conforme dados do Portal do Departamento da Atenção Básica, em outubro de 2016.

Para a coleta de dados da pesquisa, utilizou-se um roteiro estruturado contendo 28 itens, com questões relativas aos aspectos socioeconômicos e demográficos, questões direcionadas ao conhecimento do adolescente sobre vacinação, doenças transmissíveis (inclusive as infecções sexualmente transmissíveis) e imunopreveníveis (as incluídas no calendário básico de vacinação PNI, da criança e do adolescente), sobre a hepatite B, suas formas de transmissão e prevenção, medo de injeção. Para o tratamento dos dados, foi utilizado o software EpiInfo™ 7.2 e, para análise, o Statistical Package for Social Science, versão 22.0. Foram realizadas análises descritivas por meio do cálculo de média, frequências absoluta e relativa, e desvio-padrão das variáveis. Para análise dos fatores associados à vacinação foi realizada a análise univariada por meio do teste Qui-quadrado de Pearson. E foi considerado um nível de significância de 5% (IC95%).

O plano amostral buscou atingir representatividade da população de escolares do 9º ano do ensino fundamental de Divinópolis. O cálculo do tamanho de amostra foi baseado na comparação de proporções e considerado o nível de significância de 5%, poder de 80% e a prevalência de não-vacinados de aproximadamente 35%.

n=[z1a/22p¯(1p¯)+z1βp^1(1p^1)+p^2(1p^2)]2(p^2p^1)2

Neste estudo, foi utilizada a amostragem por conglomerados, ou seja, a amostra dimensionada para a pesquisa teve por base o número total de escolas e de alunos matriculados no 9° ano do ensino fundamental, em cada um dos turnos das escolas, empregando o desenho do tipo conglomerado em três estágios de seleção: escolas, turmas e alunos. A distribuição das escolas amostradas foi proporcional ao número de escolas municipais e estaduais da cidade de Divinópolis-MG, com turmas do 9° do ensino fundamental, obedecendo sua representação pelas regiões educacionais do município: central, nordeste, noroeste, sudeste, sudoeste e oeste.

Este trabalho de pesquisa (itens 1,2), em interface com a extensão (itens 3,4,5,6), teve o seguinte percurso metodológico: 1. A estimação da cobertura vacinal em escolares do 9º ano do ensino fundamental de escolas públicas de Divinópolis-MG; 2. O saber do adolescente sobre doenças transmissíveis e vacinação; 3. A identificação dos estudantes do 5° ao 9° ano do ensino fundamental, professores e funcionários das escolas que estão susceptíveis às doenças imunopreveníveis; 4. A disponibilização das vacinas dos calendários básicos de crianças, adolescentes e adultos no próprio ambiente escolar; 5. Levantamento da aceitação das vacinas; 6. Realização das ações de educação em saúde dentro da temática deste estudo.

As informações sobre a cobertura vacinal das vacinas do calendário básico do adolescente – hepatite B, dupla adulto (dT), febre amarela (FA) e tríplice viral (SCR) - foram coletadas nos cartões de vacina. Para a análise da situação vacinal dos adolescentes foram considerados: somente os adolescentes que apresentaram cartão de vacina no momento da coleta de dados, totalizando 535 (88,4%); e todas as vacinas preconizadas para o adolescente, segundo o calendário nacional do PNI do Brasil.

O público-alvo para intervenções de vacinação e de educação em saúde no programa de extensão foi de 6.650 pessoas do ambiente escolar, compondo: crianças, adolescentes, professores e funcionários das 22 escolas públicas. Essas intervenções visaram a reversão dos baixos índices de cobertura vacinal por meio da vacinação, de ações educativas sobre a temática em estudo e sobre temas que os adolescentes propuseram no roteiro de pesquisa do estudo transversal: doenças sexualmente transmissíveis (DST); planejamento familiar; drogas lícitas e ilícitas.

As atividades de educação em saúde foram norteadas pelo modelo de intervenção designado de “Educação para a Saúde Crítica” que decorreu da Declaração de Alma-Ata8, do Programa de Saúde para todos no ano 2000, com a perspectiva de valorização da participação comunitária, neste estudo em interação dialética com a comunidade escolar, com o objetivo de desenvolver, no indivíduo, a autonomia e a responsabilidade para adotar estilos saudáveis de vida. Nessa perspectiva, é o grupo que define quais são os temas prioritários e quem são os indivíduos que vão participar nas atividades educativas.

As atividades de educação em saúde tiveram como método a prática educativa grupal9 sobre os temas definidos pelos adolescentes. Primeiramente, foi utilizada uma dinâmica de interação entre os adolescentes e depois uma roda de conversa. A metodologia de prática educativa grupal permite ao adolescente participar ativamente da aprendizagem, levando-o à construção de novos conceitos, à reflexão sobre o tema abordado e a troca de conhecimentos, proporcionando-o a se encontrar livre para expressar suas ideias e opiniões.

Atendendo à Resolução CNS 466/2012, foram cumpridos os princípios éticos de não maleficência, beneficência, justiça, equidade e autonomia dos participantes. Foi solicitado aos diretores das instituições educacionais envolvidas, aos responsáveis legais pelos adolescentes e a cada integrante do projeto a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e o Termo de Assentimento do Adolescente. Aqueles alunos que não apresentaram o cartão de vacina, por motivo de perda ou dano, e que estavam portando o TCLE participaram da pesquisa, porém, a análise da cobertura vacinal da amostra considerou os alunos que apresentaram o cartão, para não conferir viés de informação. A pesquisa em interface com a extensão foi submetida à Comissão de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São João del-Rei, CEPES/CCO e aprovada.

Resultados

Participaram do estudo 605 adolescentes do total de 2.283 matriculados no 9° ano do ensino fundamental das 22 escolas públicas do município. A idade variou de 13 a 18 anos, com média de 14,35 anos (dp = 8,52). A Tabela 1 apresenta o perfil dos adolescentes que participaram do estudo e a análise das variáveis relacionadas à vacinação.

Tabela 1 Perfil dos adolescentes do 9° ano das escolas públicas e análise das variáveis relacionadas à vacinação. Divinópolis-MG, set/2013 a fev/2015. 

Variáveis N % IC 95%
Sexo (n = 605)
Masculino 242 40,0 36,1% – 44,0%
Feminino 363 60,0 56,0% – 63,9%
Idade (n = 605)
13 anos 27 4,5 3,0% – 6,5%
14 a 15 anos 538 88,9 86,1% – 91,3%
>15 anos a 18 anos 40 6,6 4,8% – 9,0%
Cartão de Vacina (n = 605)
Possui 535 88,4 85,5% – 90,8%
Não possui 59 9,8 7,6% – 12,5%
Não responderam 11 1,8 1,0% – 3,3%
Apresentou Cartão de Vacina (n = 605)
Sim 475 78,5 75,1% – 81,6%
Não 130 21,5 18,4% – 24,9%
Possui Medo de Injeção (n = 605)
Sim 251 41,5 37,5% – 45,5%
Não 348 57,5 53,5% – 61,5%
Não responderam 6 1,0 0,4% – 2,3%
Já Apresentou Reação a Vacina (n = 605)
Sim 76 12,6% 10,1% – 15,5%
Não 524 86,6% 83,6% – 89,2%
Não responderam 5 0,8% 0,3% – 2,0%
Considera Vacinação Importante (n = 605)
Sim 595 98,3 96,9% – 99,2%
Não 8 1,3 0,6% – 2,7%
Não responderam 2 0,4 0,1% – 1,3%
Cobertura Vacinal (n = 475)
Dupla Adulto 355 74,7 70,5% – 78,5%
Febre Amarela 304 64,0 59,5% – 68,3%
Hepatite B 443 93,3 90,5% – 95,3%
Triviral 448 94,3 91,7% – 96,2%
Situação vacinal em dia 214 45,1 40,5% – 49,7%

Para análise da cobertura vacinal, foram avaliados 475 cartões de vacina (78,8%, IC95%: 75,0% – 81,7%), já que 130 adolescentes não apresentaram o cartão no momento da coleta de dados. A Tabela 2 mostra os resultados da cobertura vacinal estratificado pela faixa etária.

Tabela 2 Cobertura vacinal dos adolescentes que apresentaram o cartão de vacina estratificado por faixa etária. Divinópolis-MG, set/2013 a fev/2015. 

Cobertura Vacinal Idade 13 – 14 anos n (%) Idade 15 – 18 anos n (%) Valor p
Dupla Adulto 303 (85,4%) 52 (14,6%) p<0,01
Febre Amarela 211 (69,4%) 93 (30,6%) p=0,20
Hepatite B 319 (72%) 124 (28%) p=0,25
Triviral 325 (72,5%) 123 (27,5%) p<0,05
Situação vacinal em dia 181 (84,6%) 33 (15,4%) p<0,01
Cobertura Vacinal Medo de injeção Sim Medo de injeção Não Valor p Teste x2
Dupla Adulto 178 259 p=0,48
Febre Amarela 110 191 p=0,03
Hepatite B 178 259 p=0,48
Triviral 182 261 p=0,15
Situação vacinal em dia 73 139 p=0,01

Foi observado entre os 475 alunos do 9° ano que apresentaram cartão de vacinação na coleta de dados da pesquisa, uma cobertura vacinal de apenas 45,1% para todas as vacinas do calendário nacional do adolescente.

Neste estudo, os adolescentes e adultos que não aceitaram a vacinação (0,2% da amostra), em sua maioria, relataram “medo de injeção”, identificada na coleta dos dados. Apesar de ser uma variável subjetiva, os resultados mostram que houve uma diferença estatisticamente significante, e pode ter influenciado na decisão dos adolescentes (principalmente > 14 anos) de não aceitar a vacinação durante as ações extensionistas.

A Tabela 3 apresenta o conhecimento dos adolescentes sobre o seu cartão básico de vacinação.

Tabela 3 Conhecimento dos adolescentes das escolas públicas sobre as doenças e infecções que acreditavam estarem presentes em seu cartão de vacina. Divinópolis-MG, set/ 2013 a fev/2015. 

Doenças ou Infecções N % IC 95%
Febre Amarela 372 61,5 57,5% – 65,4%
Paralisia Infantil 331 54,7 50,6% – 58,7%
Tétano 270 44,6 40,6% – 48,7%
Hepatite B 219 36,2 32,4% – 40,2%
Sarampo 208 34,4 30,6% – 38,3%
Rubéola 132 21,8 18,6% – 25,4%
Meningite 127 21,0 17,9% – 24,5%
Tuberculose 74 12,2 9,8% – 15,2%
Caxumba 67 11,1 8,7% – 13,9%
HPV 34 5,6 4,0% – 7,8%
Doenças que não são imunopreveníveis 131 21,7 18,5% – 25,2%
Não souberam 177 29,3 25,7% – 33,1%

Em contrapartida, quando perguntados sobre quais as doenças e infecções que acreditavam estar imunizados, prevaleceram a vacina contra Paralisia Infantil (60,7%; IC 95%: 56,6% – 64,6%), seguida das vacina contra Febre Amarela (56,0%; IC 95%: 52% – 60%), Tétano (34,0%; IC 95%: 30,3% – 38,0%) e Sarampo (28,6%; IC 95%: 25,1% – 32,4%). Os alunos que não souberam apontá-las representaram 27,4% (IC 95%: 24% – 31,2%). Uma pequena parcela dos adolescentes fez referência à vacina contra dengue – ainda não disponível na rede pública (14,4%; IC 95%: 11,7% – 17,5%) e às doenças que não são preveníveis por vacinas, tais como Sífilis (2,8%; IC 95%: 1,7% – 4,6%) e HIV/AIDS (1,0%; IC 95% 0,4% – 2,3%). Considerou-se para esses resultados que os adolescentes poderiam assinalar mais de uma alternativa.

Ao analisar, especificamente, a Hepatite B, 48,6% (n = 294; IC 95%: 44,6% – 52,7%) dos adolescentes relataram ter recebido informações ou orientações a respeito dessa doença. A Tabela 4 aborda o conhecimento dos adolescentes a respeito dos modos de transmissão da Hepatite B.

Tabela 4 Modos de transmissão da Hepatite B para os adolescentes das escolas públicas de Divinópolis-MG, set/ 2013 a fev/2015. 

Variáveis* N % IC 95%
Leite materno 105 17,4 14,5% – 20,7%
Da mãe para o filho 158 26,1 22,7% – 29,8%
Sangue contaminado 265 43,8 39,8% – 47,9%
Tatuagem e piercing 235 38,8 35,0% – 42,9%
Sexo vaginal sem camisinha 267 44,1 40,1% – 48,2%
Sexo anal sem camisinha 204 33,7 30,0% – 37,7%
Sexo oral sem proteção 176 29,1 25,5% – 32,9%
Instrumento cortante 219 36,2 32,4% – 40,2%
Compartilhar agulhas e seringas contaminadas 258 42,6 38,7% – 46,7%
Canudo para aspirar cocaína 88 14,5 11,9% – 17,7%
Não souberam 214 35,4 31,6% – 39,3%
Formas não transmissíveis da Hepatite B 242 40 36,1% – 44,0%

*Os participantes da pesquisa puderam assinalar mais de uma alternativa.

Entretanto, em relação à Hepatite B, apesar do incipiente conhecimento dos adolescentes a respeito dessa doença e os seus modos de transmissão, observou-se que ela apresenta uma boa cobertura vacinal (93,3%; IC 95%: 90,5% – 95,3%). Embora a maioria tenha identificado algumas formas de transmissão da doença, uma parcela significativa fez referência a outros fatores que não estão associados à transmissibilidade da hepatite B, como por exemplo, o aperto de mão, beijo na boca, banho de piscina, uso do vaso sanitário, dentre outros.

Os resultados demonstraram que dentre os adolescentes que procuram o serviço de saúde para se vacinar, 70,1% (n = 424; IC 95%: 66,2%-73,7%) frequentam as unidades de saúde mais próximos de sua casa; 14,9% (n = 90; IC 95%: 12,2% – 18%) dirigem-se às unidades de saúde de outro bairro; 9,3% (n = 56; IC 95%: 7,1%-11,9%) destinam-se às clínicas particulares; 4,3% referem-se imunizar somente em campanhas de vacinação (n = 26; IC 95%: 2,9%-6,3%); 6,1% não souberam responder (n = 37; IC 95%: 4,4%-8,4%); e 2,1% (n = 13; IC 95%: 1,2%-3,7%) demonstraram outros pontos de vacinação como no emprego do pai e no batalhão da polícia militar. Para o local de vacinação, os adolescentes puderam marcar mais de uma alternativa.

Atividades extensionistas

O programa de extensão abrangeu um público alvo de 6.650 pessoas (crianças, adolescentes, professores e funcionários presentes no mesmo turno das turmas do 9° ano do ensino fundamental – matutino ou vespertino) das 22 escolas públicas, perfazendo um total de 2.334 doses de vacinas administradas: contra Hepatite B, FA, SCR, dT; sendo 1.923 doses administradas em adolescentes entre 13 e 18 anos. A Tabela 5 apresenta o número de doses aplicadas por vacina de acordo com a região educacional de Divinópolis-MG.

Tabela 5 Total de doses aplicadas por vacina de acordo com a região educacional do município. Divinópolis-MG, set/ 2013 a fev/2015. 

Vacinas Regiões Educacionais Total
Central Nordeste Noroeste Sudeste Sudoeste Oeste
Febre Amarela 420 80 159 145 237 93 1.134
Dupla Adulto 189 36 62 86 63 22 458
Hepatite B 141 16 62 44 55 26 344
Tríplice Viral 16 5 7 12 13 2 55
Influenza 58 49 107
HPV 136 100 236

Pelo fato do período das campanhas vacinais contra o HPV e Influenza decorrerem durante a etapa da coleta de dados deste estudo, estas vacinas também foram incluídas nas ações de extensão para a vacinação de crianças e adolescentes susceptíveis. Entretanto, não fizeram parte da análise da situação vacinal dos estudantes.

Dentre as 6.650 pessoas participantes da ação de extensão, as crianças e os adolescentes que estavam com o cartão de vacina desatualizado e que não foi autorizado pelos seus responsáveis e/ou não levaram o bilhete de autorização assinado (2,2%, 146 crianças e adolescentes), ou os que se recusaram receber a dose atrasada, foi disponibilizado um bilhete, notificando aos seus responsáveis sobre a vacina em atraso e solicitando-os que procurassem a ESF ou a Unidade de APS mais próxima de sua casa para a vacinação.

Quanto às ações de educação em saúde do programa de extensão, participaram 2.283 adolescentes do 9° ano, e 556 do 8° ano, considerando a população total de adolescentes de todas as turmas de 9° ano das escolas em estudo presentes nos dias da ação educativa, e de algumas turmas de 8° ano a pedido da direção escolar. A seleção dos temas foi definida conforme os mais sugeridos pelos adolescentes no roteiro de entrevista: Drogas lícitas e ilícitas (51,4%); DST (50,6%) e Planejamento familiar e métodos contraceptivos (45,8%).

As ações em grupo tiveram duração, em média, de 35 minutos. Ao final da prática grupal foi dada abertura para atenção individual e, em algumas escolas, alguns adolescentes foram acolhidos frente às necessidades de cada um.

No momento da socialização grupal, a dinâmica realizada facilitou a comunicação entre pesquisadores e adolescentes, despertando maior interesse sobre o tema proposto, o que favoreceu o processo de interação, compartilhamento e aprendizagem. Os adolescentes se sentiram à vontade em relatar situações vividas, além de esclarecer dúvidas por meio de perguntas e do atendimento individual, quando solicitado.

Discussão

No presente estudo, a maioria dos adolescentes era do sexo feminino, apresentaram cartão de vacina e consideraram importante a vacinação. Apresentaram baixa cobertura vacinal 45,1% dos adolescentes, sendo que a cobertura da vacina contra FA (64,0%) e dT (74,7%) foram as menores.

A maior adesão à vacinação foi verificada na faixa etária de 10 a 14 anos e pode ser atribuída aos seguintes fatores: às práticas de prevenção à saúde voltadas para as crianças; a maior participação da família na rotina de saúde das faixas etárias de menor idade, uma vez que há uma tendência entre os adolescentes do sentimento de independência, o que impulsiona a não valorização das práticas destinadas a prevenção de riscos e agravos e proteção da saúde no adolescer10.

Sabe-se que a população de adolescentes que procura atendimento representa uma pequena parcela do total dos usuários que usufruem das ações e serviços da APS. Um estudo que procurou avaliar a percepção dos profissionais com relação ao cuidado ao adolescente na APS, mostrou que os profissionais consideraram um atendimento falho a esse público, devido a inexistência de direcionamento de ações que alcancem os adolescentes2.

Outro estudo de revisão sistemática da literatura sobre fatores que influenciam a conclusão dos calendários vacinais multidoses em adolescentes, apontou que a administração da vacina nas escolas está associada a uma maior completude do calendário vacinal dos adolescentes, uma vez que a minoria dessa população procura unidades de saúde11.

Nessa área da saúde, nota-se que ainda existem lacunas nas práticas de cuidados destinadas aos adolescentes, o que impossibilita a resolutividade das peculiaridades dessa faixa etária. Não há um atendimento de forma sistematizada, e sim de acordo com a demanda espontânea, demonstrando que a organização de trabalho com esse grupo etário fica a desejar5.

Dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) relativos a National Immunization Survey-Teen (NIS-Teen) realizada no ano de 2014, com 20.827 adolescentes entre 13 e 17 anos, a cobertura vacinal contra o tétano, difteria e coqueluche acelular (dTpa), contra a doença meningocócica e o papilomavírus humano, mesmo tendo aumentado em relação ao ano anterior, continua sendo inferior a 80%, ou seja, 79,3%, 60,0% e 41,7%, respectivamente12.

Apesar de 12,6% dos adolescentes relatarem reações adversas pós-vacinação, a ocorrência desses eventos é menor em adolescentes13. Pressupõe-se que esses relatos de reações estão relacionados às manifestações locais como a dor no local da aplicação, normalmente associada a vacina dupla adulto, administrada a cada 10 anos.

Em relação ao medo de injeção, é esperado e considerado normal em determinadas fases do desenvolvimento, como forma de proteção adotada pelas pessoas que se veem em risco, e há situações em que o medo interfere nas decisões e atividades diárias do adolescente14.

Observou-se similaridade dos resultados deste estudo em uma pesquisa realizada com um grupo de adolescentes de uma escola municipal no Pará, em que se procurou analisar a cobertura vacinal desse público. Dos entrevistados, 77,6% afirmaram ter conhecimento sobre a definição e utilidade da vacina, enquanto que apenas 7,47% relataram ter conhecimento sobre o calendário vacinal do adolescente15.

Um fator que pode estar associado à baixa cobertura vacinal entre os adolescentes, neste estudo, seria a falta de conhecimento referente às vacinas e sobre as doenças que são transmissíveis e imunopreveníveis. Uma vez que, apesar de quase 100% dos adolescentes entrevistados considerarem a vacinação importante, grande parte deles mostraram-se leigos quanto ao calendário de vacinação, fazendo referência, por exemplo, a doenças ou infecções que acreditavam estar imunizado e não são imunopreveníveis, como o HIV-AIDS, sífilis, candidíase, gonorreia e herpes simples, e a vacina contra a dengue que ainda não está disponível na rede pública. Um estudo no Piauí, Brasil, identificou-se que 60,2% dos participantes informaram que desconheciam o calendário de vacina do adolescente16.

Corroborando este estudo, em relação às vacinas conhecidas pelos adolescentes, 48,6% citaram a vacina contra FA e somente cerca de um terço conheciam tanto a vacina contra hepatite B como a vacina contra o tétano16,17. No Pará, apenas 26,87% afirmaram o conhecimento sobre a existência da vacina contra hepatite B15. Em Teresina, um estudo constatou que a hepatite B está na terceira posição das vacinas de maior conhecimento citadas pelos adolescentes, subsequente apenas às vacinas contra rubéola e FA16. Um conhecimento maior sobre as vacinas de FA e rubéola pode ser justificado devido às campanhas nacionais contra essas duas doenças terem sido implementadas em todos os estados brasileiros, com grande divulgação na mídia.

Estudos brasileiros realizados com adolescentes no Paraná18 e Piauí17 também identificaram baixas coberturas vacinais contra a hepatite B na faixa etária de 15 a 19 anos, quando comparados aos da faixa etária de 10 a 14 anos. Em pesquisa realizada na China, foi encontrada uma taxa de imunização contra o HBV entre os participantes com idade inferior a 20 anos, de 93,3%19.

A hepatite B é considerada um dos maiores problemas de saúde pública do mundo com 240 milhões de pessoas portadoras crônicas do vírus. Cerca de 2 mil milhões de pessoas infectadas pelo HBV em todo o mundo e, aproximadamente, 780 mil mortes anualmente. Altos índices de infecção pela forma crônica podem ser identificados no Estado do Amazonas, Brasil, e algumas partes da Europa oriental e central. A transmissão do HBV ocorre pelo contato com fluidos corporais e por transmissão vertical20,21.

É preocupante a baixa cobertura vacinal contra hepatite B entre os adolescentes, principalmente na faixa etária de 15 a 18 anos. Se considerarmos que a vacina da hepatite B foi introduzida no calendário básico do PNI em 1997 para todos os menores de 1 ano, e ampliada para as faixas etárias de 1 a 19 anos em 2001, podemos inferir que oportunidades perdidas de vacinação continuam ocorrendo. Profissionais de saúde precisam estar atentos ao cartão vacinal dos jovens e, em cada oportunidade, tirar proveito de sistemas de informação de imunização e oferecer todas as vacinas elegíveis para os adolescentes12.

A imunização dos adolescentes contra a hepatite B se faz necessária por serem considerados vulneráveis às doenças que podem ser sexualmente transmissíveis. Tendo em vista que nessa faixa etária está propícia a fatores de risco, como a multiplicidade de parceiros sexuais, uso irregular do preservativo, consumo de álcool e outras drogas. Ademais, há um sentimento de invulnerabilidade às doenças e uma maior exposição a riscos sem prever consequências22.

Este estudo identificou, entre setembro de 2013 a fevereiro de 2015, que em Divinópolis-MG, a cobertura populacional pelas equipes da ESF era de aproximadamente 25%. A cobertura vacinal dos adolescentes entre 13 e 18 anos das 22 escolas foi de 45,1%, demonstrando uma adesão inferior ao esperado às práticas de prevenção de doenças imunopreveníveis em adolescentes. As atividades extensionistas do projeto permitiram atualizar os cartões de vacinação de crianças e adolescentes, mas sabe-se que essa foi uma atividade isolada. Considera-se importante o acompanhamento sistemático da situação vacinal dessa população por parte das equipes de saúde do município.

Diante disso, faz-se necessário uma maior atenção dos profissionais de saúde para o desenvolvimento de ações que propiciem o engajamento dos adolescentes nas atividades preventivas de riscos e agravos e de promoção à saúde, visto que, a partir do conhecimento adquirido por meio das orientações compartilhadas, utilizando-se de uma abordagem dinâmica e proativa, possibilitará a formação da autonomia desses indivíduos, tornando-os, assim, corresponsáveis pela sua saúde. Precisa-se, portanto, considerar no cotidiano dos serviços o atendimento e acompanhamento dos adolescentes nos cuidados primários à saúde.

Conclusão

Mediante os procedimentos metodológicos adotados na pesquisa e na extensão, constatou-se um processo de transformação social, ampliando a cobertura vacinal, que atingiu aproximadamente 91%, de crianças, adolescentes, funcionários e professores das 22 escolas municipais e estaduais do ensino fundamental de Divinópolis-MG. Como também um impacto na formação dessas faixas etárias, por meio do conhecimento compartilhado e adquirido sobre a relevância da imunização, das doenças transmissíveis e as que são imunopreveníveis.

A população escolar, assim como todos os inseridos neste estudo transversal e nas intervenções da extensão, consolidou atitudes preventivas de riscos e agravos em um processo que deve ser contínuo, onde se entende que a educação em saúde deve ser permanente, construída ao longo da vida, nas relações em trabalho, sociais, e entre as pessoas que compartilham o viver em sociedade. O processo de aprendizado contínuo provoca novas concepções, atitudes e possibilidades na recriação da própria maneira de ser e de se cuidar.

Nesse sentido, realizar este estudo com adolescentes viabilizou o conhecimento dos fatores associados a uma ação preventiva, que é a vacinação contra doenças transmissíveis no cenário proposto para o estudo, como também a intervenção de vacinar, quando foi necessário.

Considera-se que a pesquisa, em interface com a extensão, propicia o conhecimento sobre determinado objeto e da realidade pesquisada, e proporciona também que intervenções sejam realizadas para modificar essa realidade. Esta pesquisa demonstra seu papel social na produção do conhecimento, mas também na efetividade das intervenções para impacto positivo sobre os resultados alcançados.

Este estudo apresenta contribuições para a área da saúde, ao demonstrar que a realização de práticas de controle de riscos e agravos no território extra-muro da unidade de saúde, como a escola, reforça os conceitos de uma nova forma de fazer saúde, baseado no conceito da vigilância em saúde, e que podem transformar uma realidade.

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Recebido: 17 de Julho de 2016; Revisado: 23 de Janeiro de 2017; Aceito: 25 de Janeiro de 2017

Colaboradores

SMF Viegas trabalhou na concepção e delineamento, na pesquisa e na extensão, na análise, na interpretação dos dados, na redação final, na revisão crítica e na aprovação da versão para submissão à publicação. FC Sampaio trabalhou na pesquisa e na extensão, na análise, na interpretação dos dados e na redação. PP Oliveira trabalhou na pesquisa e na extensão, na interpretação dos dados, na redação final e revisão crítica. FM Lanza trabalhou na análise, na interpretação dos dados, na redação final e revisão crítica. VC Oliveira trabalhou na extensão, na interpretação dos dados, na redação final e revisão crítica. WJ Santos trabalhou na redação final e revisão crítica.

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